Canal Içara

Canal Içara

27 de setembro de 2021 - 04:49
O pênalti marcado para o Fluminense no estádio Heriberto Hülse, que resultou em gol, pode gerar impacto de R$ 3,4 milhões aos cofres do Criciúma Esporte Clube. Isso porque, esse é o valor que o Tigre irá receber de premiação caso elimine o Fluminense.

E um placar final de 2x0 no jogo de ida daria muito mais tranquilidade para o Criciúma desempenhar um bom futebol no jogo de volta no Maracanã, neste sábado, dia 31, às 16h30.

Mas com esse gol sofrido, de pênalti ACHADO pela arbitragem, penalidade esta que NÃO existiu, o Criciúma terá uma vantagem menor para administrar.

Esse erro grotesco da arbitragem prejudicou o Criciúma de forma direta. Porque é claro que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai fechar os olhos para essa aberração criada pela arbitragem. É óbvio que a CBF vai fingir que isso é só mais um errinho comum e que todos estão passíveis de erro. O erro não será corrigido, infelizmente.

Então tirem o VAR dos jogos, já que os senhores não sabem utilizá-lo. Deixem de utilizar essa ferramenta e assumam publicamente que vocês formam um quadro de árbitros de qualidade duvidosa.

Por qual motivo a CBF gasta R$ 50 mil POR JOGO para a utilização da arbitragem de vídeo, se ela não é utilizada no momento mais crucial da partida?

Sinceramente? Essa arbitragem é muito ruim, muito incompetente e despreparada, ou é muito mal intencionada. Do fundo do meu coração: eu prefiro acreditar que a arbitragem seja apenas despreparada e incompetente. Espero que não tenha sido um erro proposital.

Porque é ridículo terem assinalado aquele pênalti. O zagueiro pula, se joga para trás e o árbitro central não vai nem conferir no monitor. Ele assinala o pênalti e manda o jogador bater. Sem conversa, sem análise, sem ajuda da tecnologia.

Os bons árbitros que me perdoem. Eu conheço muitos árbitros competentes e que agem com seriedade. Mas essa equipe de arbitragem do jogo Criciúma x Fluminense entra para a história como a pior arbitragem da história do futebol contemporâneo, cometendo um erro crasso, mesmo com o VAR disponível.

Uma pena.


Vitória tranquila sobre o Boa Esporte e o bom início de Série C
15/08/2020 às 23:48 | Érik Borges / Canal Içara
O início da campanha do Criciúma na Série C do Campeonato Brasileiro é animador. Isso porque o Tigre jogou duas partidas, empatou uma e venceu a outra. Um aproveitamento bom. Com quatro pontos em dois jogos, o Criciúma mostra que está atento à competição e tentando figurar na parte de cima da tabela. A vitória por 3x1, sobre o Boa Esporte/MG, com gols de Michel, Alisson Taddei e Andrew faz com que o ambiente no vestiário do elenco fique mais leve, mais descontraído.

A Série C é um campeonato relativamente curto na primeira fase, com 18 rodadas. Ao contrário da Série C, que tem 38 rodadas. Dessa forma, cada vitória ou derrota é potencializada em razão de ter pouca margem para uma sequência negativa de resultados. Dessa forma, começar bem a competição é um passo importante para conseguir se manter firme na briga pela classificação do grupo B.

O jogo

O Criciúma abriu o placar logo no segundo minuto, com Michel. Cinco minutos depois o Boa Esporte empatou. Aos 9 minutos da primeira etapa, Alisson Taddei marcou o segundo gol do Tigre. Após esse começo frenético com três gols, o jogo ficou mais morno e os times não criaram muitas chances de perigo.

Na metade do segundo tempo, o atacante Andrew deu mais tranquilidade ao Criciúma ao marcar o terceiro gol do time criciumense. Depois disso, o Tigre só administrou o resultado e o Boa Esporte não teve força suficiente para esboçar uma reação. Resultado que anima o torcedor. O próximo compromisso do Tigre será contra o São Bento/SP, na segunda-feira, dia 24, às 20h, no estádio Heriberto Hülse.


A ausência de Carlos César foi sentida na semifinal
06/08/2020 às 16:44 | Érik Borges / Canal Içara
Faltou o diferencial no meio de campo. A ausência de Carlos César no time do Criciúma na semifinal do Catarinense, nessa quarta-feira, dia 5, pode ter sido fator preponderante para a eliminação do Criciúma, nos pênaltis, contra a Chapecoense. A final será disputada entre Brusque e o time do Oeste, mas a história poderia ser diferente caso o Carlos César estivesse em condições de jogo.

Isso porque ele é o cara da bola parada: escanteios, faltas e até mesmo pênaltis. É um jogador experiente que transmite confiança aos jovens companheiros de time. É um jogador acostumado com a pressão. Acostumado a lidar com grandes confrontos e teria muito a somar nessa semifinal.

Porém, uma lesão o deixou fora do confronto. Lesão recorrente e que preocupa não só o torcedor, mas também a comissão técnica. Carlos César é uma peça-chave no elenco e a ausência dele traz consequências diretas no desempenho da equipe.

No jogo dessa quarta-feira, dia 5, o Criciúma conseguiu abrir o placar logo aos quatro minutos da primeira etapa, mas o restante do jogo foi monótono. Sem lances de tirar o fôlego, nenhum dos goleiros foi protagonista. Aliás, ninguém se destacou nesse jogo. O nível técnico do jogo não impressionou.

Para a Série C, o Criciúma necessita de reforços para se tornar competitivo no sentido de brigar diretamente pela subida à Série B do Campeonato Brasileiro. Com o atual elenco e com o atual nível técnico e tático, será praticamente impossível lograr êxito na campanha.
É preciso que esse time adquira mais familiaridade, porque muitas peças chegaram recentemente e o técnico Roberto Cavalo tem a missão de extrair o que esses atletas tem de melhor a oferecer. Mas, no momento, o cenário não é otimista.


Como já noticiado por este portal, "a Secretaria de Estado da Saúde autorizou o retorno das competições de futebol profissional. Com a decisão, a Federação Catarinense de Futebol pode marcar os jogos de volta, válidos pelas quartas de final da competição". Pois bem: estamos no olho do furacão. Estamos numa crescente nunca antes vista no número de pessoas infectadas e de óbitos por Covid-19 em Santa Catarina. Números alarmantes que resultam em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) lotados, etc.

Estamos passando pela pior crise de Saúde pública da história de Santa Catarina e os representantes da Federação Catarinense de Futebol (FCF), juntamente com alguns dirigentes, retomam o Campeonato Catarinense. Irresponsabilidade generalizada. Irresponsabilidade do secretário de Saúde do Estado; Irresponsabilidade do governador e irresponsabilidade da Federal Catarinense de Futebol.

Um jogo de futebol profissional, mesmo sem torcida presente, envolve uma série de profissionais. Desde comissão técnica, equipe de arbitragem, gandulas, equipes de televisão, rádio, fotógrafos, etc. As delegações chegam em ônibus, com 30 pessoas aglomeradas dentro de um ônibus fechado com ar condicionado. Ninguém me contou, eu vi. Eu vi o ônibus do Marcílio Dias chegando a Criciúma no jogo de ida das quartas de final. Janelas fechadas, dezenas de pessoas dentro de um mesmo ônibus.

No jogo? Contato físico entre jogadores de duas equipes. Futebol é esporte de contato. O risco de proliferação existe. E atualmente o mais importante é dar exemplo. O transporte coletivo (intermunicipal e municipal) está suspenso justamente para evitar a proliferação do vírus. Pessoas estão sem ônibus para se deslocarem aos seus respectivos locais de trabalho. Mas, ao mesmo tempo que proíbe ônibus, o governador libera que os jogadores viagem quilômetros dentro de um ônibus fechado, com ar condicionado, com todos respirando o mesmo ar.

Os jogadores e todos os demais profissionais envolvidos na realização de uma partida de futebol profissional estão correndo riscos de contaminação com o vírus. E a vida humana deve ser levada a sério. A prioridade atualmente é manter o distanciamento social. A prioridade é evitar ao máximo as atividades que não sejam expressamente necessárias e essenciais.

Campeonato Catarinense não é atividade essencial. Errou o governador ao liberar o retorno do campeonato no Estado, justamente no momento em que Santa Catarina começa a entrar em colapso na Saúde, com falta de leitos de UTI. Futebol é esporte de contato. E o que mais se precisa no momento é de distanciamento social.


Bandeirão a meio mastro após morte de dona De Lourdes
19/03/2020 às 16:20 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Morreu, aos 72 anos, uma das maiores torcedoras do Criciúma EC. Dona De Lourdes era mais que isso, era um símbolo de garra, de resiliência, de fidelidade ao seu time, era uma embaixadora do Clube. Onde estivesse, estava vestida com nosso manto, a camisa do tigre era sua segunda pele.

Descanse em paz carvoeira De Lourdes. Seu exemplo jamais será esquecido, e continuará carregando multidões. Outras homenagens serão realizadas pelo clube assim que a situação de emergência acabar, e as coisas voltarem a normalidade. O Bandeirão do clube ficará em meio mastro.


*Erik Borges Vieira é jornalista e torcedor do Criciúma Esporte Clube