Canal Içara

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21 de outubro de 2021 - 09:35
Opinião: Brasil, desfilie-se ou vote nulo
08/04/2012 às 10:14 | Dentista Vilson Schambeck
Corre por toda a mídia a necessidade de uma reforma política. Isso é fato. Precisamos mesmo de partidos que tenham cara de partido, ou seja, um conteúdo programático que seja respeitado e onde todos os seus filiados tenham vez e voz. O que vemos, e não é de hoje, são caciques políticos que pintam e bordam conforme suas próprias conveniências.

Alianças impossíveis de se imaginar são colocadas à mesa como se tudo fosse normal e aceitável. Via de regra, numa campanha eleitoral os “generais” brindam champagnhe enquanto os cabos eleitorais vão parar nas delegacias. Agora pergunto, se na eleição seguinte vão estar todos de mãos dadas, pra quê se estressar?

Antropologicamente falando se oberva que a pluralidade é algo inerente à raça humana, pois o que é um povo senão uma massa unida por laços de cultura semelhantes, porém não idênticos. Assim formam-se as nações. Porém, paralelo a isso, creio também que vivemos num mundo de faz-de-conta, imerso num caldeirão de desigualdades, alimentado pelo fogo do preconceito. Poucos são os que ousam “pensar” o tema, pois tornamo-nos cada vez mais individualizados. O fato é que entre o nosso hoje e o amanhã há um mata-burro chamado ignorância e um cabresto denominado egoísmo. É um vale tudo na luta pelo poder...

A democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos: democracia direta (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indireta"), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Outros itens importantes na democracia incluem exatamente quem é "o Povo", isto é, quem terá direito ao voto e como proteger os direitos de minorias contra a "tirania da maioria". No mundo atual há uma inércia e uma acomodação generalizada. O “eu” sobrepuja o “nós”. Interesses pessoais estão a frente dos coletivos. As pessoas estão cansadas, exauridas. A democracia está de cabeça para baixo.

Num breve comparativo, aqueles que já tiveram oportunidade de viajar para outros países puderam perceber-se, muitas vezes, como estranhos no ninho. Fato este que me recorda um filme de sucesso recente, “Matrix”. No filme em questão, pessoas são acordadas de um sono profundo e despertam para uma nova realidade. Seu modo de ver a vida é transformado totalmente, dando lugar a um novo paradigma.

Invariavelmente, pessoas que passaram por grandes provações em suas vidas têm o caráter potencialmente transformado. Passam a enxergar o mundo sob um novo prisma. Não por acaso, a Bíblia nos remete à seguinte frase: “vinde a mim como as criancinhas”. Isso se justifica pelo fato de que as crianças ainda não tiveram seus sonhos cauterizados e suas esperanças perdidas. Elas sempre estão abertas ao que é novo.

Em resumo, acredito que a humanidade precisa de um derramamento de amor, e uma dose dupla de indignação. Estamos fartos de teoria. Precisamos de pessoas que tenham nos seus currículos, cara, coragem e honradez.É chegada a hora de uma nova revolução: a epopéia do amor precisa emergir, sob o som da indignação. Mas quem há de indgnar-se? Onde está o proletário? Onde estão os formadores de opinião? Será que estão todos calados, anestesiados, adormecidos...

Encerro mais este desabafo com a célebre frase de um pensador: "amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez. Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade, que prolifera infectando almas e atrofiando corações.”


Opinião: Indignação com o Plano SC Saúde
14/03/2012 às 11:11 | Inspetora de Polícia inativa Maria Brígido Vieira
Faz algum tempo que estou decepcionada e até um tanto revoltada com esse famigerado Plano SC Saúde do Governo do Estado, que contempla todos os funcionários públicos. Estranhei muito porque não lia e nem via nada na imprensa com relação ao assunto. Mesmo os sindicatos, que são vários, estão quietos e não defendem seus associados ou sindicalistas.

Penso que a saúde é, entre as quatro principais instituições, uma das mais importantes, já que sem saúde não tem educação, nem trabalho, nem segurança. Funcionário doente não rende em lugar nenhum. Hoje li uma nota no jornal da região dando conta que um senhor usuário do plano SC Saúde precisava de um médico especialista e não havia nenhum credenciado no Sul do Estado.

Esta é a situação do Plano que o Governo do Estado esta oferecendo aos seus mais de 180.000 servidores, isto sem contar seus dependentes. Por outro lado, não deixaram de descontar um mês sequer da folha de pagamento e o mesmo percentual de quando éramos atendidos, por sinal muito bem atendidos, pela Unimed.

Pergunto: Onde estão nossos sindicatos? Nossos representantes legais? Nossos deputados estaduais? Que não estão defendendo os servidores públicos? Será que precisa acontecer alguma tragédia, para que todos se acordem e percebam que o Governo do Estado esta deixando 180.000 funcionários públicos sem atendimento médico e que vão engrossar a fila do SUS?

Por favor, vamos acordar, vamos a luta, porque não podemos ficar sem um plano de saúde decente, com médicos especialistas, hospitais, clínicas e laboratórios credenciados como tínhamos antes do atual do Governo.


Reflexão: Faltou energia?
28/02/2012 às 13:59 | Maria de Fátima Pavei
Muitos acontecimentos desagradáveis já passaram por mim, mas hoje eu me senti assim: frustrada, indignada, decepcionada e pretendendo mudar meus pensamentos, pelo menos por alguns segundos. Nos jornais ou na TV, observei a profunda decepção dos leitores com a situação que atingia a cidade, faltou energia. Enfim, pensei que este mundo está muito difícil para se viver, esta tremenda luta pelo poder não tem fim, é o caos.

Olho para o teto e havia uma lagartixa verde, que se transformava em várias cores, coitadinha, talvez se assustou com a página do jornal, na qual eu estava mergulhada. De súbito no computador a seguinte frase: “Faltou energia em Criciúma!” Energia? É. Respondeu a voz que vinha do além. E agora, perguntei? A voz: “Milhares de pessoas estão prejudicadas, e o motivo é ‘o poder’, o dinheiro. As famílias estão sofrendo... Hoje é cada um para si, e os demais que se danem, é o poder que interessa, o vil metal..."

Minha presença diante daquele animalzinho falante foi interessante, talvez se aprenda mais com os animais do que com os seres humanos. Fiquei olhando para aquele corpinho assustado e pensei: “Seria bom ser assim, mudar de cor. Ser tranquila, sem medos e falcatruas..." Ela desaparece, procurei-a e nada, havia se escondido... Aproximei-me da lagartixa, porque eu não estava gostando de ser gente.

No facebook, a professora perguntava a um dos chefes: “E agora como vou sair nas ruas? Está sem energia, dá para me explicar esta escuridão? O chefe: “He...he... he...he, calminha dona dos números...He...he...he...Vê se me entende, a energia vai voltar, não vai ficar assim escuro por muito tempo... E quando havia energia você via demais.... Vamos ficar no escurinho por um tempo... Tá bom?....He...he...he...”

Desliguei o computador, o Facebook me entediou, por que alguém me explica por que Criciúma está no escuro? Aparece a falante lagartixa: "Não dá para entender, é o caos, a falta de respeito, o poder acima de todos as coisas..." Ela estava preta da cor da escuridão... E fala: “Lá tem lugares escuros, mas quem provocou a escuridão está em Paris, está se refrescando nas praias, está com a conta bancária na boa. Chama a cooperativa ou a polícia, manda prender estes vag........!" Sai de mansinho, e a lagartixa ficou verdinha de raiva...... E eu? Andando no escuro, a cidade continua no escuro, faltou energia?


Opinião: E como vai ficar na Copa de 2014?
13/02/2012 às 11:34 | Jornalista Antônio Rozeng
Dentro do novo terminal de embarque de passageiros no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, as goteiras se multiplicam durante as chuvas. Os funcionários olham para cada novo pingo que brota e fazem cara feia. “Daqui a pouco vai ter que interditar o terminal todo”, afirma uma das funcionárias do aeroporto.

“Tinha que chamar a Dilma para ver isso”, comenta outro integrante da equipe de limpeza. Uma funcionária da Infraero me olhou e sem jeito ainda tentou justificar o problema com uma mistura de vergonha e indignação: “E pensar que gastaram quase 3 milhões. É o que dá fazer as pressas”. Depois de ver essas cenas só me vem a cabeça um bordão do humorista Murilo Gun: “Quero ver na Copa (#QueroVerNaCopa)”.


Opinião: Estamos sem Plano de Saúde
31/01/2012 às 13:54 | Professora Derlei Catarian De Luca
Ouvi atentamente na manhã de segunda-feira, dia 30, o senhor Milton Martini, secretário de Estado da Administração, falar sobre o plano de saúde dos servidores estaduais. Não sei se é caso de psiquiatra, de polícia ou cara de pau mesmo.

Secretário, qual é o 0800 que funciona bem? Pode apontar um? Quantos assessores têm para acertar suas consultas, suas viagens, suas malas e passeios? Quantos assessores tem um professor ou um policial, para ficar na lenga lenga do 0800 tentando marcar uma consulta?

Você ligou para o SC Saúde, angiologia disque 1, pediatria disque 2, ginecologia disque 3, ortopedia disque 4, endocrinologia disque 5, gastroenterologia disque 6, geriatria disque 7, nefrologia disque 8, oftalmologia disque 9, neurologia disque 10. Ou aguarde na linha....

Daí vem uma musiquinha irritante enquanto a pessoa morre do coração ou joga o telefone fora, já que não conseguimos ainda jogar fora certos políticos. Quantos professores e policiais possuem computador em casa? Quantos têm tempo de ficar buscando informações na Internet? Nós não temos assessores para fazer isso.

O Governo do Estado prometeu que receberíamos as carteirinhas em casa. Quando? De todos os professores que conheço apenas dois receberam a carteirinha até agora e rejeitaram o plano, buscando alternativas. Os demais nem receberam.

Sei e todo mundo sabe que os profissionais bons, sejam professores, médicos ou policiais, trabalham bem sejam pagos ou mal pagos. Contudo, eu não posso e não quero depender da caridade alheia para ser atendida quando necessitar de um médico. Se forem bem remunerados, pelo menos podemos exigir que trabalhem bem.

Educação, saúde, segurança sempre foram as reivindicações mínimas da sociedade e a promessa dos governantes. Humanização nos tratamentos e relacionamentos é recomendação de psicólogos, psiquiatras e educadores. Nada substitui o contato pessoal para qualquer tipo de atendimento.

Nas sociedades preocupadas com o ser humano, existe até visita aos doentes em suas residências. E Santa Catarina, ao invés de avançar, retrocede. E temos de ouvir o secretário tentar escamotear a verdade. Porque a verdade é que nós, os 180 mil servidores do Estado, estamos sem assistência médica. Às vezes, como hoje, tenho vergonha dos governantes do meu estado.

Senhor secretário – eu tenho nome, rosto e endereço.


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