Simone Cândido: o ciclo da vida
09/07/2022 às 10:13 | Simone Cândido
Nascemos dependentes de outras pessoas: nossos pais, avós, tios, ou alguém próximo, pois seres indefesos necessitam que alguém o alimente, dê banho e outros cuidados, que, sem eles, não sobreviveríamos. Assim, vamos crescendo e nos desenvolvendo!

Aprendemos lições de vida e afetos, que nos sãos passados de geração em geração. Vamos sendo moldados pelos nossos responsáveis e adquirimos o jeito de serem, os hábitos e nos tornamos pessoas com muitas semelhanças aos nossos.

Do nascimento até ficarmos independentes, demoram alguns anos. E haja paciência de quem nos cuidou! Crescemos e vamos passando por várias fases e, aos poucos, vamos dependendo menos para nossas tarefas diárias, mas nem sempre agradecemos por todo cuidado que tiveram.

Olhando para as mãos de nossos pais, já enrugadas pelo passar do tempo, podemos perceber o quanto foram importantes para nossas vidas. Quantas vezes essas mãos cuidaram de nós, quantos afagos, quantas comidinhas gostosas com tanto amor nos fizeram! Muitas histórias nos contaram até aprendermos a falar, depois a ler. Incansáveis com seus ensinamentos repetiam muitas vezes, até que aprendêssemos e alguns acabam esquecendo todos os sacrifícios que seus pais passaram para o seu desenvolvimento.

Os anos passam e os pais envelhecem, repetem as histórias que já ouvimos várias vezes, ou nem as ouvimos, deixamos de lado.

Quantos vivem na solidão, sem uma visita ou um telefonema dos filhos! Alguns perdem a memória, esquecem com facilidade fatos cotidianos. Outros não conseguem lembrar-se de seus próprios filhos. E nós, podemos nos esquecer deles?

Amor de verdade jamais é esquecido! Mesmo que eles não recordem quem tu és, lembra-te que foste criança e eles te tornaram o adulto de hoje.

Cresci e sigo o exemplo de meus pais, que ensinaram, por onde eu passar deve deixar marcas de onde vim do quanto recebi de amor. Assim, segue o ciclo da vida para minhas filhas, pois já cresci e meus pais moram em outra dimensão de lá quero que tenham orgulho da mulher que me tornei.

Que cada filho, que ainda tem a alegria de ter seus pais por perto, dê toda atenção necessária, muito amor, pois é gratuito.

E se Deus permitir, ficaremos com nosso rosto e mãos enrugadas, prova que vivemos muitos anos. E quando não nos lembrarmos de muitas coisas, que nosssos filhos nos façam lembrar de todo amor que lhes ensinamos, seguindo o ciclo da vida.

Dedico aos meus pais Luiz e Fátima, que muito contribuíram para eu me tornar quem sou aos meus sogros Fernando e Zenair, que muito auxíliaram seus filhos e netos nessa jornada terrena.


Em maio de 2012, na comarca de Içara foi criado o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Içara (Geaai) com o slogan Simplesmente Amar. Adoção sempre foi um tabu na sociedade. Muitos adotavam seus filhos e escondiam a origem deles. De alguns anos para cá essa realidade tem mudado bastante.

Os termos utilizados para adoção também mudaram muito. Muitos chamam de filhos do coração, pois o amor foi o primeiro sentimento. Há quem prefira chamar apenas de filhos. Mas muitos ainda questionam se são nossos “filhos de verdade”. Apenas respondemos que sim, apenas chegaram até nós de outra forma.

Alguns chegam ainda bebês, numa entrega legal e consciente. Mulheres que entregam nossos filhos num ato de amor. Não importa a circunstância da gestação é seu direito entregar o bebê legalmente. Adoção é o último recurso para crianças ou adolescentes. Quando uma gestante decide entregar seu bebê para adoção a princípio é vista a família extensa, se não houver nenhum parente que possa ficar aí sim irá para fila de adoção.

Tendo em vista muitos abandonos durante a pandemia e informações falsas sobre entrega legal nós do Geaai Içara S.C. elaboramos uma cartilha virtual com algumas perguntas e respostas sobre entrega legal e adoção.

A advogada e assessora jurídica do Geaai Raquel Romualdo elaborou perguntas e respostas que estão disponíveis na Cartilha Virtual em nossa página no facebook.com/geaai.icara

Qual é a procedimento adequado quando uma mulher que deu à luz deseja entregar seu filho em adoção?
O profissional de saúde deve comunicar imediatamente o setor de Serviço Social do fórum da Comarca de Içara, pelo fone/WhatsApp: 34035504 ou 3403 5550, para que esse tome as providencias cabíveis junto ao Juiz e Promotor da Comarca.

O que fazer quando um profissional de saúde se interessa em acolher uma criança deixada por sua mãe no hospital?
Esse profissional deve ser orientado que a criança ficará sob a tutela do juízo da infância e juventude. Se o juiz decidir pela adoção dessa criança, ela será acolhida por família devidamente habilitada pela Vara da Infância e Juventude. Se o profissional tem interesse em adotar uma criança, deverá procurar o setor do serviço social do fórum para receber orientações sobre o procedimento de inscrição para adoção. Ele obedecerá a fila como qualquer cidadão que deseja adotar.

Existe alguma punição para o hospital, caso não siga essa regra?
Sim. O estatuto da Criança e Adolescente estabelece pena de multa para o médico, enfermeiro ou dirigente do estabelecimento de saúde que não encaminhar de imediato à autoridade judiciária a mãe ou gestante interessada em entregar seu filho à adoção.

Qual é a orientação a ser repassada às famílias que procuram o hospital para acolher crianças em adoção?
O profissional de saúde deve encaminhar a família ao setor de serviço social do fórum, onde será orientada sobre as etapas e documentação necessária para ser inserida no cadastro de adoção. Em hipótese alguma é permitido o profissional de saúde intermediar a entrega de crianças a terceiros. Lembre-se: a adoção é uma prerrogativa exclusiva do juiz.

Engravidei e eu e minha família não podemos cuidar deste filho. Posso entregá-lo para adoção?
Deve. Você pode buscar informações no Grupo de Apoio à adoção, que é uma associação totalmente independente do judiciário (fórum) e conselho tutelar. Se preferir, também pode procurar o fórum, diretamente no setor de serviço social para tirar todas as dúvidas.

Entregar meu filho para adoção é crime?
Entregar seu filho para adoção não é crime; porém abandoná-lo em locais públicos, como parques, igrejas, loja, banheiros por portas de casas, por exemplo, é crime. A mãe que promete ou entrega seu filho a terceiros mediante pagamento ou recompensa comete crime, conforme artigo 238 do Estatuto da Criança e Adolescente.

Por que devo procurar o setor de serviço social do fórum ou grupo de adoção?
Ao serem acompanhadas ou assistidas pelo serviço Social do fórum ou pelo Grupo de Apoio à Adoção, você e seu filho estarão em segurança e dentro da lei. Você protege a criança e a si mesma. Ao entregar seu bebê para família não cadastrada na Justiça, você poderá expô-lo a situações de riscos, tais como tráfico de órgãos, tráfico de crianças, abandono e exploração sexual.

Uma família pediu meu bebê para registrá-lo como filho, posso doá-lo?
Registrar filho de outra pessoa como se fosse seu é crime. Somente o juiz pode autorizar que a criança se torne filho(a) de outra família.

Não tenho certeza se devo entregar meu filho à adoção.
A decisão deve ser avaliada com cuidado, pois se a criança for adotada, não tem volta. Você tem direito de receber atendimento psicológico para ajudá-la encontrar a melhor solução, sem sofrer pressões ou constrangimentos.

Meu filho será bem cuidado pela nova família?
O fórum possui um cadastro de famílias interessadas em adotar, que já passaram por um estudo psicossocial e foram habilitadas pelo juiz. Muitas famílias também participam de grupos de preparação e apoio à adoção. Os profissionais do serviço social vão procurar uma família adequada para cada criança.

Muitos pretendem ser pai ou mãe. Na maioria das vezes a adoção é a solução para aqueles que não conseguem ter filhos biológicos. Outros têm seus filhos biológicos, mas o coração tem muito amor e cabe mais um ou mais filhos.

Nesse tempo de decisão acontecem alguns passos para os futuros pretendentes à adoção. Decidir, pela adoção não é nada fácil. Muitos sonham com um bebê, pois acreditam ser mais fácil a adaptação. Outros já abrem um leque um pouco maior preferem crianças maiores.

Após essa decisão o pretendente seja ele casado ou solteiro deve ir até o Fórum da comarca onde reside. A assistente social irá disponibilizar a lista de documentos, será marcado o curso de pretendentes à adoção com palestras e orientações sobre o processo de espera pelo futuro filho(a).

O curso de pretendentes é muito importante. Ali a decisão final pelo perfil da criança ou adolescente acontece. Através dos depoimentos de psicólogos, médicos, assistentes sociais, pais e mães que tiveram a experiência da adoção. Conhecendo relatos de outras adoções, fica mais fácil perceber que adoção de crianças maiores com ou sem irmãos é possível sim.

Adaptação é necessária, mas com amor, logo criam-se vínculos afetivos, as vivências anteriores vão ficando para trás. Mesmo com exemplos de adoções de crianças maiores bem-sucedidas, muitos ainda optam por crianças até três anos, e meninas na maioria dos pretendentes. O perfil do futuro filho deve caber no coração de cada pretendente. De nada adianta colocar um perfil de uma criança ou adolescente maior se o coração não aceitar.

Infelizmente ainda existem muitas devoluções. Justamente por esse motivo se faz necessário o curso de pretendentes e o acompanhamento pós-adoção. Alguém irá perguntar, mas como assim devolver uma criança? Isso existe e muito próximo de nós infelizmente.

Nós do Geaai temos um papel fundamental: orientar sobre adoções possíveis, por isso enfatizamos sempre que o perfil deve caber no coração. Cada criança que chega um pouco maior tem sua história de vida. Nenhuma delas será disponibilizada para adoção se estiver bem cuidada e amada. Nem suas condições financeiras impedem de ficar com a família biológica. Adoção é a última opção. Cabe aos futuros pais estarem conscientes de que são pessoas que precisam de afeto e novos caminhos a serem percorridos.

Após o curso de pretendentes e a entrega dos documentos acontece à habilitação. Após a habilitação ser concluída é aguardar a identificação do filho(a) no Cadastro Nacional da Adoção.

Motivos para a demora na adoção (Fonte CNJ)
19,7% só aceitam crianças brancas, 66,1 não são brancas.
77% não aceitam adotar irmãos, 61,1% tem irmãos.
91% Só aceitam crianças até 6 anos, 92% tem Entre 7 e 17 anos.
65,6% Só aceitam crianças sem doença alguma, 25,3% tem problemas de saúde.
Nós do Geaai somos apenas oito membros. Eu Simone Luiz Cândido como presidente, Euzébio Figueiredo de vice-presidente, Raquel Romualdo de assessora jurídica, Valdemir Cândido de tesoureiro, além dos membros Eduardo Michels Zata e Filemon Rosa. Maria Aparecida Borba Patrício e Patrício Borba Patrício.

Relembrando que o perfil deve caber no coração de cada pretendente, não nos cabe interferir. Temos um trabalho informativo na comarca de Içara com a cartilha distribuída em pontos estratégicos. Esse material informativo visa orientar sobre entrega legal e adoção. A ninguém cabe julgar os motivos que uma gestante entrega legalmente para adoção. Elas têm o direito dentro da lei garantido o sigilo.

O Geaai é filiado a Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD). No Brasil, são mais de 100 grupos de apoio trabalhando em conjunto. Estamos abertos para novos voluntários, dispostos a nos ajudar a levar a causa adoção, informando pretendentes, pais e mães nos pós-adoção.

Família é onde existe amor. Nós do Geaai desejamos de todo coração que toda criança ou adolescente possa viver em família e que a entrega legal seja tratada com respeito. Junte-se a nós!


Simone Cândido: Afeto deve ser via de mão dupla
25/06/2022 às 08:30 | Simone Cândido
Muitos relacionamentos, sejam eles familiares amorosos ou de amizade precisam ser recíprocos. Ou seja, a doação de afeto necessita que seja de ambas as partes, caso contrário não existe uma boa relação.

Para alguns os relacionamentos afetivos são vias de mão únicas só pensam em receber, afeto, companhia, e até mesmo quando precisam de algo se sentem bem em receber.

Tem um ditado que diz: “uma mão lava a outra”. Só que na hora de lavar a mão do outro que lhe faz tanto bem falta água. Querer os benefícios é muito bom, doar seu tempo seu afeto já lhes toma tempo, dizem estarem ocupados demais para responderem um bom dia, perguntarem como o outro está.

Alguns permanecem doando tempo por amor ao próximo. Mesmo sentindo no profundo de suas almas a angústia de não terem retorno do afeto, e mesmo assim fingem que está tudo bem, mas não está.

Passamos por muitas situações difíceis e esses que continuam dando sua mão aos outros muitas vezes são os mais sofredores. Enfrentam suas batalhas diárias e mesmo feridos socorrem os outros que deles precisam.

A via deveria ser de mão dupla uma vai e outra volta, quando um está ferido o outro lhe traz a cura com gestos e palavras. Quando esse se recupera ajuda o outro lhe transfere amor, afeto e companhia.

Vale refletirmos como estão nossos relacionamentos se estamos dando o devido valor aqueles que a vida nos apresenta. Querer para si e não para o outro não fará bem, tudo o que fazemos é para nós mesmos que estamos fazendo o universo conspira a nosso favor em todos os nossos atos. Cuide de seus relacionamentos cultive o amor, seja recíproco, queira o bem, mas devolva o bem, faça os outros se sentirem bem.


Simone Cândido: uma crônica sobre ser diferente...
18/06/2022 às 18:17 | Simone Cândido
Em algum lugar bem próximo de nós havia um menino chamado João de apenas sete anos. Tinha alguns comportamentos diferentes dos coleguinhas da classe, era pouco sociável, não conseguia fazer amigos, vivia um pouco distante da realidade.

Alguns de seus colegas se afastavam dele, pois o achavam um menino estranho, João por sua vez ficava muito triste passava o recreio sozinho de um lado para o outro, ninguém queria se aproximar dele.

Certo dia sua mãe conversando com ele descobriu que a sua escola, os colegas o tratavam com indiferença. João chorou muito, e disse: "-Mamãe eu não quero mais ir para escola, ninguém gosta de mim, não brinca comigo, não ficam perto de mim." Sua mãe respondeu segurando no seu rosto: "- Filho querido eu te amo de todo meu coração, eu teu pai e teu irmão sempre estaremos contigo”.

A mãe foi até a escola conversou com a diretora e a professora sobre as queixas do menino.

A mãe resolveu levar o menino em uma psicóloga, após alguns dias em tratamento a psicóloga percebeu que o menino tinha déficit de atenção tornando seu comportamento um pouco diferente dos coleguinhas. Estava explicado o motivo de o menino ser diferente.

A mãe sugeriu à escola que fizessem palestras para os alunos explicando que nenhum de nós é igual, mas devemos respeitar a cada um e assim sendo amigos uns dos outros em meio às diferenças.

Para a palestra foi convidada uma professora que também tinha um problema de saúde que a tornava diferente. Ela também muitas vezes se sentia diferente das outras pessoas, mas continuava seu trabalho com muito amor, pois o fato dela ser diferente não interfere em nada no seu trabalho.

Todos ficaram muito emocionados com o depoimento da professora, saíram da palestra entendendo que diferentes uns dos outros podemos ser amigos, aceitarmos que cada um tem seus limites seu tempo para aprender.

Essa é a reflexão que trago para o dia de hoje, quantas vezes as crianças já vem de casa com preconceitos, devemos ensinar nossos filhos que as pessoas têm nome e não podemos chamá-las pela sua aparência.


Simone Candido: 12 de junho é dia de celebrar o amor
12/06/2022 às 10:30 | Simone Cândido
Nesse dia 12 de junho celebramos o dia dos namorados. Para muitos é uma data importante. Troca-se presentes, juras de amor e muito sentimento envolvido. Os primeiros olhares mostram interesse por alguém que futuramente será nosso companheiro de jornada. Alguns romances duram pouco, mas não deixam de ser importantes.

Nós, humanos, experimentamos sensações de afeto, mas quando o afeto não vem acompanhado de reciprocidade e compreensão pode acabar tão rápido quanto começou. Sair juntos, passear a dois é incrível, esquecer que existem outras realidades faz muito bem. Embora a rotina diária é que vai sustentar um amor verdadeiro.

Nos dias bons é fácil amar o outro, já nos dias difíceis é complicado, para algumas pessoas é impossível. Existem aventureiros que vivem pequenas paixões, comemoram o amor enquanto durar. Para os mais românticos estar juntos é imprescindível.

Muitos encontram o amor ainda na juventude, vivem uma vida inteira juntos, aprendem a dar apoio um ao outro, são cúmplices em tudo o que fazem. Nos dias em que um não está bem o outro estende a mão, ou até mesmo silencia. Às vezes silenciar é uma linda forma de amar, deixar o outro falar, perceber que nos dias difíceis é possível amar.

Outros encontram o amor na maturidade, pode ser alguém que um dia deixou para trás e por várias circunstâncias não viveram esse amor na juventude. Ou até mesmo alguém que conheceu “por acaso” -Ah! Esses por acasos são tão lindos, olhos brilhantes afeto nunca sentido antes, ali nasceu um grande amor.

O escritor Antoine de Saint-Exupéry já dizia; “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...” (O Pequeno Príncipe),

Assim preparamos nosso coração para chegada de alguém especial, nos sentimos felizes em poder estarmos juntos o coração é aquecido, somos gratos pelo encontro, queremos fazer o outro feliz e também sermos felizes. O amor, afeto e a cumplicidade devem ser cultivados todos os dias, a alegria dos primeiros encontros deve ser resgatada, o tempo pode aumentar ainda mais o amor.

Os pequenos gestos fazem a plantinha do amor crescer e dar frutos. Planta que não se cuida acaba morrendo. Que cada um de nós possa celebrar o amor não só nesse dia específico, mas também nos outros dias, sejam eles bons ou ruins.

Que o amor prevaleça entre os casais, que juntos possam comemorar todos os dias o amor com muito respeito e carinho.


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.