Canal Içara

Canal Içara

07 de julho de 2020 - 10:52
O Mercado Livre, a maior plataforma de compras e vendas pela Internet da América Latina, com mais de 132 milhões de usuários cadastrados, lançou a segunda edição do Programa Empreender com Impacto no Brasil. Neste ano, a iniciativa visa apoiar empreendedores em suas estratégias de comercialização e marketing digital, demandas crescentes por parte dos empreendimentos, e que ficaram ainda mais relevantes no cenário da pandemia, contando com especialistas em sustentabilidade, comercialização, economia, desenvolvimento local, planejamento, finanças e estratégia para potencializar o seu negócio.

Totalmente online e gratuito, os empreendedores terão acesso a encontros, mentorias e conteúdos práticos, construídos a partir das experiência de mercado dos idealizadores do projeto, que, além do Mercado Livre, conta com a parceria da Consultoria Giral Viveiro de Projeto, com conteúdo produzido a partir da inteligência de mercado do e-commerce e de empreendedorismo e inovação social dos parceiros Semente de Negócios – aceleradora que atua no desenvolvimento de negócios inovadores desde 2011 – e a Coalizão Éditodos – grupo de organizações do ecossistema de empreendedorismo negro, que atua coletivamente para promover o empreendedorismo na base da pirâmide.

Quem pode participar do programa?

Empreendedores (formais ou informais) que de alguma forma contribuem para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS*), gerando impacto para a sociedade, o território e meio ambiente em que estão inseridos ou são agentes de mudança dentro da comunidade em que fazem parte e que buscam melhorar sua estratégia comercial e a abertura de mercado.

*Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda global construída durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada em setembro de 2015. Ela é composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Quer saber mais sobre o Programa e como se inscrever?

Veja a programação completa, conheça os facilitadores e faça a sua inscrição, até o dia 17 de julho, em: www.empreendercomimpacto.com.br.


Os bastidores de uma ideia que saiu do papel
30/06/2020 às 10:59 | Deinyffer Marangoni
Este é um pequeno relato de que não precisamos de muitos recursos para inovar e, assim, tirar nossas ideias do papel. Também é um relato de como a crise nos tira da zona de conforto.

Eu estou na Associação Empresarial de Içara - ACII desde janeiro de 2017, mas é desde o planejamento estratégico de 2018 que colocamos o objetivo de criar uma rede de benefícios entre os associados. Esbarramos em outros projetos, em outras urgências, em outros investimentos. Faltou mãos, faltou dinheiro e faltou colocar como prioridade. Passou 2018 e 2019, e não realizamos esta ação. Colocamos, novamente, como objetivo em 2020, aí você já sabe, veio a pandemia.

Muito se fala de replanejar e de começar o planejamento do zero neste cenário de “coronacrise”. Até concordo, em partes. Mas também é o momento de tirar aquele projeto do papel, de pensar fora da caixa e de quebrar as barreiras em que a zona de conforto nos coloca. E foi o que aconteceu com a plataforma Sócios & Negócios da ACII, lançada na última semana.

O que mudou na ACII, que fez o projeto sair do papel? Por que não lançaram antes da crise, que o projeto tenderia a ter mais sucesso? Confira os bastidores e ensinamentos desta jornada abaixo:



Quer tirar uma ideia do papel? Coloque o projeto como prioridade

São muitas ideias e projetos, mas poucos recursos para lançar todos, por mais interessantes que possam ser. Como escolher o melhor projeto? Foi olhando para o nosso propósito e buscando ações para fortalecer as empresas locais, tão necessárias neste momento de crise, que a Diretoria da Associação Empresarial colocou o projeto como prioridade (e para ontem). Foi aí que eu, como secretário executivo da ACII, e nossos diretores de relações e de soluções, Lucas Lemos e Luciana Lima, respectivamente, sentamos e quebramos a cabeça pensando no projeto, até que ele saiu do papel.


Não espere pelo projeto perfeito ou completo. Tudo começa com o básico

Colocamos o projeto como prioridade, tiramos a ideia do "marketplace" perfeito, afinal não seríamos o próximo “Magalu”, fizemos benchmarking e até reuniões com outras Associações Empresariais no estado que já tinham implantado ou que estavam estudando implantar uma rede de benefícios própria. Também abrimos mão de outros projetos, parceiros, agendas e prioridades no momento, para focar, ainda mais, nesta plataforma.


Identifique, defina e delimite os seus recursos para o projeto

Por fim, deixamos claro que o custo seria “zero reais”, pois não tínhamos recursos para investir em um app, nem em um novo site e coisas do tipo. Dessa forma, ficou claro todo o recurso que seria investido: nenhuma contratação e trabalhar com o que temos. Isso fechou uma infinidade de possibilidades, ideias e limitou – e muito – nossas opções. Você acha que isso foi ruim? Pelo contrário, facilitou o nosso trabalho, pois colocamos os pés no chão e conseguimos achar o “norte” do projeto.


Questione a proposta de valor da sua empresa, de uma atividade ou de certos relatórios

Com este cenário de investimentos zero, olhamos para o nosso site e identificamos que já tínhamos uma área com todos os associados, mas que constavam apenas telefone e endereço. Nos perguntamos: qual é a utilidade disso? Como isso agrega valor? Foi aí que decidimos que, além das informações de contato, agora constariam as ofertas exclusivas que cada empresa faria para benefício da rede de associados.

Esta área no site era apenas chamada de "Associados", na qual mudamos o nome para "Sócios & Negócios”, deslocando a página para o menu de "Soluções", pois antes estava dentro do menu "Quem Somos". Ou seja, foi mais que uma mudança de “menu”, foi uma mudança estratégica, um reposicionamento.


Nem tudo é resultado financeiro, tampouco começará “grande”

Não teve nenhum custo para o projeto, visto que o site da ACII é todo aberto e nós mesmos que alimentamos, embora também não tenha receita direta. Não é somente o dinheiro em caixa que importa, isso é consequência, é o efeito, e não a causa.

A plataforma foi lançada na semana passada e ainda temos um volume baixo de adesões, mas gerou (e ainda está gerando) grande repercussão positiva, na qual temos muitos feedbacks de associados que estão formalizando suas estratégias e propostas de suas respectivas ofertas. Também há feedbacks de empresas não associadas, que gostaram do projeto e conheceram a ACII por este lançamento. Inclusive, colocamos nosso outro projeto de mentoria, o Projeto de Reversão de Crise, à disposição para auxiliar na formatação da estratégia e proposta, pois a vantagem não ofertada não se trata apenas de "descontos", podendo ser uma cortesia, um brinde, entrega grátis ou qualquer outra ação que estimule os negócios entre associados.

A plataforma Sócios & Negócios também soma a outras duas campanhas: #ValorizeIçara (do Canal Içara) e "Eu Coopero com a economia local" (do Sicredi Sul SC). Gostou? Conheça nossa plataforma em www.aciicara.com.br.


Eu e, provavelmente, alguns de vocês, nem éramos nascidos quando a Seleção Brasileira conquistou o tricampeonato da Copa do Mundo, em 1970, no México, mas sempre ouvimos que foi a melhor seleção dos últimos tempos, principalmente neste último final de semana, que marcou 50 anos desta conquista.

Mas por que esta seleção é conhecida como a melhor dos últimos tempos? Por que teve Pelé? Por que teve Zagallo como técnico? Eu, como bom brasileiro e apaixonado por futebol, fui atrás dessas resposta, e, como colunista, não pude deixar de transformar tudo o que vi em um artigo, relacionando tudo com o mundo dos negócios. Com isso, seguem os tópicos que fizeram a diferença para esta seleção e que podemos colocar em prática os ensinamentos em nossos negócios:


Tenha uma equipe. Por melhor que seja, ninguém joga sozinho

O “camisa 10”, geralmente, é o craque do time! E, que tal, ter cinco camisas 10 no time? Pois é, foi o que aconteceu com a Seleção de 70. Gerson, Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivellino, todos eram os camisas 10 dos seus respectivos times. Também eram todos titulares na seleção, mas só tinha uma camisa 10, que foi de Pelé. Mas, nem por isso, os outros quatros deixaram de ser craques, muito menos deixaram o ego subir a cabeça. Se todos eles não estivessem unidos e jogando juntos, de nada adiantaria ter cinco “craques”.


Um líder muda a cultura. Não tenha medo da mudança

João Saldanha foi demitido da Seleção Brasileira em março, sendo que a Copa do Mundo começaria em maio daquele ano. Vários são os fatores, tanto políticos, quanto falta de liderança e empatia com os jogadores, principalmente com Pelé. Mas a seleção não teve medo de mudar. Era um grande risco, afinal, quem que mudaria o treinador, a cabeça do time, faltando menos de três meses para o maior desafio daquela equipe? E o tempo de preparação do novo comandante? E treinar a equipe com novas estratégias de jogo? Foi aí que a gente viu a diferença de um líder, chamado Mário Jorge Lobo Zagallo, que ficou na seleção ininterruptamente até julho de 1974, ou seja, quatro anos. Mesmo em tão pouco tempo a frente da seleção, o “Velho Lobo” mudou a mentalidade da equipe, criou uma forte relação com o time, mudou a cultura e não teve dúvidas de colocar em prática suas convicções, inclusive, sendo o responsável por colocar cinco camisas 10 no mesmo time.


Conheça a sua equipe, suas potencialidades e fraquezas

Dar um passo atrás, por vezes, é necessário. João Saldanha se inspirava na Seleção Inglesa de Futebol, campeã da Copa de 1966, ele queria que sua equipe jogasse de forma semelhante. A questão é que os jogadores do Brasil e os europeus eram muito diferentes. Os brasileiros não tinham o mesmo preparo físico, tão pouco a velocidade dos europeus, para jogar de forma igual. Muitas vezes fazemos benchmarking com outras empresas, temos insights “geniais”, seguimos o líder do mercado, mas esquecemos de ver o que temos “em casa”, a cultura e o próprio mercado.

Foi aí que Zagallo surpreendeu. Reconhecendo as fraquezas da seleção e evitando jogar de igual para igual com os europeus, o técnico retrancou o time, colocou todos na defesa, mesmo tendo cinco “craques”, e apostou no contra-ataque para atrair os adversários e desmanchar a defesa do outro lado. Enquanto o adversário estava no ataque, tinha que desmanchar a defesa, e foi aí o golpe fatal do Brasil. Dos 19 gols feitos naquela Copa, nove saíram de contra-ataques.


Crie empatia e conquiste o seu público

Zagallo, mesmo em tão pouco tempo, conquistou a confiança da sua equipe. Bastou alguns amistosos antes da Copa de 70 para conquistar os brasileiros. Bastou chegar ao México, para disputar o Mundial, para conquistar o mundo. A alegria daquela união e a empatia era tão presente, dentro e fora de campo, que ficou impossível os Mexicanos e turistas não torcerem para a Seleção Brasileira. Hoje, Pelé e o Brasil ainda vivem em praça e teatro de Guadalajara. Quem acompanha qualquer esporte sabe o peso de “jogar em casa”, e foi assim que o Brasil se sentiu, principalmente naquela final, goleando a Itália por 4x1.

A Seleção foi simplesmente genial, dentro e fora das quatros linhas. Seu legado vive até hoje. Se somos penta campeões mundiais, se o povo brasileiro tem orgulho de sua seleção, mesmo que estamos a quatro copas sem ganhar, principalmente uma em casa, com um vexame do 7x1, muito depende dessa conquista de 1970. Aquela conquista amenizou o sofrimento e, ao mesmo tempo, mostrou o orgulho do povo brasileiro, principalmente em uma época conturbada, com a Ditadura Militar. É como diz a famosa marchinha criada naquela época e viva até hoje em nossos corações: “Somos milhões em ação, pra frente Brasil, no meu coração. Todos juntos, vamos pra frente Brasil, salve a seleção!!!”


A notícia no mundo dessa semana é a nova funcionalidade do WhatsApp: envio de dinheiro e pagamentos via aplicativo. O Brasil será o primeiro país em que esta inovação será oficialmente testada, e não é para menos, temos mais de 120 milhões de usuários cadastrados, dos pouco mais de 2 bilhões de pessoas que utilizam o app no mundo. Eu nem vou entrar em mais detalhes, você provavelmente já deve ter recebido a novidade em algum grupo e lido sobre.

Parece uma função aparentemente simples, com poucos impactos, afinal, uma boa parte da população já utiliza internet banking e contas digitais. Mas o que poucos perceberam é que nossos hábitos mudarão drasticamente com a ferramenta em um curto espaço de tempo. O WhatsApp dá mais um grande passo para se tornar o WeChat do ocidente.

O que é WeChat? É o app “faz-tudo” que mudou a vida dos chineses. Como? Esqueça um aplicativo para cada atividade! Muito mais que transferir dinheiro e pagar contas, o app chinês permite você comprar qualquer tipo de produto, realizar uma consulta médica, enviar um currículo para uma vaga de emprego, pedir um delivery, reservar pacotes de viagens, agendar horário em salões de beleza, chamar um táxi, liberar catraca no transporte público e o Governo Chinês testa o app, desde 2017, para ser a Identidade Digital no país.

Parece loucura? Na China já funciona muito bem e tudo indica que o WhatsApp seguirá os passos da gigante oriental. É só observar o tanto de empresas no país tupiniquim que, nesta pandemia, migraram sua força de vendas para o famoso app de mensagens instantâneas: Casas Bahia (Me chama no Zap!), Chilli Beans, Reserva, Polishop e por aí vai. Só faltava pagar e receber via WhatsApp, agora não falta mais. Que comece a era dos Super Apps.


Quase todas as atividades econômicas já estão em funcionamento no estado de Santa Catarina - com as devidas medidas preventivas, é claro. Mas... e as vendas? Retomaram também? Em alguns segmentos tudo está normal, em outros teve até um certo crescimento exponencial. Porém, boa parte dos negócios ainda continua remando em um oceano imenso (posso até dizer que a cor da água é vermelha, fazendo referência ao best seller A Estratégia do Oceano Azul) para chegar a algum lugar.

O que motivou este conteúdo foi a estratégia da Volvo Car Brasil lançada na última semana. A gigante sueca pagará um ano de energia elétrica para os proprietários de veículos híbridos da marca, adquiridos no mês de junho. Quer estímulo maior do que este para quem estava em cima do muro em adquirir um carro de luxo elétrico? Estratégia parecida está fazendo o Governo Chinês para retomar a economia.

No mundo das startups, a reestruturação foi grande! Lives de exercícios físicos e parceria com aplicativos de bem-estar são as estratégias da Gympass contra a pandemia, que sofreu grande impacto com a suspensão das atividades em academias. O Gympass é um aplicativo que dá acesso a academias no Brasil e no mundo todo por meio de uma assinatura mensal, como se fosse o “Spotify” ou o “Netflix” das academias.

Neste cenário, o neuromarketing, que é a mistura entre neurociência e marketing e que tem como principal objetivo entender o que faz um consumidor preferir uma marca, comprar ou não um produto e até mesmo se tornar um cliente fiel, fica ainda mais em evidência. Mas não se engane, você não precisa ser uma grande empresa ou contar com grandes investimentos (como a Volvo ou Gympass) para criar estratégias que estimulem os clientes a adquirirem seus produtos ou serviços.

Uma das apostas, principalmente porque (quase) tudo está no digital - devido ao isolamento social, são as parcerias com os digital influencers. Mas não se esqueça de conectar a pessoa influenciadora à sua marca e também ao seu público-alvo.

Já que citei parcerias, por que não se juntar a outras empresas, até mesmo de um outro segmento, e potencializar as vendas de ambas? Alguns restaurantes estão fazendo isso muito bem para o Dia dos Namorados, principalmente para aqueles clientes que estão optando pelo delivery ou drive-thru, onde estão agregando velas, jogo americano e guardanapos personalizados para montar o ambiente em casa, em conjunto com o prato escolhido. Tem até pedidos mais elaborados, com porta-retratos, flores, cooler e até voucher para utilização futura no próprio restaurante. Este case vi em um restaurante de São Paulo, mas por que não fazer em Içara, não é mesmo? Inclusive, não somente restaurantes e em datas especiais que estar parcerias funcionam. Todos os tipos de negócios e em qualquer data parcerias inovadoras podem surgir.

Também temos ações tradicionais, mas que ainda funcionam muito bem. Seja um frete grátis, a venda consignada (principalmente para os negócios de roupas e calçados, em que não se pode provar na loja) e, utilizando dessa mesma estratégia, você não precisa esperar o cliente vir até a sua loja para levar os produtos consignados. Você pode selecionar uma base de clientes mais fiéis e surpreendê-los com uma entrega de seus produtos de forma consignada, colocando ainda um cartão personalizado informando da ação. Se a sua empresa for de serviço, ofereça o mesmo serviço do seu negócio na casa ou empresa do seu cliente. E, que tal, dar uma máscara ou um álcool em gel de brinde? São os itens mais desejados no momento!

Seja qual for a ação ou o estímulo, não se esqueça de cumprir (e, se possível, divulgar que está cumprindo) com todas as recomendações de higiene e prevenção. Antes de vender, você precisa (re)conquistar a confiança dos clientes, lhes garantindo uma entrega segura.


Deinyffer Marangoni é formado em Administração, atua como executivo da Associação Empresarial de Içara e docente na Faculdade do Vale do Araranguá.