Canal Içara

Canal Içara

04 de abril de 2020 - 03:23
O mundo tornou-se, ainda mais, VUCA!
31/03/2020 às 08:00 | Deinyffer Marangoni
Se você trabalha com tecnologia, inovação ou esteve presente em algum evento de empreendedorismo nos últimos dois anos, certamente já ouviu a expressão VUCA. Este termo, já utilizado popularmente no mundo corporativo, ganhou ainda mais força neste período de coronavírus.

Não é para menos, este termo surgiu pós Guerra Fria, nos anos 90, devido à incerteza e a complexidade que o mundo viveria nos anos seguintes. Até então, o termo era pouco conhecido e só ganhou popularidade (principalmente no ambiente dos negócios) no ano de 2008, devido à crise econômica global, decorrente da grande “bolha imobiliária” nos Estados Unidos.

Aqui estamos, mais uma vez, em um mundo à deriva, sem rumo, muito volátil (Volatility), que muda a todo tempo, cada vez mais incerto (Uncertainty), altamente difícil e complexo (Complexity) de prever e gerir qualquer cenário, o que torna todas as nossas decisões ambíguas (Ambiguity), ou seja, não há uma resposta certa para nossas questões, sempre há dois ou mais caminhos possivelmente certos. Um exemplo? O que é certo fazer neste momento: isolamento total das pessoas (lockdown horizontal) para preservar a saúde e travar a economia do país, ou isolar apenas os grupos de riscos (lockdown vertical) a fim de preservar a economia, sem saber, ao certo, o que acontecerá com a saúde?

Bem-vindos(as) ao mundo VUCA, que o seu nome se origina do acrônimo dos termos em inglês citados acima. Você até pode ter uma resposta e se posicionar favorável para uma das questões acima (saúde x economia), mas há inúmeras outras questões que, no fundo, irá fazer você repensar: será que, realmente, é a melhor opção?

Neste contexto ou em qualquer outra situação de dúvidas na tomada de decisão dentro das empresas, nunca haverá uma resposta 100% certa. O que realmente importa é que a decisão tomada faça sentido e traga eficiência para os envolvidos em questão, ou pelo menos para a grande maioria, seja os colaboradores de uma empresa ou a sociedade como um todo.

Empresas que desejam sobreviver e colaboradores que não querer perder seus empregos com esta pandemia precisam, urgentemente, mudar seu modelo de pensar (mindset) – uma pausa aqui para falar que eu não sou Coaching - , repensar seu modelo de negócios e ter pessoas a frente que atualizem suas competências de acordo com as necessidades do momento, garantindo o aprendizado de forma rápida e contínua, para lidar com a crise e sair na frente (ou pelo menos juntos, pois o momento é de solidariedade, mas nunca atrás).

Para fechar, este como qualquer outro conteúdo que trago semanalmente, é para te trazer ideias, ferramentas e te ajudar a ter insights de como poderá ser, ou como tornar a sua empresa, melhor. Entretanto, não me aprofundo nos temas, apenas trago conceitos, até porque o objetivo da coluna é que você adquira conhecimento de forma rápida e fácil, durante sua visita ao Canal Içara. Por isso te convido a buscar mais conhecimento e informações (positivas) sobre tudo o que vimos de conteúdo aqui, para sairmos mais fortalecidos após toda esta pandemia do coronavírus. Que busquemos por mais soluções e não problemas.

EVENTOS:
Todos adiados devido ao coronavírus e aguardando novas datas. =/


Atitudes empreendedoras em tempos de pandemia
24/03/2020 às 12:53 | Deinyffer Marangoni
Está difícil não falar na pandemia, coronavírus ou COVID-19. Aqui na coluna também fomos impactados, mas como nosso perfil é voltado para empreendedorismo e inovação, não vamos falar da doença, da quarentena, da prevenção ou dos inúmeros decretos saindo a todo momento. Aqui falamos de coisas boas e hoje quero compartilhar as boas atitudes que empresas de todo o mundo estão praticando, no combate ao vírus.

Na Europa, fábricas da Jaguar, Land Rover, Vauxhall e Rolls-Royce produzirão 20 mil respiradores mecânicos para combater o Coronavírus. Já a marca de luxo, Louis Vuitton, usa sua unidade fabril de perfume e cosméticos para produzir álcool gel, que abastecerão 39 hospitais públicos na França.



No Brasil, a AMBEV irá transformar o álcool das cervejarias em álcool em gel envasado, doando meio milhão de unidades para hospitais públicos das cidades mais atingidas pelo COVID-19.



Uma empresa de outdoor de Santos/SP também entrou na campanha #FiqueEmCasa e utilizou seu produto para comunicar de forma criativa:



E o que falar do Mercado Livre, a maior plataforma de compras e vendas pela Internet da América Latina chegou a mudar a sua logomarca! Isso mesmo, mudou a sua marca neste período, em alusão a prevenção do contágio no cumprimento entre as pessoas! A equipe de marketing anda afiada por lá, hein?



“Ah, Deinyffer, mas só as grandes empresas mesmo, com grandes recursos e uma equipe inteira de marketing à disposição, para fazer estas ações”. Então quero te mostrar três casos na região.

A Mila Farmácia de Manipulação, aqui mesmo de Içara, parou suas encomendas para atender a demanda do Hospital São Donato, que estava com estoque baixo de álcool em gel. As lojas Delupo suspendeu a venda de máscaras em sua rede e doou um estoque de mais de 50.000 máscaras para os hospitais, Corpo de Bombeiros, Polícia MIlitar e asilos da região. Por fim, um grupo de engenheiros da SATC estuda a possibilidade de produzir respiradores para serem utilizados nos hospitais da cidade.



É claro que há também campanhas más intencionadas e oportunistas. Tem empresas e organizações compartilhando muito conteúdo sério e de grande relevância, que realmente fará a diferença. Mas tem aquelas que se aproveitam da oportunidade apenas para captar leads e, depois dessa pandemia, tentar convertê-los em clientes. Ou então querem te vender a qualquer custo, para minimizar o impacto no fluxo de caixa da empresa com este cenário.

Que sejamos empreendedores e aproveitamos a oportunidade para fazer o bem, para se unir (mesmo que cada um em sua casa) e para inovar! Toda crise é um ótimo momento para sairmos da zona de conforto e pensar fora da caixa, buscando soluções incríveis para superar todo este clima de tensão mundial. Por fim, é hora de pensar, ainda mais, nas PESSOAS, pois não tem bem mais precioso no mundo!

#FiquemEmCasa e #LaveAsMãosComigo


EVENTOS:
Todos adiados devido ao coronavírus e aguardando novas datas. =/


Quatro ferramentas de trabalho para ficar longe do coronavírus
17/03/2020 às 07:27 | Deinyffer Marangoni
Com a escalada de casos suspeitos do novo coronavírus no Sul de Santa Catarina, a recomendação para evitar aglomerações e diminuir as chances de contágio fez algumas organizações repensarem suas rotinas de trabalho. Algumas cancelaram o atendimento externo presencial, outras adotaram o home office, outras ainda fazem o rodízio de funcionários entre os turnos, para não terem grande concentração de pessoas, dentre outros.

Para auxiliar nesta tarefa, empresas como Google e Microsoft abriram seus serviços gratuitamente para quem optar pelo trabalho remoto. Outras ferramentas também ajudam neste período, e a coluna de Empreendedorismo e Inovação não poderia deixar de compartilhá-las. Confira:

1) Ferramentas Google: por meio da sua conta do Gmail, tenha acesso há uma série de outros produtos do Google e que pode ser compartilhado com a sua equipe, pois tudo fica na nuvem. Agenda, Drive (armazenamento de arquivos), Docs, Planilha e Apresentações (que correspondem ao Word, Excel e Power Point, respectivamente, porém tudo compartilhado via Google Drive), Hangouts Meet (para videoconferências), dentre outras opções.

2) Microsoft Teams: é uma plataforma unificada de comunicação e colaboração que combina bate-papo, videoconferências, armazenamento de arquivos e integração de aplicativos no local de trabalho.

3) TeamViewer: Acesse seu computador do trabalho em seu notebook, e em casa. Esta ferramenta instalada no computador permite que você acesse computadores de forma remota, basta ter um ID (espécie de login) e senha, que aparecem ao abrir o programa. Para isso, é necessário ter uma pessoa na empresa, que te dê as informações de acesso.

4) Trello: Este aplicativo online e gratuito ajudará você a organizar e gerenciar melhor suas tarefas. Por se moldar conforme os objetivos de cada usuário, o Trello pode ser tanto usado por um só indivíduo como para trabalhos em equipe.

Aqui vai um bônus! É claro que existem outras ferramentas que podem te ajudar nesta jornada. Dentre elas o velho e bom Skype, o WhatsApp (Business, se você não tem, esta é a hora!), o Zoom para videoconferências e muito mais. Não esqueça de avisar seu público se a sua empresa não ter atendimento presencial externo, além das redes sociais, atualize o status e horários de atendimento no Google Meu Negócio.

Por fim, mais do que ferramentas, o que nos manterá longe do coronavírus mesmo é a nossa prudência. Siga as orientações básicas de saúde e higiene!


EVENTOS:
Todos adiados devido ao coronavírus e aguardando novas datas. =/


Conheça uma abordagem para melhorar seus resultados
10/03/2020 às 12:30 | Deinyffer Marangoni
No mês passado escrevi aqui sobre a humanização da inovação, que não envolve apenas tecnologia, mas, sim, pessoas. Na semana passada falei sobre a importância de fazer o básico, que parece simples, mas muitos não fazem o papel de casa. Agora venho apresentar uma abordagem, focada nas pessoas, mais precisamente no seu mercado e em seus clientes, para que você melhore seus resultados.

Quase todas as empresa que eu conheço, não importa o tamanho delas, tem metas. Talvez não aquelas em um quadro de indicadores para todo mundo ver, mas aquela constantemente comunicada nas reuniões, no “sermão do chefe” ou as duas frases que eu mais ouço por aí: “precisamos aumentar as vendas” e “temos que equilibrar as contas”.

A questão é: já parou para perceber que todas (sim, todas mesmo) as metas estão focados em um único objetivo, que é a própria empresa? Exemplos: “temos que atingir x clientes”, “temos que atrair y leads qualificados”, “precisamos vender R$ xxxx”, “precisamos ter n postagens nas redes sociais”, e por aí vai. E, cada vez mais, nos sentimos pressionados por resultados imediatos.

Você já parou para pensar como seria inverter estas metas e focá-las todas nos seus clientes? Mais que isso, já pensou colocar seus clientes no meio do processo para construir os projetos e ações com a sua equipe? “Temos que resolver o problema de x clientes”, “Y clientes estão com o problema Z”, “Os clientes estão dispostos a pagar R$ xxxx pela solução do problema”, “Os clientes gostam de receber n contatos, por x canais”... Você sabe responder exatamente o por que os clientes procuram o seu negócio?

Uma abordagem que vem crescendo nas organizações é o Design Thinking (DT). Apesar do termo “Design”, ela não se limita a este público, mas aproveita do modo de como estes profissionais pensam para solucionarem seus projetos. Esta abordagem é sustentada por três pilares: Empatia, Colaboração e Experimentação.

Não tem uma fórmula ou uma receita pronta para aplicar o DT, pois cada problema e grupo de pessoas para solucioná-lo são únicos. O que a abordagem tem por padrão é que todos devem alinhar o olhar para o consumidor, mais que isso, para a perspectiva dele, a fim de compreender como o consumidor enxerga o problema e se sente com isso. Este é o primeiro pilar, que é a Empatia, ou seja, se colocar no lugar do cliente.

Junte uma equipe formada por profissionais de diversas áreas e, a partir do cliente, criem possíveis soluções para resolver o problema e que faça sentido à ele. Este é o segundo pilar, da Colaboração. Detalhe, o Design Thinking não tem apenas uma solução para um único de problema. Por isso que praticamos o terceiro pilar, da Experimentação, ou seja, testando soluções que melhor se adapte ao seu cliente.

Este processo faz com que se criem soluções e alternativas mais criativas, assertivas e, de certa forma, acaba se tornando mais rentável, pois a soma do capital intelectual da equipe e o foco no cliente, otimizam o processo, reduzem o retrabalho, diminuem o risco e centralizam os recursos (investimentos). Outros ganhos indiretos são a valorização da equipe e, consequentemente, a melhora do clima organizacional.

Experimente, foque suas metas nos clientes, não mais em sua empresa, e meça os novos resultados.

EVENTOS:
@ Análise de Requisitos na era LGPD, 10 de março, na Plurall Coworking;
@ Workshop Soft Skills, 10 de março, na SATC;
@ Curso Formação Analista Customer Success; 14 de março, na Plurall Coworking;
@ Wokkshop: Combate à dependência tecnológica, 23 de março, na Abadeus;


Não esqueça do básico!
03/03/2020 às 19:31 | Deinyffer Marangoni
Segunda-feira, foi um dia muito especial. Dia que, efetivamente, começou o ano letivo na faculdade que leciono e na qual, este ano, assumi o desafio de ser coordenador do curso de Administração. Mas não foi especial somente por este fato.

Para receber os alunos, dei um simples bombom com um recado de boas-vindas. E isto foi o suficiente para ver a felicidade no rosto de cada um e, consequentemente, para encher meu Instagram de marcações. De modo algum fiz esta ação pensando nos “likes”, a grande questão era a gratidão pelas avaliações deles no último ano, e que fizeram eu chegar na coordenação, mesmo que de forma inesperada, e, também, para se sentirem representados por alguém pela qual pudessem contar.

Além da aula, ontem também almocei com dois empresários içarenses e eles estavam comentando sobre as campanhas em datas comemorativas em suas empresas. Um deles, comerciante, estava comentando o sucesso da campanha de Natal, na qual os lojistas de uma rua no centro de Içara se uniram para presentear os clientes que fizessem suas compras de Natal nas lojas desta rua. O presente era um panetone produzido por uma empresa de Içara.

O mesmo comerciante também estava falando sobre a campanha que irão promover, em conjunto, no Dia Internacional da Mulher, sábado agora, dia 07. Detalhe, o produto deste empresário atende apenas o público masculino, mas, mesmo assim, ele distribuirá uma lembrança para as mulheres que na rua passarão.

Às vezes ficamos tão focados pensando em ações ‘mirabolantes’ para promover a experiência de nossos clientes, e que, por muitas vezes, estes projetos não saem do papel, ou por custo, ou porque se tornarão grande demais e por outros diversos motivos, que acabamos por “esquecer” de fazer o básico.

Em um mundo de tantas conexões on-line, o simples off-line tem muito mais valor. E mais uma vez, inovar não é só tecnologia, também é fazer o básico, é ser humano.

NOTÍCIAS:
#1 Jack Welch, lendário ex-CEO da GE, morre aos 84 anos;
#2 Home office ganha adesão no país; veja direitos, cuidados e dicas para produtividade;
#3 Vendas no e-commerce brasileiro crescem 1,85% em janeiro;
#4 Apple vai pagar US$ 500 milhões em indenizações;

EVENTOS:
@ Bootcamp - O empreendedorismo e a fuga do não saber: O que isso tem a ver com inovação?, 05 de março, no SENAC - Criciúma;
@ Análise de Requisitos na era LGPD, 10 de março, na Plurall Coworking;
@ Workshop Soft Skills, 10 de março, na SATC;
@ Curso Formação Analista Customer Success; 14 de março, na Plurall Coworking;
@ Wokkshop: Combate à dependência tecnológica, 23 de março, na Abadeus;


Deinyffer Marangoni é formado em Administração, atua como executivo da Associação Empresarial de Içara e docente na Faculdade do Vale do Araranguá.