Canal Içara

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03 de junho de 2020 - 13:46
Ensinamentos com a SpaceX e o novo lançamento da Nasa
02/06/2020 às 07:16 | Deinyffer Marangoni
Você deve ter acompanhado, ou pelo menos visto, o assunto mais comentado do fim de semana no mundo: NASA e SpaceX lançam foguete ao espaço. Eu, pelo menos, li inúmeras notícias e busquei os detalhes que fizeram disso tudo a notícia da semana, porque na minha cabeça estava: “ué, é só mais um foguete, quantos que já não foram lançados com sucesso ao espaço?”.

Pois é, deveria ser “só mais um”, mas não é! É a primeira vez que a NASA envia astronautas para o espaço com uma empresa privada, partindo dos Estados Unidos. Desde 2011, a NASA pagava dezenas de milhões de dólares à Rússia por cada assento de seus astronautas em foguetes russos, com lançamentos do Cazaquistão.

1. Você pode não ser somente concorrente

Não vai ser barato, mas se precisar, por que não, né? Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX, afirmou há 18 anos trabalhava por este momento, um lançamento de seu foguete ao espaço. Até a cápsula do Falcon 9 acoplar com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS), inúmeras outras tentativas deram errado. A citar, em 2016, a explosão de um foguete Falcon 9 na plataforma de lançamento e, em 2019, a explosão de uma cápsula Crew Dragon durante testes. Não houve vítimas fatais nestes dois episódios envolvendo a SpaceX.

2. Não importa a demora ou a dificuldade

Foque no seu objetivo, aprenda com erros e persista! (Não é coach, apenas acredite!) Por mais que deu tudo certo no sábado, o planejamento inicial era decolar na última quarta-feira, dia 27 de maio. Mas, devido as condições climáticas, os controladores de voo interromperam o lançamento faltando apenas 16 minutos para a decolagem.

3. Se o planejamento der errado, mude!

Planejamento não é um fato engessado, na prática as coisas podem funcionar de outro jeito, até porque, nem tudo depende de você! Um outro fato interessante da SpaceX é sobre o reaproveitamento de partes do foguete. Até então, os propulsores de lançamento de um foguete, que fazem ele sair do chão, eram utilizados apenas uma vez, depois retornavam rápidamente à Terra e eram destruídos. Neste lançamento de sábado, o foguete que levou a cápsula Crew Dragon à ISS retornou à Terra com sucesso, pousando em uma balsa no meio do oceano Atlântico, em que será reaproveitado em um próximo lançamento, gerando economia superior a 30%.

4. Otimize e torne-se mais competitivo!

Melhorar processos, reaproveitar peças ou mão-de-obra, diminuir retrabalhos? Quero deixar um último ponto que achei surpreendente, que é com relação as roupas dos astronautas. Quem as desenhou foi o estilista e figurinista de Hollywood, Jose Fernandez, conhecido pelo visual de filmes como "Mulher Maravilha", "Wolverine", "Batman vs. Superman" e " Capitão América". Ao ser perguntado sobre o por que da contratação de Fernandez, Musk afirmou que deseja inspirar crianças a se tornarem astronautas. Mais do que design, o traje se conecta a nave espacial, ou seja, trabalham juntos e fazem parte do mesmo sistema. Já o capacete é fabricado usando a tecnologia de impressão 3D.

5. Utilize tecnologias atuais

Se inspire em outros mercados e em outros segmentos, lá estão muitos insights para o seu próprio negócio. Também não se esqueça de cultivar sua clientela, não pense apenas no seu cliente de hoje, pense no seu cliente de amanhã. Faça parte da cultura e das mudanças dos hábitos de consumo.

É claro que existem muitos outros ensinamentos, mas limitei o conteúdo a cinco. Fique a vontade para compartilhar outros ensinamentos no final deste texto, há um espaço para você deixar seu comentário, logado a uma conta do Facebook. Por fim, claro que o Elon Musk está nadando em dinheiro e tem uma super equipe por trás, que dá todo o ‘know-how’ de mercado que a SpaceX tem. Mas não se engane, devidas proporções, seu negócio tem as mesmas características da gigante americana e você pode colocar em prática alguns insights (lembre do quinto ensinamento). Boa viagem! :)


Como chegar a grandes resultados?
26/05/2020 às 07:14 | Deinyffer Marangoni
Hoje quero trazer um conteúdo diferente! Estamos num turbilhão de informações, tentando sair da coronacrise e buscando soluções para nossa vida e nossos negócios. Sempre sonhamos grande, são muitos projetos e dificilmente colocamos eles em prática. “Não tenho tempo”, “não é o momento certo”, “semana que vem eu faço” e por aí vai, a maldita da procrastinação. Muitas das vezes optamos pelo cenário pessimista ou entramos na cultura do “apagar o incêndio”.

Tampouco, já queremos começar o negócio grande, perfeito, e é por isso que nunca tiramos nossas ideias do papel. Esquecemos que todo negócio grande um dia já foi pequeno e que há uma série de inúmeros erros e fracassos no percurso, que hoje parecem invisíveis.

É pensando em tudo isso que compartilho um vídeo que recebi semana passada no meu WhatsApp. Não trago somente um outro formato de conteúdo. Trago também a explanação de um livro chamado Mini-hábitos: hábitos menores, maiores resultados, de Stephen Guise. Confesso que nunca li o livro, mas o resumo gráfico animado já fez todo o sentido pra mim e me ajudou muito na última semana. Espero que possa ajudar você também:



Uma longa viagem começa com um único passo
- Lao-Tsé, antigo filósofo chinês -


O diferencial para ganhar pedidos e vender mais
19/05/2020 às 09:31 | Deinyffer Marangoni
Sim, é por isso que você clicou aqui. Assim com você, está todo mundo querendo recuperar as vendas e o fluxo de caixa. Você não está sozinho nessa. E é neste cenário que muitas empresas entram no “vale tudo” da guerra de preços, o que pode não ser tão saudável assim para a maioria dos segmentos. Mas, então, como conquistar o cliente sem entrar nesta guerra?

A primeira coisa é saber como que o cliente, mesmo que em seu subconsciente, determina a importância relativa dos fatores competitivos, ou seja, o que leva ele escolher a empresa, produto ou serviço A em vez do B. Uma das técnicas utilizadas é de distinguir entre os que são fatores “qualificadores de pedidos” e os que são “ganhadores de pedidos”.


Qualificadores de pedidos

Se refere também a qualidade, mas isto não significa que este seja o único requisito. Na verdade, fatores qualificadores é uma lista de pré-requisitos que o cliente já espera do produto ou serviço para considerar o negócio, ou seja, atributos básicos. Abaixo do que o cliente espera, a empresa provavelmente não será considerada na hora da escolha. Outro ponto importante é que qualquer melhora nestes fatores qualificadores, acima do nível qualificador definido pelo cliente, provavelmente não acrescentará benefício competitivo relevante.


Ganhadores de pedidos

São os que direta e significativamente contribuem para a realização de um negócio. São considerados pelos clientes como razões-chaves para comprar o produto ou serviço. São, portanto, os aspectos mais importantes da forma como uma empresa define sua posição competitiva. Aumentar o desempenho em um critério ganhador de pedidos resulta em mais pedidos e se torna mais relevante na atração de clientes.


Como isso funciona na prática?


Caso Hamburgueria: considere o Madero e o Mc Donalds, duas grandes marcas do mercado. Fatores qualificadores no Mc Donalds são o padrão (não importa se você está comendo no Sul ou no Norte do país, o produto será o mesmo), o ambiente e a localização. Você não espera menos que isso no Mc Donalds. Agora os itens ganhadores de pedidos são a velocidade e preço. Por que são classificados como ganhadores? Porque se o Madero tivesse o mesmo preço e o tempo de produção fosse o mesmo que do concorrente americano, poucos são os clientes que escolheriam Mc Donalds.

Agora analise o Madero. Todos que consomem da marca brasileira sabem que o tempo de preparo do pedido não é rápido e também não é o hambúrguer mais barato, se tornando mais caro que o concorrente americano. Logo, estes itens não são ganhadores de pedidos, como no Mc Donalds. Logo, o diferencial ganhador de pedido no Madero são o sabor, o ambiente, o atendimento e a confiança na entrega, ou seja, você ter a certeza que o produto entregue será exatamente aquele que você pediu, mesmo que você peça para retirar ou adicionar algum tipo de ingrediente.

2) Caso Garantia e assistência técnica: quando você compra algum aparelho eletrônico, você considera este dois itens? Pois é, são qualificadores de pedidos. Produtos dessa linha que não tenham garantia e/ou não possuem assistência técnica na sua cidade raramente são considerados na hora da compra. O que se torna ganhador de pedidos é a qualidade, o preço, condições de pagamentos, frete e o atendimento prestado na loja, ou a experiência de compra do site, caso a compra seja realizada em uma loja virtual.

Para fechar, nem tudo é preço! Mesmo neste cenário de coronacrise, mantenha o foco, seus propósitos, sua missão e tenha uma visão clara de onde você quer chegar. É imprescindível se conhecer, conhecer o mercado e conhecer o seu cliente. Tem espaço e oportunidades para todos, desde que todos saibam se posicionar e seguir as estratégias planejadas. Você consegue identificar o seu diferencial para vender mais? Foque na importância relativa dos fatores competitivos e conquiste seu espaço no mercado.


E se tudo parasse novamente?
12/05/2020 às 08:20 | Deinyffer Marangoni


Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia… eu não sou o Lulu Santos e muito menos abertura de novela da Rede Globo, mas esta frase faz ainda mais sentido nos dias atuais, e olha que a música é de 1983 e a novela de 2004. E com esta música, trago hoje uma reflexão: e se tudo parasse novamente?

O comércio voltou, as indústrias estão com as operações 100%, muito se fala em retomada da economia, mas pouco se fala em planejamento e transformação. O que vejo são empresas fazendo as mesmas coisas que faziam antes da crise, na verdade, um pouco pior, porque a rotina, com os dias parados, acumulou! São gestores e equipes apagando os incêndios, “correndo atrás do tempo perdido”.

Em primeiro lugar, lamento! E não é novidade para ninguém, mas o tempo não volta. Passado é passado. O que temos agora é o presente e, em breve, o futuro. Então por que insistir em correr atrás do que já perdemos, do que já passou, do que deixamos de ganhar?

Em segundo, não adianta estar no presente e executando o planejamento passado, ou pior, não estar executando planejamento algum. Os objetivos e as metas mudaram, o cenário e as necessidades dos clientes são outros. Infelizmente, no Brasil, temos uma terrível cultura de as empresas não planejar e, as que planejam, poucas são as que seguem o roteiro. Nossa cultura é de apagar o incêndio, viver atolado, tratando sempre o efeito (as consequências) e nunca as causas dos problemas.

Por fim, temos o futuro. Longe de mim ser vidente, mas é onde devemos pensar. Não é esquecer do presente, de forma alguma, mas é nos planejarmos para os cenários futuros. Eu sei que o mundo tornou-se ainda mais VUCA, ou seja, volátil, incerto, complexo e ambíguo. É difícil saber o que vai acontecer amanhã, quem dirá daqui um mês, no próximo semestre ou no próximo ano… mas temos que nos planejar para, no mínimo, três cenários futuros.

E é aqui onde quero chegar com o conteúdo de hoje. Não sabemos o que irá acontecer, mas você já parou para pensar em sua empresa e até na sua vida caso o mundo inteiro parasse novamente? Você já se fez essa pergunta? Pouco importa o tempo, se será amanhã, no final do mês ou no próximo semestre. Talvez nunca pare novamente. O que devemos considerar são os três cenários possíveis:

a) o pessimista, onde terá um novo lockdown e ninguém sabe ao certo quando voltará, bem como suas consequência;

b) o realista, onde as coisas seguirão do jeito que estão hoje, retomando a vida (digamos que) ‘normal’ aos poucos, mas não se esquecendo que tudo será diferente agora;

c) o otimista, onde tudo não passou de um susto, a economia não somente volta ao normal, como teremos um significativo aumento na qualidade de vida com todas as mudanças.

Pouco importa em qual onda você está, se é o mais otimista, se é o mais trágico, ou se vai deixando a vida levar. O importante é você saber, ou ter uma noção, “para onde correr” em cada um dos cenários bases possíveis. A coronacrise chegou de surpresa, mas seus próximos passos conseguem, ao menos, ser previsíveis. Então, pense e planeje-se!


O boom das vendas pós-pandemia
28/04/2020 às 07:18 | Deinyffer Marangoni
Qual o real impacto da pandemia do coronavírus nos negócios? Afinal, aumentaram ou diminuíram as vendas, de modo geral? Ainda não temos esta resposta, estamos no olho do furacão e não conseguimos mensurar o resultado do estrago (ou dos ganhos). Porém, já podemos ter algumas direções e testar teorias que, até então, eram praticamente leis.

Você já ouviu falar da Pirâmide de Maslow? Para quem não é da área de administração e marketing, esta é a representação das priorizações das necessidades humanas, começando pela base, com as necessidades fisiológicas (comer, beber, dormir, higiene e etc.). Maslow afirmava que apenas quando a pessoa satisfazia suas necessidades básicas que iria buscar realizações no segundo andar da pirâmide, que são as necessidades de segurança (emprego, renda, casa própria e outros bens).

Depois de sentir-se seguro, o próximo passo é de se envolver e ter aceitação social (constituir família, ter amigos, interagir com a sociedade). Tudo isso para desenvolver o quarto nível da pirâmide, a auto-estima. Quando se conquista o respeito, a confiança, reconhecimento e/ou aceitação de um (ou mais) grupo, esta quarta etapa está concluída e o ser humano está preparado para atingir o topo (e quinto andar) da pirâmide, que é a auto realização (desenvolvimento pessoal, espiritual e profissional).

Mas por que estou falando da teoria de Maslow? O que ela tem a ver com o coronavírus? Como vou utilizar dessa teoria para alavancar minhas vendas?

Pois bem, qualquer crise traz consigo inúmeros efeitos. Uma pandemia como a do coronavírus gera ainda mais ansiedade, angústia, tédio, insegurança, instabilidade e claro, o medo, principalmente de contrair o COVID-19. Tudo tem relação com seu estado mental, psicológico e emocional. E é exatamente isso que faz a teoria de Maslow despencar.

Analisando os estudos da americana Bain & Company, uma das três maiores consultorias de gestão no mundo, e da também americana Deloitte, outra grande corporação com 700 escritórios em mais de 150 países, as pessoas estão mais preocupadas com as necessidades sociais e de segurança do que as próprias necessidades fisiológicas. Está aí a explosão do fenômeno chinês Tik Tok que não deixa nos enganar. A rede social, que surgiu em 2016 e que cresceu exponencialmente no mundo em 2019, explodiu de vez na pandemia, assim como a popularização das lives e webinários, principalmentes na área de gestão e finanças.

As previsões apontam que o ensino à distância, entretenimento online, apps de nutrição, saúde e até telemedicina, bem como a explosão dos planos de saúde e seguros de vida tendem a continuar em alta a longo prazo, após a pandemia. Logo em seguida, que explodiu, mas tende a estabilizar, são os produtos de higiene e limpeza, a internet banda larga e os delivery de alimentação. O que teve queda com a crise causada pelo coronavírus, mas tende a se recuperar rapidamente são os produtos de beleza, roupas, sapatos e acessórios, serviços de belezas e os eletrodomésticos.

Preste atenção! Os hábitos de consumo mudaram e irão mudar ainda mais. Todas as atividades, produtos e serviços ligados ao bem social tendem a ganhar uma forte impulsão no pós-pandemia. Não que as necessidades fisiológicas serão deixadas de lado, mas as empresas precisarão do “algo a mais” para se destacarem e conquistar clientes. Este diferencial, certamente, passará por processos de inovação e transformação. Não fique para trás, comece agora mesmo o seu planejamento para a retomada e faça parte do "boom" que o mercado irá gerar.


Deinyffer Marangoni é formado em Administração, atua como executivo da Associação Empresarial de Içara e docente na Faculdade do Vale do Araranguá.