Canal Içara


23 de fevereiro de 2017 - 13:06
Maioria desconhece Internet das Coisas
20/02/2017 às 11:00 | Redação | com informações da Agência Brasil
Os objetos estão cada vez mais inteligentes e conectados. A ligação que torna os dispositivos cada vez mais automatizados – e capaz também de aprenderem - é denominada de Internet das Coisas. Mas essa é uma revolução ainda pouco percebida. Ao todo, 71% dos leitores do Canal Içara desconhecem o termo e os reflexos sobre os dados que alimentam os equipamentos – por exemplo relógios que rastreiam o usuário - e o uso que podem ser dados a eles. O número é baseado em uma enquete entre os dias 13 e 20 de fevereiro com a participação espontânea de 21 leitores.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, quase 2 mil contribuições foram dadas à consulta pública sobre o Plano Nacional de Internet das Coisas. “A gente viu muita participação de grupos específicos da sociedade civil e de empresas e pouco de cidadão individual. Isso significa que o Estado não fez um bom trabalho para capacitar as pessoas nesse tema, as pessoas continuam não conhecendo sobre os impactos da internet das coisas, achando que não têm nada a contribuir”, coloca o pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Magrani.


Cinema nacional bate novo recorde
13/02/2017 às 11:00 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
A qualidade do cinema brasileiro ainda não é uma unanimidade. Apenas para 47% as obras são boas. O resultado é baseado na manifestação dos internautas do Canal Içara entre os dias 6 e 13 de fevereiro. Ao todo, a enquete na capa do portal teve a participação espontânea de 38 leitores, dentre eles, 53% com opinião negativa.

Somente em 2016 o país lançou 143 filmes. Conforme divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), trata-se de um recorde. Ao todo foram vendidos 30,4 milhões de ingressos para obras nacionais. Foi o melhor resultado desde 1984. Além disso, o ano terminou com 3.168 salas em funcionamento, mantendo a expansão acima da média dos últimos cinco anos.

Entre os filmes nacionais, 23 tiveram mais de 100 mil espectadores, 13 mais de 500 mil e sete venderam mais de 1 milhão de bilhetes. O filme nacional recordista foi Os dez mandamentos, com mais de 11,3 milhões de espectadores, superando até o estrangeiro mais bem colocado, Capitão América, visto por de 9,6 milhões de pessoas.

Mesmo tendo estreado no fim de dezembro, a comédia Minha mãe é uma peça 2 alcançou a segunda posição no ranking dos filmes brasileiros mais vistos em 2016. Em apenas duas semanas, o filme foi o 13º com maior público do ano, com 4 milhões de ingressos vendidos.


Opinião: As prisões são escolas do mal
04/02/2017 às 11:00 | Leitor Mario Eugenio Saturno*
Tenho visto, estarrecido, muita gente opinar sobre o massacre nas prisões brasileiras. Muitos estão contentes com a morte dos bandidos. Outros tantos mostram grande apatia à superlotação das prisões. E ainda, muitos querem as prisões apenas como punição e não reabilitação. Lamento informar, mas essa atitude é emotiva, muito rancorosa e sem nenhuma inteligência. Platão já escreveu, em “A República”, que maltratar criminosos não os torna melhores.

É claro que no Brasil tudo é o pior possível, junta incompetência com corrupção. E o auge da incompetência manifesta-se nas tragédias como essa que começou em pleno ano novo, uma briga entre facções criminosas rivais, seguida de rebelião no maior presídio do Amazonas, em Manaus, e que resultou em 56 mortos. E muitos foram decapitados.

É o maior número de vítimas em presídios do Brasil desde o massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo, quando a ação policial deixou 111 presos. Depois, houve o motim no presídio de Urso Branco (RO), que terminou com 27 mortos em 2002; na Casa de Custódia de Benfica (RJ), em 2004, morreram 31 pessoas, e a rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas (MA) em 2010, 18 mortos.

Em Manaus, o motim começou na tarde de domingo (dia 1º), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Na unidade havia 1.224 homens, o triplo da capacidade, de 454 vagas. No Compaj ainda há uma unidade para presos do regime semiaberto e outra para mulheres detidas provisoriamente.

O Conselho Nacional de Justiça fez uma inspeção em outubro passado, classificado o presídio como péssimo para qualquer tentativa de ressocialização, com presos sem assistência jurídica, educacional, social e de saúde. O estado teve novembro e dezembro para tomar alguma medida e o que fez? Apontaram também a ausência de aparelhos para detectar metais e equipamentos para bloquear sinal de celular. Em 2014, um vídeo mostrou na prisão muitos presos consumindo heroína.

A rebelião foi motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC (Primeiro Comando da Capital). O massacre é tratado como uma guerra entre os grupos criminosos, sendo que a rebelião foi comandada pela Família do Norte. Há uma guerra silenciosa no Estado pelo controle do narcotráfico.

Pouco antes da rebelião, 72 presos fugiram do Ipat, Instituto Penal Antônio Trindade, um presídio penal a 5 km dali, de um total de 229 internos. Também houve fuga de 112 presos no Compaj. Uma fuga histórica. E durante a rebelião, foram feitos reféns doze funcionários da Umanizzare, empresa de gestão privada do complexo penal.

E quatro dias depois, 31 presos foram assassinados na madrugada do dia 6 de janeiro, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, da capital Boa Vista, a maior prisão de Roraima. Foi uma retaliação ao que houve em Manaus, escolheram para serem mortos alguns estupradores e pessoas que não aderiram à facção criminosa. É o Estado tornando piores os criminosos comuns.

Enquanto governos e Justiça verificam suas falhas, no dia 14, houve uma rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte, que matou pelo menos 26 presos.

*Mario Eugenio Saturno é tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.


Moradores ficam ilhados no Jaqueline
02/02/2017 às 21:31 | Leitor-repórter Silvana Raicik
Residentes na Rua Gabriel Stuck reviveram a tensão de ficar ilhados nesta quinta-feira, dia 2. Conforme a moradora Silvana Raicik, a impossibilidade de entrar ou sair de casa durou quase 2h30 em consequência da incapacidade do afluente escoar a água da chuva. Os moradores do bairro Jaqueline já chegaram a se manifestar na Câmara Municipal devido ao problema, uma reunião foi realizada com o secretário de Planejamento, mas não ocorreu a requisitada dragagem do rio. Ao contrário, mais drenos foram interligados ao curso de água para a vazão pluvial de ruas pavimentadas.

Web: maioria não acompanha sessões
30/01/2017 às 11:00 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
O acompanhamento das sessões legislativas pelos internautas ainda é uma exceção em Içara. As votações ocorrem com transmissão em vídeo e a possibilidade de seguir a tramitação das matérias em tempo real. Mas isto não é o suficiente para 94% dos leitores do Canal Içara. O número de internautas que não demonstra interesse é baseado numa enquete do portal entre os dias 23 e 30 de janeiro. Ao todo, 34 pessoas responderam espontaneamente ao questionamento na página inicial.

A falta de acompanhamento não ocorre somente na Internet. As sessões também costumam ser vazias no plenário. Por isso, dentro do Legislativo já se discute a antecipação do horário, neste caso, com a perspectiva de reduzir horas extras e consequentemente gerar economia na Câmara Municipal. O assunto circula nos bastidores, mas ainda não teve uma definição entre os vereadores sobre qual poderia ser o melhor horário e os reflexos em atividades profissionais paralelas.


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