Canal Içara

Canal Içara

02 de julho de 2020 - 06:38
Iluminação: Incompetência ou má vontade?
19/02/2013 às 15:38 | Marcelo de Souza, servidor público aposentado
Infelizmente a crítica torna-se a única manifestação necessária neste momento. Nós, Içarenses, estamos sofrendo com os serviços de Iluminação Publica a muito tempo! Desde que a Prefeitura assumiu os serviços, que eram tão bem feitos pela cooperativa, virou um caos!

No ano passado o serviço simplesmente deixou de existir. Ligava para empresa e a mesma dizia que o contrato tinha sido cancelado. Depois voltaram a fazer os serviços. Hoje liguei para a empresa Millenium para solicitar a troca de lâmpada da frente a minha casa e a secretária da empresa disse que o contrato tinha sido cancelado novamente!

Entra prefeito, sai prefeito e os problemas continuam os mesmos. A mim só resta a seguinte indagação: Incompetência ou má vontade??? As únicas palavras capazes de encher minha boca são: incompetência e palhaçada resumida em má administração.


Opinião: Onde cabe tanta dor?
30/01/2013 às 17:35 | Jornalista Marciano Bortolin
Onde cabe tanta dor? No peito? Nas lágrimas? Na Via Láctea? Ou em todo o universo? Difícil responder, pois é difícil saber qual o tamanho da dor. Dor de amor? Dor de um tombo? Dor de perder... Perder um amigo, a namorada, o filho.

Vestir a melhor roupa, se olhar no espelho, dar um último retoque no cabelo ou na maquiagem, pensar se vai agradar as pessoas que estarão à sua volta, dar um beijo rápido na bochecha da mãe, um tchau de longe para o pai, sair rápido, por que os amigos já estão esperando para partir, e nem escutar direito o “se cuida meu filho” que sua mãe insiste em dizer todos os dias, todas as noites, todos os momentos que vocês dois estarão longe um do outro, mas você nunca compreende o motivo.

Você nunca pensa que aquela pode ser as últimas palavras de sua querida mãe, e que o tchau ou o pedido de dinheiro pode ser o último diálogo que você terá com o seu pai. Aliás, quantas coisas seus pais falam que não faz sentido para você? Você pensa: “daqui a pouco estarei com eles novamente. Para que tanta preocupação? E também, é só me ligar que eu atendo.”

Mas e se seu telefone desta vez tocar sobre o seu peito e não mais no seu bolso? Se a música que você tanto gosta a ponto de escolher para ser o toque de seu celular desta vez ecoar por várias e várias vezes no meio de estranhos que não sabem se atendem a ligação de seus pais? E se seu telefone tocar, tocar, tocar e você não atender? E se você nunca mais atender as ligações de sua preocupada e atenciosa mãe? Se isso acontecer, é porque você nunca entendeu o “se cuide meu filho”, que ela insiste em dizer.

*Relacionado ao incêndio de Santa Maria (RS).


Opinião: Empreendedor meia boca
30/10/2012 às 14:20 | Administrador Daniel Loch
Há muito tempo, Diego Alberto se arrasta de segunda a sexta para ir ao trabalho maldizendo ter que encarar novamente aquele chefe mal encarado. Pedrão, um ex-jogador de basquete, é o seu chefe. Ele tem o perfil de um administrador de prisão de cidade grande. Faz tempo que Diego sonha com o momento de estufar o peito e dizer sem medo: ME MANDA EMBORA!.

Acontece que Diego é um cara que empurra com a barriga. Isso é a arte de evitar o hoje e o agora. Esse arrastamento cada dia mais pesado, mantém uma pessoa conectada com o passado. É uma espécie de bloqueador que consegue amarrar a execução de uma escolha ou decisão que o pobre do Diego já tomou há muito tempo. Ele vive estressado, ansioso como, aliás, se comportam todas as pessoas que fazem sempre o adiamento das coisas sua maneira de viver.

Diego tem muitas ideias para montar o seu negócio próprio e até já tem um bom capital inicial. O seu único defeito é fugir do presente, é adiar, empurrar com a barriga e esperar eternamente as melhores condições para começar o próprio negócio. É mais fácil deixar para amanhã do que assumir que desistiu da ideia ou, que não teve coragem. Ele foge inconscientemente do momento de abraçar a causa. Ele parece esperar que o destino se resolva sozinho, e ao invés de gritar ADEUS PEDRÃO ele ouça um: Você está despedido!.

Diego sabe que está num emprego onde não tem nenhuma chance de progredir, onde seu potencial de gestor e capacidade criativa nunca serão ao todo aproveitadas. Sabe que seu futuro é ser empreendedor, mas tem medo do negócio não dar certo, ou de não gostar de ser o dono do próprio negócio. Parece ter desconfiança das conseqüências do sucesso. Ou não saber que está criando, tijolo por tijolo, a sua autodecepção.

Quem tem perfil empreendedor, é criativo e quebra padrões. Não perde tempo buscando um emprego dos sonhos, numa empresa maravilhosa, com um chefe gente fina. Isso é miragem, simplesmente não existe. Se você vive um drama parecido com o do Diego Alberto, pare tudo e pense por alguns minutos. Identifique a sua melhor ideia e comece a desenvolver seu plano de negócio. O fato de começar ajuda a quebrar essa antiga mania de empurrar com a barriga e também diminui a ansiedade no seu relacionamento com o patrão e o ambiente de trabalho. Reserve uma hora ou duas por dia para trabalhar no plano. Não fique esperando para a semana que vem, para ter mais tempo e fazer bem feito. Lembre-se que o mais indispensável na sua vida é não empurrar com a barriga. É fazer já!!!


Opinião: Função, qualificação e desempenho
10/10/2012 às 07:19 | Mestre em Ciências da Linguagem Édina da Silva de Freitas
Encerrado o processo eleitoral para os membros do Poder Legislativo do Balneário Rincão, proponho uma reflexão a respeito do nível de escolaridade dos representantes eleitos para compor a Câmara de Vereadores, a partir das influências e desempenho de suas funções, bem como os impactos no processo inicial desse novo município.

Entendo que, o vereador é o representante do povo, é quem fiscaliza o trabalho do prefeito e os gastos ligados aos orçamentos durante o ano. São eles que irão: elaborar e votar projetos, leis que beneficiarão a comunidade, inclusive a Lei Orgânica do município. Para desempenhar suas funções, destaco a importância de serem pessoas comprometidas, envolvidas no dia a dia com habilidades e qualidades de letramento.

Entre os nove (9) membros eleitos do legislativo rinconense constatei que: Quatro (4) vereadores possuem Ensino Fundamental Incompleto (1ª a 8ª série) dos partidos políticos: um do PMDB, um do PP e dois do PT; Três (3) vereadores possuem Ensino Fundamental Completo (1ª a 8ª série) pertencentes aos partidos: dois do PMDB e um do PSDB; Um (1) vereador possui Ensino Médio Completo do partido PSD; Um (1) vereador possui Ensino Superior Completo do partido PMDB.

Que critérios os eleitores levaram em consideração para escolherem seus representantes? Estavam conscientes da importância do seu voto? O nível de escolaridade é necessário para o bom desempenho do vereador? São reflexões que proponho a cada eleitor que compareceu nas 26 seções do novo município com 71 nomes a disposição, alternativas de escolha. As exigências para candidatar-se são mínimas, Mas a qualificação de um candidato é importante, Além de ser um bom líder, honesto, humilde, comprometido, ter ficha limpa, é necessário ter conhecimento científico, aquele mediado pelo educador nos ambientes escolares. Estar preparado para atuar no legislativo.

Caso contrário, é necessário o trabalho de uma boa assessoria, permanente e continuada, auxiliando assim o trabalho do vereador. Vivemos numa sociedade que exige os mais variados conhecimentos. Exigimos de nossos filhos estudos, escolaridade, letramento. Será que consideramos esses critérios na hora de escolher nossos representantes?

O trabalho exige uma qualificação aos vereadores eleitos, uma formação básica sobre alguns temas como: funções do vereador, aspectos legais, lei orgânica, regimento interno, leis orçamentárias, projetos, ética, entre outras, seria um bom começo. Um vereador bem preparado faz a diferença no ambiente de trabalho e no desenvolvimento da qualidade de vida de seus munícipes.

Ao finalizar, um pedido aos gestores do Balneário Rincão, incentive as crianças, jovens e adultos a frequentarem as escolas e concluírem seus estudos com Ensino Fundamental e Ensino Médio e que oportunizem polos de extensão das Universidades com Ensino Superior, graduando e pós graduando nossos rinconenses. Certamente todos ganham e teremos melhores índices de rendimento, sucessos no trabalho executado.


Opinião: Administradores suicidas
04/09/2012 às 11:14 | Publicitário Alessandro Dal Ponte
Vivemos em um mundo onde nossas escolhas definem nossa personalidade. Uma expressão um tanto complexa para um tema um tanto simples. Fazer uma escolha - geralmente - é algo extremamente simples, porém, lidar com o reflexo e as ações que essas escolhas trazem é motivo de grandes preocupações.

Muitas são as dúvidas que afetam os empresários no mundo globalizado Podemos citar algumas como a constante mudança na forma de ver o mundo das novas gerações, o crescimento acelerado da economia e de novos e lucrativos nichos de mercados, o novo poder de controle que os consumidores exercem sobre as marcas e as tantas pesquisas de mercado oferecidas nos dias atuais.

Mas até onde as preocupações afetam o correto andamento das organizações? A resposta a este questionamento reside na essência da própria pergunta. Quem disse que existem fórmula mágica ou receita de bolo que ensine gerir uma empresa? Existem diversos métodos, perfeitamente aplicáveis, de gestão que norteiam os investidores e administradores. Não existe uma aula que ensine o empresário a ser ousado e a correr riscos visando os saltos de lucratividade.

Somente o sexto sentido empreendedor, também conhecido como “feeling” no mundos dos negócios, é o grande aliado de qualquer visionário. Com certeza, o medo de errar fecha muito mais portas do que a ousadia daqueles que tentaram. O grande mestre Steve Jobs sempre afirmava que só os loucos que pensavam que podiam mudar o mundo, um dia conseguiriam. São estes loucos que criam grandes empresas, estes mesmos malucos desenvolvem grandes produtos que revolucionam o modo de interação com o universo em que estamos inseridos.

Cuidado! Não devemos confundir o “louco” com o “suicida”. O louco é aquele que de alguma forma fundamenta suas visões, que é tão doido que consegue transformar sua marca ou seu produto num ato de fé e que faz os consumidores amarem seu produto. O suicida é aquele que acredita tanto nas suas ideias que esquece de avaliar o que mercado acha delas, esquece de ouvir aqueles que vão comprá-las.

Você pode escolher o caminho que mais se enquadra com a sua empresa, pode fazer as melhores escolhas, aquelas mais seguras, mas não espere que o mercado premie seu medo com lucratividade. Só a genialidade de um verdadeiro louco é suficientemente recompensada. Pense nisso! As pessoas querem produtos para se apaixonar, querem marcas para chamar de suas, querem dizer a todo custo “como eu conseguia viver sem isso?”. Sucesso e ótimos negócios para todos...


Envie também o seu artigo para opiniao@canalicara.com. Para ter o texto publicado é necessário se identificar. A postagem não significa que o portal concorde com a opinião.