Canal Içara

Canal Içara

18 de setembro de 2019 - 19:28
Reflexão: Ano novo, vida nova?
20/11/2011 às 17:37 | Dentista Vilson Schambeck
Estamos chegando a mais um findar de ano. Árvores sendo enfeitadas, presépios, luzes, muito brilho e encantamento. Retrospectivas na televisão, melhores momentos. Um novo ano se avizinha. Novos projetos? Nova vida?

Muitos dar-se-ão em presentes num automatismo sem fim, afinal é Natal. Mas talvez tenhamos passado o ano inteiro sem dizer, para esta mesma pessoa que receberá o presente, as seguintes frases: “você é importante na minha vida”; posso lhe ajudar em algo”; “como tens passado”; etc.

Nós, a humanidade, deveríamos de fato ser mais humanos. Não adianta dar uma de bonzinho nessa época, se passamos o ano inteiro sendo indiferentes aos que estão a nossa volta. Troque a cesta básica por uma abraço, e, aquele presente qualquer por um perdão. Deixe o carro na garagem e vá fazer uma viagem com seu filho andando a pé, segurando-o na mão. Engaje-se em algum trabalho voluntário, doe-se, faça acontecer.

Mas será que de fato fizemos algo diferente em 2011? Será que não repetimos os mesmos erros de 2010? O que nos aguarda em 2012? Quantas promessas não vividas, quantas vidas falidas. Depressão, ansiedade, angústia, dor... Me desculpem os encastelados mas a nossa sociedade está doente.

Precisamos fazer algo diferente. Que o Natal seja uma época de reconciliação consigo e com o outro. Precisamos encontrar a nossa alegria na felicidade do outro. Precisamos decretar que o primeiro dia do ano não mais será o da primeira ressaca, devido a cachaça do dia anterior. Precisamos ser menos religiosos e mais cristãos.

Quantas pessoas perderam suas vidas neste ano, morreram. Já não estão mais entre nós. Disse uma vez e repito: o lugar nesta cidade onde estão guardados os sonhos mais bonitos é no cemitério. Lá estão sepultados todos os planos daqueles que por aqui passaram e já partiram. Lembre-se, a vida é feita de sonhos, e mesmo que pareçam utopias são eles que nos movem a ação. O tempo para fazer é o hoje.

Faça agora. Não perca mais tempo. Ligue para aquele parente que virou as costas para você e diga “em nome de Jesus me perdoe, pois eu te amo”. Humilhe-se, afinal é no natal que celebramos o nascimento do Cristo, aquele que deixou-se ser humilhado, foi crucificado para depois ser ressuscitado. Ressuscite você também a sua fé. Seja homem, seja mulher, seja gente. A vida é uma dádiva de Deus, não a desperdice. Exercite o poder da palavra: “bom dia”, “com licença”, “obrigado”. Exercite a alma, ore mais. Fortaleça a musculatura do coração, apaixone-se. Regue a dor com as lágrimas da esperança. E por fim sorria, comece hoje o novo dia!


Opinião: Um grito no silêncio
06/10/2011 às 11:49 | Maria de Fátima Pavei
Sem emoção o espírito estaria morto. Içara está passando por momentos difíceis, não é possível que alguém chegue de mansinho, retire o prefeito da cidade e pronto. Quem está mandando nesta cidade? Politicamente creio em “gente”, não em partido político. Os homens precisam acordar para um novo ideal político, fora dos lugares-comuns, pois sistemas e regimes não passam de desencontros humanos.

Não acredite em ideias velhas e sovadas, creia na política limpa e democrática, naqueles que assumiram cargos, mas estão servindo as comunidades e não está brigando pelo poder. O poder é o ranço do mundo, não se deixe ser possuído pelo homem que é capaz de matar para ser o dono de qualquer coisa, interessa é mandar.

Nestes últimos dias, está difícil ter que aceitar o que está nos acontecendo. São brigas nos jornais, nos bares, nos restaurantes, nas casas, nas ruas, no Facebook... As pessoas se posicionam e custa o que custar, opinam para deixar ou tirar o prefeito. Está certo? Pleiteiam por vantagens em prol de si mesmas? Por que se comportam assim?

Chega a ser ridículo, quando justificam sua escolhas. Não é possível que as pessoas esqueceram que o prefeito é um ser humano. Outros administradores sofreram, foram mandados embora e hoje percebemos que não mereciam. Estou certa ou não? Você se colocou no lugar destas pessoas, de suas famílias sofrendo? Parou para pensar, que poderia estar acontecendo com você?

O escritor não tem o mínimo compromisso com as direitas ou com as esquerdas, com o centro ou com a terceira força. Seu único compromisso é com o gênero humano. A procura da verdade e da justiça são os impulsos básicos que deveria levar qualquer pessoa a tomar atitudes. Não é verdade? Assim quebraríamos a casca do medo e egoísmo que nos mantêm omissos diante dos nossos problemas e, principalmente, de nossos semelhantes.

A palavra é o veículo da nossa comunicação, tem esse importante dever a cumprir, salvar as vidas. A luta por uma convivência solidária, mais humana, acaba se transportando para meus textos, humildes, mais impregnados do sangue dos injustiçados e da dor dos oprimidos. Busco deixar ao meu leitor a esperança de ajudar a compor um homem mais sábio e humano. Represento neste momento milhares de pessoas que queriam falar isto que escrevo, pois se sentem atacadas por lobos e gritando a dor provocada.

Em suas gargantas as palavras perseguidas e afogadas. É assim que você se sente? É nosso dever, minha gente, percorrer os corações dos homens, não interessa se ele é PP, PMDB, PT... Interessa que ele é gente. As guerras que a humanidade inconsciente aplaude, a discriminação, a indiferença é o que abafa o nosso grito libertário. Isto é dor ou não?

A exploração do homem pelo homem apoia-se em regimes imutáveis; são crimes que ofendem a humanidade. Chega de maldade, de gritos. Fique comigo, não jogue ao lixo as minhas palavras, pois a escritora que sou escreve pensando com o coração, na alma que sofre... Então, leia meu texto e repasse para outras pessoas é a palavra de Içara, dos sofredores, de quem ainda pensa com o coração. A palavra de um escritor é vida, é arte de fazer da palavra um presente ao leitor. Vida para mim é tudo o que sinto, é o que capto pelos sentidos e que de alguma forma me modifica. Eis o meu grito no silêncio!


Greve dos professores: Hora da serenidade
11/07/2011 às 12:45 | opinião de Edegar da Cunha Generoso, diretor da Central Única dos Trabalhadores na Regional Sul
Greve dos Professores: Esta é a hora da serenidade. Quem luta também educa. A essa máxima do sindicalismo acrescentamos: Quem luta por seus direitos, educa ainda mais pelo exemplo de vida e pela dignidade dos atos.

Depois de mais 50 dias de paralisação, a serenidade por parte de todos os envolvidos se faz mais do que nunca necessária. Sem ela e sem a verdade, a solução para o impasse torna-se ainda mais distante. Muita sensibilidade deve haver também por parte da sociedade e dos profissionais da mídia, procurando compreender que o governo catarinense teve mais de 50 dias para resolver a questão e pouco se esforçou para isso.

Preferiu apostar no cansaço e no desgaste da greve, agindo de forma irresponsável e maquiavélica. Que todos compreendam que a luta dos trabalhadores na educação é pelo cumprimento de uma lei; se todos os brasileiros mostrassem essa bravura pelo cumprimento das leis teríamos com certeza um país melhor. Estamos do lado da Lei e, portanto, dos professores que lutam pelo seu cumprimento.


Caos entre Ruas São Donato e Ipiranga
14/06/2011 às 21:52 | Luana Réus, içarense indignada com a falta de planejamento da cidade
Um verdadeiro caos. Foi o que se transformou essa pequena rua apos a instalação da Caixa Econômica Federal. O movimento de veículos, que já era grande, pelo Banco do Brasil e a mecânica que existe no local, agora triplicou, ocasionando problemas aos comerciantes e motoristas. Sem uma boa sinalização, motoristas são obrigados a estacionar em qualquer lugar, para que possam cumprir seus deveres e necessidades bancarias. Estacionamentos em calçadas, estacionamento na contra mão, em entrada de veículos (entrada/saída de veículos da mecânica, casas e apartamentos que existem no local).

De quem é a culpa? Não colocaremos nos motoristas, que se organizam como dá, já que não existe um lugar reservado a eles. Da Caixa Econômica talvez, por se instalar em um lugar onde já não suportava o fluxo de veículos que existia? Também não. A culpa vem mais de trás, de nossos prefeitos talvez. É notável que Içara cresceu, se desenvolveu. O aumento de veículos e pessoas impressiona, talvez até nos assuste. O que faltou foi planejamento.

O Centro de Içara já não suporta o fluxo de veículos que existe, não há estacionamentos suficientes. O que resta aos comerciantes? Proteger o pouco espaço que sobra com correntes e plaquinhas do tipo "estacionamento exclusivo para clientes". E isso dá jeito? Não. É um problema muito além. Um dia desses, um veiculo estacionou na frente da oficina, não por ser cliente, mas porque precisava ir ate a Caixa Econômica.

Se não bastasse ocupar o lugar, que seria para um cliente, ainda jogou o carro pra cima de uma moto que estava estacionada no local,esse sendo de um cliente da mecânica, causando prejuízos. Por sorte e ética do tal cidadão, ele voltou ao local e acertou com o dono da moto, pedindo desculpas. Mas desculpas, acreditamos, já não basta. Mas é por esse motivo que não podemos colocar a culpa apenas nos motoristas. Se ele não tinha lugar para estacionar, se a Caixa Econômica não planejou um estacionamento para seus clientes, o que ele pode fazer, certo?

"Pegar" o lugar do cliente da oficina mecânica, que por sinal planejou e preza pelo direito do seu cliente estacionar em um lugar próximo. Outro dia, o dono da oficina me retratou que um caminhão estacionou na frente da mecânica, para ir, imaginem, é claro, ao banco e quando foi saindo, bateu em uma saveiro que estava estacionada ao seu lado, sendo de um cliente da oficina, causando mais prejuízo. Pro dono do caminhão, é claro, que teve que bancar.

Se qualquer um parar por 5 minutos naquela rua, verá que o que eu digo não é invenção e estou aumentando nada. É uma loucura. Carro que desce, que sobe, estaciona, sai, entra... Um caos mesmo. Estacionar na entrada das casas/empresa já nem é mais novidade. Hoje mesmo presenciei um senhor, estacionando seu veiculo na contra mão, do lado oposto da rua onde deveria estacionar. Alem disso, era na frente da entrada da mecânica. Verdadeiras infrações de trânsito não é mesmo? E o que dizer de estacionar sobre a calçada? É, esse senhor desceu de seu veiculo e auxiliou uma senhora a estacionar o seu carro, em cima da calçada.

Quem tirou a carteira em uma auto-escola (não que eu queira dizer que alguém tenha tirado pelo correio, imaginem) sabe que calçada é para pedestres, a rua é para veículos e isso inclui estacionamento. Imaginem uma mãe, com uma criança no carrinho passando por ali. O que ela teria que fazer? Atravessar pelo meio da rua não é mesmo? Colocando em risco a sua vida e dessa criança. Nem vamos comentar que Içara não é uma cidade que visa a inclusão social. Cadeirantes tem seus espaços ocupados por buracos, ou como acontece agora na rua São Donato, por veículos.

É sim de causar revolta, indignação. Içara esta crescendo em uma proporção tão grande, estamos nos tornando uma cidade produtiva, com Indústrias e comércios de ponta, onde já não é preciso sair daqui para obtermos o que precisamos nas cidades próximas, como Criciúma, por exemplo. Mas sem um planejamento, não ocorrera desenvolvimento. Apenas um crescimento desordenado, um caos, onde muitos pensarão: "Que saudade que eu tenho da minha cidadezinha do interior, tão pequena, sem carros, sem pedestres, sem nada..."


Opinião: Desrespeito aos professores
31/05/2011 às 13:47 | opinião de Márcia Turatti dos Santos – Professora de História da Rede Estadual de Educação (SC) e mãe de aluna da escola pública
Sou professora de História da rede estadual em Santa Catarina e estou em greve juntamente com os demais colegas. Um dos motivos dessa greve é a implantação do piso salarial nacional em nosso Estado. Estamos vivendo um momento que jamais imaginávamos enfrentar em nossas vidas profissionais. A implantação do piso está sendo uma afronta a nossa categoria.

O governo do Estado se nega a implantar o piso na carreira, ou seja, da forma como o governo está fazendo, professores que iniciam agora na profissão ganharão o mesmo que um professor em fim de carreira. Acreditamos ser isso uma injustiça e um desrespeito não só com os trabalhadores em educação como com nossos alunos/as. Sem falar em outras questões estruturais que nos fazem travar uma luta constante para garantir qualidade de ensino aos nossos alunos e alunas.

O nosso plano de carreira que era ruim, já não existe mais. Escrevo essas palavras com uma profunda tristeza e choro ao lembrar-me da professora cheia de sonhos que há vinte anos ingressou nesta carreira acreditando que poderia contribuir na formação do cidadão brasileiro e ajudar a construir uma sociedade mais justa e igualitária. E acredito sinceramente que tenho contribuído. Mas o magistério não é sacerdócio.

Existem as questões práticas de nossas vidas que precisam ser supridas com um salário digno. Estudamos porque acreditamos em nossa profissão. Nós acreditamos. Quem não acredita é Governo de Santa Catarina ao destruir nosso plano de carreira.

Qual a motivação para continuar nesta profissão? O governo com essa medida divide os trabalhadores em educação entre os que receberão aumento de salários e os que não receberão. A medida provisória que foi encaminhada para Assembléia Legislativa se for aprovada, e é possível que seja, pois o governo Colombo tem maioria, dará o golpe de misericórdia em nossa categoria. Como explicar aos nossos alunos/as que não é mais necessário estudar e se aperfeiçoar para ser um professor? Que respeito teremos deles?

Anos atrás quando a LDB foi aprovada ela previa que todos os professores sem formação deveriam ingressar na universidade e concluir o ensino superior. Assim fizeram muitos professores. Era uma exigência da lei maior. Outros, já formados, buscaram uma especialização, mestrado, doutorado. Hoje nos perguntamos para quê? Para um governo sem responsabilidade alguma com a educação colocar tudo isso por terra.

Lembro-me de sua campanha às vésperas da eleição. Não tinha proposta alguma de valorização dos profissionais da educação. Quando questionado sobre o piso, sua resposta foi de que se o piso fosse implantado os professores sairiam perdendo. Aí está a questão. Na época Raimundo Colombo já sabia o que fazer caso fosse eleito, e caso o Supremo Tribunal determinasse o pagamento do piso como salário e não como remuneração.

Ele foi eleito, e aí está o seu governo com o slogan “As pessoas em primeiro lugar”. Acreditamos então que os trabalhadores em educação na visão do senhor governador não se encaixam na categoria “pessoas”. Não estamos em primeiro lugar, estamos em último. E isso me faz pensar sobre o que diz a propaganda da campanha pela valorização do professor do Movimento “Todos pela Educação” e pergunto se:

“No brilho de uma ferrovia / (um bom professor) /No bisturi da cirurgia / (um bom professor) / No tijolo, na olaria, no arranque do motor / Tudo que se cria tem um bom professor”, por que nosso salário não se equipara com os salários desses profissionais?

Ou se: “A base de toda conquista é o professor / A fonte de sabedoria o professor / Em cada descoberta, cada invenção / Todo bom começo tem um professor”, por que somos tratados com tanto desrespeito?

Fico a imaginar sobre o que diriam as autoridades que receberam nosso governador na Alemanha se soubessem que no Estado que ele governa os trabalhadores em educação estão em greve para garantir que o piso seja aplicado na carreira? E ele? Que foi buscar parcerias com a Alemanha não se envergonha de submeter-nos a essa humilhação?

Não, claro que não. As parcerias que busca visa apenas lucros para nosso Estado. A educação não faz parte disso. A educação assim como a saúde não produz lucros e sim despesas na visão do governo. Teria pelo menos obtido informações de quanto ganha um professor na Alemanha? Não claro que não.

Diante disso tudo a única alternativa encontrada pela categoria foi a greve. Espero que sejamos fortes para enfrentar todas as arbitrariedades do governo que ainda virão. Não podemos esquecer jamais que todos os direitos foram conquistados com muita luta, nado nos foi dado de “mão beijada”. Por isso, temos um compromisso com aqueles que vieram antes de nós e com os que virão depois de nós: manter os direitos já conquistados e lutar pela sua ampliação. Não podemos deixar o governo desrespeitar nossa categoria dessa forma.

Este texto foi escrito na esperança de sensibilizar as pessoas para que nos apóiem. Para que nos ajudem a mostrar que nossa luta é legal, é legítima, é justa.


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