Canal Içara


24 de março de 2017 - 14:54
Derrota no último lance é um tapa na cara
23/03/2017 às 21:13 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
São 10 anos sem superar o Joinville na Arena. O Criciúma se complica no Catarinense, após derrota diante do Joinville, por 1x0, aos 49 minutos do segundo tempo. Um fatídico tapa na cara. Patinar no returno pode comprometer o desempenho do Tigre na busca pelo título do estadual.

Parecia que o Criciúma brigaria rodada a rodada pela liderança na tabela de classificação. Mas ‘o caldo entornou’ e o caminho está cada vez mais espinhoso.

Dos nove pontos que o Criciúma teve oportunidade de obter em dois jogos em casa e um fora, apenas quatro pontos foram conquistados. O Criciúma não faz um desastroso returno, mas também não consegue se destacar.

A vitória (na Ressacada) contra o Avaí foi sensacional. Era tudo o que o Tigre precisava para se firmar como forte candidato ao título, mas a sequência deixa a desejar.

Não pode ser assim
Não há tempo para radicalismos. Todas as ações dos jogadores em campo devem ser bem pensadas. É preciso ter inteligência por parte dos atletas na tomada de decisão.

O árbitro errou em um lance capital e acabou interferindo na história da partida, mas isso não pode ser motivo de desculpa, porque o Criciúma também errou demasiadamente.

O volante Barreto se mostrou imaturo no jogo, ao impedir o contra-ataque e receber o segundo cartão amarelo. Ele impediu que o adversário pegasse a zaga desprevenida, mas acabou comprometendo o esquema tático e o sistema de jogo do time criciumense.

Uma expulsão aos 16 minutos da segunda etapa acaba forçando o time visitante a se defender para não ser derrotado, mas o empate também não seria interessante.

O Criciúma, após empatar em casa com o Brusque, que é uma equipe teoricamente inferior aos cinco “grandes” do estado, precisava voltar a vencer para chegar firme na liderança.

Goleiro preparado
Embora a derrota tenha sido extremamente prejudicial para o Criciúma, o goleiro Edson protagonizou belas defesas e foi o melhor do time, indiscutivelmente.

Edson está 100% preparado para ser o goleiro titular do Tigre na temporada de 2017. Faz por merecer a continuidade no time titular. Cabe ao técnico Deivid decidir se irá mantê-lo entre os 11 iniciais.

É agora ou nunca
Não há mais margem para oscilação. Regularidade é a palavra de ordem para quem deseja ser campeão do returno. O Criciúma não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória, neste domingo, dia 26, no Estádio Heriberto Hülse, às 18h.

O adversário é o Inter de Lages. O Tigre é o quinto colocado, com cinco pontos. De agora em diante, não há mais possibilidade de procrastinação. O técnico Deivid tem muito trabalho pela frente.


O Criciúma é time desequilibrado
19/03/2017 às 14:09 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Uma decepção para quem saiu de casa cedo e assistiu ao jogo de Criciúma e Brusque, às 10h deste domingo, dia 19. O resultado não satisfaz e a atuação dos atletas deve ser analisada por setores.

Empatar em 4x4 com o Brusque, no Estádio Heriberto Hülse, acabou com a paciência de boa parte dos torcedores, que protestaram contra o presidente Jaime Dal Farra.

Equipe desequilibrada
É hora de dar um basta. Não há como manter um sistema defensivo tão falho como o do Criciúma. Esse time chega a lembrar o elenco de 2012, que tinha o melhor ataque da Série B e, ao mesmo tempo, uma das piores defesas. O problema é que o Campeonato Catarinense é uma competição de tiro curto.

Não há margem para sofrer tantos gols sem comprometer o título. O curioso é que do setor de meio-campo para frente, o Tigre tem qualidade e está fazendo belo trabalho. Os atletas executam as jogadas com qualidade, mostram-se encaixados e preparados para a sequência da temporada.

Trocar o pneu com o carro andando
São 22 gols sofridos. O Criciúma tem a pior defesa, empatado com o Almirante Barroso. Sofrer quatro gols do Metropolitano em casa e mais quatro gols do Brusque são acontecimentos inaceitáveis. É preciso ajustar esse sistema defensivo o mais rápido possível. Será como trocar o pneu de um carro em movimento, porque os ajustes defensivos deveriam ter sido concluídos ainda no primeiro turno.

A lentidão da zaga tricolor é preocupante entre os titulares e os reservas. O Ianson é o quebra-galho na zaga, apenas isso. Raphael Silva não jogou, mas também vem no mesmo caminho dos demais zagueiros, como o Diego Giaretta que, diga-se de passagem, fez gol contra na partida. Levar gols de bola parada não pode se tornar rotina.

O problema é a sequência
Empatar com o Brusque não é o problema principal. A maior preocupação é com a sequência do campeonato. Independente do resultado desse jogo, o Tigre precisa ser ágil e se reinventar nos próximos desafios. Porque se a defesa continuar essa peneira, o estadual passará mais um ano em branco para o time criciumense.

Vale destacar
Congratulações ao atleta Alex Maranhão, que fez três gols e teve atuação acima da média. O Criciúma finalmente encontrou um jogador que tem capacidade para honrar a camisa 10 do time.

O meia passa por ótima fase. É bom finalizador, tem boa visão de jogo, sabe se posicionar e é experiente. Que essa boa fase alastre-se para o resto do time, porque se todos os setores não estiverem correspondendo às expectativas, o time não dá liga.


Criciúma cai, mas cai de pé
15/03/2017 às 23:18 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Caiu de cabeça erguida. Eliminou o Santo André com naturalidade, superou o Altos/PI com esforço e caiu diante do Fluminense, na terceira fase. Essa é a trajetória do Criciúma na Copa do Brasil de 2017. Fez dois jogos equilibradíssimos contra a equipe carioca, falhou pouco, mas o suficiente para que o Flu garantisse a classificação: 3x2 no jogo de volta.

Postura de time vencedor
Se há uma coisa que o técnico Deivid conseguiu programar no time do Criciúma foi postura de time vencedor. O Criciúma não joga de maneira acovardada, independente do adversário e do resultado. Além disso, luta pelo resultado até o último minuto.

O Tigre havia feito belo jogo no empate em 1x1 (jogo de ida) e teve atuação satisfatória no jogo de volta. Mas as pequenas falhas decidem um mata-mata. Principalmente a falha do Raphael Silva, que errou o domínio na saída de bola e se viu obrigado a cometer pênalti no adversário.

Mata-mata não perdoa ninguém
Tanto jogo para errar, o atleta erra grosseiramente logo em partida eliminatória. Raphael Silva errou, mas erra também o técnico. É Deivid quem ordena que os jogadores insistam nas saídas curtas de bola. Os passes rasteiros para a zaga geram margem de erro que acabam comprometendo. O famoso “balão pra cima” é usado no mundo inteiro e não há motivo para se envergonhar. Vergonha é falhar na recepção da bola e entregá-la ao adversário.

Vergonha é ser goleado. Portanto, é preciso que a comissão técnica entenda que os jogadores do Criciúma não estão totalmente preparados para lidar com essas saídas de bola. Além disso, os adversários já entenderam o recado e estão cada vez mais atentos a isso.

Hora de pensar no Catarinense
Restam duas importantes competições para o Criciúma neste ano: o Catarinense e a Série B do Brasileiro. Nos últimos três jogos, o elenco do Tigre realizou belas atuações. É o que se espera na sequência. Não há mais margem para sequência ruim. O primeiro turno do estadual já tem dono.

O Criciúma, que desbancou a invencibilidade do Avaí, precisa ter postura de time vencedor para arrecadar o título do Catarinense. O plantel tem qualidade e mostrou que está preparado para enfrentar qualquer adversário do país.


Segundo tempo de time campeão
12/03/2017 às 23:44 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma foi a Florianópolis e enfrentou o Avaí, neste domingo, dia 12, na Ressacada e voltou com três pontos. Mais que isso, voltou com a bagagem cheia de confiança. O Tigre venceu por 3x2, com dois tempos distintos.

Exibição insuportável
Na primeira etapa, o Criciúma teve aquela exibição insuportável que desanima qualquer torcedor. Troca de passes sem objetividade, desatenção no início da partida (que resultou no gol do Leão da Ilha), além de ausência de ofensividade. O Avaí também não fez muita coisa além do gol. Esperava o Criciúma, que nada fazia. Time acovardado no primeiro tempo.

Chacoalhão no intervalo
Após ‘puxão de orelha’ no vestiário durante o intervalo, o time criciumense voltou totalmente diferente. A postura mudou; A vontade de vencer nasceu; O espírito de competitividade floresceu e a chama da perseverança acendeu. Na segunda etapa o Criciúma teve atuação de time campeão e quebrou a invencibilidade do Avaí na competição.

Mereceu a vitória e contou com um paredão na defesa: Edson. O goleiro finalmente voltou a encher os olhos da torcida ao realizar uma partida espetacular. O Luiz que se cuide!

Confiança renovada
A vitória é importante para dar o primeiro passo rumo ao título do returno. O Avaí venceu o Criciúma no primeiro turno, em pleno Heriberto Hülse. O Tigre deu o troco no segundo turno: venceu e convenceu no Estádio da Ressacada, com direito injeção de ânimo para enfrentar o Fluminense, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, em jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil.

Jogando da forma como enfrentou o Avaí no segundo tempo de jogo, o Criciúma será o favorito ao título do estadual e, além disso, brigará de igual para igual contra os gigantes do país na Copa do Brasil.


Jogo de ida marcado pelo equilíbrio
10/03/2017 às 00:32 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Criciúma e Fluminense se enfrentaram nesta quinta-feira, dia 9, no Heriberto Hülse, em confronto de ida da terceira fase da Copa do Brasil. O resultado em si não agrada o time mandante. O regulamento faz com que o gol sofrido em casa seja motivo de preocupação redobrada para o jogo de volta. O 1x1 entre o Tigre e a equipe carioca força o Criciúma a buscar jogo.

Empate nervoso
Não há o que reclamar de nenhuma das equipes na questão da criação de jogadas ofensivas. O jogo foi repleto de lances perigosos e todos os atletas com vontade de mudar o placar. Talvez essa possa ter sido a principal razão de a partida terminar empatada.

Na ânsia de serem protagonistas do jogo, os atletas pecaram no momento de ter calma. Faltou requinte, capricho, ou até mesmo competência. O ataque do Criciúma novamente não satisfez. Os atletas são qualificados, mas não correspondem às expectativas quando encostam na bola.

A torcida espera lindas jogadas, principalmente de Caio Rangel, mas frustram-se junto com o jogador, que sucumbe à forte marcação muitas vezes resultante em falta. Mas onde estão os gols de falta?

Falta o retoque final
As jogadas individuais são bonitas, mas a equipe falha no retoque final. O último movimento certeiro para balançar as redes não é realizado com sucesso. Isso aconteceu com as duas equipes. O time do Criciúma aprendeu a dar “balão” quando o adversário pressiona a saída de bola.

Parabéns ao Deivid, que foi humilde e soube reconhecer que nem sempre devemos colocar em prática determinada estratégia na qual não estamos plenamente preparados, ou quando o adversário adota maneiras de anular a jogada inicial.

Buscar a classificação
O 0x0 dá classificação ao Flu. Esse é o momento propício para ser ofensivo. Caso contrário, o resultado pode ser um empate sem gols, frustração e eliminação. Não é surreal que o Criciúma vença o jogo de volta ou empate com gols (1x1 leva para os pênaltis e 2x2 ou superior classifica o Tigre) e passe de fase.

Porém, é necessário que o Tigre se comporte como um clube que esteja efetivamente em busca do título da Copa do Brasil de 2017. Cada fase é uma história a ser preenchida.


*Erik Borges Vieira é acadêmico de Jornalismo e torcedor do Criciúma Esporte Clube