Canal Içara


29 de abril de 2017 - 00:25
Em 2017, quantos objetivos foram alcançados pelo Criciúma?
24/04/2017 às 03:12 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O campeonato acabou para oito times da Série A do Catarinense. Criciúma, Brusque, Joinville, Tubarão, Inter de Lages e Figueirense não chegaram às finais e não foram rebaixados; Almirante Barroso e Metropolitano estão na Série B do Estadual de 2018. O título está entre Avaí e Chapecoense.

Quantos e quais objetivos alcançados?
Há quem afirme que este é mais um Campeonato Catarinense que passa em branco para o Criciúma. De fato é. Mas passar em branco não é sinônimo de trabalho jogado fora. A temporada ainda irá exigir muito trabalho dos clubes brasileiros.

Embora o Tigre tenha sido eliminado da Copa da Primeira Liga, da Copa do Brasil e do Catarinense, ainda resta a Série B do Brasileiro, que, por acaso é a principal competição do ano para o Criciúma.

A possibilidade de acesso à Série A existe e o torcedor pode sim se apegar a isso. Não é conto de fadas, não é ilusão, não é alucinação nem devaneio. O Tigre catarinense tem plenas condições de se manter entre os quatro primeiros colocados da segunda divisão nacional e obter o acesso à elite do futebol brasileiro.

Isso se deve ao trabalho que está sendo desenvolvido pelo técnico Deivid e sua comissão. Portanto, quais e quantos objetivos o Tigre já alcançou em 2017? Primeiramente, para responder a pergunta é preciso solucionar esta antes: quais objetivos o Criciúma não conquistou?

R: Está fora de três competições que disputou e cada eliminação causa inevitável frustração.

E, enfim, os objetivos conquistados?
São dois:
Primeiro: obtenção do padrão de jogo. É nítido que o Criciúma tem uma forma de jogar. Ela não é perfeita, não é invencível, não é extraordinária, mas tem identidade. É possível ao menos criticar a filosofia adotada pelo treinador, porque ela existe.

Segundo: amadurecimento do plantel. O time apresenta falhas no setor defensivo, não transmite total confiança em lances de saída de bola, tem dificuldade em arriscar a gol, sofre quando o adversário é veloz pelas laterais, etc. Porém, os erros estão sendo analisados e corrigidos aos poucos.

É extremamente importante que a diretoria do Criciúma se esforce mais para não deixar que peças importantes saiam do time do que contratar muitos atletas para a Série B. A estrutura está pronta. É preciso que retoques sejam dados, inclusive com novas contratações. Mas é fundamental que as contratações sejam realizadas com o objetivo de fortalecer essa atual estrutura. Reformular o plantel nesse momento da temporada não seria uma boa opção.

A vitória
O Criciúma vence a Chape por 1x0, neste domingo, dia 23, no Estádio Heriberto Hülse, faz o dever de casa, trata a última rodada do Catarinense com seriedade e termina na terceira colocação geral.

O jogo poderia ter mais significado, mas os erros de arbitragem eliminaram as chances de classificação do Criciúma antes da nona rodada. Mesmo assim, Adalgiso Pitbull, que sabe fazer gols, balançou as redes e decretou a vitória tricolor.

Preocupação
A preocupação que ronda o cenário brasileiro é: como será a atuação dos árbitros (e auxiliares) nos campeonatos nacionais? Campeonato de ponto corrido, 38 rodadas, grandes investimentos.

É importante frisar que cada ponto pode ser precioso para a definição de um acesso ou até mesmo de um rebaixamento. O que pode deixar muitos decepcionados são os erros graves de arbitragem. O uso da tecnologia precisa ocorrer urgentemente. Não só os campeonatos das Séries A, B, C e D do Brasil precisam de tecnologia na tomada de decisões. Os campeonatos do mundo inteiro precisam.


Empate com o Metrô, menor folha e lanterna
15/04/2017 às 19:47 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma está matematicamente fora do Campeonato Catarinense de 2017. Mais um estadual que passa em branco para o tricolor Sul-catarinense. As chances eram remotas. Mesmo que o Tigre tivesse feito a sua parte, não seria possível se manter vivo na competição, pois a Chapecoense superou o Joinville e sagrou-se campeã da Taça Sandro Palaoro.

Mesmo assim, o Criciúma não cumpriu seu dever e ficou no empate em 2x2 com o Metropolitano, no Estádio do Sesi, em Blumenau. Time que está lanterna da competição. Além disso, o Metrô tem o menor orçamento entre os times da Série A do Catarinense. A folha salarial dos atletas é de apenas R$ 79 mil por mês.

Jogo bagunçado
Na primeira etapa, o Criciúma até foi melhor. Ao contrário do tempo agradável que se instalou neste sábado, dia 15, na região de Criciúma, a temperatura em Blumenau esteve mais elevada. A partida teve até parada técnica para os atletas se hidratarem.

Na segunda etapa, o Tigre consegue virar o jogo, sofre o empate e dá oxigênio ao Metropolitano, que briga contra o rebaixamento. Os gols do Tigre foram anotados por Ricardinho e Caio Rangel. O Metrô balançou as redes com Trípodi e Paulo Víctor.

Desandou
As mexidas do técnico Deivid foram infelizes. Ele não soube ter leitura correta de jogo. Com a intenção de deixar o time mais ofensivo, Deivid acaba desfigurando o meio de campo tricolor: tira Ricardinho, Douglas Moreira e Caíque Valdívia e coloca João Henrique, Andrew e Caio Rangel. Além disso, Adalgiso Pitbull e Jheimy também estavam ali empilhados no setor de ataque.

Encher o time de atacantes não é sinônimo de time ofensivo. Tanto que Diogo Mateus precisou salvar o Criciúma no último lance da partida. O lateral do Tigre evitou a vitória do time blumenauense. Além disso, Barreto teve que cometer falta para evitar que o adversário saísse cara a cara com o goleiro e acabou sendo expulso por receber o segundo cartão amarelo. Consequência de péssimas mexidas do técnico Deivid.


Título distante, hora de apontar os culpados
09/04/2017 às 20:03 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Para se manter com chances reais de título do returno, o Criciúma precisava vencer o Atlético Tubarão e torcer por um tropeço da Chapecoense, que enfrentou o Metropolitano, em Blumenau. A vitória do Tigre no Estádio Heriberto Hülse ocorreu: 1x0.

Também teve pênalti desperdiçado pelo Tubarão e gol anulado de Jheimy. Mas torcer contra o Verdão do Oeste não surtiu efeito. A Chape superou o Metrô por 3x1 e disparou na liderança do returno: 19 pontos.

O Joinville é o segundo, com 16 pontos, enquanto o Criciúma tem 14. A realidade é que o título do estadual fica muito distante do Criciúma em 2017. Por erros grotescos de arbitragem, o Tigre dificilmente conseguirá chegar com chances matemáticas de título na última rodada.

Precisa ser revisto
O quadro de arbitragem da Federação Catarinense de Futebol precisa ser revisto, tanto os árbitros como os auxiliares. O nível de atuação deles no Catarinense foi deprimente.

Para começar: Héber Roberto Lopes, que desde quando ingressou ao quadro da FCF era visto com admiração e considerado um dos melhores, foi reprovado no teste físico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e fica um mês impedido de atuar em competições organizadas pela CBF.

Além disso, esse ano foi marcado por impedimentos vergonhosos, gols mal anulados, faltas invertidas, árbitros mal posicionados em campo... Enfim, um show de horrores.

Embora esses profissionais sejam punidos com suspensões, sejam retirados do quadro do ano que vem, ou qualquer outro tipo de medida seja tomada, é preciso repor o quadro de arbitragem com profissionais de qualidade. Não adianta trocar seis por meia dúzia.

Alô, Rubinho (presidente da FCF), preste mais atenção. Alô clubes de SC, unam-se para protestar. Um campeonato repleto de grandes equipes não pode ser lembrado por erros infantis de arbitragem. O Criciúma Esporte Clube praticamente dá adeus a mais um troféu estadual por culpa única e exclusivamente da arbitragem.

Culpar os jogadores do Criciúma, comissão técnica ou diretoria seria injusto. Isso porque o Tigre foi demasiadamente prejudicado na competição. Erros capitais que custaram pontos. Em uma competição marcada pelo equilíbrio, cada ponto vale ouro. E o que fizeram contra o tricolor Sul-catarinense nesse estadual foi inacreditável. Uma verdadeira brincadeira de muito mau gosto.

O Criciúma tem uma torcida apaixonada, o clube investe pesado em estruturação e isso tudo vai por água abaixo por uma sequência de erros de arbitragem. Todo mundo erra, mas o que fizeram com o Tigre foi indigesto. Principalmente no jogo contra o Figueirense, em que o auxiliar Éder Alexandre anulou o gol do Jheimy. O camisa 9 tricolor já teve três gols legítimos anulados no Campeonato Catarinense.

E o jogo?
O Criciúma se comporta com o mesmo padrão de jogo: posse de bola como prioridade, passes laterais e paciência... Muita paciência em esperar que a zaga adversária fique vulnerável.

Adalgiso Pitbull, que entrou após o intervalo, decidiu para o Tigre. O gol não foi bonito, não teve charme, foi sofrido. Mas gol é gol. Gol feio e gol bonito tem o mesmo peso, porque como diria Dadá Maravilha (campeão da Copa do Mundo de 1970): “Não existe gol feio. Feio é não fazer gol”.


Título do returno não é nada impossível
02/04/2017 às 14:10 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma não jogou a toalha. Embora a Chapecoense esteja cada vez mais perto do título do returno, o Tigre não se entrega e se mantém com chances reais de tirar a Chape da liderança na última rodada.

Não é nada surreal
Alcançar a Chapecoense não é nada impossível. É assim mesmo que se deve agir, independente de erros de arbitragem nas rodadas anteriores, o Criciúma demonstra sua grandeza a honrar cada ponto conquistado no Estadual.

A vitória sobre o Almirante Barroso, por 3x1, em Itajaí, destaca duas situações: o Jheimy recuperou o faro de gols e que o elenco não irá desistir da competição enquanto existir possibilidades matemáticas.

Duelo regional
É claro que o Criciúma não depende mais de si para ser campeão. É preciso torcer por tropeços da Chape. Mas, a última rodada coloca Tigre e Chapecoense no Estádio Heriberto Hülse. Esse jogo pode valer a classificação do Tigre. Mas antes disso, neste domingo, dia 9, o adversário é o Atlético Tubarão.

O duelo regional será marcado por dois extremos: o time de Tubarão tenta eliminar qualquer possibilidade de rebaixamento, enquanto o Criciúma tenta se manter vivo na briga pelo título.

O Atlético Tubarão está em fase de ascensão e o Criciúma se fortalece defensivamente a cada rodada, além de manter um modelo de jogo em evolução. O jogo promete ser bonito, dentro e fora de campo.

Isso porque os torcedores de Tubarão utilizarão praticamente todo o setor visitante nas arquibancadas. Será mais um jogo para entrar no livro histórico da região Sul de Santa Catarina.



Criciúma é prejudicado pela arbitragem
30/03/2017 às 01:12 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Éder Alexandre. Este é o nome do auxiliar de arbitragem que mudou a história do Criciúma no Campeonato Catarinense. É chato ter que começar uma crônica esportiva falando de injustiça. O Criciúma Esporte Clube foi explicitamente prejudicado pela arbitragem no Campeonato Catarinense de 2017.

É óbvio que ninguém sai de casa (teoricamente) para prejudicar time A ou B. É fato que o ser humano falha, comete erros involuntários por diversos motivos: despreparo físico, ilusão de óptica, posicionamento equivocado, visão desprivilegiada e etc. Mas os erros de arbitragem no país estão em nível elevadíssimos.

O Tigre praticamente dá adeus ao estadual, única e exclusivamente por causa de um erro grotesco do bandeirinha Éder Alexandre. O Criciúma empata em 0x0 com o Figueirense por incompetência da arbitragem. Profissional que demonstra incompetência no exercício da profissão.

S.O.S tecnologia
O futebol clama por socorro. O futebol precisa ter pessoas minimamente inteligentes a frente da Fifa, que é a entidade máxima do futebol mundial. Não é possível que em 2017, com o aparato tecnológico que existe à disposição do ser humano, o futebol continue desprezando o auxílio de tecnologia nos jogos.

Praticamente todos os esportes já foram atualizados. O vôlei tem auxílio tecnológico, o tênis também, assim como o atletismo, a natação e etc. É desesperador ser um amante do futebol e saber que esse esporte parou no tempo.

Gastam bilhões em modernização de estádios, investem bilhões em publicidade e campanhas de marketing, inventam cerimônias de entrada em campo, mas esquecem (ou fingem esquecer) que a ajuda de câmeras e demais sistemas tecnológicos devem ser utilizados, no objetivo de conferir os lances-chave de uma partida. Para não gastar 30 segundos na averiguação de um lance capital, a Fifa acaba comprometendo 90 minutos em jogos oficiais do mundo todo.

O jogo
O Criciúma fez o gol com Jheimy, gol legítimo, porém anulado. Após isso, continuou a pressionar e mandou bola na trave, assustou em jogadas aéreas, se impôs e deixou o Figueirense todo no campo defensivo.

O sistema defensivo do Tigre foi competente, soube auxiliar os demais setores de meio campo e laterais, além de contribuir com a estatura nas cabeçadas ofensivas.

Os laterais souberam se desvencilhar dos adversários com facilidade, mas os cruzamentos não surtiram efeito. A zaga do Figueirense foi excelente na interceptação aérea.

Troca inapropriada de passes
A troca de passes implantada pelo técnico Deivid continua a irritar. Não foi o modelo de jogo ideal para esse tipo de partida (decisiva). Tanto que o Jheimy conseguiu balanças as redes no momento em que o Criciúma partiu para o “abafa”.

A intenção do técnico tricolor é fazer o adversário cansar, mas esquece que o jogo tem apenas 90 minutos e, a partir do momento em que a bola demora a entrar, o desespero é inevitável, principalmente no jogo em que a vitória é o único resultado satisfatório ao Tigre.

Chances matemáticas
As chances matemáticas ainda existem. Mas o empate no Estádio Heriberto Hülse deixa o Criciúma em situação delicada no returno do Catarinense. É preciso ser impecável daqui para frente e torcer por tropeços dos adversários que aparecem na ponta de cima da tabela de classificação.



*Erik Borges Vieira é acadêmico de Jornalismo e torcedor do Criciúma Esporte Clube