Canal Içara


23 de fevereiro de 2017 - 13:05
Classificação nos pênaltis preocupa
23/02/2017 às 00:12 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma está classificado à terceira fase da Copa do Brasil e receberá R$ 680 mil pela conquista. O Tigre venceu o Altos/PI, nos pênaltis (4x3), após a partida ter encerrado em 2x2 no tempo normal.

Embora o Altos/PI esteja invicto em 2017 (quatro empates e três vitórias), o Criciúma (jogando no Heriberto Hülse) não poderia ter corrido esse risco em um jogo tão importante, inclusive financeiramente.

A Copa do Brasil é importante
A classificação nos pênaltis preocupa porque se trata da competição mais importante que o Criciúma terá a oportunidade de disputar em 2017. Competição esta que já foi conquistada em 1991. Competição esta que tanto orgulha a torcida carvoeira. Competição esta que mexe com o imaginário do torcedor.

É preciso tratar a Copa do Brasil com mais carinho, mais atenção, mais entrega. Dizer que o Criciúma fez um jogo ruim seria injusto. Mas é preciso apontar algumas falhas que oportunizaram ao Altos/PI a esperança da classificação nas penalidades.

Falhas que comprometem
Primeiro ponto: centroavante desaparecido. O Jheimy faz um papel extraordinariamente decepcionante. Não participa de nenhuma jogada de ataque, se esconde em meio à zaga, enfim, perdeu o faro de gols. Segundo ponto: muito bate e rebate.

Os jogadores estão inseguros e, ao tocarem na bola, apresentam comportamentos que não podem ser apresentados por atletas profissionais de futebol, principalmente no setor defensivo. O volante Barreto e o zagueiro Raphael Silva são os mais inseguros do setor.

Passes errados de dois ou três metros não podem ser protagonizados com tanta frequência pelos jogadores de defesa. Isso faz com que o adversário tenha chances de sair cara a cara com o goleiro. O Altos/PI teve três oportunidades do estilo atacante x goleiro, mas desperdiçaram as chances. Mesmo assim, balançaram as redes duas vezes.

Precisava fechar o caixão
Levando em consideração que o time do Piauí esteve durante praticamente o jogo inteiro, a equipe piauiense não conseguiu jogar tão fechada, na retranca, porque precisava buscar ao menos o empate. Investia em contra-ataques rápidos e obteve sucesso. Mas a abertura fez com que o Criciúma tivesse mais facilidade para balançar as redes.

Mas o Tigre esqueceu que o adversário também conta com o setor ofensivo que está pronto para fazer gols. A equipe do Piauí pode não ter tanta projeção em nível nacional, mas mostrou que sabe jogar de igual para igual contra o Criciúma.

Parabéns ao adversário
Parabéns à equipe do Altos, que lutou bravamente e dignamente pela vaga à terceira fase da Copa do Brasil. O futebol é uma caixinha de surpresas. Nunca devemos subestimar qualquer equipe, principalmente na Copa do Brasil, que reúne dezenas de equipe que sonham em chegar às fases finais da competição. Além disso, o futebol é um esporte que, das quatro linhas para dentro, são 11 contra 11.

Existe o favoritismo, mas favoritismo não ganha jogo. Que essa partida sirva de lição ao Criciúma, que já sofreu para vencer o Almirante Barroso no Catarinense e, nesta quarta-feira, dia 22, superou a equipe da Associação Atlética de Altos, do Piauí, nos pênaltis, no sofrimento.


Vitória sofrida e providencial para o Tigre
20/02/2017 às 00:54 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Que sufoco! O Criciúma venceu o Almirante Barroso por 2x1, neste domingo, dia 19, no Estádio Heriberto Hülse, em jogo da sexta rodada do Catarinense. Levando em consideração a força que o Tigre tem no HH, o leve favoritismo que a equipe criciumense exerce sobre o clube de Itajaí e a necessidade do Criciúma em vencer para manter-se com chances matemáticas de título do turno, esperava-se menos sofrimento para a conquista dos três pontos.

Não jogou mal, mas não soube se adaptar ao adversário
Dizer que o Criciúma fez um jogo ruim é injusto. O Tigre conseguiu abrir o placar, continuava a investir em jogadas ofensivas por todos os lados, mas sofreu o empate inesperado.

Aí que o time se perdeu. Não saber se adaptar ao estilo de jogo do adversário pode ser fatal. Ainda mais se o time visitante não tiver pretensões explícitas de buscar os três pontos. Este foi o caso do Almirante Barroso: o empate serviria.

O time de Itajaí se fechou, soube suportar a pressão de forma louvável. Cabia ao Criciúma furar o bloqueio bem postado do Almirante. Mas as bolas alçadas repetidamente na área só serviram para consagrar os zagueiros do Almirante.

Desespero generalizado
Cruzamentos realizados no susto, receio de finalizar, centroavante (Jheimy) apagado, enfim, uma demonstração de desespero generalizado. O pênalti anotado pelo árbitro Héber Roberto Lopes no último lance da partida foi correto.

A penalidade foi convertida em gol, mas não significa que isso apaga todos os erros cometidos durante a partida. Jogar apressado não é sinônimo de jogar em alta velocidade com qualidade. Os técnicos e atletas precisam entender que, às vezes, vale mais executar uma jogada ensaiada, trabalhada durante a semana, do que tentar marcar o gol na base da força bruta.

Vale destacar
Vale destacar a atuação do atleta Caio Rangel. Fez uma partida brilhante e se destacou pela agilidade, velocidade de raciocínio, qualidade na troca de passes e ousadia para driblar. Pode ter pecado um pouco nas finalizações. Mas foi o melhor jogador do Criciúma na noite deste domingo, dia 19. É um bom jogador e provavelmente dará muitas alegrias aos torcedores do Tigre.

Segue vivo
É complicado tirar o título do primeiro turno do Avaí. Mas futebol é aquela caixinha de surpresas que encanta o mundo todo. Vale a pena acreditar, porque o Criciúma apresenta um futebol com capacidade de obter o título do estadual.

No primeiro turno, é preciso vencer as últimas três partidas e torcer para que o Leão da Ilha tropece nos próximos confrontos. Chegar à última rodada do turno com chances matemáticas de título traria ainda mais de emoção para a competição.


Criciúma se adapta ao regulamento e vence
16/02/2017 às 19:09 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O primeiro passo foi dado. O Criciúma está classificado à segunda fase da Copa do Brasil. Este ano, com o novo regulamento, os times considerados grandes devem ter mais cuidado ao enfrentar os teoricamente inferiores. Isso porque nas fases iniciais há apenas um jogo em que o visitante joga pelo empate para obter a classificação. Diferente dos anos anteriores, em que era possível reverter a vantagem em 90 minutos de jogo (ida e volta).

O Tigre soube se adaptar ao novo regulamento, não precisou utilizar a vantagem do empate para se classificar e venceu por 1x0, com gol de Alex Maranhão na parte final do segundo tempo.

Se expôs, correu risco, mas buscou a vitória
O Criciúma começou o jogo esperando a tomada de atitude do adversário. Falhou defensivamente em algumas oportunidades que poderiam ter colocado tudo por água abaixo. Mas a equipe terminou o primeiro tempo com superioridade diante do Santo André. Aquele velho problema persiste: chances claras de gol que não são convertidas em gol.

Gol tranquilizador
No segundo tempo, o time paulista tentou a vitória, que daria a classificação. Mas o Criciúma também buscava o gol tranquilizador. Não foi um ataque contra defesa; Não foi um criciúma acuado, com medo de tomar gol; Não foi um time que coloca o regulamento debaixo do braço e torce para o cronômetro acelerar.

O Tigre soube usar a vantagem inicial a seu favor e anotou um gol no momento em que tudo poderia desandar. Um gol do Santo André na parte final do confronto, com o jogo empatado, praticamente daria a classificação à equipe paulista. Por isso o gol de Alex Maranhão foi tão importe.

Passo a passo
O Tigre enfrenta o Altos/PI na segunda fase da Copa do Brasil. O jogo ocorre em 22 de fevereiro, no Estádio Heriberto Hülse. O regulamento prevê jogo único. Só que agora o empate leva a partida para os pênaltis.

Na Copa do Brasil, cada fase é uma surpresa. Não é recomendável menosprezar as equipes participantes, independente do confronto. Cada fase é uma emoção diferente.


Derrota e eliminação diante do Brasil/RS
15/02/2017 às 01:10 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Participar de três competições simultaneamente exige tomada de decisão: qual será o foco do clube? O Criciúma, que participa do Campeonato Catarinense, Copa da Primeira Liga e Copa do Brasil precisou escolher o caminho a ser seguido, que é focar no estadual e na Copa do Brasil.

Por que ela não atrai?
A Copa da Primeira Liga, uma competição de altíssimo nível, com clubes gigantes do país ainda não tem o reconhecimento necessário para se tornar uma das principais competições do calendário brasileiro. Não é pela recompensa financeira (que, aliás, é alta), não é por pressão da CBF nem dos canais de televisão, não é por falta de público presente nos estádios, não é por falta de rivalidade entre os clubes (porque rivalidade existe), não é por nada disso.

No caso do Criciúma EC, o que mais interfere no momento de escolher quais competições merecem ter foco e quais podem ser encaradas com displicência é a tradição de determinado campeonato. Ora, o Criciúma está precisando ser campeão catarinense. A última vez que levantou o caneco foi em 2013 e decepcionou nos anos seguintes.

Ela mexe com o emocional
A Copa do Brasil dispensa apresentações e justificativas. É a competição nacional que mexe com o emocional do torcedor e de todos que conhecem a história do clube. Repetir o feito de 1991 é o que todo torcedor gostaria que acontecesse. Toda vez que o Tigre joga a Copa do Brasil, os narradores do país fazem questão de dizer: “O Criciúma está jogando e inclusive já foi campeão uma vez”. Isso é sensacional.

Por isso, embora o Criciúma tenha feito uma bela partida diante do Fluminense, na primeira rodada da Copa da Primeira Liga, o jogo desta terça-feira, dia 14, contra o Brasil de Pelotas não teve a participação do elenco principal.

Que belo gol!
O resultado sacramentou a eliminação da equipe Sul-catarinense na competição. O placar de 2x1 entre os titulares do Brasil/RS e os reservas/Juniores foi decidido nos detalhes. A defesa, que acabou comprometendo, fez com que o placar terminasse favorável à equipe gaúcha. O belo gol de falta anotado por Carlos Eduardo o redimiu da falha anterior.

Aliás, o time principal está precisando de um batedor de falta. Que lindo gol. Parabéns ao atleta pelo gol marcado. Vontade não faltou. Mas não foi suficiente para superar o adversário, que jogou em casa e continua vivo na competição. O Tigre ainda irá enfrentar o Internacional só para cumprir tabela, na quarta-feira, dia 23, às 20h15, no Estádio Heriberto Hülse.


Tropeço constrangedor no Scarpelli
13/02/2017 às 02:58 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma tinha tudo para chegar ao Estádio Orlando Scarpelli, contra o Figueirense e aplicar uma importante vitória para a busca do título do primeiro turno do Campeonato Catarinense. Tinha tudo, mas não fez. Neste domingo, dia 12, em Florianópolis, o Tigre foi derrotado por 4x2, com direito a falha generalizada.

É interessante, mas não funciona
As saídas de bola que o técnico Deivid elaborou e implantou no time do Criciúma não funcionam. O goleiro Luiz trocando passes curtos com laterais e zagueiros é um risco que não vale a pena correr. O adversário pressiona a saída de bola e a defesa criciumense fica totalmente atrapalhada.

Basta! Esse tipo de jogada deve ser bem aperfeiçoada antes de ser colocada em prática novamente em uma partida oficial. Acorda Deivid! Veja que na teoria as coisas até são bonitas, mas na prática é preciso ter um pouco mais de cautela e maturidade para implantá-las. O cursinho na Europa acabou, agora é futebol brasileiro, mais precisamente o Campeonato Catarinense, cheio de emoções e surpresas.

Uma verdadeira pelada
Partida decepcionante. Quem viu o Criciúma jogar os últimos três jogos no Catarinense, com certeza se decepcionou com a atuação abaixo da média neste domingo. Apontar apenas um ou dois jogadores que comprometeram o desempenho da equipe no jogo seria injustiça.

É mais adequado dizer que o conjunto fez uma partida constrangedora. O conjunto teve desempenho inadequado para uma equipe de futebol profissional. Fundamentos básicos, passes de três metros de distância que foram errados; Cruzamentos pessimamente calculados; Defesas realizadas no susto; Domínios de bola equivocados...

Cadê o Criciúma que enche os olhos?
Onde está aquele Criciúma que cria inúmeras chances, converte as chances em gols, joga em velocidade, acerta os passes e a marcação? Onde está aquela atuação do discurso feito por Deivid, de que “temos que pensar grande”?; De que “jogador precisa ter personalidade”?

O que se viu no jogo diante do Figueira foi um time amedrontado, atrapalhado, sem coordenação, assustado... Para resumir: um verdadeiro amontoado. A resposta deve ser dada imediatamente. O próximo adversário é o Brasil de Pelotas, pela Primeira Liga. Na sequência, Copa do Brasil, contra o Santo André. O elenco do Tigre muda a postura a partir de agora ou será eliminado da Copa da Primeira Liga e da Copa do Brasil de maneira precoce.


*Erik Borges Vieira é acadêmico de Jornalismo e torcedor do Criciúma Esporte Clube