Canal Içara

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27 de maio de 2018 - 20:45
Participação do Criciúma na Série B ultrapassa o constrangedor
23/05/2018 às 04:03 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Já está mais que constrangedora a situação do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 2x0 para o líder Fortaleza/CE, a presença do Tigre na segunda divisão nacional se torna desrespeitosa à história do clube. Uma das instituições mais respeitadas do estado de Santa Catarina passa por momento vexatório em nível nacional.

O Criciúma Esporte Clube se apequenou de forma inacreditável na temporada de 2018. Tudo começou ainda no Campeonato Catarinense, competição em que a equipe quase foi despromovida à segunda divisão. Sequência de péssimas atuações que se arrastaram para o Série B do Brasileiro. A mesma dificuldade presenciada no Catarinense é vista atualmente e não há projeção de melhora.

É inegável que todas as medidas adotadas pela diretoria não surtiram efeito. Troca de técnico, contratações de velhos conhecidos, etc. Nada disso passou perto de fazer o Tigre indicar qualquer tipo de reação na temporada. A cada rodada é uma decepção semelhante, tanto em termos de atuação como de resultado.

O fato é que sete jogos se passaram, o Criciúma perdeu seis, empatou um e ocupa a última colocação da competição. Nem o mais pessimista dos analistas poderia projetar sequência tão negativa para o time. O técnico Mazola Júnior assumiu o comando de uma equipe praticamente esfarelada.

É extremamente difícil extrair alguma qualidade técnica desse time. É preciso muito treinamento tático, muita conversa individual e muita entrega para que essa situação seja revertida.


Futebol amador: Criciúma mantém padrão varzeano no nacional
16/05/2018 às 02:05 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Evolução zero. É difícil imaginar um cenário promissor para o Criciúma nesta Série B de Campeonato Brasileiro. A cada rodada a angústia aumenta e o futebol da equipe empobrece. Quando parece que não há mais espaço para a queda de rendimento, o elenco surpreende negativamente com novas atuações de arder os olhos. Dessa vez, empate em 0x0 com o Juventude.

O futebol apresentado pela equipe se resume em uma palavra: amadorismo. Em uma segunda divisão nacional, o Criciúma simplesmente não está apto para se comportar de forma minimamente profissional. O atual plantel está contribuindo de forma direta para o empobrecimento do nível técnico da competição. Se todos os clubes da Série B resolvessem jogar da mesma forma que o Criciúma, a Série B do Brasileiro da CBF seria confundida com o Campeonato Brasileiro de Amadores.

Em mais um jogo decepcionante, o time não produziu nada a ser considerado relevante. Um amontoado que insiste em bolas rifadas, cruzamentos improvisados e divididas de cabeça. Contou com ótimas defesas do goleiro Luiz para manter o zero no placar. As jogadas ensaiadas não aparecem, as trocas de passes pouco funcionam e as jogadas ofensivas são pífias. Parece que o time nunca jogou junto. Parece que nunca tiveram oportunidade de treinamento coletivo.

O técnico Mazola Júnior já deve ter sentido que não será nada fácil reverter a situação. O trabalho precisa dar resultado imediato. Ele chegou com o barco afundando e precisa arrumar a embarcação antes que seja tarde e o clube acabe caindo para a terceira divisão nacional. Organização tática urgente! Qualidade técnica é difícil de encontrar nesse time. Mas o padrão tático precisa ser montado pelo treinador e os atletas precisam absorver imediatamente. Até o momento, um ponto conquistado em seis partidas disputadas.


Ainda zerado: nenhum sinal de reação
09/05/2018 às 01:27 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
A sina do Criciúma continua: nenhum ponto conquistado na Série B em cinco jogos disputados. O pior é que o futebol apresentado piora a cada rodada. É constrangedor o futebol que apresenta o time criciumense na segunda divisão nacional. Desses cinco jogos, em dois deles o Criciúma teve atuação minimamente aceitável: contra o Atlético Goianiense e diante do Coritiba. Nos demais jogos, o Criciúma saiu perdendo e executou uma pseudo-pressão ao adversário.

Se engana quem pensa que o Criciúma cresceu no jogo apenas pelo fato de a equipe rifar algumas bolas ou tentar a todo custo lançar bolas à área adversária. Isso porque os treinadores (ou a grande maioria deles) da Série B sabem que o campeonato é longo e que os jogos são resolvidos nos detalhes. Dessa forma, há aqueles que orientam seus times a “tirarem o pé do acelerador” e deixar que o time em desvantagem no placar acabe por tomar as iniciativas.

No jogo contra a Ponte Preta, o time paulista dominou o Criciúma até quando quis. Recuou quando julgou necessário e soube administrar o resultado. Assim como o CSA/AL, ambos no Estádio Heriberto Hülse. Com o Guarani/SP não foi diferente. O time de Campinas pressionou, criou chances claras e abriu o placar naturalmente.

Após isso, teve mais chances de ampliar o placar. Mas a partir de determinado tempo de jogo, percebeu que dava para pressionar menos e cuidar um pouco mais do sistema defensivo no intuito de garantir a vitória. Só que o Criciúma não consegue crescer com qualidade nas partidas. Isso porque os problemas em campo são visíveis.

Os jogadores pecam em fundamentos básicos (como o domínio de bola, passes curtos e posicionamento). Eles não organizam as jogadas de ataque porque não conseguem fazer a bola rolar com qualidade. Os atletas do Tigre estão “amassando” a bola. São “pixotadas” que acabam prejudicando todo o sistema de jogo do time.

Isso tende a persistir caso o técnico não consiga promover maneiras de superar a ausência de qualidade técnica dos atletas. A desorganização coletiva faz com que a equipe não saiba como se comportar nas situações em que o placar está desfavorável. Todo time precisa de um padrão de jogo. É o padrão que molda o comportamento dos atletas em campo.

Cada time precisa saber exatamente o que precisa ser feito em diversas situações de jogo. Assim como todo esporte coletivo, a equipe precisa funcionar como uma engrenagem. Todas as peças precisam cumprir suas respectivas funções. Caso isso não aconteça, o Tigre terá que lidam com derrotas e mais derrotas até culminar na queda para a tão temida Série C do Campeonato Brasileiro.


Derrota com direito ao combo gol contra + expulsões
01/05/2018 às 21:38 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Sabe aqueles combos que você encontra nas redes de fast food? Você adquire o produto e forma combos para complementar a compra. Foi o que aconteceu na noite desta terça-feira, dia 1, no Estádio Heriberto Hülse. O torcedor do Criciúma viu seu time perder de forma constrangedora, por 3x1, para o CSA/AL. Mas a derrota deu direito ao combo gol contra + expulsões.

Em jogada inexplicável, Nino se apavorou e fez gol contra o próprio patrimônio. Além disso, o lateral-esquerdo Marlon foi expulso. Para completar, Zé Carlos conseguiu sofrer cartão vermelho no banco de reservas. Total destempero por parte dos jogadores do Tigre. Os atletas que deveriam prestar exemplo aos demais, acabaram por comprometer ainda mais o andamento do jogo.

O goleiro Luiz falhou no primeiro gol e também falhou na comunicação com Nino no gol contra. Nino falhou em se precipitar sem necessidade e por não ter prestado atenção no que se passava a sua volta.

Já os demais erros foram coletivos. A desorganização tática (problema que se arrasta desde o campeonato catarinense) ainda não foi resolvida pelo técnico Argel Fucks. Os atletas apostam muito em jogadas alçadas à grande área. A qualidade nas bolas paradas também não agrada. Falta qualidade técnica individual em boa parte do elenco. Além disso, o trabalho tático coletivo da equipe está muito aquém do esperado.

São quatro derrotas em quatro jogos na Série B do Brasileiro. Ao que tudo indica, o Criciúma ainda não se adaptou ao ritmo de jogo do campeonato nacional. Passou por dificuldades para se manter na primeira divisão do estadual e agora se vê em situação constrangedora na tabela de classificação da Série B.


Inércia: Criciúma se mantém estagnado na Série B
28/04/2018 às 03:40 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Três jogos e nenhum ponto conquistado. Três derrotas consecutivas constroem o início do Tigre na Série B do Brasileiro. O campeonato já começou, mas o time catarinense não consegue acompanhar o atual ritmo da competição nacional. Foi dada a largada e o tricolor se mantém na linha de largada.

Perdeu dois jogos fora de casa e um no Estádio Heriberto Hülse. Adversários estes que no ano passado estavam na Série A. Três partidas complicadas de se jogar. Um pouco dessa dificuldade se deve ao próprio comportamento do time em campo. Na maioria das vezes é o próprio Criciúma que se complica.

Passes precipitados, pressa na hora de atacar, desatenção defensiva são apenas alguns dos fatores que dificultam o bom futebol. Em um campeonato estadual o time tem margem para cometer mais erros, visto que alguns adversários são tecnicamente inferiores e taticamente desorganizados.

Mas na Série B é diferente. O jogo é mais brigado, truncado, disputado a cada jogada. É preciso chegar junto, botar o pé nas divididas, ter organização tática ofensiva e defensivamente. Não dá pra colocar 11 jogadores em campo e torcer para marcar algum gol de bola parada ou em alguma bola que sobra.

Existe uma diferença entre jogar bem e correr atrás do placar. Quando o Criciúma estava na frente no placar, soube se portar bem diante do adversário. Mas depois que sofreu a virada, o Tigre tentou o empate de diversas maneiras. Só que na ânsia de empatar o mais rápido possível, a equipe catarinense não conseguiu produzir algo efetivo que pudesse surpreender o sistema defensivo adversário.

Nas jogadas que resultavam em chutes a gol, o goleiro Wilson cumpriu seu papel com excelência. É natural que a equipe em desvantagem no placar passe a se atirar mais ao ataque à medida que o tempo se esgota.

Mas bola na rede é mais importante que superioridade em campo. O que se viu foi uma tentativa desesperada de buscar ao menos um empate. Méritos ao clube paranaense que conseguiu manter o resultado positivo até o apito final. Wilson esteve em ótima forma na noite desta sexta-feira, dia 27, no Estádio Couto Pereira. Ele foi o principal responsável pela manutenção do placar.

Assim como João Paulo (Criciúma) também teve ótima atuação e deu trabalho para o sistema defensivo do Coxa. O atacante tricolor tem o que todos os atletas do elenco precisam ter: sangue nos olhos. Não tem lance perdido para João Paulo.

Ele disputa cada bola sempre com a mesma disposição. É um jogador que se doa dentro das quatro linhas e merece todo o reconhecimento por isso. Fim de jogo, 2x1 para o Coritiba e o Tigre se vê na obrigação de vencer a próxima partida no Estádio Heriberto Hülse, contra o CSA/AL, às 16h desta terça-feira, dia 1.


*Erik Borges Vieira é jornalista e torcedor do Criciúma Esporte Clube