Canal Içara


22 de outubro de 2017 - 15:40
Jogo de altos e baixos entre Criciúma e Internacional
22/10/2017 às 01:37 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Emoção não faltou. Embora o Criciúma já estivesse virtualmente sem chances de acesso à Série A do ano que vem, o time não se entregou até o apito final da partida contra o Internacional. A derrota por 3x2 não tira o mérito da equipe criciumense, que oscilou durante a atuação, mas soube se recuperar e se igualou no futebol jogado.

O início do jogo foi assustador. O time colorado abriu vantagem de dois gols, deixando os torcedores do Criciúma atônitos, desacreditados. É desanimador ver o time adversário abrir margem de dois gols em 15 minutos de jogo. Tudo parecia seguir para uma goleada vexatória.

A torcida do Inter, feliz da vida em seu generoso espaço concedido no Estádio Heriberto Hülse, preparava-se para comemorar a vitória ainda na primeira etapa da partida, enquanto os torcedores do tricolor Sul-catarinense sentiam-se constrangidos com o ocorrido.

Mas ela dá esperanças para o Criciúma. Ela, a cobrança de bola parada. Alex Maranhão manda na área e Edson Borges desconta. Desconto providencial para reacender a chama da esperança e diminuir a vergonha inicial em sofrer dois gols tão precocemente.

A dificuldade na troca de passes fez com que o Criciúma precisasse fazer muito esforço para se desvencilhar da marcação colocada. Algumas faltas um pouco mais ríspidas começaram aparecer, mas o árbitro logo tratou de amarelar os devidos autores das infrações.

O Internacional contou com domínio da posse de bola e qualidade na troca de passes. Os jogadores do Criciúma, pressionados pelos dois gols sofridos e motivados após o gol de desconto, sentiram que havia a possibilidade de igualar o placar.

Aos 15’ do segundo tempo, Danilo Silva (já com amarelo) derruba Silvinho na área. O árbitro marca pênalti. Mas e a expulsão? A expulsão não foi realizada. O árbitro Wagner Reway (Fifa), do estado de Mato Groso, resolveu não dar o segundo cartão amarelo e expulsar o zagueiro colorado. Pênalti batido por Silvinho e convertido em gol.

Quem diria... O placar estava igual. Mas os times não se acomodaram. Ambos protagonizaram jogadas que poderiam se transformar em gols. Até que o Criciúma chega ao ataque e, duplamente, vê seus atletas sendo derrubados dentro da área. No mesmo lance, duas penalidades poderiam ser marcadas. Mas o árbitro e seu assistente nada sinalizaram.

Já aos 38’ do segundo tempo, acontece o golpe fatal. Camilo, que entrou no lugar de D’alessandro, fez um belíssimo passe longo nos pés de Carlos. Com muita tranquilidade, livre, o atacante coloca a bola no fundo do gol e sacramenta a vitória do clube gaúcho neste sábado, dia 21.

Jogo bom, brigado, digno de um grande confronto. O Internacional caminha a passos largos para a obtenção do título. O Criciúma cumpre tabela na Série B, que já não almeja mais nada na competição.



A vergonhosa derrota do Criciúma para o Tigre de Goiás
18/10/2017 às 00:47 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
No confronto entre Tigre catarinense e Tigre goiano, o Vila Nova se deu bem e se aproximou do G4 da Série B. Vitória por 1x0, no Estádio Heriberto Hülse. O jogo foi válido pela 30ª rodada.

A partir deste momento o Criciúma deixa de ser um candidato ao acesso e está virtualmente sem chances de terminar a 38ª rodada no grupos dos quatro primeiros colocados. Na teoria, seria preciso vencer entre sete e oito partidas das oito que restam. Ou seja, praticamente impossível. Principalmente depois do que se viu na partida desta terça-feira, dia 17.

Que pena... O Criciúma se comportou tão bem contra o Paraná, na rodada anterior. É realmente surpreendente a maneira como o time se postou diante do Vila Nova. A postura se deu como se a equipe não precisasse da vitória, ou que ela seria irrelevante para a campanha do clube na competição.

É justamente o Contrário! O Criciúma precisava urgentemente de uma sequência de vitórias – dentro e fora de casa – para manter o mínimo de esperança e probabilidade de se manter na briga pelo acesso.

Dessa forma, perdeu o jogo e junto com isso, perdeu também toda a campanha construída na Série B que focava no acesso. Ou seja, a atuação complacência dos atletas comprova a teoria de que diretoria e jogadores estão satisfeitos com a campanha medíocre que a equipe realizou na competição nacional.

O Criciúma foi dominado durante a partida, não se deu ao trabalho de pressionar o adversário com efetividade e deixou o tempo passar de forma displicente. Um desrespeito sem tamanho os mais de 2 mil torcedores que tiveram a consideração de prestigiar um elenco inconsistente, melancólico e desvalido de qualquer poder de reação.


Jogo entre Criciúma e Paraná contou com um pouco de tudo
14/10/2017 às 00:30 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O jogo entre Criciúma e Paraná, no Estádio Durival Britto, contou com um pouco de tudo. Para quem gosta de futebol brasileiro, essa partida foi um prato cheio de atrações e emoções.

Teve bola na trave, gols de falta, de escanteio, pênalti marcado e desmarcado, expulsão, enfim, um verdadeiro espetáculo nacional. A parte desagradável para o Criciúma é que o resultado final se deu favoravelmente ao time paranaense: 2x1, de virada.

Mais uma vez o Paraná Clube mostra sua força ao jogar sob seus domínios e perante sua torcida. O público de 12 mil torcedores fez sua parte nas arquibancadas. Alguns torcedores do Criciúma também estiveram presentes no estádio.

O gol de Alex Maranhão, de falta, logo no início do jogo já indicava que o jogo teria doses de emoção. O próprio gol foi atípico, porque originou de cobrança de falta que foi executada duas vezes: na primeira, bola na trave, enquanto na segunda tentativa a bola quicou na frente do goleiro, que errou o tempo da bola e aceitou o chute.

Os primeiros 20 minutos de jogo foram literalmente alucinantes. O ritmo das equipes se assemelhou a uma final de campeonato.Talvez isso ocorreu porque os jogadores de ambas as equipes soubessem da importância que o jogo tem para a tabela de classificação.

O Criciúma ainda levou sorte a não ter um pênalti desfavorável anotado após entrada (carrinho) ríspido de Nino. Mas, por ironia do destino, o ex-zagueiro do Criciúma, Iago Maidana deixou o placar tudo igual, em cabeçada após cobrança de escanteio.

Com jogadas agudas de ambas as equipes, a história do jogo mudou nos acréscimos da primeira etapa. O goleiro Luiz toca a mão na bola fora da área e, como já havia recebido cartão amarelo, recebe o vermelho e deixa o time numa situação delicada.

A segunda etapa sem a presença de Caíque Valdívia, que foi sacado para a entrada de Edson, se torna um desafio para o elenco tricolor Sul-catarinense. Sem se entregar até o minuto final, o Tigre se agiganta, se supera e joga de igual para igual com o adversário.

Até que Ianson realiza um desarme dentro da área e o juiz marca pênalti. Após mais de cinco minutos de conversa, o auxiliar avisa ao árbitro que o pênalti não existiu. O pênalti, portanto, é desmarcado. Mas logo em seguida o Paraná Clube recebe uma falta na entrada da área.

João Pedro, com precisão acima da média, manda a bola na parte superior da baliza e faz belo gol. Houve até uma pequena discussão entre os cobradores sobre quem realmente bateria a falta. A escolha, sem dúvida alguma foi assertiva.

Mesmo com um jogador a menos, o Tigre partiu par acima do Paraná mesmo sabendo que isso deixaria o setor defensivo vulnerável. Ou seja, a vitória foi do Paraná, mas a disputa foi digna de aplausos. A Série B do Brasileiro é uma das competições mais equilibradas e imprevisíveis do mundo. As chances de acesso estão cada vez menores para o Criciúma, mas ainda é matematicamente possível.


Convicção e eficiência do Criciúma fazem a diferença contra o Londrina
08/10/2017 às 00:54 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma venceu a atual equipe campeã da Primeira Liga. Vendeu jogando bem, com convicção e eficiência. Uma vitória desse jeito não se constrói por acaso. Um gol como foi o de Alex Maranhão (interceptação), que não é produzido por acidente.

O ingrediente principal da vitória criciumense (por 2x1) foi a efetividade. A partir do momento em que o Tigre precisou responder ao gol sofrido no primeiro tempo, essa efetividade entrou em ação.

A atitude vencedora do elenco foi o que garantiu os três pontos. O mais interessante é que a equipe obteve o empate nos minuto finais da primeira etapa e já começou o segundo tempo "ligado no 220V".

O Criciúma não deu tempo para o Londrina assimilar o golpe, manteve a concentração e virou o placar com o gol oportunista de Lucão.

O Criciúma começou tomando a iniciativa, mas o Londrina chegava com mais perigo. Até que o Londrina abriu o placar e forçou o tricolor Sul-catarinense a reverter o prejuízo.

Com uma boa troca de passes e coragem para finalizar, o ataque com Lucão e Silvinho soube importunar a zaga adversária.

O meio com a inteligência de Alex maranhão e a perspicácia de Caíque Valdívia no sentido de ataque bagunçou a marcação adversária.

Embora tenha falhado no gol do time paranaense, o sistema defensivo tricolor se mostrou consistente e entrosado. A dupla Nino e Edson Borges está cada vez mais confiante.

São zagueiros que jogam simples e não inventam gracinhas. A vitória acende a esperança de acesso, mas ainda é preciso emendar no mínimo três vitórias para se consolidar na briga pelo G4.


Satisfazer-se com empate é pactuar com a permanência na B
30/09/2017 às 23:40 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Em entrevista pós-jogo, o lateral-esquerdo Diego Giaretta afirmou que, dadas as circunstâncias, o empate em 0x0 entre Criciúma e Guarani foi de bom tamanho. Negativo! O empate não é satisfatório.

Apenas um ponto somado não é suficiente para ser visto como aceitável. Isso porque no jogo anterior, em que a equipe precisava da vitória, deixou ela escapar diante do Figueirense.

Além disso, qual é o objetivo do Tigre na Série B do Brasileiro? O objetivo não é subir para a Série A? Caso a intenção do time catarinense fosse apenas se manter na segunda divisão nacional, o empate deste sábado, dia 30, no Estádio Brinco de Ouro seria suficiente para ser considerado positivo.

Ou seja, levando em consideração essa declaração do Giaretta e a postura adotada na segunda metade do segundo tempo, o elenco do Criciúma está satisfeito com a atual distância do G4, que é de sete pontos.

É uma distância considerável e difícil de ser superada, principalmente quando o plantel não faz tanta questão de buscar a vitória em todos os momentos. Se conformar com um empate é postura de time que pretende ficar no meio da tabela. Dos 20 clubes da Série B, apenas quatro contam com o benefício do acesso.

Os quatro clubes que irão subir não terão atitudes de time medíocre. Porque para estar entre os quatro melhores na última rodada é preciso aproveitar cada oportunidade de vitória. No empate você ganha um ponto mas deixa de conquistar outros dois. Na vitória você consegue escalar a passos largos na tabela de classificação.

É disso que o Criciúma precisa, porque diminuir uma vantagem de sete pontos do G4 não se conquista com empates, mas sim com sequência de vitórias. Das próximas 11 partidas que restam, o Criciúma precisa vencer mais da metade.

Teoricamente, é necessário obter mais de 60 pontos para subir. Já aconteceu de equipes subirem com menos de 60, mas mesmo assim a tarefa do Criciúma continua árdua.

O jogo
O Criciúma foi totalmente dominado na primeira etapa. Praticamente não atacou e sofreu perigo durante os 45 minutos iniciais. Não conseguiu se adaptar ao cenário chuvoso e isso exigiu que o goleiro Luiz fosse exigido frequentemente. O ataque criciumense funcionou como uma parede, em que a bola bate e volta.

No segundo tempo, o Tigre se encontrou no jogo e aproveitou a redução da chuva para trocar passes com mais facilidade. Teve uma ótima oportunidade com Diego Giaretta na pequena área, mas o lateral se precipitou e mandou por cima do gol.

No fim da segunda etapa, o Criciúma demonstrou total desinteresse em lutar pela vitória e se conformou com o empate. Se conformar com o empate, nessa altura do campeonato, é o mesmo que compactuar com a permanência na Série B.



*Erik Borges Vieira é acadêmico de Jornalismo e torcedor do Criciúma Esporte Clube