Canal Içara

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26 de fevereiro de 2020 - 12:07
Dois gols valem um e um gol vale dois
06/12/2014 às 22:46 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
A 38ª rodada do Campeonato Brasileiro serviu para que o Criciúma se despedisse da elite do futebol em 2014. O jogo não valia mais nada para o Tigre, apenas a dignidade do elenco Carvoeiro. Já o Corinthians precisava da vitória e ainda torcer por um revés do Internacional. O medo da torcida tricolor era de que o Tigre pudesse ir para a segunda divisão com uma goleada na última rodada. Isso faria com que a vergonha fosse ainda maior.

Mas o que se viu foi um Tigre disposto a ganhar a partida e estragar a festa adversária. O Corinthians contou com a massa a seu favor. Foram mais de 38 mil corintianos empurrando o alvinegro para a conquista dos três pontos. Bola na trave não faltou. Se todas tivessem entrado, o Criciúma poderia ter tomado uma goleada fora de casa.

Para não perder o costume, gol irregular do Corinthians: 1x0. O Criciúma balançou a rede num impedimento mal marcado e o placar se manteve favorável ao time paulista. O Criciúma fez a bola entrar na baliza novamente para empatar 1x1. Mas o Corinthians pressionou para decretar a vitória: 2x1. Ou seja, o Criciúma precisou fazer dois gols legais para valer um. O Corinthians faz um gol legal, dois vão pra conta.

Fim de jogo, fim de campeonato, fim de temporada. Este ano nada deu certo para o Tricolor do Sul Catarinense. Agora a diretoria deve tirar proveito do que sobrou de bom (se é que sobrou algo) e implantar uma nova filosofia de trabalho para a temporada seguinte. Próximo ano é Série B, e os rivais vão tratar de não nos deixar esquecer disso em momento algum.


Oriundos da base retomam vontade de jogar
29/11/2014 às 23:06 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Engana-se quem pensa que os jogadores do Criciúma entraram sem motivação alguma em campo neste sábado, dia 29. Apesar do Tigre não almejar mais nada na tabela de classificação da Série A, os atletas oriundos da base tiveram que mostrar serviço para o técnico Luizinho Vieira, diretoria e torcida. Dez garotos da base foram relacionados para a partida contra o Sport que acabou em 2x2 no Majestoso.

Os gols tomados pelo Tricolor foram justamente por jogadores que já vestiram a camisa carvoeira. Patric (nascido em Criciúma) botou o Sport na frente e não comemorou em respeito ao clube que o revelou para o futebol. Outro atleta que atua no Sport fez gol e já vestiu o manto tricolor foi Ewerton Páscoa. O zagueiro que defendeu o clube ano passado deixou seu gol aqui no Heriberto Hülse. Lucca, em noite inspirada fez dois e ajudou a equipe a não perder em casa.

Os meninos que o Luizinho Vieira escolheu para “subir” ao time principal estão dando conta do recado até mais do que os caríssimos contratados que foram trazidos neste ano. Resta uma rodada, justamente contra um dos maiores times do país, fora de casa. Quem chamar a responsabilidade e fazer a diferença contra o Corinthians, com certeza fará parte do elenco criciumense em 2015.


Empate enaltece qualidade da base
23/11/2014 às 21:26 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Empate de 1x1 com o Flamengo fez com que o Tigre revelasse a qualidade que há nos atletas da base tricolor na tarde deste domingo, dia 23. O carvoeiro encarou o time carioca com um estádio lotado em São Luís, no Maranhão. A semana que antecedeu o duelo foi de mudanças drásticas desde atletas e comissão técnica até a direção de futebol. Treze jogadores dispensados, diretor que voltou ao Marketing, técnico que foi demitido. Tudo isso fez com que os atletas das categorias de base surgissem.

No comando de Luizinho Vieira, os jovens Iago, Barreto, Dodi, Andrew e Roger Guedes assumiram a responsabilidade de mostrar algo diferente do que foi feito ao longo de toda a temporada. A vitória não veio, mas jogaram com vontade de mostrar futebol. O Criciúma está matematicamente rebaixado à Segunda Divisão do Brasileiro. Porém, o objetivo de encerrar a competição com dignidade está sendo cumprido graças aos pratas da casa. A expectativa é que daqui pra frente não ocorra como foi feito este ano ao trazerem jovens atletas desconhecidos em vez de aproveitar e revelar talentos do próprio clube.


Claudio Gomes volta para cargo de origem
20/11/2014 às 16:06 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Finalmente Claudio Gomes não é mais o diretor de futebol do Criciúma Esporte Clube. Um cargo tão complexo nunca podia ter sido atribuído a um profissional de Marketing. É para lá que ele voltou após fazer com que o Tigre tivesse uma campanha vergonhosa tanto no Catarinense quanto no Campeonato Brasileiro. A temporada toda foi melancólica.

Talvez agora, colocado em um lugar que nunca devia ter saído, o ex-diretor de futebol aprenda que o velho ditado não existe por acaso: “Se não saber ajudar, não atrapalha”. E que o senhor Antenor Angeloni saiba escolher bem quem comandará as ações futebolísticas do time na próxima temporada.

Um ponto positivo é que as mudanças já estão ocorrendo sem tempo a perder para a preparação de 2015. Não adianta pensar que Série B é fácil porque a segunda divisão também não há time bobo. E se o Criciúma quiser terminar a 38º rodada entre os quatro primeiros um planejamento deverá ser feito e executado com muita competência.


Grupo se entrega para o rebaixamento
20/11/2014 às 08:18 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
A derrota do Criciúma por 1x0 para o Bahia, diante de sua torcida, no Estádio Heriberto Hülse, deixou bem claro para todos (até mesmo para os mais otimistas) que o próprio grupo de jogadores já não acredita mais na permanência na Série A. Um grupo teoricamente experiente, forte tecnicamente, com jogadores renomados no cenário nacional, se comporta como se atuassem no futebol amador. Ou até menos que isto. É deprimente sair de casa em um meio de semana, às 21h, com o time em último colocado, e ver um elenco destruído psicologicamente e moralmente.

Nem honrar a camisa os atletas estão conseguindo. Por falta de salários não foi. Rigorosamente os vencimentos são pagos aos jogadores que não correspondem dentro de campo. Um plantel sem alguém que bata no peito e diga: “deixa que eu resolvo!”, sem ninguém que cobre atitudes do companheiro, até porque ninguém dá o exemplo de boa atuação. É até irônico falar, mas o grupo não se conhece. Isto se deve a troca constante de treinadores no clube. Só este ano foram seis profissionais.

Cada comandante tem sua filosofia de trabalho, forma de avaliação, método de treinamento e relação com o grupo. Por isso não dá tempo para um atleta conhecer o outro, saber o que o companheiro de time pretende fazer em milésimos de segundo, de forma espontânea. Até porque o time treina muito pouco, chega a ser desanimador. Agora o que resta são os três últimos confrontos na elite do campeonato nacional. Jogos que servirão para mostrar se o elenco tem o mínimo de comprometimento com a camisa tricolor.


*Erik Borges Vieira é jornalista e torcedor do Criciúma Esporte Clube