Canal Içara

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26 de fevereiro de 2020 - 13:45
Derrota resume Tigre no campeonato
16/11/2014 às 00:55 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
A última derrota do Criciúma por 3x0 diante do Grêmio (RS) demonstrou o que foi o Criciúma ao longo de todo o campeonato. Um time apático, sem poder de reação, lento, desatento, e sem ofensividade. O elenco se salvou somente em algumas rodadas, por exemplo, em casa contra Santos e Atlético Mineiro. O que os jogadores demonstraram não foi um futebol que se espera de uma equipe profissional. Diante de sua torcida foi apresentado uma postura totalmente fracassada.

O sistema defensivo falhou em lances fáceis. Perdeu a bola onde não se pode relaxar. Nas jogadas de bola parada foi nítido que o plantel precisa melhorar muito para ter uma atuação considerada medíocre. Aliás, na véspera do duelo contra a equipe gaúcha, o técnico Toninho Cecílio não quis “expor os atletas na chuva” no treinamento de faltas e escanteios. Foi bem no que o Criciúma pecou nesta noite. Em uma bobeada da zaga, 1x0.

O segundo gol saiu de uma falha de marcação. Luis Felipe (1,78m) foi o encarregado de disputar pelo alto com Barcos (1,89m), 2x0. O terceiro surgiu de uma falta de atenção na marcação homem a homem, talvez pelo desgaste físico. Do meio pra frente uma lentidão se abateu. A troca de passes não surpreende o adversário, além de ser sem objetivo. São toques para o lado que não originam em jogada alguma.

É difícil admitir, mas o Criciúma Esporte Clube está moralmente rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. É triste ver um time que não almeja mais nada no campeonato. Restam quatro rodadas, que devem ser usadas como preparação para a temporada do ano seguinte. As portas na elite fecham-se para o carvoeiro.


Saída de Zé Carlos não resolve tabela
13/11/2014 às 13:27 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O Criciúma rescindiu contrato com Zé Carlos, nesta quinta-feira, dia 13. A expectativa era trazê-lo para o Zé Gol balançar as redes adversárias como fez em 2012 (ano do acesso à Série A). Mas, depois de uma negociação complicada, todo o esforço gerado em fazer com que o centroavante vestisse a camisa tricolor vai por água abaixo. Agora ele sai pela “porta dos fundos” sem crédito algum com a torcida e com a sensação de que poderia ter rendido mais.

Atuou pouco, mas o pouco que jogou não mostrou nada. Nem pênalti conseguiu converter (como é o caso do duelo contra o Figueirense, na Capital). É frustrante ver um atleta que era a esperança de gols do Tigre se transformar em apenas mais um que deixa o clube sem justificar porque veio. Com ou sem Zé Carlos, o time carvoeiro continua em último, com 30 pontos.

O que muda agora é que o clube conta com um atacante a menos, além do Michael que será devolvido ao Fluminense. Isto prova que o planejamento para a permanência na elite foi fraquíssimo. As decisões se mostraram equivocadas a cada rodada. É difícil aceitar, mas o Tigre não é mais o time que é temido pelos adversários em seu domínio. Muito menos fora de casa. Tudo encaminha para um final de ano desastroso. Uma temporada para ser lembrada por muito tempo para que não seja feito o mesmo trabalho.


A hora limite de reagir é agora Tigre
09/11/2014 às 22:27 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Com a derrota para o Cruzeiro no Mineirão, a situação do Criciúma na tabela de classificação tornou-se ainda mais complicada neste domingo, dia 9. A equipe permanece na última colocação e está desde a 28ª rodada com 30 pontos. Dessa vez o Tigre começou surpreendendo a todos.

O gol de Lucca aos dois minutos da primeira etapa botou fogo na partida e deu aquela esperança que faltava em grande parte da torcida carvoeira. Só que o gol do time catarinense inflamou a equipe cruzeirense junto com as 30mil vozes apoiadoras.

Durante toda a primeira parte de jogo o lanterna da Série A conteve a fúria do líder. Mas na volta do intervalo, tudo mudou. A eficiência defensiva (protagonizada pelo arqueiro Bruno) não foi mais a mesma dos 45 minutos iniciais. O Cruzeiro fez três gols que liquidaram qualquer chance de vitória tricolor.

Claro que dá pra reclamar de um pênalti não marcado a favor ao Tigre. E de um gol marcado que foi anulado pelo árbitro e seu assistente. Mas não adianta lamentar pelo que já foi. O fato é mais uma partida perdida fora de casa.

O que resta é juntar os cacos e trabalhar forte durante a semana. Sábado o adversário é o Grêmio e o time carvoeiro está há seis pontos para sair da zona do rebaixamento. Restam cinco rodadas. A hora de reagir é agora!


Após 10 anos, Tigre perde para o São Paulo
02/11/2014 às 22:20 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
O jejum de 10 anos foi quebrado. O São Paulo, após uma década, alcançou uma vitória tranquila contra o Tigre neste domingo, dia 2. O confronto no Estádio Heriberto Hülse serviu para demonstrar que a má fase não está apenas em jogos fora de casa. Já são quatro derrotas seguidas. Em todo o campeonato o Criciúma não conseguiu vencer nenhuma partida longe do Majestoso. A lanterna mantem-se sob o domínio do Tigre. Os trinta pontos insistem em permanecer na tabela de classificação desde a rodada 28.

É difícil resumir o que aconteceu no Majestoso nesta 32ª rodada. O São Paulo teve seu setor de visitantes lotado. O Tricolor do Sul contou com uma torcida apaixonada, mesmo com o time em último. Os 12.688 mil torcedores fanáticos encheram a arquibancada na esperança de ver um time com postura diferente. Até porque o técnico era novo. Mas Toninho Cecílio não trouxe mudanças significativas para fazer com que o Carvoeiro superasse o elenco qualificado do time paulista.

Os gols sofridos originaram por erro de posicionamento da zaga. O primeiro foi de escanteio e faltou uma marcação homem a homem. O segundo se deu porque deixaram o adversário livre para cabecear forte para o gol. São falhas que já ocorrem há muitas rodadas e nunca são corrigidas. Os torcedores que acreditam na permanência do time catarinense na Série A diminuem a cada dia. Resta agora esperar como será o comportamento da equipe fora de casa, contra o líder Cruzeiro.


Saída de Dal Pozzo gera clima de mudança
27/10/2014 às 15:36 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
O Criciúma demitiu o técnico Gilmar Dal Pozzo na tarde desta segunda-feira, dia 27. A decisão foi tomada dois dias após a derrota em confronto direto na briga pela permanência na Série A entre Vitória e Criciúma. O treinador ficou a frente do grupo por 13 rodadas do Brasileirão. O que pode ser oferecido aos torcedores é o “clima de mudança”. Nada mais que isso. O fato é que o Tigre continua na lanterna da Série A e está há um fio de decretar seu rebaixamento para a Segunda Divisão nacional.

Até quando a diretoria vai colocar a culpa em técnicos pelos resultados não satisfatórios obtidos pelo grupo de jogadores? Só em 2014, o Tigre já demitiu quatro comandantes. Entre eles, Ricardo Drubscky (atualmente muito bem no Goiás, obrigado), Caio Júnior (saiu cantando o pneu do carro e chamou a diretoria de amadora), Wagner Lopes (filosofia japonesa, paciente demais para se irritar com a demissão), e por último o Dal Pozzo. A saída dele em nada irá alterar o atual momento que vive o time carvoeiro.

Não é possível que todos os profissionais que assumem o cargo de treinador estejam sempre errados. Quem assume a casamata tricolor tem a responsabilidade de comandar o elenco, mas o professor faz o que pode com os atletas que são disponibilizados pelo clube. É difícil avaliar a trajetória do catarinense, nascido em Quilombo (SC), com 45 anos de idade, sendo que pôde demonstrar seu trabalho em 13 partidas em um campeonato. Não há continuidade. Isso faz com que o técnico que chegue, trabalhe sempre sabendo que sua cabeça está à prêmio, lutando por uma boa produtividade a curto prazo.


*Erik Borges Vieira é jornalista e torcedor do Criciúma Esporte Clube