Canal Içara

Canal Içara

25 de setembro de 2020 - 14:48
Simone Cândido: é hora de florescer
19/09/2020 às 08:10 | Simone Luiz Cândido
Caminhando pela Rua Marcos Rovaris me deparo com a nova paisagem, totalmente modificada da última vez que eu havia passado por ela. Calçadas com novo formato, canteiros que deram seu lugar a novas calçadas. Ipês que começam a crescer. Um deles floresce com suas belíssimas flores amarelo. A nova paisagem vai tomando forma, as novas árvores começando a embelezar a rua central da cidade do mel. Pessoas passam com suas máscaras, algumas mantêm distância , outras nem tanto.

Chegamos ao meio do nono mês desse ano. Vendo as árvores crescendo e florescendo nos traz a esperança de que tudo tome seu lugar novamente. Que a rua esteja arborizada, florida, com sombra para quem por ela passar. Que o novo ano nos traga vacinas eficazes. Nossas vidas mudaram para sempre nesse atípico ano de 2020. Pessoas partiram de nossas vidas, outras lutaram pela vida e venceram. Foi o caso da Poliana Vicente, que venceu a covid-19. Após 51 dias ela teve alta, retornando para o aconchego do seu lar.

Seguimos com fé e esperança em dias melhores. Ver árvores florescer e crescer nos dá inspiração para que tenhamos fé e força para seguirmos mesmo em meio aos transtornos causados pelas obras das adversidades da vida. Podemos crer na mudança, que haja primavera em nossas vidas e assim possamos florescer.


Simone Cândido: Trajetória

Caminhamos nesse planeta apenas como passageiros de uma grande viagem. Essa que nos mostra muitos caminhos. Alguns deles com pessoas maravilhosas as quais tivemos o prazer de convivermos.

No início de tudo os laços de sangue e de amor nos unem, conhecemos nossos pais, irmãos familiares. Nossa trajetória vem com muitos percalços, sentimos alegrias e tristezas, amor, fé, exemplos que levamos para toda uma vida.

Nesse mesmo caminho alguns mudam para outro plano, fogem aos nossos olhos, mas nunca estarão longe de nossos corações. A dor há! Essa é inevitável, quem foi amor faz muita falta.

Abraços, conversas, segredos que nós achamos que não podemos mais contar. Mas do plano espiritual nos ouvem, sentem todo nosso amor. Recebem nossas orações como um belo presente. Podemos e devemos chorar, pois assim aliviamos nossos corações da falta da presença física. Quantos se vão de repente de nossas vidas, num piscar de olhos aparece uma doença, um acidente de trânsito, muitos em tenra idade. Quando vimos uma vida inteira pela frente ficou para trás.

O advogado que deixou suas ações encaminhadas, a agricultora que plantou sua lavoura deixou alimentos congelados, a fonoaudióloga deixou seus pacientes agendados, a mãe que deixa seu bebê recém-nascido e outros filhos ainda pequenos. O professor de educação física que deixou seus alunos, sua família, a artesã deixou suas encomendas de crochê, suas linhas no seu armário de artigos para artesanato. O pai que foi fazer cateterismo e não voltou. A mãe que enfartou nem sabia que tinha problemas no coração. O escritor que deixou seu livro por terminar de escrever, histórias que não chegaram ao fim.

A casa em construção que alguém nem morou nela, o carro novo adquirido com tanto trabalho. Os profissionais de saúde que estavam na linha de frente no combate ao coronavírus e não voltaram pra casa, combateram ajudaram a salvar outras vidas e as suas não puderam salvar. Sonhos interrompidos. Aquele último abraço, aquela última conversa, uma visita sem data especial, apenas para matar a saudade. Faltou dizer os quanto os amamos, nunca é suficiente, precisamos demonstrar amor àqueles que nos são próximos. Faltou dizer preciso de você, você me faz bem. Lembra-se daquele dia em que estávamos tristes e você chorou junto comigo?

Se pudéssemos voltar no tempo não perderíamos as oportunidades de ligar, conversar, com nossos familiares e amigos. Valorize ame e diga isso sempre que possível.

Algumas palavras resumem esse sentimento. Gratidão por tantas pessoas terem deixado tantos feixes de luz em nossas vidas. Saudade mas uma saudade boa com cheiro de café novinho passado na hora. Cheiro de perfumes junto com cheiro de pessoas amadas. Saudade de ouvir a voz, receber carinho nos cabelos, ouvir boas músicas, das festas entre amigos e familiares. Elevemos nossas preces entregando a cada um dos que amamos o nosso amor eterno. Na certeza do reencontro. Certeza de que em nossos sonhos podemos nos encontrar abraçar emanar todo nosso amor.

Que nossa trajetória seja repleta de muito amor, e se partirmos de um modo inesperado possamos deixar nossas marcas de amor naqueles que ficarem aqui na terra.


Simone Cândido: crônica pelo Dia do Irmão
05/09/2020 às 08:41 | Simone Luiz Cândido
Irmão é aquele que assim como nós é filho de nossos pais ou somente da parte do pai ou da mãe. Alguém que podemos conviver e aprendermos muito durante nossas vidas.

Quando somos os filhos mais velhos somos promovidos a manos, muitos de nós aguardamos ansiosos à chegada de nossos irmãos menores. Desde a gestação seja ela biológica ou através da adoção nos traz muitas expectativas.

Chegam a nossas vidas e aos poucos se tornam companheiros inseparáveis, estão conosco para o que der e vier. Em famílias com mais de dois filhos geralmente uns tem mais afinidade com um irmão específico, isso não significa que não tem afeto pelos outros é apenas uma questão de semelhanças no gênio.

Vivemos aventuras incríveis em nossas infâncias, o irmão que vive fazendo pegadinhas conosco, o outro que nos faz rir de coisas bobas. As peripécias que fazemos para nossos pais.

Crescemos nos tornamos adultos cada irmão segue seu caminho, mas mesmo assim a afetividade permanece entre nós. Se um irmão está com algum problema tentamos ajudar da melhor forma possível até que esse fique bem. Quando chega nossa vez o afeto retorna. Seguimos nos unindo e vivenciando essa bela amizade de irmãos.

Ao longo do caminho encontramos pessoas que se tornam tão importantes em nossas vidas que os consideramos irmãos, embora nascidos de outros pais. Temos convivência

Seja ela presencial ou virtual, aos poucos vamos formando a rede de novos irmãos. Unidos em pensamentos e ações, vamos trocando ideias e temos afinidades.

Quantas boas lembranças vêm à tona quando pensamos em nossos irmãos. Tempo bom onde tudo era simples junto de nossos pais. As falas que tínhamos quando ainda crianças. As boas conversas e o que aprendemos de nossos pais. A honestidade a fé tudo isso se transmitiu e cada um dos irmãos segue, embora com outro rumo novas famílias sejam constituídas. Os irmãos continuam mantendo entre si o afeto adquirido na infância ou ao longo da vida.

Nesse dia do irmão quero agradecer a Deus pelos meus irmãos Rosa, João Batista, Ana Maria, Rosilene e Juliana. Sou grata por todo amor que temos uns pelos outros, somos diferentes, mas nos amamos acima de tudo estamos sempre unidos em nossos corações.

Sou grata pelos irmãos de vida que encontrei ao longo do caminho que cada um sinta-se amado e abraçado nesse dia especial. Que possamos nos unir aos nossos irmãos com nosso coração mesmo que de longe nesse ano que está sendo tão difícil para todos nós.


Passamos nossa existência procurando significados para aqueles que por nossa vida passam. Alguns significam por algum tempo, depois perdem um pouco da essência. Afastam-se de nós ficando pouquíssimas lembranças. Outros significam tanto para nós, que nem mesmo a distância e o passar do tempo consegue apagar de nossas almas, seu significado.

Ficamos nos perguntando o motivo de certas pessoas significaram tanto para nós. Termos saudade de alguém que não vemos por muito tempo e mesmo assim as almas continuam entrelaçadas pelo fio do afeto. Esse que é imortal, levaremos por onde formos, seja aqui nesse plano ou no plano espiritual.

Trazemos conosco muitos significados pela vida a fora, quisera que muitos permanecessem, mas existe algo que se chama livre arbítrio, o qual cada um é responsável por suas atitudes e seus caminhos. Então seguimos curando as cicatrizes que ficam em nós, levando aprendizado de cada um que por nós passou.

Uma das coisas que significam muito é a fé essa aprendemos com os outros que por nós passaram. Fé em ter a certeza de que a vida não é apenas algo que passa, sem deixar significados. Passamos pela vida significando muitas coisas. Muitas vezes não sabemos a dimensão do que podemos significar para os outros, mesmo assim continuamos significando muito.

O que importa não é o tempo que tivemos com algumas pessoas, mas sim o que podemos significar para elas e elas para nós. Levaremos daqui desse plano tudo que plantarmos as sementes do bem querer, do estar presente mesmo de longe, da união de almas. De lá do outro lado da vida sentiremos o quanto continuamos significando, pois aqui fizemos nossa trajetória valer cada dia que aqui passamos.

Sentiremos todo amor que emana dos que por aqui ficarem. A dor, essa é inevitável, pois quem foi amor faz muita falta. Abraços, conversas segredos que achamos que não podemos mais contar. Mas de lá nos ouvem, sentem todo nosso amor. Recebem nossas orações como um belo presente. Podemos e devemos chorar, pois, assim aliviamos nossos corações, da falta da presença física.

Algumas palavras resumem esse sentimento. Afeto, amor, gratidão por tantas pessoas terem deixado tantos feixes de luz em nossas vidas. Saudade, mas uma saudade boa com cheiro de café novinho passado na hora. Cheiro de perfumes junto com cheiro de pessoas amadas. Saudade de ouvir a voz, de sorrisos especiais, covinhas no rosto, olhos nos olhos, afagos nos cabelos.

No dia de hoje elevamos nossas preces entregando a cada um dos que amamos o nosso amor eterno. Na certeza do reencontro. Certeza de que em nossos sonhos podemos nos encontrar abraçar emanar todo nosso amor. Que cada um de nós possa significar muito para os que por nós passarem, e vice-versa.

Tornarmos o mundo melhor com afetos sinceros desinteressados e reais. Seguimos significando e tentando deixar significados belíssimos para os que ficarem depois de nossa partida para o mundo espiritual. Hoje é um belo dia para significarmos muito para os outros.


Tendo em vista os perigos do Covid 19 que no momento está em alto risco de contágio no estado de santa Catarina. A escritora Criciumense Carol de Luca mãe de um menino de sete anos e de uma adolescente de dezessete anos, idealizou juntamente com sua amiga Sabrina Pereira que também é mãe. A campanha lute como uma mãe.

A campanha reuniu em um grupo de Whatsapp cerca de 130 pessoas todas com o objetivo em comum a luta para que até o final do ano de 2020 não haja aulas presencias, pois ainda não existe vacina contra o Covid-19.

O grupo também procurou apoio jurídico e pretende se houver necessidade, acionar a Justiça. A advogada Heloísa Marciano Pagani aderiu à causa voluntariamente, orientando as mães.

A preocupação dessas mães que buscam apoio para o movimento é a saúde de seus filhos, não veem na volta ás aulas segurança necessária para seus filhos.

Aqui na cidade de Jacinto Machado onde resido atualmente quatro crianças testaram positivo para Covid-19. Com idades de dois, quatro, oito e nove anos. Sem aulas presencias já existem vários casos positivos e até mortes de crianças pela Covid-19 imaginemos como seria muito maior o contágio das crianças estando nas escolas.

Tenho duas filhas de sete e onze anos também tenho o mesmo receio dessas mães em se tratando de aulas presenciais. Esse ano de 2020 não tem sido fácil para ninguém, nossas crianças tem medo constante do Covid-19, Tentamos acalma-las muitas vezes sem sucesso. Fazemos o possível para que fiquem bem.

Crianças principalmente as pequenas tem hábitos comuns de abraçarem os colegas, dividirem lanche seria impossível os professores e funcionários das escolas darem conta de todos com as normas sanitárias.

Muitas vezes minhas filhas relatam saudades que sentem da escola dos colegas e professores se as aulas chegam a voltar duvido que fiquem com distanciamento. Se para nós adultos é algo quase impossível para crianças e adolescente é muito pior.

O movimento busca apoio de outras mães, médicos, psicólogos, pessoas com interesse em comum para que a volta ás aulas aconteça somente em segurança e com vacina.

Nas redes sociais utilizam a hashtg #lutecomoumamae seguido de um texto criado pelas idealizadoras da campanha.

Lute como uma mãe

O movimento surgiu depois do pronunciamento do secretário da educação do Estado de Santa Catarina, que intimidou os pais a mandarem seus filhos para escola, assim que reabrirem para aulas presenciais, em setembro, mesmo sem uma solução para a Covid-19.

Lute como uma mãe foi criado com o intuito principal de exigir a total liberdade das mães e pais a escolherem se seus filhos devem ou não ir para a escola nesse momento ímpar, nunca vivido por essa geração.

Ao redor do mundo, as cidades que retomaram as aulas de forma presencial, oportunizaram aos pais a escolha, já que manterão as aulas online até que se tenha, no mínimo, uma vacina.

E não deve ser diferente em nosso Estado. É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral, e do poder público, assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (ECA, artigo 4º, caput)

Como é de conhecimento geral, não há vacina para o Corona Vírus. A única saída, atualmente conhecida, é o afastamento social.

É possível, nessas circunstâncias, retomar as aulas dos nossos filhos? Não precisa ser mãe ou pai para saber a resposta.

Os índices do avanço de contaminação e óbitos em SC pela Covid-19, vem crescendo absurdamente em nosso Estado, o que pode ser comprovado pelo alerta vermelho que nos encontramos.

Ninguém tem o direito moral tão pouco legal de obrigar os pais a exporem seus filhos a um vírus mortal e sem vacina.

Quando um filho nasce Deus manda para a Terra sua fiel representante: a mãe.

Só uma mãe conhece o maior amor do MUNDO. Só uma mãe sabe os diferentes choros de um bebê no berço. Só uma mãe sabe o que é ficar acordada a noite toda cuidando do filho e ao amanhecer ir direto para o trabalho.

Só uma mãe coloca as necessidades do filho em primeiro lugar, só uma mãe esconde sua dor para um filho não sofrer... Só uma mãe trabalha em casa, tem seu negócio, trabalha fora, é eletricista, pintora de parede, cozinheira, costureira... Só uma mãe pode dar a vida!

Uma mãe sabe o que é o maior amor do MUNDO. Em nome do amor aos nossos filhos e à vida nós exigimos o direito da não obrigatoriedade de mandar nossos filhos para as aulas presenciais enquanto não houver uma solução para o fim da pandemia. Pelo direito à vida convidamos todos para esse movimento.

Em nome do Amor e pela preservação da vida. A luta de uma mãe é de todas Abaixo de Deus só uma mãe. #lutecomoumamae

Para mais informações ou quem desejar fazer parte do movimento pelo WhatsApp pode entrar em contato pelo Instagram: @caroldeluccaescritora.


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.