Canal Içara

Canal Içara

04 de março de 2021 - 06:25
Simone Cândido: continuamos com fé em dias melhores
27/02/2021 às 10:49 | Simone Luiz Cândido
Mês de fevereiro terminando, junto com ele tivemos a esperança renovada com a chegada das vacinas. Por outro lado, vimos o aumento de casos de covid-19. Pessoas assustadas e outras que não se importam, pois para elas nem parece que a pandemia existe.

É preocupante a situação no país. Pais apreensivos com a volta ás aulas. Cidades buscando a melhor solução para o ensino. Há quase um ano começamos a nos adaptar ao novo jeito de viver. Crianças tiveram que ser ensinadas a se proteger. Se antes eram livres para brincar com seus colegas, hoje precisam manter distância. Algumas ainda reclamam a falta de seus amigos por perto, o ato do abraço, de fazer lanche juntos tornou-se impossível.

Muitas escolas optaram pelo sistema híbrido. Trata-se de uma metodologia de ensino que combina os ensinos remoto e presencial, possibilitando a aprendizagem em qualquer ambiente, não somente na sala de aula, e permitindo que o aluno utilize recursos digitais para aprender com maior autonomia de como, quando, onde ou com quem quer estudar. Nesse sistema é feito o revezamento para que cada sala de aula tenha menos alunos possíveis.

As escolas estão providenciando todo material necessário para segurança dos alunos. Não será tarefa fácil. Tendo em vista que já estamos em uma pandemia há quase um ano, os estudantes já tem noção de como devem se comportar. Para as crianças menores é mais difícil, mas todos estão lutando para que voltem para suas casas de forma segura.

Continuamos com fé em dias melhores. Cada um tendo cuidado com a higienização tão importante durante a pandemia, poderemos evitar que surjam muitos casos. A união de todos pode ajudar e muito até que tenhamos vacinas disponíveis para a maioria da população. Sabemos que para crianças não temos estudos sobre vacinas, elas continuam vulneráveis ao vírus.

Temos que evitar saídas desnecessárias. Quando tudo passar, teremos tempo para sair, abraçar as pessoas fazermos visitas. Que o novo mês nos traga dias melhores, e esperança de que a cada dia estamos mais perto do fim da pandemia.


Simone Cândido: Habilitados, o teste positivo para adoção
20/02/2021 às 09:46 | Simone Luiz Cândido
Uma das primeiras etapas de um processo de adoção de crianças ou adolescentes é a decisão. Sejam pessoas solteiras ou casais. A ideia de adotar vai sendo amadurecida com o tempo. Ao longo dos oito anos em que participo do GEAAI IÇARA Grupo de apoio à adoção tenho acompanhado e orientado muitas pessoas através das redes sociais.

Algumas decidem pela adoção, outras desistem, pois, percebem que não era como realmente achavam que fosse ou até mesmo não sentem que devem adotar.

Existem várias etapas após a decisão, a ida até o fórum da comarca onde se reside ou o contato via telefone. Em algumas comarcas tem filas de espera para fazer o curso de pretendentes à adoção. Na comarca de Içara geralmente a assistente social anota os nomes e quando se forma uma turma é comunicado a data do curso de pretendentes.

Em virtude da pandemia os cursos não estão sendo feitos presidenciais nas comarcas. O tribunal de justiça através da academia judicial está realizando cursos online através de uma forma aonde os pretendentes são inscritos e posteriormente cumprindo todas as etapas e atividades do curso concluem e recebem o certificado.

Ano passado ocorreu o curso piloto, esse ano as pessoas que indicaram os nomes para o curso foram indicadas pela assistente social da Comarca de Içara SC Raquel da Silva Horner. A segunda etapa será enviar nomes, dados pessoais como cpf , e-mail para a academia judicial para entrarem em contato através do e-mail.

Nesse período se desfaz alguns tipos de ideias referentes à adoção. O sonho de adotar bebês rapidamente é algo praticamente impossível. Mesmo assim se o pretendente tem esse sonho a ninguém cabe julgamentos. Apenas terá que adaptar-se à realidade da espera por alguns anos.

Após a conclusão do curso muitos mudam seu perfil para crianças maiores, abrem um leque um pouco mais amplo vendo a realidade das crianças disponíveis.

Costumo dizer que o perfil da criança ou adolescente deve caber no coração dos pretendentes. Não adianta colocar um perfil de crianças maiores somente para não demorar muito tempo se depois não vai sentir que era esse o desejo do coração.

Realizado o curso, os pretendentes organizam a documentação que são:
1) Cópias autenticadas: da Certidão de nascimento ou casamento, ou declaração relativa ao período de união estável;
2) Cópias da Cédula de identidade e da Inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
3) Comprovante de renda e de residência;
4) Atestados de sanidade física e mental;
5) Certidão negativa de distribuição cível;
6) Certidão de antecedentes criminais.


Além disso tem a avaliação psicológica, e a visita domiciliar onde a assistente social irá visitar a residência dos pretendentes visando o bem estar da criança ou adolescente.

Analisada toda documentação, estudo social, entrevistas psicológicas será dada a sentença positiva estando assim habilitados para adotarem uma ou mais crianças ou adolescentes. Ou grupo de irmãos.

A habilitação é um grande motivo de comemoração ali nasce um resultado positivo, não é igual ao teste de gravidez que se sabe a data provável para acontecer, mas a esperança se renova na certeza de que um dia chegará ou chegarão seus filhos.

Depois da fase da habilitação vem as angústias que podem ser sanadas com ajuda de outras pessoas que já tiveram a experiência da adoção. Não existe receita certa para adoção, cada filho que chega é diferente do outro. O bebê vem sem muita história, crianças maiores trazem consigo suas dores pois se estivessem bem na família de origem não teriam sido destituídas para serem adotadas. A adoção é o último recurso antes dessa decisão do juiz é visto a família extensa esgotadas todas as possibilidades aí sim se pensam em adoção.

Cabe aos pretendentes acalmarem seus corações para que quando vier sua vez de adotar sintam-se bem e assim seus filhos possam ser amados como realmente merecem. Lugar de criança ou adolescente é onde existe amor. Quem deseja adotar pode entrar em contato com a assistente social no fórum de Içara pelo telefone e/ou WhatsApp: 3403-5504.


Simone Cândido: você precisa de ajuda?
13/02/2021 às 07:00 | Simone Luiz Cândido
Em minha infância assistia ao programa da Xuxa Meneghel. Guardei para sempre algo que ela sempre falava. Era mais ou menos assim, pois eu era ainda uma menina e recordo apenas da lição, não das palavras exatas: “Viemos para o planeta Terra para viver muito, mas para isso acontecer precisamos cuidar do nosso corpo, mantê-lo saudável, nos alimentando certinho, comendo frutas, vegetais, evitando doces. Tomar nosso banho e cuidar da higiene”. A lição que aprendi foi essa, cuidar de nós mesmos para viver bastante e com uma boa qualidade de vida.

Muitas pessoas acreditam que buscar ajuda médica ou psicológica é procurar doenças. Outros ainda dizem: "Quem procura, acha". O medo de descobrir algum tipo de doença ou algum momento em que seja necessário tratar-se com um psicólogo pode trazer para alguns constrangimentos ou medos. Existem alguns desses medos pelo julgamento que alguns farão.

Tempos atrás muitos eram internados em sanatórios e tidos como "loucos". Criou-se a ideia de que se alguém precisar tomar remédios antidepressivos é por que é "louco". Nos tempos atuais precisamos desmistificar essa ideia equivocada. Se precisarmos tomar remédios para depressão ou qualquer outra doença que seja, precisamos ter a aceitação de que nos fará bem. Os tratamentos psicológicos também são necessários. Ajudam muito no tratamento.

Quando se descobre uma doença difícil de obter a cura, podemos ter momentos difíceis e aí entra a ajuda psicológica que aliada aos medicamentos e a aceitação do tratamento podem trazer a cura mais rápida e eficaz. Cada um de nós deve mudar esse tipo de pensamento equivocado de não usar remédios, de não procurar doenças, utilizando outros termos como, por exemplo, prevenção, pois prevenir ainda é o melhor remédio. Poderemos evitar que muitas doenças sorrateiras nos façam perder a vida tão cedo.

Precisamos nos unir quando alguém estiver precisando de um apoio, seja ele uma conversa ou companhia. Não conseguiremos estar com muitas pessoas, nem darmos atenção, para muitas pessoas, mas se aquela mais próxima pode olhar com carinho e amor, tornando suas vidas um pouco melhor. Podemos mudar os pensamentos quando em vez de criticamos as dores alheias lhes oferecermos afeto, e até nossas preces. E se hoje não pudermos estar com alguém ou fazermos algo de concreto podemos lhes dizer hoje eu farei preces por você.

Somos humanos e sentimos dores físicas, mentais as ditas dores da alma, remédios ajudam no tratamento, as feridas da alma necessitam de apoio, se alguém próximo de nós precisarmos de apoio pode indicar o CVV- Centro de Valorização Da vida. No número 188 onde voluntários se dispõem a ouvir a quem precisa com uma palavra amiga com total sigilo. E se esse alguém somos nós podemos mudar nosso conceito de que precisamos sim de apoio.

Em tempos em que a depressão assola crianças, jovens, adultos, idosos vamos nos unir àqueles que amamos. Mudando conceitos sem julgamentos sem críticas, quem tem depressão sabe o significado de suas dores e seus dias sombrios. Nunca devemos dizer não é nada, tem muito sorriso disfarçado dores interiores que não conhecemos.

Precisamos que ao nosso redor existam pessoas que se preocupem com nosso bem estar. Sem julgamentos apenas estendam sua mão amiga nos auxiliando nos dias difíceis. Comecemos nosso fim de semana fazendo uma lista que tenha no mínimo cinco pessoas que possamos conversar e apoiar. Assim faremos uma grande corrente de amor ao próximo transformando o mundo em que vivemos.


Simone Cândido: E se não houver amanhã?
06/02/2021 às 08:12 | Simone Luiz Cândido
Dizem que perdemos pessoas, mas na verdade não perdemos ninguém. A vida, essa que começa lá no útero de nossas mães, não finda com a morte. Perdemos pessoas quando as deixamos de lado, quando nos esquecemos de agradecer por sua presença em nossas vidas. Estamos nesse planeta vivendo, sentido afeto por pessoas, outras vezes sentimos alegrias e tristezas, sorrimos e choramos.

Dedicamos nosso tempo para outros mostramos nossa gratidão por aqueles que vivem próximos de nós. É natural querermos o bem, sentir alegria pela realização daqueles que a vida nos apresenta. Muitos se afastam de nós, não sentem o mesmo que sentimos, não há muito que fazer, cabe a nós apenas ter respeito por suas atitudes. Isso não significa que não teremos sentimento em relação a isso. Não se trata de cobrarmos afeto e sim de sentirmos tristezas, pois humanos que somos necessitamos de reciprocidade.

A vida segue mesmo que alguns tenham recebido todo amor e mesmo assim querem seguir outros rumos, planos. Se nesses planos nós não estamos seguimos em frente, onde encontraremos outros companheiros para nossa jornada terrena. Sorrimos, choramos, amamos, temos filhos, eles crescem, tornam-se adultos espelhos daquilo que nós lhes ensinamos.

Ao fim da jornada que pode terminar muito cedo, pois não sabemos o dia em que partiremos muitos se lembrarão de nós. Alguns dirão que sentem amor por nós, lamentarão por não terem dito isso antes de nossa partida. Outros dirão o que fizemos aqui na terra qualidades que apreciam em nós, outros lembrarão apenas dos nossos defeitos. Outros nunca saberão quem um dia nós fomos.

Alguns ouvirão histórias contadas sobre nós, vinda de seus pais ou outras pessoas que nos conheceram. Após nossa partida ficará difícil dizer o que cada um sente. Mesmo sabendo que a vida não termina no túmulo só nos veremos em sonhos. Cabe a nós algumas reflexões. Será que já dissemos o quanto amamos as pessoas? Tiramos tempo para elas? Somos gratos por todo bem que nos fizeram ou só nos lembramos do que não gostamos nos outros?

E se não houver amanhã? Poderemos ter a consciência tranquila de todo amor que poderíamos ter demonstrado aos outros? Estamos vivendo em meio à uma pandemia, além da covid-19 por outras causas pessoas tem ido embora quando menos esperamos. É preciso demonstrar ainda em vida, amanhã pode ser tarde. Vamos aproveitar para dizermos coisas boas aos que a vida nos trouxe, se não dissermos talvez nunca saibam disso. Se não houver amanhã teremos feito nosso melhor.


Simone Cândido: Dia da saudade
30/01/2021 às 09:31 | Simone Luiz Cândido
O dia da saudade é comemorado no dia trinta de janeiro no Brasil. O fato é que não temos dia certo para sentir saudade. Ela vem de mansinho, é algo que não podemos evitar. Nossas saudades são muitas, de pessoas que já se foram, de comidas prediletas feitas por essas pessoas. Algumas saudades têm até cheiro.

Cheiro de perfumes, de chuva, de café passado na hora. Cada um que vai embora antes de nós deixa um pouco de si. O fato é que nem sempre conseguimos aprender a viver com a saudade. Ela nos machuca muitas vezes. O que podemos fazer é lembrarmos com amor de tudo o que vivemos colocarmos em prática o que de bom aprendemos.

Às vezes a saudade é de nosso tempo de criança em que não tínhamos tantas preocupações. Relembramos nosso tempo junto com nossos irmãos e nossos pais, pensamos no hoje em que agora os pais somos nós, agora vemos o quanto é diferente mudar de posição.

Saudade de estarmos com as pessoas que amamos essa saudade tem feito parte de nossas vidas no último ano. Saudade do abraço caloroso, das conversas, de estarmos presente.

Palavras não descrevem o significado dessas saudades, mas temos certeza de que todos que passaram deixaram um pouco de si levaram um pouco de nós. Muitos dias são dolorosos, mas amor que recebemos os aprendizados nos faz ver o quanto fomos felizes, em ter estado com pessoas tão especiais escolhidas por Deus para marcarem nossa existência.

Nos dias em que a saudade estiver forte ouça as músicas favoritas, cozinhe as comidas favoritas, tire fotos, faça algo que sempre fizerem juntos, Sinta todo amor, pois esse levará para eternidade.

Se a saudade for de alguém que está por aqui, não perca tempo, ligue, mande mensagem diga eu te amo, sinto sua falta. Deixe suas marcas eternizarem naqueles que a vida lhe trouxe, são presentes especiais.


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.