Canal Içara

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09 de julho de 2020 - 12:18
Simone Cândido: que o segundo semestre seja mais leve
04/07/2020 às 09:38 | Simone Luiz Cândido
Iniciamos o mês de julho com acontecimento bastante difícil. Um ciclone bomba atingiu o sul do país, muito próximo de nós, com muita devastação aconteceu.

Em Jacinto Machado, a figueira histórica da praça, com seus 75 anos, foi arrancada. Além disso, uma casa foi arrastada pela força do vento, plantações inteiras destruídas, casas detalhadas em várias cidades dos estados do sul do país. Pessoas morreram devido a esse ciclone. Foi uma noite de muito medo. Foi um vento assustador.

A última vez que se teve notícia de um acontecimento assim foi o furacão Catarina no dia 24 de março de 2004. Só que dessa vez, além do ciclone-bomba, tínhamos o tempo do coronavírus, que torna tudo mais difícil. Muitos estão sem emprego, outros reinventam meios para sobreviver. Pessoas ficaram desabrigadas. São casas por arrumar, mas a solidariedade continua entre as pessoas.

O novo mês que nos trazia a esperança do segundo semestre do ano ser melhor teve seu início muito difícil. Além das perdas materiais, vimos as perdas de pessoas queridas em meio à pandemia.

No ano de 2019 aconteceram muitas tragédias, o acidente de Brumadinho, onde a lama levou, além de seus bens matérias, pessoas amadas, histórias de vida... Algumas foram contadas pela imprensa, outras jamais saberemos quais são. Alguns dias depois amanhecemos com mais outra notícia triste: um incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo. Dez jovens atletas de 14 a 17 anos perderam suas vidas e seus sonhos de um futuro promissor como atletas de um time tão promissor. Apenas três dos jovens conseguiram sair do alojamento com vida, um deles com 40% do corpo com queimaduras. Entre tantas pessoas que se foram no ano passado.

Lia-se em muitos posts de redes sociais que o ano deveria terminar, pois já haviam acontecido muitas coisas ruins. Muitos diziam chega de 2019! Vem 2020! E ele veio desafiador e muito difícil com o coronavírus. Que nesse segundo semestre possamos seguir firmes com fé que teremos dias melhores, vivendo um dia de cada vez aprendendo tudo que precisamos aprender.

Com esperança de que ficaremos bem e que logo descubram vacinas para o coronavirus e possamos viver com mais tranquilidade. Esperamos voltar a ser como era antes e podermos sair de casa sem medo do inimigo invisível.


Tempos bem difíceis estamos vivendo em 2020. A nova palavra assustadora se chama esse tal de coronavírus. Naiane, de sete anos diz: “Mamãe, estou com medo do coronavírus”. Respondo tentando me fazer de forte e digo: “Confia em Deus. Vai dar tudo certo”. “Em Deus eu confio, não confio é no coronavíruas”. Algumas risadas e tento disfarçar para acalmar o medo dela.

Lições de como lavar as mãos, uso de máscaras e cuidados além disso se tornaram rotina em nossas vidas. Temos o ensino à distância, plataformas on-line, professores preocupados com a formação de seus alunos. Nós, pais, do lado oposto, tentando dar o melhor suporte possível.

Nem sempre nossas crianças estão com toda disposição para realizarem seus estudos em casa. A saudade bate forte dos colegas, das brincadeiras, das aulas presenciais e dos professores. Dos passeios escolares, festas juninas aguardadas um ano inteiro onde todos se divertiam muito.

O ensino à distância não é fácil para ninguém. Preparar aulas, enviar em plataformas, atender pais e alunos por redes sociais mudou completamente a rotina. Nós, pais, temos que fazer um esforço enorme. Muitos tem um celular para todos usarem para estudo, sem contar que não somos professores.

Estamos todos lutando para que nossos filhos possam aprender pelo menos o básico da série em que estão. Além disso, esse ano tem muitos outros aprendizados, os ensinamos a cozinhar, a terem paciência, estarem juntos por mais tempo.

Esse tempo juntos nos fará muito bem. No futuro nos lembraremos de muitas coisas. Jamais esqueceremos o afeto que cada um de nós dispendeu para os outros e cada bom exemplo de solidariedade que tivemos com o próximo entre tantas coisas que pudemos aprender.

O ano letivo poderá não ter todo conteúdo que teria em tempos comuns, mas com certeza a valorização do trabalho realizado pelos profissionais da educação será lembrada por nós.


Simone Cândido: pratique a reciprocidade no relacionamento
20/06/2020 às 08:38 | Simone Luiz Cândido
Muitos relacionamentos sejam eles familiares amorosos ou de amizade precisam ser recíprocos. Ou seja, a doação de afeto necessita que seja de ambas as partes, caso contrário não existe uma boa relação.

Para alguns os relacionamentos afetivos são vias de mão únicas só pensam em receber, afeto, companhia, e até mesmo quando precisam de algo se sentem bem em receber.

Tem um ditado que diz: “uma mão lava a outra”. Só que na hora de lavar a mão do outro que lhe faz tanto bem falta água. Querer os benefícios é muito bom, doar seu tempo seu afeto já lhes toma tempo dizem estarem ocupados demais para responderem um bom dia, perguntarem como o outro está.

Alguns permanecem doando tempo por amor ao próximo sente no profundo de suas almas a angústia de não terem retorno do afeto, e mesmo assim fingem que está tudo bem, mas não está.

Passamos por muitas situações difíceis e esses que continuam dando sua mão aos outros muitas vezes são os mais sofredores. Enfrentam suas batalhas diárias e mesmo feridos socorrem os outros que deles precisam.

A via deveria ser de mão dupla uma vai e outra volta, quando um está ferido o outro lhe traz a cura com gestos e palavras. Quando esse se recupera ajuda o outro lhe transfere amor, afeto, e companhia.

Algumas pessoas da região citam uma Santa popular. “Só lembra-se da Santa Bárbara quando ronca trovoada.” Isso mesmo só lembra-se de algumas pessoas quando estão precisando de algo seja material ou afetivo.

Vale refletirmos como estão nossos relacionamentos se estamos dando o devido valor aqueles que a vida nos apresenta. Querer para si e não para o outro não fará bem, tudo o que fazemos é para nós mesmos que estamos fazendo o universo conspira a nosso favor em todos os nossos atos.

Cuide de seus relacionamentos. Cultive o amor. Seja recíproco, queira o bem, mas devolva o bem. Faça os outros se sentirem bem.


Simone Cândido: comemore o amor todos os dias
13/06/2020 às 11:39 | Simone Luiz Cândido
O afeto, carinho, respeito podem e devem ser comemorados e vividos todos os dias, isso nunca sai de moda. Seja amor ou apenas uma paixão avassaladora.

O amor vem com o tempo, com a convivência seja ela diária ou apenas alguns dias da semana. Até mesmo á distância. Passear de mãos dados jantar fora, dar e receber presentes parece tudo perfeito. Mas quando nós mostramos nosso verdadeiro eu entra o amor de verdade. Amar-nos em dias alegres, quando temos boas condições financeiras é muito fácil. Existem os dias difíceis, ou seja, dias em que nem nós nos achamos uma boa companhia. É nesses dias que mais precisamos de afeto. Quando vem a dificuldade financeira e precisamos nos unir ainda mais para dar a volta por cima.

Namoramos, casamos temos filhos o amor precisa ser dividido é um novo tipo de amor que surge entre duas pessoas que se amam. São noites mal dormidas cuidando de nossos filhos, preocupação quando adoece, o amor um pelo outro não deve ser esquecido e sim fortalecido ainda mais.

Cada um tem o dever de cultivar esse amor, pois somos os mesmos que há alguns anos atrás ainda bem jovens escolhemos para compartilhar nossa vida. Cultivar o amor começa logo pela manhã quando acordamos, dar um bom dia, um beijo, passar o café quentinho, são pequenos gestos que fazem a plantinha do amor continuar viva e florescendo.

Temos desafios diários, saímos para o trabalho, voltamos para estarmos juntos, além da convivência temos a sexualidade que também é muito importante. Quando cuidamos de nós de nossa aparência demonstramos que temos além do afeto algo que nos realiza em plenitude.

Alguns irão dizer e quando não se tem a parte da sexualidade o amor morre? É claro que não se for amor verdadeiro ele continuará a existir. Por isso a necessidade de se construir um relacionamento verdadeiro, conhecendo nossas limitações, erros, defeitos, pesando na balança tudo de bom que cada um tem.

Nesse ano com o Coronavírus muitos de nós tivemos a experiência de ficarmos juntos muitos dias. Está sendo uma experiência incrível, podemos perceber se tivermos o amor como base de tudo conseguirá ficar bem, sentindo amor um pelo outro, lutando juntos por dias melhores.

Que o amor possa prevalecer entre os casais que juntos possam comemorar todos os dias o amor com muito respeito e carinho.


Gratidão aos coletores de lixo
06/06/2020 às 10:28 | Simone Luiz Cândido
Nesses últimos meses pudemos valorizar vários profissionais tão essenciais para nossa sobrevivência. Alguns deles são os coletores de lixo. Acordam muito cedo para percorrerem nossas cidades diante do perigo gerado por vidros mal embalados. Cabe a cada um de nós embalarmos com caixas de leite, jornal e até mesmo escrever com caneta esferográfica indicando que tem algum objeto cortante.

Ultimamente a rotina desses trabalhadores se tornou ainda mais difícil devido ao coronavírus. Infelizmente muitas pessoas não condicionam seu lixo de maneira correta, inclusive as máscaras, além de outros tipos de lixo que produzimos e podem até contaminá-los. É tão simples pensarmos nos outros tendo cuidado na hora de embalarmos o lixo que será coletado.

Imaginemos que no mínimo uma semana desses profissionais em greve. Quão difícil seria para nós, quanto lixo ficaria acumulado em nossas casas e em nossas cidades? Quando pensamos no valor do trabalho do outro podemos ajudar para que seu trabalho seja realizado da melhor forma possível.

Tanto bem nos fazem os coletores de nossos resíduos. O que seria de nós sem eles. A todos esses profissionais nossos aplausos. Vamos cuidar quando embalarmos nosso lixo, assim cuidaremos da saúde desses profissionais. São anônimos, mas realizam um trabalho grandioso. Nossa gratidão por esse trabalho tão importante em nossas cidades.


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.