Canal Içara

Canal Içara

11 de dezembro de 2018 - 11:27
Crônica: Quais as pessoas que já podem perder sua utilidade?
07/12/2018 às 09:34 | Simone Luiz Cândido
Quantas vezes na vida são úteis aos outros. Começando por aqueles que estão mais próximos de nós. Pai, mãe, irmãos, amigos que tanto bem nos fazem.

Sentimo-nos felizes por nos fazerem tantas coisas, muitas delas dinheiro nenhum poderia pagar. Outras até tem certo valor material pessoas que costuram fazem nossas roupas sob medida. Admiramos aquela peça exclusiva feita exatamente como pensamos. O valor material muitas vezes é irrisório tendo em vista a alegria e satisfação que essa peça de roupa nos proporciona.

Quantas pessoas casam ou simplesmente vivem juntas, começam suas vidas do zero lutam juntos, cavam o poço juntos até obterem a água límpida. Até chegarem a esse ponto da água límpida quantos sacrifícios fizerem juntos, quantas renúncias tiveram que fazer para que no futuro pudessem ter uma vida mais tranquila. Às vezes cansados, sem forças para seguir continuaram até a realização de seus sonhos.

Algumas desses sonhos são chegadas de seus amados filhos, outros a casa ou apartamento. Tudo construído nos mínimos detalhes. Tanto trabalho para que tudo saísse como sempre sonharam. Eis que desses esforços surgem às casas dos sonhos onde muitas vezes acontecem festas, com pessoas especiais. Alegria toma conta de todos se comemora a vida.

Quantas pessoas são o ombro amigo nos ouvem mesmo naqueles dias que estamos tristes ou mal-humorados. Existem pessoas assim, nos amam nos suportam mesmo nesses dias difíceis. Até que ponto todas essas pessoas que nos são úteis podem perder sua utilidade? Sim a utilidade. Quando alguém não consegue mais costurar nossa roupa sob medida. Quando alguém teve alguma doença como Alzheimer e muitas vezes esquecem quem é. Nessas horas fica difícil se o amor verdadeiro ali não existir. Quantos podem se tornar inúteis para nós sem que nós os abandonemos?

Quantos passam pelo calvário de uma doença um câncer agressivo e não pode mais nos trazer os mesmos benefícios de outrora. Seus corpos fragilizados já não tem a mesma disposição de antes, tratamentos, radioterapia, quimioterapia entre outros remédios.
Ficar dias e até meses em um hospital e cadê aquela pessoa que costurava nossas roupas, que nos ouvia e entendia que lutava junto conosco para a realização de nossos sonhos? Essa pessoa perdeu sua utilidade aí restou apenas o que sentimos de verdade por ela.

Meu querido Primo Sérgio Cardoso Luiz tinha apenas 59 anos, numa manhã sentiu-se mal veio de moto para casa da mãe a minha tia Ivone, relatou dores no peito era um infarto. O SAMU foi acionado e dali foi para o hospital, e na esquina da casa da sua mãe entrou em coma e permaneceu por quase um ano.

Sérgio foi uma pessoa muito ativa, vivia sorrindo cozinhando para os netos, amava estar em família fazendo brincadeiras dando apoio àqueles que precisassem.E agora o que teria restado dele se não fosse o amor verdadeiro dos filhos, irmãos, netos primos e amigos. Sérgio foi muito amado nesse ano que passou no hospital recebeu muito amor e carinho. Mesmo que não os reconhecessem, eles os reconheciam como pai, namorado, tio, avô, filho, primo maravilhoso que foi. Sérgio partiu para eternidade com o amor verdadeiro de todos que estiveram junto dele o tempo em que ficou hospitalizado

Ah! O Amor esse que é tão necessário, só tem sentido se pudermos amar mesmo que o outro não nos traga benefício algum. Mesmo que o outro não possa mais fazer nada de útil para nós ainda assim possa dizer eu te amo, eu te admiro. Mesmo que o outro não me reconheça e ainda assim eu possa lembrar de todo bem que fez, de tudo que me ensinou durante sua trajetória.

Ah! Se os filhos soubessem o que é ser mãe e pai. São corações que batem fora do corpo. Queremos protegê-los criar uma redoma ao redor deles como quem cuida de uma joia rara. Envelhecemos aos poucos vamos perdendo nossas capacidades de trabalho, de fazermos coisas que sempre fizemos. Alguns infelizmente precisam de cuidados, sua utilidade chegou ao fim, aí vem o tal de Amor esse sim é capaz de fazer as pessoas entenderem que a utilidade passa o amor permanece seja nessa vida ou na eternidade.


Divas de verdade em crônica
30/11/2018 às 11:01 | Simone Luiz Cândido
O que é diva? Diva mulher brilhante, diferente incomum, perfumada, bonita sexy, inteligente...

Seriam esses atributos referentes a uma "Diva" que muito se fala hoje em dia. Pra conseguir ter todos esses atributos? Com toda certeza é preciso que se tenha um pouco de dinheiro para se tornar essa tal "Diva". Linda, perfumada e sexy.

Como ser tudo isso apenas com pouquíssimas condições financeiras? Há quem "pregue" que é possível ser tudo isso mesmo que não se tenha o mínimo de condições para sobreviver.

Num tempo não muito distante de 2018 nascia uma mulher chamada Fátima. Nasceu em 1936 família simples com nove filhos. Tinham pouquíssimos recursos para a sobrevivência. Ia para escola com pés no chão assim ela descrevia. Geada nos pastos por onde passava.

Aprendeu a ler e escrever fazia cálculos como ninguém. Estudou apenas até o segundo ano que naquele tempo se chamava primário. Cadernos nem tinha como comprar escrevia no papel de embrulhar pães ou outras compras da venda de perto de casa.

Assim cresceu, o arroz tinha que pilar no pilão com as mãos cheias de calos. Sabão para lavar as roupas era feito num tacho de ferro. Muito trabalho na roça ajudando a mãe; os mais velhos ajudavam a cuidar dos irmãos menores.

A mãe dona Rosa muitas vezes mal podia cuidar dos afazeres, pois estava doente com muitas dores. Tantos sacrifícios sem energia elétrica, sem banheiro em casa. Cadê as Divas dessa história real? Cadê o dinheiro para comprar no mínimo um sabonete para poder tomar um banho descente? Simplesmente não tinham essa possibilidade usavam mesmo sabão feito no tacho, cozido com lenha feito fogo em baixo, com pés de tijolos ou pedras que encontrassem onde moravam.

Fátima e suas irmãs tinham uma vida muito difícil, sua mãe dona Rosa também, para comprar um tecido e fazer uma roupa nova era muito difícil.

Andavam a pé tiravam os calçados pra não estragar chegavam a Içara pediam pra lavar os pés em uma casa perto da igreja, assim seguiam iam festas de igreja faziam amizades namoravam e casaram.

Fátima casou continuou sua vida ficou grávida do seu primeiro filho que faleceu no hospital logo depois parto. Depois disso nasceu a filha mais velha Rosa. Alguns anos depois o filho João, Ana, Simone e por último a Rosilene. Foi morar em um bairro chamado São José em Criciúma. Lugar com muitas dificuldades faltava água direto. Ás vezes pra poder lavar as louças aparava água da chuva nas panelas e baldes.

A casa não tinha banheiro, era muito simples ela continuava fazendo o tal sabão. Os cabelos das meninas eram bem curtos não tinha creme pra lavar, nem shampoo, tudo muito simples ela se virava cozinhando fazendo o pão pros filhos.

Cuidava de cada um deles com muito amor. Esquecia-se de si mesma para cuidar dos filhos. E a "Diva" onde foi parar? Sim ela foi uma grande "Diva" mulher com um diferencial amou cuidou deixava de comprar coisas para ela para poder dar pros filhos.

Participava do clube de mães ganhava um tecido fazia dois vestidos pras meninas, sempre dava um jeito. Cada vez era uma das meninas a contemplada.

Trabalhou muito em casa o marido Luiz era mineiro deram o sangue pelos filhos. Ensinou a terem fé em Deus a fazerem o bem, visitarem as pessoas idosas e doentes. Darem amor serem caridosos com os outros.

“Essa realmente é uma “Diva” perfeita. Não tinha condições financeiras para muitas coisas materiais, mas amou cada um que por sua vida passou. Deixou rastros de amor aos filhos e netos. Amigos e parentes.

Quisera ser também tão "Diva" quanto ela, mais que uma bela aparência, com roupas sapatos de grifes, vale a essência que podemos ter.

Essência essa que podemos melhorar a cada dia. Não existe nada de grife que possa mudar o interior de uma pessoa. Não é verdade que as verdadeiras "Divas" usam roupas de grife maquiagem ou salto alto, muito menos precisam ter corpos esculturais.

Fátima não usou roupas de grife nem saltos, mas viveu intensamente todos os quase 65 anos que ficou na terra. Deixa um legado de amor ,de que ,se você plantar algo e vier a partir daqui da terra deixará para os que ficarem depois de você. Sim ela plantou muitas sementes algumas de árvores frutíferas outras de amor, fé otimismo.

Quando ouvirmos algo sobre sermos "Divas" tentemos colocar nossos pensamentos no que realmente é possível. Falar é fácil ter condições para viver dessa forma é outra conversa muito diferente da realidade.

Olhemos ao nosso redor são tantas "Divas" mulheres que lutam para sobreviverem em meio a tantas dificuldades da vida. Muitas não têm nem o básico quanto mais o perfume ou algo de muito valor material.

Somos mulheres sim cada uma no lugar onde vive fazendo a diferença no mundo “Diva” sim com roupas de grife ou simplesmente com nossas almas eternas que transmitem nosso amor verdadeiro. Dedico esse humilde relato a minha mãe Fátima Lacerda que soube ser uma "Diva " de verdade.


Crônica: Existe a tal cor rosa pele?
23/11/2018 às 11:24 | Simone Luiz Cândido
Certo dia minha filha, com apenas quatro anos, chegou da escola e pediu para eu pegar o lápis de cor no penal dela: “Mamãe, pega o lápis rosa pele”. Olhei para ela um pouco admirada e pedi que me mostrasse esse tal de rosa pele. Ela, então, pegou o lápis na cor salmão. Nesse momento expliquei para ela que existem peles de várias cores e tonalidades. Ela me olhou e disse: “Entendi mamãe! Tenho amiguinhos de peles diferentes no CEI (Centro de educação infantil)”.

De onde veio essa definição? Não sei! Penso que devemos mudar essa realidade mostrando para as crianças desde cedo que somos diferentes sim, cada um com sua pele de cor e tonalidade diferentes, mas acima de tudo somos pessoas perante Deus nosso criador.

Desde menina tive amigas negras com as quais convivi muito. Uma família negra tinha uma filha branca por adoção. Não havia distinção entre os irmãos e a simplicidade era tanta, o afeto era tão lindo! Saia de minha casa vinte minutos a pé, para poder ir junto com minha amiga para escola.

Seus olhos pretos, seu sorriso lindo, trago para sempre no meu coração. Segurava suas mãos com as palmas bem branquinhas, para mim não importava se nossa pele era mais clara ou escura. Riamos bastante e estudávamos juntas.

Lembro-me de um questionário que era feito com os colegas de classe, eu fiz com a Marinalda. A pergunta era: Qual sua comida favorita? Ela respondeu: “Minestra”.

Jamais a esqueci dela e dos irmãos. Naquele tempo ninguém falava nesse tal de “rosa pele” não. A gente usava a cor que coubesse no nosso desenho, até porque, era raros termos muitos lápis de cor em nossos penais. Ninguém se importava com a pele de ninguém para ser amigo, bons tempos em que se vivia sem tanto preconceito.

Minha mãe Fátima sempre relatava sobre os amigos da juventude, muitos eram negros, inclusive o pai da Marinalda, o Luiz (Zizo) era amigo dela da juventude.

Aprendi desde cedo esse respeito, a ter amor pelos outros sem importar se eram da mesma cor de nossa pele ou não. Há esse tal de “rosa pele”, não sei de onde veio, prefiro nem saber!

Minhas filhas sabem que a cor de pele precisa ser diversificada e assim, ensinar às crianças dessa geração a mudar muitas coisas, inclusive, ensinando aos adultos que falam desse tal “rosa pele”, que essa cor se chama salmão.

Dedico aos meus amigos de Infância Marinalda. Edson, Marivalda, Lorival e Marilda Seus amados pais Vanda e Luiz, a Família Da Rosa com os quais convivi num tempo muito especial de minha vida.

*Existe a tal cor rosa pele? é uma das crônicas vencedoras do XXVIII concurso da Academia Criciumense de Letras


Avós em crônica: por trás dos bastidores
16/11/2018 às 09:57 | Simone Luiz Cândido
Tenho visto tantas mães (avós) ajudarem cuidar dos netos. São guerreiras que depois de terem cuidado de seus filhos ainda se dedicam a ajudarem cuidar dos netos. Algumas deixam o conforto de estarem vivendo suas vidas, seria o tempo de descanso, mas por amor, elas sempre estão ao lado das filhas e dos netos, jornada de trabalho que deveria ter sido encerrada, mas o amor não as deixa encerrar.

Quando outra filha (o) precisa de ajuda para cuidar de outros netos, lá está ela pronta para ajudar cuidar, cozinhar com todo amor e carinho. Ah, esse amor faz toda diferença por trás dos bastidores da filha ou nora lutadora. Muito perto delas estão as avós.

Sim nesses bastidores que ninguém vê, pois suas filhas ou noras lutam pelo sustento das crianças todos os dias, trabalham sim, e muito, fazem diferença, mas se não fossem as avós guerreiras tudo seria mais difícil. Essas mulheres se fazem de fortes, cansam, mas silenciam esse cansaço. Amam estar com filhos e netos, cozinhar fazer coisas que as crianças gostem.

Às vezes deixam de sair para fazerem as atividades de casa. Ensinam os netos valores para a vida, serem honestos terem um trabalho digno seja onde for. Elogios nem sempre recebem, pois estão por trás das cortinas, muitos não sabem que para funcionar o local de trabalho seja ele no artesanato ou outra atividade de sua filha ou nora; estão às avós que ajudam a tornar esse trabalho possível.

Bastidores que muitos dias mostram rostos cansados sem dizer uma só palavra. Disfarçam as dores no seu corpo frágil, pois sabem que precisam seguir lutando e transformando vidas que amam muito. Essas mulheres guerreiras não têm tempo de mostrar fraqueza apenas veremos o lado forte, lutador.

Cada vez que olharmos uma história de sucesso saberemos que nos bastidores tem muitas mulheres de garra, que deixam seu mundo privado para fazer um mundo melhor pela sua família. Que cada um de nós possa valorizar essas mulheres guerreiras, que nos ajudam a cuidar de nossos filhos com tanto amor, sem elas seria impossível muitos de nossos trabalhos.

Conheço algumas mulheres por trás dos bastidores e uma delas se chama Adelir Conti Silva, a qual minhas filhas chamam de vó Delir, afetuosa amorosa, muitas vezes esteve nos bastidores das minhas entrevistas do grupo de apoio à adoção de Içara (@geaai.icara) entre outras vezes que precisei de alguém nos bastidores. Dedico a vó Adelir e a tantas outras mulheres que estão nos bastidores da vida.


Hoje é Dia Mundial da Adoção
09/11/2018 às 14:22 | Simone Cândido
Hoje, dia 9 de novembro, comemoramos o Dia Mundial da Adoção. Vamos ajudar a lembrar a todos que existem 19 milhões de crianças em todo o mundo que ainda não encontraram uma família!

Em maio de 2012 na comarca de Içara foi criado o Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Içara (Geaai) com o slogan Simplesmente Amar. Adoção sempre foi um tabu na sociedade. Muitos adotavam seus filhos e escondiam a origem deles. De alguns anos para cá essa realidade tem mudado bastante.

Os termos utilizados para adoção também mudaram muito. Muitos chamam de filhos do coração, pois o amor foi o primeiro sentimento. Há quem prefira chamar apenas de filhos. Mas muitos ainda questionam se são nossos “filhos de verdade”. Apenas respondemos que sim, apenas chegaram até nós de outra forma.

Alguns chegam ainda bebês, numa entrega legal e consciente. Mulheres que entregam nossos filhos num ato de amor. Outros chegam às suas famílias um pouco maiores. São destituídos do poder familiar após várias tentativas de reinserção. Decisão difícil do judiciário, feita com muita cautela, sempre visando o melhor para cada criança ou adolescente.

Muitos pretendem ser pai ou mãe. Na maioria das vezes a adoção é a solução para aqueles que não conseguem ter filhos biológicos. Outros têm seus filhos biológicos, mas o coração tem muito amor e cabe mais um ou mais filhos.

Nesse tempo de decisão acontecem alguns passos para os futuros pretendentes à adoção. Decidir, pela adoção não é nada fácil. Muitos sonham com um bebê, pois acreditam ser mais fácil a adaptação. Outros já abrem um leque um pouco maior preferem crianças maiores.

Após essa decisão o pretendente seja ele casado ou solteiro deve ir até o Fórum da comarca onde reside. A assistente social irá disponibilizar a lista de documentos, será marcado o curso de pretendentes à adoção com palestras e orientações sobre o processo de espera pelo futuro filho(a).

O curso de pretendentes é muito importante. Ali a decisão final pelo perfil da criança ou adolescente acontece. Através dos depoimentos de psicólogos, médicos, assistentes sociais, pais e mães que tiveram a experiência da adoção. Conhecendo relatos de outras adoções, fica mais fácil perceber que adoção de crianças maiores com ou sem irmãos é possível sim.

Adaptação é necessária, mas com amor, logo criam-se vínculos afetivos, as vivências anteriores vão ficando para trás. Mesmo com exemplos de adoções de crianças maiores bem-sucedidas, muitos ainda optam por crianças até três anos, e meninas na maioria dos pretendentes. O perfil do futuro filho deve caber no coração de cada pretendente. De nada adianta colocar um perfil de uma criança ou adolescente maior se o coração não aceitar.

Infelizmente ainda existem muitas devoluções. Justamente por esse motivo se faz necessário o curso de pretendentes e o acompanhamento pós-adoção. Alguém irá perguntar, mas como assim devolver uma criança? Isso existe e muito próximo de nós infelizmente.

Nós do Geaai temos um papel fundamental: orientar sobre adoções possíveis, por isso enfatizamos sempre que o perfil deve caber no coração. Cada criança que chega um pouco maior tem sua história de vida. Nenhuma delas será disponibilizada para adoção se estiver bem cuidada e amada. Nem suas condições financeiras impedem de ficar com a família biológica. Adoção é a última opção. Cabe aos futuros pais estarem conscientes de que são pessoas que precisam de afeto e novos caminhos a serem percorridos.

Após o curso de pretendentes e a entrega dos documentos acontece à habilitação. Após a habilitação ser concluída é aguardar a identificação do filho(a) no Cadastro Nacional da Adoção.

Motivos para a demora na adoção (Fonte CNJ)
19,7% só aceitam crianças brancas, 66,1 não são brancas.
77% não aceitam adotar irmãos, 61,1% tem irmãos.
91% Só aceitam crianças até 6 anos, 92% tem Entre 7 e 17 anos.
65,6% Só aceitam crianças sem doença alguma, 25,3% tem problemas de saúde.

Nós do Geaai somos apenas seis membros. Eu Simone Luiz Cândido como presidente, Euzébio Figueiredo de vice-presidente, Raquel Romualdo de assessora jurídica, Valdemir Cândido de tesoureiro, além dos membros Eduardo Michels Zata e Filemon Rosa.

Relembrando que o perfil deve caber no coração de cada pretendente, não nos cabe interferir. Temos um trabalho informativo na comarca de Içara com a cartilha distribuída em pontos estratégicos. Esse material informativo visa orientar sobre entrega legal e adoção.A ninguém cabe julgar os motivos que uma gestante entrega legalmente para adoção. Elas têm o direito dentro da lei garantido o sigilo.

O Geaai é filiado a Associação nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD). No Brasil, são mais de 100 grupos de apoio trabalhando em conjunto. Estamos abertos para novos voluntários, dispostos a nos ajudar a levar a causa adoção, informando pretendentes, pais e mães nos pós-adoção. Siga-nos no Facebook (@geaai.icara) ou entre em contato pelo telefone (48) 3467-1104 (Assistente social do fórum da comarca de Içara)

Família é onde existe amor. No dia de hoje dia mundial da adoção desejamos de todo coração que toda criança ou adolescente possa viver em família. Junte-se a nós! Desenhe uma carinha sorridente “smiley face” na sua mão, tire uma foto e poste nas redes sociais usando a #WorldAdoptionDay e #DiaMundialDaAdocao


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.