Canal Içara

Canal Içara

17 de junho de 2019 - 19:51
Enamorar-se, uma homenagem em poesia àqueles que amam
15/06/2019 às 09:01 | Simone Luiz Cândido
Sentir-se amado...
Conhecer o mais belo sentimento.
Olhar o pôr do sol, sentir na pele o vento...

Olhar o horizonte, te encontrar nos pensamentos.
Lembrar-me de ti ao fim do dia, como é doce esse momento!

Traz paz, inunda minha alma...
Como é belo este sentimento!
Quisera em teus braços poder estar, contigo ter alento.

Desejo amar-te sempre mais, de ti irei sempre lembrar.
Estás em meus pensamentos seja na terra ou em outro lugar.
Comigo sempre estarás!

Para sempre irás lembrar de tudo o que vivemos.
Nosso amor ultrapassará as barreiras do tempo...
Doce lembrança deixará, e muitos seguirão nosso exemplo!


Em crônica: Beto Romancini, um vencedor de obstáculos
08/06/2019 às 10:11 | Simone Luiz Cândido
Beto Romancini nasceu em 29464 teve paralisia cerebral com apenas um ano de idade. Até então havia sido desenganado pela medicina, dizia que ele jamais andaria nem falaria, seu futuro seria ficar acamado, com mínimos movimentos.

Sua mãe Ângela não aceitou o diagnóstico, mulher de garra disse a si mesma: “-Meu filho vai vencer os obstáculos.” Matriculou o menino na APAE e lá ele começou a dar seus primeiros passos. Conseguiu ser alfabetizado e para surpresa de todos inclusive dos médicos que deram esse diagnóstico aos oito anos de idade Beto já estava pronto para estudar em uma escola normal.

Infelizmente nessa época não existiam professores auxiliares e por falta de estrutura não pode frequentar nenhuma das escolas em que sua mãe tentou matriculá-lo.

Quando temos bom coração e vontade de vencermos na vida sempre aparecem pessoas de bom coração, uma vizinha Djalmira Cardoso deu aulas particulares e assim Beto mais uma vez vencia outro obstáculo.

Aos 17 anos começou a trabalhar mostrou aos outros que era muito capaz.

De 1982 a 1995 teve uma das melhores experiências de trabalho de sua vida. Trabalhou como office boy na extinta TV Eldorado em Criciúma. Conheceu pessoas maravilhosas com as quais aprendeu muito. Desde as pessoas que faziam a manutenção do pátio, às que organizavam o local, faziam um delicioso café, entre outros que marcaram a história de Beto nessa época.

Com a morte do seu pai Beto passou a ajudar sua mãe em casa, começou a trabalhar com hortaliças e jardinagem onde descobriu outro talento. Nesse meio tempo voltou a estudar concluindo o ensino médio e fundamental no Seja.

Em seguida ingressou na UNESC o curso de ciências biológicas. Mas por falta de adaptação não conseguiu concluir o curso.
Beto fez estágio no horto florestal de Criciúma e por um ano tinha barraca na feira de artesanato em Criciúma. Hoje trabalha com projetos e execução de jardinagem.

Beto fez habilitação mesmo muita gente não acreditando que poderia dirigir. Tentou sem desanimar com o apoio de sempre que sua mãe lhe oferecia, se transformou num gigante que luta pelos seus sonhos e objetivos.

Beto nos dá um grande exemplo de alguém que tinhas todos os motivos para desistir, mas continuou. Sua mãe não desistiu de lutar para que o filho pudesse ter uma boa qualidade de vida, e que esse filho pudesse realizar sonhos vencendo muitos obstáculos. Qual é o nosso obstáculo?

O que nos impede de seguirmos com nossos sonhos? Gratidão por ter conhecido essa bela jornada do Beto, o mundo precisa de mães iguais à dona Ângela que acreditem no potencial de seus filhos. Se nós não acreditarmos neles quem irá acreditar? Não importa o que nossos filhos serão no futuro, mas esse apoio é fundamental para que lutem por seus objetivos.

Em 2016 lançou seu livro Vencendo Obstáculos onde conta sua trajetória de superação. Faz a divulgação de seu livro em feiras literárias, vende porta a porta sempre que tem oportunidade.

Quem desejar adquirir o livro Vencendo Obstáculos pode entrar em contato Com Beto pelo WhatsApp (48) 99963-3792
“Sempre lutei pelos meus direitos, brigo por aquilo que acredito não desisto até conseguir. Se deixo alguém chateado paciência só quero provar que posso.”

“Na minha luta só há duas saídas, eu sendo carregado em uma maca todo quebrado de tanto tentar um objetivo, ou eu vitorioso com esse objetivo alcançado.” (Beto Romancini).


Por lares cheios e abrigos vazios eu voto sim!
01/06/2019 às 09:31 | Simone Luiz Cândido
Adoção é uma palavra que vem do latim adoptare, que significa acolher, cuidar, considerar.

Muitos casais tem sonho de constituir uma família e gerar seus filhos, a princípio se tenta normalmente, depois se procura ajuda de um médico ou vários especialistas, buscando essa tão sonhada realização desse lindo sonho, de se ter seres para amar e dividir o castelo, assim pode chamar um lar de castelo de amor, afeto e companheirismo.

Em 2007 Marcília e Marcus se casaram, dois anos depois chegou esse tempo de querer mudar a rotina, e o fato de ser apenas um casal, que se ama muito.

Surgiram algumas dificuldades dois anos se passaram e o filho ou filha não chegava. Marcília que é filha de Francisco e Francisca já tinha dois irmãos adotivos Wellington e Júlia Gabriely muito amados por toda família e outro irmão biológico Marcelo.

Seus pais incentivaram para que organizassem a documentação para adoção. Seu pai Francisco em especial deu muito apoio, os incentivou.

Marcus é filho de Nadir e Daniel que tem uma irmã biológica Daniele e um irmão adotivo Rogério, sendo assim, ambas as famílias tinham um histórico com adoção. Marcus também não tinha dúvidas do caminho que seguiriam para encontrarem seus futuros filhos.

As duas famílias já aguardavam com muito amor a chegada dos netos.

Conheceram grupos de apoio à adoção eis que surge junto com o desejo de adotar o motivo pelo qual lutariam, não somente para si mesmos, para que outras pessoas pudessem ter seus lares repletos de amor, com a chegada de seus filhos, tão esperados e amados.

Tiveram muitos dias tristes de angústias no coração, foram muitas conversas com pessoas do mundo adotivo, outros que já tinham passado pela bela experiência da chegada de seus filhos.

O sonho idealizado do bebezinho foi ficando para trás, ao saberem que a realidade é bem diferente do que se imagina. Muitos são grupos de irmãos que não são separados, pois depois de serem destituídos precisam ter seus afetos curados com muito amor, estarem acolhidos muitas vezes dói muito, então se opta por estarem na mesma família.

Marcília conversou com Marcus e decidiram adotar um grupo de irmãos. Receberam uma ligação de uma instituição de acolhimento eram dois meninos que estavam disponíveis para adoção. Quis o destino que esses meninos estivessem ido ao médico naquele dia, a assistente social disse a eles: ”Entrem conheçam a instituição.” Eis que surgem dois outros meninos Arthur e Otávio, o encantamento pelos meninos foi instantâneo a afinidade entre eles e os meninos foi fantástica .Isso foi fruto da fé em Deus, no Deus que eles sempre acreditaram que traria os filhos que fossem da sua vontade. Os outros dois foram adotados por outra família.

Fizeram o estágio de convivência e depois chegaram ao lar que Marcília carinhosamente chama de castelo.

Quanta alegria nessas chegadas, quantas lágrimas de amor e afeto, construído dia a dia. Sim construído, pois os laços de amor precisam ser construídos enlaçados com todo afeto que cada criança que está acolhida merece ter de uma família que as ame.

Marcília e Marcus fundaram o GAA-BM: Grupo de Apoio à Adoção de Barra Mansa R.J. No intuito de auxiliar outros pais e mães nesse tempo de espera levando seu depoimento de amor por onde passam, Tem como lema:

"Por lares cheios e abrigos vazios eu voto sim"

O coração deles se enche de alegria por cada chegada nas famílias .Nos conhecemos através das redes sociais muitos dias partilhamos angústias das esperas, em outros, temos a alegria das chegadas. Somos grupos irmãos por que mesmo sendo um de Barra Mansa estado do Rio de Janeiro e nós de Içara Santa Catarina GEAAI nos adotamos, amamos cada momento lindo das novas famílias que se formam.

Dedico esse simples relato à Marcília e Marcus, Arthur e Otávio. Nadir e Daniel pais de Marcus, em especial ao pai amado da Marcília Seu Francisco, sua mãe Francisca por terem ensinado que família é onde existe amor e afeto. Seu Francisco está junto de Deus estrelinha que ilumina os dias, com certeza de onde está se alegra muito com cada chegada. Ele sempre será bela lembrança de amor para cada um que por sua vida passou.

Adotar é maravilhoso nossos filhos fazem muito mais bem a cada um de nós que nós a eles.

Encerro a crônica de hoje e o mês da adoção como uma frase de Marcília: "E para futuro?

Quem sabe adotamos uma menininha? ou um adolescente incrível.

Os corações continuam disponíveis a amar!" (Marcília Arantes)


Dr Mário em Crônica:
25/05/2019 às 12:15 | Simone Luiz Cândido
Desde que me tornei presidente do Grupo de Apoio à Adoção de Içara (Geaai) há sete anos fui conhecendo várias pessoas que trabalham com adoção. Uma dessas pessoas se chama Mário Romano Maggioni, juiz de direito em Farroupilha (RS). Em 2017 tivemos a alegria de estarmos com ele no Dia Nacional da Adoção. Sempre li as crônicas escritas por Dr Mário. O que mais me chamou atenção foi a simplicidade. Minha mãe, Fátima, diria em sua humilde linguagem que ele é uma pessoa muito SIMPLES.

Cada crônica descreve as paisagens de Farroupilha, cheiro de uva nos pomares, de laranja, folhas secas do outono, idas para Caravagio, um caminho feito a pé com muita devoção. Essas descrições me trazem tantas coisas maravilhosas, choro quase sempre de alegria como diz minha amada filha Naila, de 10 anos.

Cada criança que chega ao novo lar, cada relato de famílias que recebem o tão esperado telefonema faz-me sorrir e muitas vezes até querer estar lá para entregar meu abraço a cada um deles. É tanto amor nos seus relatos que me tráz toda emoção que a família sentiu.

Uma dessas crônicas chamada RÉQUIEM PARA UMA ADOÇÃO PÓSTUMA. O homem me falou que o seu pai faleceu no finalzinho do ano passado. O avô contava as horas para que chegasse o(a) neto(a). Ele não queria partir antes da sua chegada. “Ele gostaria tanto de estar aqui neste momento”, disse-me o pai da criança, de olhos marejados.

Naquele momento, a minha sala se encheu da presença de um avô que jamais conhecerei. Não sei por onde ele andará. Mas ele se fez presente. Os avós, ainda que falecidos, também estão habilitados para adotar. Este é o pertencimento que faz bem. O doce alento da vida vai além do tempo. (Mário Romano Maggioni)

Chamou-me atenção, era sobre um avô que havia falecido antes da chegada do neto, e lá fui eu comentar sobre o sonho mais que especial que tive com minha mãe já falecida em 2001. Como sempre emocionantes relatos de adoção. Dr Mario Romano Maggioni tenho, plena certeza da presença espiritual desse avô que tanto sonhou com seu futuro neto ou neta.

Após muitas tentativas de ter uma gravidez fizemos nosso cadastro para adoção. Minha mãe já havia falecido há alguns anos. Tive a graça de sonhar com ela. Disse-me: “Filha não chore mais. Tu vais ser mãe. Teu filho está chegando”. Eu conheço a menina da Ana (filha da minha irmã nasceu depois que a avó faleceu, chegou pela adoção)”.

Acordei feliz e um pouco assustada com a tal revelação. Poucos meses depois nossa Naila chegou para abrilhantar nossos dias me tornei mãe aos 35 anos. E tenho certeza que minha mãe a vê de onde está, meu pai também. “Sim os avós se fazem presentes mesmo após suas partidas”.

Em sua vinda em Içara ouvi um relato sobre um projeto, que visa aproximar pretendentes de crianças disponíveis para adoção. Nesse projeto são colocados fotos e nomes de crianças, e o que me chamou atenção, foi relatar que cada criança ou adolescente precisa ser mostrada aos pretendentes como pessoa. Não apenas com iniciais de um nome ou uma descrição incompleta.

Se eu fosse descrever as minhas filhas será seria NDC seis anos cor branca ou NDC nove anos cor branca? O que isso acrescentaria numa busca por uma família caso elas estivessem acolhidas? Muito pouco para quem quer amar alguém que tanto precisa de amor, afeto.

Descreveria assim: “Naila, dez anos menina gentil, às vezes fala pouco, mas depois de ter a confiança se torna amorosa, gosta de brincar no parquinho, sair para ver paisagens da natureza, ama animais de estimação, adora ler, é amiga e gosta de falar sobre adoção”.

Naiane, de seis anos, gosta muito de abraçar as pessoas, carinhosa, faz furinhos no rosto quando sorri, elogia as pessoas. Ama brincar no parquinho, gosta de animais. Ama desenhar e expressar sentimentos em seus desenhos, gosta muito de cantar, (detalhe às vezes em um inglês que ela inventou). Muito carinhosa.

Além das descrições das crianças ou adolescentes, colocar imagens e vídeos dessas crianças. Esse é o detalhe que Dr Mário cita, simplesmente inicias de um nome fica difícil para os pretendentes aceitarem seus futuros filhos.

Já disse algumas vezes que o mundo precisa de mais Mários, com essa sensibilidade, onde compara a natureza com amor que existe nas crianças e adolescentes e seus futuros pais. Esse amor que Dr Mário herdou lá atrás de sua família, que ensinou essa sutileza de detalhes, essa simplicidade no olhar e ver pessoas nos processos.

Outra frase de Dr Mário no nosso evento do ano passado foi “Família é onde existe amor.” Isso é o mais importante. Sempre acreditei que os filhos que são nossos chegam até nós, mas sempre acreditei na justiça no se fazer o correto estar dentro da lei. Assim o fiz nossa Naila chegou num lindo dia e nos fez mãe e pai.

Essa é minha singela homenagem para Dr Mário Romano Maggioni grande homem do que abraça a causa da adoção com muito amor, tantos lares fez chegar seus amados filhos gratidão resume tua generosidade e amor pelo teu trabalho. Que teus amados filhos possam levar a cultura da adoção e esse amor que tens pelas pessoas o qual aprendesse com teus queridos pais.

Estando eles aqui na terra ou no plano espiritual, muito contribuíram para que se tornasse quem é.


Crônica para um amigo, Solon Eduardo Lopes
18/05/2019 às 11:37 | Simone Luiz Cândido
Solon Eduardo Lopes completa mais um ano de vida neste sábado, dia 18. Nos conhecemos em 1992. Lembro-me bem desse dia. Era sábado a tarde. Éramos ainda bem jovens.

Em 1994 trabalhamos juntos, conversamos todos os dias, riamos de fatos engraçados, contávamos histórias, fazíamos planos para o futuro. Alguns desses planos infelizmente ficaram para trás. Outros se realizaram.

Passamos alguns anos sem mantermos o contato, por mudança do número de telefone, até que um belo dia eis que encontro o Solon e a Keiser no centro de Criciúma. Trocamos nossos telefones para nunca mais perdermos o contato.

Tivemos momentos de dores e aflições, muitos deles compartilhados mesmo que distante. Alguns dias nos uniram em preces por amigos especiais. Acompanhávamos o tratamento desejando que ficassem bem.

Nem sempre a vontade de Deus coincide com a nossa. Choramos as dores da partida. Mesmo sabendo que a vida continua, o nosso humano precisa chorar. Dividimos nossas dores e nos incentivamos a ficarmos bem.

Já perdi as contas de quantos links de músicas trocamos e voltamos ao passado através delas, às vezes rimos, outras matamos a saudade de um tempo especial que vivemos. Música é vida, é trazer para o momento sentimentos que sentimos outrora.

Continuamos ouvindo as mesmas músicas e há ano atrás chegamos ao veredicto que na música UNIFORMES, do Kid Abelha, o mundo é muito SIMPLES e não SURDO como sempre cantávamos.

Essa música, UNIFORMES, faz parte da trilha que ouvimos. Ouvindo essa bela canção lembramo-nos de que somos eternos e um dia a gente vai se encontrar com aqueles que partiram antes de nós.

Temos certeza de que todos que passam por nós têm algum motivo de ser. Nada é por acaso. A vida nos liga por alguns momentos ou por uma vida inteira e nosso caso. Já são 27 anos de amizade contigo e a Keiser.

Tenho tanto para dizer de ti querido amigo que nem consigo descrever. Os dias de tristezas em que dissemos que iriam passar. Só para o ensaio de hoje não vamos ficar tristes. Aquele amigo que não nos deixa experimentar a solidão, está sempre pronto para nos ouvir mesmo em dias que estamos chatos.

Reconhecermos nossas chatices, dizer eu sou chata, mas sou tua amiga, ser presente mesmo há quilômetros de distância. Felizmente a Internet nos aproxima muito. Meu querido amigo, te desejo muitas coisas maravilhosas em tua vida. Que teu aniversário seja um dia regado de afeto, esse não pode e não deve faltar.

Desejo que sintas todas as boas vibrações emanadas daqueles que estão no plano espiritual. Sabe que tens muitos por lá. Especialmente alguns têm certeza que hoje se unem em preces por ti, para que possas atravessar as barreiras da vida com muita maestria.

Que possamos ainda ouvir muitas músicas boas, contar muitas histórias, vermos muitas mudanças, em cada um de nós. Parabéns meu amigo querido pelo teu dia.


Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.