Canal Içara

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05 de julho de 2020 - 22:46
Dica de leitura: O Lago Místico de Kristian Hannah
02/07/2020 às 09:18 | Maristela Benedet
Após 20 anos de casamento, a vida da mãe exemplar e dona de casa perfeita Annie Colwater, na Califórnia, desaba quando o marido confessa sua paixão por outra mulher. A separação acontece no mesmo instante em que sua única filha, Natalie, segue para estudar em Londres. O Lago Místico é mais uma obra de sucesso de Kristian Hannah.

Sozinha e sem chão, Anne busca o refúgio na comunidade onde nasceu, em Mystic, junto a seu pai. Em meio a natureza e conhecidos da infância, ela encontra o amor de adolescência Nick. O policial sofre a perda recente da esposa e mora sozinho com a filha Izzy, de 6 anos.

Na sua residência, perto de um lago, a menina vive isolada e sem conversar devido a morte da mãe. Aos poucos, a atenção e o carinho de Anne irá mudar a historia de dor de pai e filha. O destino parece reservar um recomeço para o casal e uma nova família para Izzy.


Para não esquecermos: Ditadura nunca mais. A tortura e os assassinatos clandestinos, com o "sumiço" dos suspeitos de atuação contra o regime no poder marcou de sangue páginas da história do Brasil entre 1961 e 1979. A leitura do clássico, Brasil Nunca Mais, publicado em 1985, se mostra fundamental aos brasileiros no debate sobre os protestos vigentes contra a democracia ocorrendo nos dias atuais.

A obra foi escrita por vários autores e, organizada por Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo em São Paulo. O sacerdote, natural de Forquilhinha, faleceu em 2016. As cruéis formas de tortura são relatadas no livro por meio de depoimentos de ex-presos políticos. Elas seriam aplicadas em pessoas de todas as idades e classes sociais, inclusive crianças e grávidas, neste caso, tendo seus filhos abortados pelos repressores.

Para os sobreviventes, a violência psicológica jamais seria curada. A história é forte e provoca uma reflexão sobre o significado da liberdade de opiniões em uma nação.


O aroma do café passado exala na varanda e quase é possível degustar o seu intenso sabor. Nas crônicas do livro Se eu Pudesse Viver a Minha Vida Novamente, o leitor se imagina conversando em casa com o autor do livro, Rubem Alves. São 28 textos com narrativas da infância, perdas e sonhos.

Com uma sensibilidade única, o saudoso escritor e psicanalista, falecido em 2014, consegue entrar em nossa alma e despertar a nossa criança escondida. Ele filosofa sobre os desejos humanos e sua relação com a natureza. Sugere ser essencial o homem saborear a vida todos os segundos, evitando arrependimentos, pois não poderá viver tudo novamente.


O amor sem limites pelos cachorros, os "cusquinhos", como são chamados pela protetora, compõe as histórias de resgates de animais em Criciúma do livro Por Todos Que Me Resgatei, da advogada e professora Rosane Machado de Andrade. Nas suas páginas, conhecemos a condição de 33 cães vítimas das maldades humanas e o acolhimento em novos lares.

Após vivenciar uma infância sem bichos de estimação no estado gaúcho, em 2015 a professora encontrou na Feira de Adoção da sua nova cidade uma bolinha de pelo preta e macia. Ela foi então “adotada” por uma cachorrinha e conheceu as atividades das ONGs locais. Neste momento, se tornaria uma ativista guerreira pelos animais doentes e abandonados. E, na maioria dos casos, pagando os tratamentos do seu próprio bolso.

"Um trabalho árduo, mas compensador e gratificante. Eu fui resgatada por eles", diz a autora. As pessoas interessadas em adquirir o livro podem entrar em contato com Rosane pelo telefone (48) 98828-5150. O valor é de R$ 35 e a renda será revertida para a Organização Social Protetores Independentes da Praça (PIPA), fundada pela protetora e outros ativistas.


Dica de Leitura: Mulheres Sem Nome, de Martha Hall Kelly
21/05/2020 às 06:58 | Maristela Benedet
Caroline, Kasia e Herta não se conhecem, mas um elo em comum as une: as feridas da Segunda Guerra Mundial. O livro Mulheres Sem Nome, de Martha Hall Kelly, revela tragédias da guerra inspirado nas experiências reais das protagonistas.

Em Nova York, ano de 1939, Caroline sente a exaustão do trabalho no Consulado da França acolhendo fugitivos. A polonesa Kasia é vitima de crueldades no campo de concentração nazista. Ela e outras mulheres são denominadas “Coelhas” e submetidas a experiências genéticas. O centro cirúrgico é comandado pela fria Herta.

O tempo corre e chega em 1945 sinalizando o fim do combate. Caroline sofre a perda de um grande amor e a falta de apoio dos americanos na ajuda aos países devastados pelo conflito. Kasia escapa da morte. Porém, sua alma está sem vida. Pagando seus crimes na prisão, a alemã Herta articula sua liberdade.

Uma conexão entre estas três mulheres irá acontecer trazendo esperança e superações em cada uma. Se isso for possível.


*Maristela Benedet é colaboradora do Canal Içara, tem formação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo desde 1996, atua na área e nas horas de lazer dedica-se a leitura