Canal Içara

Canal Içara

13 de outubro de 2019 - 20:41
A Cabana, de Willian Young
20/08/2010 às 13:19 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
O desaparecimento de uma menina após a viagem da família, o drama de um pai e sua culpa e o recebimento de intrigantes bilhetes integra a história de ficção de A Cabana. O pai Mack Allen Phillips é convidado a voltar a cabana onde supostamente a menina teria sido raptada e assassinada há mais de quatro anos. Mack desiste de buscar explicações e aceita o convite. Nessa busca as cegas, ele não sabe, mas tem um encontro som seu próprio ser.

No espaço em que se hospeda, encontra vestígios de sangue que poderia ser de sua filha e a presença do divino. O pai, o filho e o Espírito Santo materializados provocam a sua fé abalada pela perda da filha. Seus conflitos e duvidas em relação à existência de Deus são então questionados. O livro leva a pensar sobre quem é Deus, seu mistério e suas repostas a tantas perguntas. Uma da obras mais lidas dos últimos tempos. Um convite a refletirmos sobre a nossa espiritualidade.


Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas
30/07/2010 às 09:21 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Entender os mistérios da mente humana é a proposta do livro “Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas”. A obra é um dos últimos lançamentos do fenômeno comercial na linha de psicologia, com mais de 11 milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury.

Divididos em cincos capítulos: O amor inteligente, Mentes treinadas, Mentes despreparadas, Mentes que se Conhecem e Mentes agitadas, o autor sugere como podemos usar a mente em benefício da nossa qualidade de vida. Nesse sentido, devemos nos conhecer e treinar a mente para sabermos agir com razão e emoção na dosagem certa, em cada situação de conflito envolvendo nossas relações sociais. Uma leitura gostosa e provocante nessa eterna busca pelo autoconhecimento.


1968 - O que fizemos de nós, de Zuenir Ventura
09/07/2010 às 09:53 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Como são os jovens de hoje? Quais são os ideais dessa geração? Estão são interrogações do jornalista Zuenir Ventura em “1968 - O que fizemos de nós”. A obra faz novas provocações após 42 anos do lançamento do Best-seller “1968 – O ano que não terminou”, publicação em que os ideais coletivos para mudar o mundo moviam o sentido de vida daquela juventude dita rebelde. E hoje? Como vivem os filhos daqueles que sonhavam com um novo mundo?

Com depoimentos, reflexões e entrevistas com personalidades e políticos que influenciaram na construção dos rumos da sociedade nos últimos anos, o autor vai chegando a algumas conclusões: O jovem de hoje é individualista. Não é politizado e nem solidário. Carreira, sucesso e fama norteiam seus objetivos e são mais dependentes, demoram a sair casa.

Uma preocupação é com a Imagem. Nunca uma geração esteve tão focada na aparência. “Sem poder mudar o mundo muda-se o corpo”. Nas suas observações, é uma geração sem ideologia, que não contesta e não protesta, pois tudo é permitido e não existe mais tabu. Uma boa leitura para todos pensarmos sobre momentos essenciais da nossa história. Importante análise nesse momento em que nos preparamos para escolher os políticos que estarão no poder nas esferas estadual e federal.

SOBRE O AUTOR: Pela série de reportagens publicadas no Jornal do Brasil, em 1989, “O Acre de Chico Mendes”, Zuenir Ventura ganhou os Prêmios Vladimir Herzog e Esso em 1989. As reportagens e a nova pesquisa efetuada 20 após a morte de Chico Mendes, resultaram no livro “Chico Mendes – Crime e Castigo”, lançado em 2003.


Viajando na Leitura! Sobrevivi para contar
04/06/2010 às 14:12 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Uma história surpreendente e emocionante. Em “Sobrevivi para contar”, o leitor vai descobrir a capacidade que a fé é capaz de transformar em um ser humano. Entender que a crença em um Deus superior pode mover as mais intransponíveis montanhas. A obra conta a história pessoal da africana Imaculleé Ilibagiza. Aos 22 anos, ela é a única sobrevivente da família em um dos mais recentes genocídios da história da África, em 1994.

Vivendo feliz com pais e dois irmãos unidos e amorosos, em instantes a jovem se depara com uma guerra sangrenta, envolvendo as duas principais etnias de Ruanda, os tútsis e hútus. No massacre, mais de um milhão de pessoas são assassinadas pelos hutús. Movidos pelo ódio, racismo e manipulados pela imprensa, amigos e vizinhos se tornam inimigos. Integrante da etnia tutsis, Imacullé tentar se salvar em um minúsculo banheiro com mais sete mulheres durante três meses. Sofrendo com o fim trágico da família, o medo e as ameaças constantes de serem descobertas e mortas, encontra na fé a força e a coragem para acreditar que sobreviveria para contar.

Sem poder comunicar-se com as companheiras, seu diálogo seria com Deus por meio das orações. Crença motivadora para manter o sonho com um futuro em meio a inúmeras tragédias. Um relato de esperança de alguém que escapou da morte com somente um fio da própria existência. Uma prova de que a espiritualidade pode ser um fundamental alicerce para resolver os mais dramáticos problemas. Um livro de cabeceira “estimulante” na nossa jornada diária.

INDICAÇÃO: Sobrevivi para contar, de Immaculeé Ilibgiza e Steve Erwin (Editora Fontanar, 2008)
Onde comprar? Fátima Bookstore, em Criciúma (R$ 36,90)


Viajando na leitura! O Menino Príncipe
30/04/2010 às 15:54 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Um resgate interior nas provocações de uma criança. O encontro com a infância perdida no mundo adulto é o que propõe “O Menino Príncipe”. Do escritor Edegar Generoso, foi criado em homenagem aos 100 anos de Saint-Exupéry. A obra relata histórias do filho, ricas em imaginação, peripécias e curiosidades naturais da criança, contadas pelo pai, o jardineiro.

Nas crônicas, o autor mescla a realidade no cotidiano vivenciada com o filho com as fantasias literárias. Instiga o leitor a refletir sobre as borboletas camufladas no casulo da existência e a desabrochar para a verdadeira essência da vida. Leva a silenciar e faz uma viagem de volta a imaginação e a pureza da alma.

Um livro para adultos e crianças, com uma linguagem simples. Possui uma lição profunda que toca o coração e encanta já nas primeiras páginas. Sugestão de presente aos filhos para o Dia das Mães. Dica também aos professores como material didático. E, a todos aqueles que precisam acalentar a si mesmo ou a outras pessoas.

SOBRE O AUTOR - O escritor, historiador e sindicalista de Criciúma, Edegar da Cunha Generoso, escreveu ainda em parceira com João Marino Vieira os livros de poesia “Flores e Amores” e “Trilhas e Sonhos”.


*Maristela Benedet é colaboradora do Canal Içara, tem formação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo desde 1996, atua na área e nas horas de lazer dedica-se a leitura