Canal Içara

Canal Içara

24 de agosto de 2019 - 00:45
Viajando na Leitura! Sobrevivi para contar
04/06/2010 às 14:12 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Uma história surpreendente e emocionante. Em “Sobrevivi para contar”, o leitor vai descobrir a capacidade que a fé é capaz de transformar em um ser humano. Entender que a crença em um Deus superior pode mover as mais intransponíveis montanhas. A obra conta a história pessoal da africana Imaculleé Ilibagiza. Aos 22 anos, ela é a única sobrevivente da família em um dos mais recentes genocídios da história da África, em 1994.

Vivendo feliz com pais e dois irmãos unidos e amorosos, em instantes a jovem se depara com uma guerra sangrenta, envolvendo as duas principais etnias de Ruanda, os tútsis e hútus. No massacre, mais de um milhão de pessoas são assassinadas pelos hutús. Movidos pelo ódio, racismo e manipulados pela imprensa, amigos e vizinhos se tornam inimigos. Integrante da etnia tutsis, Imacullé tentar se salvar em um minúsculo banheiro com mais sete mulheres durante três meses. Sofrendo com o fim trágico da família, o medo e as ameaças constantes de serem descobertas e mortas, encontra na fé a força e a coragem para acreditar que sobreviveria para contar.

Sem poder comunicar-se com as companheiras, seu diálogo seria com Deus por meio das orações. Crença motivadora para manter o sonho com um futuro em meio a inúmeras tragédias. Um relato de esperança de alguém que escapou da morte com somente um fio da própria existência. Uma prova de que a espiritualidade pode ser um fundamental alicerce para resolver os mais dramáticos problemas. Um livro de cabeceira “estimulante” na nossa jornada diária.

INDICAÇÃO: Sobrevivi para contar, de Immaculeé Ilibgiza e Steve Erwin (Editora Fontanar, 2008)
Onde comprar? Fátima Bookstore, em Criciúma (R$ 36,90)


Viajando na leitura! O Menino Príncipe
30/04/2010 às 15:54 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Um resgate interior nas provocações de uma criança. O encontro com a infância perdida no mundo adulto é o que propõe “O Menino Príncipe”. Do escritor Edegar Generoso, foi criado em homenagem aos 100 anos de Saint-Exupéry. A obra relata histórias do filho, ricas em imaginação, peripécias e curiosidades naturais da criança, contadas pelo pai, o jardineiro.

Nas crônicas, o autor mescla a realidade no cotidiano vivenciada com o filho com as fantasias literárias. Instiga o leitor a refletir sobre as borboletas camufladas no casulo da existência e a desabrochar para a verdadeira essência da vida. Leva a silenciar e faz uma viagem de volta a imaginação e a pureza da alma.

Um livro para adultos e crianças, com uma linguagem simples. Possui uma lição profunda que toca o coração e encanta já nas primeiras páginas. Sugestão de presente aos filhos para o Dia das Mães. Dica também aos professores como material didático. E, a todos aqueles que precisam acalentar a si mesmo ou a outras pessoas.

SOBRE O AUTOR - O escritor, historiador e sindicalista de Criciúma, Edegar da Cunha Generoso, escreveu ainda em parceira com João Marino Vieira os livros de poesia “Flores e Amores” e “Trilhas e Sonhos”.


Viajando na Leitura! Ensaio sobre a cegueira
28/02/2010 às 12:41 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Ele parou no semáforo em meio a um trafego intenso. Num instante o sinal fica verde, mas ele não sabe, está cego. Assim começa “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago. O romance narra à epidemia de cegueira que vai aos poucos atingindo milhões de pessoas sem causa aparente. O autor não especifica o local e os personagens não tem nome, são identificados pelas suas características físicas.

Assustado, o motorista do sinal procura o médico que após os exames, conclui que seus olhos estão perfeitos e não tem explicação para a “treva branca”. Logo ele seria a próxima vitima da doença. Sem saber como agir diante dessa situação inusitada, o Governo leva os cegos para uma base desativada do exército, com mínimas condições de sobrevivência. Estranhamente a esposa do médico não fica cega, mais se faz de uma, para acompanhar o marido.

O instinto pela vida altera a razão e o equilíbrio das vitimas. “Penso que não cegamos, penso que estamos cegos. Cegos que vêem. Cegos que vendo não vêem”, filosofa a mulher do médico. E a cegueira aos poucos vai revelando a escuridão das suas almas. A obra ativa as sombras escondidas em cada um de nós. Instiga a uma profunda reflexão sobre a ausência de “visão” do homem na elaboração do seu futuro e do planeta; a cegueira existente em cada um de nós, onde muitas vezes olhamos sem saber ver, e daqueles que mesmo cegos penetram nas entranhas humanas e enxergam o impossível. Uma leitura intrigante para quem deseja filosofar sobre o sentido da existência e aprecia uma verdadeira obra-prima da literatura mundial.

SOBRE O AUTOR – Com Memorial dos Conventos (1992) – best-seller internacional – José Saramago foi reconhecido em todo o mundo. Publicou ainda Ensaio sobre a Lucidez (2004), Ensaio sobre a vivência (2005), A bagagem do viajante (1996), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), entre outros.


Viajando na Leitura! Lula, o filho do Brasil
26/01/2010 às 16:22 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
A saga de Dona Lindu e seu filho Lula esta narrada na obra “A História de Lula, o Filho do Brasil” de Denise Paraná. O livro inicia contando na terceira pessoa a história da mãe de Lula, que acreditando no impossível e contrariando o destino traçado para milhões de nordestinos transformou suas “lagartixas” em borboletas. Revela a situação de extrema miséria vivida em Caetés, agreste de Pernambuco e a carta falsa que traçou um novo rumo à família Silva, dando coragem para junto com oito filhos, o então caçula Lula com sete anos, ir rumo à grande São Paulo em 1952, sem saber o que a sorte lhes reservava.

Relata o encontro com o marido alcoólatra e violento impedindo Lula de estudar e a nova partida. Destacando a presença forte de Dona Lindu, como a esteira da família e sua luta para criar os filhos sozinha. A história segue humanizando o presidente do Brasil, desde as peripécias da infância até a juventude. Em vários capítulos, narra o trabalho como engraxate e torneiro mecânico, o sofrimento pela morte da esposa grávida, o engajamento no sindicalismo e a liderança conquistada junto aos trabalhadores metalúrgicos entre as décadas de 70 a 80.

INDICAÇÃO A históra de Lula, o filho do Brasil, de Denise Paraná (Objetiva, 2009, 144 páginas)
Onde comprar? Fátima Bookstore – R$ 24,90

DADOS DA OBRA: A jornalista Denise Paraná escreveu a bibliografia de Lula nos anos 90 como tese de Doutorado na USP. Em 2002, a escritora publica “Lula o filho do Brasil” pela Editora Perseu Abramo, obra que inspirou o filme com roteiro da própria jornalista. Após a produção, Denise escreveu uma nova versão, “ A história de Lula, o filho do Brasil”, diferente da tese, mais enxuta e com novas pesquisas.

MAIS SOBRE O ASSUNTO: “Lula do Brasil – A história real, do Nordeste ao Planalto” (Geração Editorial -2010). A publicação é a edição brasileira de “Lula of Brazil – a history so far”, escrito pelo inglês Richard Bourne, pesquisado do Núcleo de Estudos Políticos da Comunidade das Nações na Universidade de Londres e ex-repórter do diário britânico "The Guardian”.


*Maristela Benedet é colaboradora do Canal Içara, tem formação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo desde 1996, atua na área e nas horas de lazer dedica-se a leitura