Canal Içara

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24 de agosto de 2019 - 00:30
As Sete Irmãs: Maia
08/09/2016 às 11:00 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Pa Salt é um rico marinheiro apaixonado pela profissão, um pai carinhoso e um homem misterioso, que, nas viagens pelo mundo adota seis meninas de lugares diferentes. Após a morte dele, todas as garotas receberam uma carta e um símbolo com pistas para conhecerem as próprias origens. Maia, a mais velha das irmãs, resiste a ideia. Mas é estimulada pela mensagem que recebeu: “Nunca deixe o medo decidir o seu destino”.

Marcada por lembranças e segredos de fortes sofrimentos na adolescência, a tradutora de livros não sente coragem para mexer em sua história. No entanto, intrigada pela frase da carta de Pa Salt e pela mensagem de um escritor brasileiro, ela deixa Genebra e segue rumo ao passado no Rio de Janeiro. A obra As Sete Irmãs – Maia, de Lucinda Riley é inspirada na mitologia das Sete Irmãs das Plêiades, um aglomerado das estrelas Maia, Ally, Star, Cece, Tiggy e Electra na constelação de Touro.


Conselhos para o "bem" das mulheres
14/07/2016 às 11:00 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Através da obra Para seu próprio bem – 150 anos de conselhos de especialistas para as mulheres, as pesquisadoras americanas Barbara Ehrenreich e Deirdre English retratam a história do século XIV ao XX e identificam a quebra de paradigmas sobre os conselhos incutidos às mulheres pela família, a medicina e a igreja. A conclusão é que, entre avanços e retrocessos, elas ainda precisam lutar pelo reconhecimento e respeito de sua identidade dentro da sociedade mesmo nos dias atuais.

A pesquisa sugere uma perspectiva sobre outro olhar da história da evolução feminina. Questiona os estereótipos e os preconceitos formulados em relação às mulheres bruxas e curandeiras na Europa e nos Estados Unidos. Em um sistema patriarcal, analisa o comportamento masculino em relação às doenças ditas femininas como o ciclo menstrual e a depressão pós-parto. E, avalia os conflitos mediante a descoberta da cura como mercadoria junto a perseguição e o extermínio das curandeiras.


Doze anos de escravidão
19/05/2016 às 11:00 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
O direito à liberdade de Solomon Northup, um americano negro que nasceu livre, foi interrompido após ser atraído por uma proposta de emprego. Ele foi sequestrado e vendido como escravo. Na obra Doze anos de escravidão, relata então o sofrimento em uma fazenda de algodão em Louisiana. Entre a violência das chicotadas e os momentos de quase morte, Soloman fez da saudade da esposa e das filhas e da luta para provar sua liberdade à única esperança para manter a vontade de viver.

A redescoberta do mundo, de Thrity Umrigar
01/01/2016 às 10:00 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
Com a febre das ideologias pulsando no coração, as jovens universitárias Armiti, Lalech, Kavita e Nishta sonhavam mudar o mundo. Amigas inseparáveis, elas lideraram inclusive movimentos estudantis em Bombaim, na Índia, nos anos 70. A história da Redescoberta do mundo é mais um forte romance da escritora indiana Thrity Umrigar.

O tempo passou e cada uma seguiu o seu caminho. Até que Armaiti decidiu reunir as quatro amigas pela última vez. A vontade foi manifestada através de um telefonema feito nos Estados Unidos para contar também que estava com poucos meses de vida e tocar nas emoções e sentimentos reprimidos de todas elas.


Safiya: a nigeriana que sensibilizou o mundo
13/11/2015 às 16:00 | Maristela Benedet - maristela.benedet@canalicara.com
A infância alegre com brincadeiras entre amigas de Safiya Hussain Tungar Tudu e lições do alcorão foi interrompida bruscamente aos 13 anos para um casamento arranjado. Nascida na vila Tungar Tundu, na Nigéria, a esperta menina aceitou resignada o destino como um desejo de Alá. Mas não imaginava que as dificuldades estariam apenas no começo. Toda a história de luta pela própria vida virou o livro Eu, Safiya – A história da nigeriana que mudou o mundo redigido pelo jornalista italiano Raffaele Masto.

Com 16 anos e quatro filhos, Safiya sofreu com a morte de duas crianças e o abandono do marido. Após mais dois casamentos infelizes e três novos filhos, decidiu não casar mais. Todavia, aos 34 anos, uma nova paixão e as falsas promessas de casamento resultaram em gravidez e na sentença mais cruel da lei islâmica às mães solteiras: a morte por apedrejamento. O sorriso da pequena Adama, a filha do pecado, a contratação de um advogado e a repercussão internacional foram fundamentais para manter a esperança.


*Maristela Benedet é colaboradora do Canal Içara, tem formação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo desde 1996, atua na área e nas horas de lazer dedica-se a leitura