Canal Içara

Canal Içara

16 de novembro de 2018 - 23:09
Aprenda a dizer mais Não
05/06/2018 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
O NÃO é uma palavrinha pequena, mas com grande importância. É capaz de mudar destinos, de dar um basta, de impor limites, negar situações, às vezes até evitar problemas seríssimos. Mas a falta do não pode também ser a causa de muitos problemas ou sintoma de um problema que já existe. Embora pareça simples dizer “Não” para algumas pessoas, nem sempre é fácil e às vezes é impossível.

Muitas pessoas vivem prejudicadas emocionalmente, financeiramente e em alguns casos até fisicamente pela gritante dificuldade de dizer não. Vamos imaginar que você não consegue dizer não a comida. Certamente a obesidade te espera. No caso das compras, as dívidas são consequências que provavelmente terá que arcar. Como dizer não se a melhor amiga pediu para buscá-la e você não pode?

É muito importante lembrar que quando dizemos não a alguém trazemos a tona o senso de realidade e limites. Mas então qual é o motivo dificuldade de dizer não? Será que dizer não significaria perder o título de boazinha? Não necessariamente, dizer sim pra tudo não é sinônimo de bondade, mas na maioria das vezes essa dificuldade é decorrente da baixa estima, timidez ou a incapacidade de aceitar as próprias limitações e impor limites.

Muitas pessoas não dizem não por medo de se colocarem em primeiro lugar e se sentirem culpadas em não agradar o outro. Elas acreditam que para serem amadas não podem se posicionar de forma contrária nem colocar limites nas relações.


Dicas para vencer a dificuldade

Trabalhe sua timidez, experimente expor suas ideias e motivos.
Não tenha medo da rejeição; Aceite-se;
Não busque elogios e reconhecimento externo, valorize a si mesmo;
Confie em si mesmo e respeite seus limites;
Liberte-se do hábito de se comparar com outras pessoas,
Evite a competitividade em excesso;
Aprenda a lidar com críticas;
Acredite que você é capaz;
Avalie o que realmente te faz bem;
Não seja tão perfeccionista e exigente consigo mesmo;
Aprenda a reconhecer as próprias vitórias, limites e principalmente seus direitos;
Lembre-se que é impossível agradar a todos.


Quem você pensa que é?
19/04/2018 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todos nós quando nos apresentamos a alguém definimos características que acreditamos ter. Mesmo sem se dar conta, revelamos quem pensamos ser através da fala e do comportamento que é o reflexo das emoções e pensamentos que temos. Muitas pessoas levam uma vida sem propósitos claros e objetivos definidos por terem a respeito de si crenças negativas e pensamentos destrutivos que amparam um adoecimento psíquico e um fracasso nas realizações. Para ser uma pessoa realizada e mais feliz é necessário uma mente livre das terríveis toxinas emocionais causadas pelos pensamentos negativos.

A verdadeira mudança começa na mente. Você sabia que você é quem pensa ser? A ciência já provou que seu pensamento define seus comportamentos, emoções e sentimentos. Então avalie quem você pensa que é, utilize um filtro em sua mente sendo cauteloso em seus pensamentos. Aqui vai algumas dicas de como fazer isso:

- Não perca tempo se auto criticando , se percebe que precisa mudar busque alternativas de mudança ao invés de alimentar ciclos de exigência e punição;
- Valorize o que você tem de bom e reconheça seus valores as pessoas não vão te valorizar se você não se valorizar;
- Não fique expondo suas dificuldades para pessoas que não estão dispostas a te ajudar . Se percebe fragilidades busque ajuda profissional,ou de pessoas dispostas a te acolher sem te julgar;
- Alimente sua mente com bons pensamentos e respeite seus limites, e também o limite das outras pessoas;
- Afirme para si mesmo quais seus objetivos e características;
- Avalie os fatos e não crie expectativas mirabolantes , mas valorize o hoje;.
- Não sustente uma vida de aparência, a verdade sempre é a melhor escolha;
- Pense sobre coisas que você aprecia que pode te tornar mais feliz ou fazer alguém mais feliz;
- Não se compare com outras pessoas, somos diferentes uns dos outros mas isso não nos desqualifica;
- Pense sobre as coisas simples e importantes você tem em sua vida, o segredo de uma mente saudável pode estar nos pequenos detalhes que trazem prazer.


Quando o amor pode complicar a vida dos filhos
05/04/2018 às 08:58 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Crianças com deficiência precisam constantemente lidar com limites próprios e superar obstáculos. Normalmente são submetidas desde muito cedo a um tratamento reabilitador com uma equipe multidisciplinar, composta, geralmente, por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, médicos e pedagogos. Mas verdadeiramente quem mais lida com essas crianças são os pais e a família.

No contato com profissionais da saúde e da educação a família passa a receber orientações quanto aos cuidados necessários. Mas o primeiro impacto ao saber que o filho precisará lidar com alguma deficiência é de fato um grande choque emocional extremamente significante e sentimentos dolorosos que podem ser comparado ao luto. É indicado que os pais recebam apoio terapêutico nesse momento, entretanto, isso nem sempre acontece e os prejuízos aparecem em seguida.

O medo e a insegurança para lidar com a deficiência do filho gera nos pais o desejo de querer evitar, a todo custo, que o filho viva situações que vão deixá-lo triste ou vulnerável. E é aí que a superproteção aparece, misturando a identidade dos pais ou cuidadores com a identidade do filho deficiente e gerando dependência emocional mútua e prejuízos. A superproteção traz consequências negativas que podem impedir que as crianças amadureçam e desenvolvam. Além disso, ameaçam ainda mais a autoestima, obtendo o efeito oposto ao desejado.

Esse comportamento pode acabar gerando estresse nos filhos e nos pais em vez de aliviá-los e de maneira alguma garante a felicidade de ambos. Pais superprotetores podem limitar mais o filho do que a própria deficiência e ambos podem sofrer de ansiedade e depressão por conta disso. A criança deficiente possui limitações sim! Mas também possui valor e capacidades que às vezes são diferentes e limitadas, mas estão presentes. E para descobrir isso a criança precisará de espaço e apoio.

As respostas e soluções nem sempre estão nos pais e as crianças precisam experimentar suas próprias competências e limitações .E os pais precisam abrir mão da superproteção para que isso seja possível de forma saudável. É bom lembrar que todo cuidador precisa de cuidados também e a terapia é uma boa alternativa pra isso.


Você sabe diferenciar medo e fobia?
22/03/2018 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todos em algum momento da vida já sentiram - ou vão sentir - medo. É um estado emocional que surge como resposta a uma situação de eventual perigo, ou seja, é um mecanismo de defesa para lidar com ameaças a segurança ou a vida de alguém. Portanto, é uma sensação de alerta importante para a sobrevivência.

Quando estamos com medo o nosso corpo pode apresentar um aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular. Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga.

Já a fobia sai do patamar da normalidade do medo (confronto ou fuga) e parte para uma reação de pavor ou terror em ansiedade extrema, sendo um medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que, mesmo assim, provoca desespero e ansiedade extrema.

A fobia costuma ter de longa duração, provocando intensas reações físicas e psicológicas e precisa de tratamento para não comprometer a vida do sujeito. A psicoterapia que utiliza a abordagem da terapia cognitiva comportamental costuma ter melhores resultados no tratamento, mas em alguns casos necessário também a utilização de medicações.

Doze Fobias curiosas

Amaxofobia: Medo de dirigir
Ablutofobia — medo de tomar banho;
Anuptafobia — medo de ficar solteiro (a);
Batofobia — medo de alturas ou ficar fechado em edifícios altos;
Cainofobia ou cainotofobia — medo de novidades;
Entomofobia — medo de insetos;
Gamofobia — medo de casar;
Gerascofobia — medo de envelhecer;
Glossofobia — medo de falar ou tentar falar em público;
Hipengiofobia ou hipegiafobia — medo de responsabilidade;
Iatrofobia — medo de ir ao médico;
Lissofobia — medo de ficar louco


Quatro passos para ajudar na disciplina
23/02/2017 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todas as pessoas bem sucedidas trazem consigo uma característica peculiar e primordial que evidenciam o caminho cheio de regras que utilizaram para chegar ao topo. Sim! Estou falando nada mais nada menos do que de disciplina, o segredinho de um futuro bem sucedido. Essa característica não está entre as preferidas das pessoas, pois, apesar de visualizar grandes alvos, exige renúncias.

A disciplina é uma das qualidades mais difíceis de serem desenvolvidas, principalmente porque vivemos num mundo tão cheio de estímulos que no dia a dia acaba sendo comum trocar prioridades por distrações. Vão cometendo pequenos erros que resultam a longo prazo em grandes prejuízos. Ter disciplina é ter capacidade de se manter focado nas tarefas necessárias para concretização de uma meta sem se desviar e sem perder a motivação.

Dicas úteis para pessoas indisciplinadas

Estabeleça metas a serem alcançadas e as escreva. Se possível cole na parede do quarto ou em um lugar onde frequentemente você as veja. Seja objetivo e claro.

Crie regras para alcançar sua meta e não as negocie jamais! Nem mesmo naquele dia em que o desanimo bater, a tentação surgir ou o corpo estiver cansado.

Descubra o Poder do “Não” para os outros e principalmente para si.

Troque os pequenos erros pelos pequenos acertos. Com o passar do tempo isso transformará sua vida.


*Thais Vilas Boas é formada em Psicologia e coordenadora do Projeto Amadas.