Canal Içara

Canal Içara

27 de maio de 2018 - 20:45
Quem você pensa que é?
19/04/2018 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todos nós quando nos apresentamos a alguém definimos características que acreditamos ter. Mesmo sem se dar conta, revelamos quem pensamos ser através da fala e do comportamento que é o reflexo das emoções e pensamentos que temos. Muitas pessoas levam uma vida sem propósitos claros e objetivos definidos por terem a respeito de si crenças negativas e pensamentos destrutivos que amparam um adoecimento psíquico e um fracasso nas realizações. Para ser uma pessoa realizada e mais feliz é necessário uma mente livre das terríveis toxinas emocionais causadas pelos pensamentos negativos.

A verdadeira mudança começa na mente. Você sabia que você é quem pensa ser? A ciência já provou que seu pensamento define seus comportamentos, emoções e sentimentos. Então avalie quem você pensa que é, utilize um filtro em sua mente sendo cauteloso em seus pensamentos. Aqui vai algumas dicas de como fazer isso:

- Não perca tempo se auto criticando , se percebe que precisa mudar busque alternativas de mudança ao invés de alimentar ciclos de exigência e punição;
- Valorize o que você tem de bom e reconheça seus valores as pessoas não vão te valorizar se você não se valorizar;
- Não fique expondo suas dificuldades para pessoas que não estão dispostas a te ajudar . Se percebe fragilidades busque ajuda profissional,ou de pessoas dispostas a te acolher sem te julgar;
- Alimente sua mente com bons pensamentos e respeite seus limites, e também o limite das outras pessoas;
- Afirme para si mesmo quais seus objetivos e características;
- Avalie os fatos e não crie expectativas mirabolantes , mas valorize o hoje;.
- Não sustente uma vida de aparência, a verdade sempre é a melhor escolha;
- Pense sobre coisas que você aprecia que pode te tornar mais feliz ou fazer alguém mais feliz;
- Não se compare com outras pessoas, somos diferentes uns dos outros mas isso não nos desqualifica;
- Pense sobre as coisas simples e importantes você tem em sua vida, o segredo de uma mente saudável pode estar nos pequenos detalhes que trazem prazer.


Quando o amor pode complicar a vida dos filhos
05/04/2018 às 08:58 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Crianças com deficiência precisam constantemente lidar com limites próprios e superar obstáculos. Normalmente são submetidas desde muito cedo a um tratamento reabilitador com uma equipe multidisciplinar, composta, geralmente, por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, médicos e pedagogos. Mas verdadeiramente quem mais lida com essas crianças são os pais e a família.

No contato com profissionais da saúde e da educação a família passa a receber orientações quanto aos cuidados necessários. Mas o primeiro impacto ao saber que o filho precisará lidar com alguma deficiência é de fato um grande choque emocional extremamente significante e sentimentos dolorosos que podem ser comparado ao luto. É indicado que os pais recebam apoio terapêutico nesse momento, entretanto, isso nem sempre acontece e os prejuízos aparecem em seguida.

O medo e a insegurança para lidar com a deficiência do filho gera nos pais o desejo de querer evitar, a todo custo, que o filho viva situações que vão deixá-lo triste ou vulnerável. E é aí que a superproteção aparece, misturando a identidade dos pais ou cuidadores com a identidade do filho deficiente e gerando dependência emocional mútua e prejuízos. A superproteção traz consequências negativas que podem impedir que as crianças amadureçam e desenvolvam. Além disso, ameaçam ainda mais a autoestima, obtendo o efeito oposto ao desejado.

Esse comportamento pode acabar gerando estresse nos filhos e nos pais em vez de aliviá-los e de maneira alguma garante a felicidade de ambos. Pais superprotetores podem limitar mais o filho do que a própria deficiência e ambos podem sofrer de ansiedade e depressão por conta disso. A criança deficiente possui limitações sim! Mas também possui valor e capacidades que às vezes são diferentes e limitadas, mas estão presentes. E para descobrir isso a criança precisará de espaço e apoio.

As respostas e soluções nem sempre estão nos pais e as crianças precisam experimentar suas próprias competências e limitações .E os pais precisam abrir mão da superproteção para que isso seja possível de forma saudável. É bom lembrar que todo cuidador precisa de cuidados também e a terapia é uma boa alternativa pra isso.


Você sabe diferenciar medo e fobia?
22/03/2018 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todos em algum momento da vida já sentiram - ou vão sentir - medo. É um estado emocional que surge como resposta a uma situação de eventual perigo, ou seja, é um mecanismo de defesa para lidar com ameaças a segurança ou a vida de alguém. Portanto, é uma sensação de alerta importante para a sobrevivência.

Quando estamos com medo o nosso corpo pode apresentar um aumento do batimento cardíaco, a aceleração da respiração e a contração muscular. Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga.

Já a fobia sai do patamar da normalidade do medo (confronto ou fuga) e parte para uma reação de pavor ou terror em ansiedade extrema, sendo um medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que, mesmo assim, provoca desespero e ansiedade extrema.

A fobia costuma ter de longa duração, provocando intensas reações físicas e psicológicas e precisa de tratamento para não comprometer a vida do sujeito. A psicoterapia que utiliza a abordagem da terapia cognitiva comportamental costuma ter melhores resultados no tratamento, mas em alguns casos necessário também a utilização de medicações.

Doze Fobias curiosas

Amaxofobia: Medo de dirigir
Ablutofobia — medo de tomar banho;
Anuptafobia — medo de ficar solteiro (a);
Batofobia — medo de alturas ou ficar fechado em edifícios altos;
Cainofobia ou cainotofobia — medo de novidades;
Entomofobia — medo de insetos;
Gamofobia — medo de casar;
Gerascofobia — medo de envelhecer;
Glossofobia — medo de falar ou tentar falar em público;
Hipengiofobia ou hipegiafobia — medo de responsabilidade;
Iatrofobia — medo de ir ao médico;
Lissofobia — medo de ficar louco


Quatro passos para ajudar na disciplina
23/02/2017 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Todas as pessoas bem sucedidas trazem consigo uma característica peculiar e primordial que evidenciam o caminho cheio de regras que utilizaram para chegar ao topo. Sim! Estou falando nada mais nada menos do que de disciplina, o segredinho de um futuro bem sucedido. Essa característica não está entre as preferidas das pessoas, pois, apesar de visualizar grandes alvos, exige renúncias.

A disciplina é uma das qualidades mais difíceis de serem desenvolvidas, principalmente porque vivemos num mundo tão cheio de estímulos que no dia a dia acaba sendo comum trocar prioridades por distrações. Vão cometendo pequenos erros que resultam a longo prazo em grandes prejuízos. Ter disciplina é ter capacidade de se manter focado nas tarefas necessárias para concretização de uma meta sem se desviar e sem perder a motivação.

Dicas úteis para pessoas indisciplinadas

Estabeleça metas a serem alcançadas e as escreva. Se possível cole na parede do quarto ou em um lugar onde frequentemente você as veja. Seja objetivo e claro.

Crie regras para alcançar sua meta e não as negocie jamais! Nem mesmo naquele dia em que o desanimo bater, a tentação surgir ou o corpo estiver cansado.

Descubra o Poder do “Não” para os outros e principalmente para si.

Troque os pequenos erros pelos pequenos acertos. Com o passar do tempo isso transformará sua vida.


Nem sempre é falta de sorte
26/01/2017 às 11:00 | Thais Vilas Boas - thais.vilas@canalicara.com
Quando você para pra pensar nas coisas que deram errado, qual a reação? Se for uma frustração limitadora, é melhor entender que nem sempre é culpa da vida ou da falta de sorte. Os resultados negativos podem ser consequência de um comportamento reproduzido constantemente sem nem mesmo perceber.

Se no primeiro empecilho você desistir, jamais alcançará sucesso. As dificuldades são oportunidades de superação diárias. E às vezes estão ali para sinalizar uma necessidade de evolução e mudança. Não desista facilmente. O medo também é absolutamente normal diante dos riscos que isso representa. Mas não pode ser desmotivador.

O resultado depende de tentativa! E jogar a culpa nos outros não adianta. Estas justificativas também são formas de auto-sabotagem. Colocar a culpa em alguém representa a isenção de responsabilidade e consequentemente a falta de aprendizagem. Não evoluir não muda nada. Ao invés de vítima, é melhor ser autor da própria vida e consciente das próprias escolhas.


*Thais Vilas Boas é formada em Psicologia e coordenadora do Projeto Amadas.