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Política | 22/09/2026 | 15:58

Legislativo recebe apresentação de estudo sobre a fauna silvestre de Içara

Pesquisa com armadilhas fotográficas revela espécies raras no município e reforça a importância da preservação da biodiversidade.

Redação

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A fauna silvestre içarense foi apresenta pelo biólogo Vitor Rosauro Bastos, no espaço do horário político da sessão ordinária desta segunda-feira, dia 21, na Câmara Municipal. O biólogo realiza pesquisas com mamíferos desde 2020, utilizando monitoramento com 28 armadilhas fotográficas no sul de SC.

O objetivo não é apenas registrar animais, mas reconstruir a relação da população com a fauna nativa da região e utilizando esse material com foco na educação. Em Içara ele realiza pesquisas nas áreas das comunidades de Esperança, Poço Oito, Terceira Linha, Ponta do Mato, Nossa Senhora de Fátima e Demboski. “Içara tem áreas de mata ainda bem preservadas, com muita biodiversidade”, afirmou.

Segundo Vitor Bastos a região abriga espécies importantes da fauna brasileira, entre elas o gato-maracajá, gato-do-mato-pequeno, ouriço, lontra, macaco-prego, bugio, quati, tamanduá-mirim, tatu-do-rabo-mole-grande, araponga e cachorro-do-mato. “Eu nunca ganhei nada para fazer esse trabalho, são animais difíceis de filmar, foi um trabalho que eu fiz sozinho, indo na mata, conhecendo as pessoas, botando minhas câmeras de pesquisa que muitas foram roubadas até por caçadores”, comentou.

Na oportunidade foram apresentadas filmagens dos animais silvestres captadas pelas câmeras do biólogo. “Pela primeira vez eu filmei na minha pesquisa no sul de Santa Catarina o esquilo, e foi aqui em Içara na região do Rio Esperança. O esquilo é um animal que existe aqui no sul de Santa Catarina, mas é muito raro”, informou Bastos. “No bairro Demboski encontrei um dos primatas mais ameaçados do mundo, o bugio, que hoje infelizmente na região é raríssimo, fiquei muito surpreso desse animal ainda existir na localidade”, completou o pesquisador.

Ele ressaltou os desafios encontrados pela biodiversidade como poucas áreas protegidas, rodovias que não possuem passagens de segurança para a fauna, atropelamentos constantes, caça ilegal e educação ambiental ainda pouco valorizada no Brasil. Sendo necessário proteger e conectar os remanescentes florestais, acompanhar os impactos de obras, rodovias, loteamento e planejar passagens de fauna, pois são muitos animais atropelados que acabam morrendo. “Içara é o município do Sul que mais promove educação ambiental, a Fundai faz um trabalho na educação muito legal com palestras nas escolas”, destacou Bastos.

O pesquisador também possui no instagram (@faunativacriciuma), com conteúdo científicos e audiovisual da fauna catarinense e realiza palestras em escolas.