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20 de outubro de 2020 - 09:51
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Poliana Vicente: uma história de fé compartilhada com familiares e amigos
07/09/2020 às 23:37 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Adriana da Silva
Aos 34 anos, Poliana Vicente tem grandes motivos para viver. Além da família, ela demonstrou o quanto é amada por amigos. Foram dias de angústia, mas a fé nunca faltou. Só cresceu. A corrente de orações começou com o acompanhamento da família em visitas, algumas delas, motivadas pela possibilidade de ser o último dia devido as consequências da covid-19. Há situações, entretanto, em que a medicina não explica. Após 46 dias na terapia intensiva no Hospital São José de Criciúma – dos quais 42 entubada – a jovem recebeu alta do setor no domingo, dia 6. Para todos, foi um milagre.

O quadro de Poliana começou com alguns picos de tosse, evoluiu para vômito, dores musculares e, após dois dias, picos de febre. Ao procurar a primeira assistência médica, ela teve diagnóstico de virose. Mas a febre aumentou e veio junto com muita falta de ar. “Levamos para fazer o teste no laboratório e constataram o vírus. Logo já deu entrada no Hospital São José, subindo para a UTI no dia seguinte, em menos de 24h, pois o caso já tinha se agravado muito e o pulmão estava 70% comprometido. Ela poderia vir a óbito a qualquer momento quando a entubaram”, lembra a mãe Marilza Nascimento Vicente.

Corrente de orações continua

As orações na janela do hospital começaram tímidas, cresceram e impulsionaram a fé da família. “Íamos todas as tardes fazer oração diante do Santíssimo. Uma noite que ela estava muito ruim, e nós muito angustiados, minha filha mais nova e o genro sentiram necessidade de ir até o hospital rezar e assim foram de madrugada. No dia seguinte nós iríamos entrar na UTI e mais duas amigas sentiram necessidade de ir conosco também. Fomos em cinco pessoas. Logo eram sete, 10, alguns dias foi apenas a família, outros em 30 pessoas”, diz a mãe.

“Foi o que nos acalentou neste momento tão difícil. Foi uma corrente de orações muito grande, de diferentes denominações religiosas. Em momento algum pensamos que iriamos perder ela, mesmo com os médicos nos informando que não tinham mais recursos e que as sequelas poderiam ser muito sérias”, indica. Entre as poucas visitas que teve, Poliana recebeu o seu guia espiritual, o padre José Juan. Após sentir em seu coração a necessidade de deslocar-se de Caçador, ele passou algumas horas em reza no hospital. Dois dias depois o quadro começou a mudar. A sedação foi retirada e as respostas aos estímulos surpreenderam.


Ainda debilitada, Poliana segue agora em leito clínico. Ela respira com ajuda, mas já consegue falar. As correntes de orações continuam, a partir deste momento, na expectativa pelo retorno para a casa e muito em breve para que a voz angelical possa voltar a transmitir palavras de fé em forma de música. À espera dela estão Davi, de 11 anos, e Helena, que completou um ano enquanto a mãe lutava pela vida. “Será uma recuperação lenta, mas logo ela estará 100%”, vislumbra Marilza.

Na UTI seguirá ainda a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que esteve ao lado da paciente e ganhou um espaço próprio. “Chegou até nós um lenço e depois uma imagem, que ficou com ela na UTI e ainda permanece no setor, agora em um altar. Com certeza ela intercedeu muito”, testemunha Marilza. “Parabenizamos e agradecemos toda a equipe do Hospital São José. Foram instrumentos na mão de Deus e não desistiram da Poliana. Estarão sempre também em nossas orações”, pontua.
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