logo logo

Curta essa cidade!

HUB #IÇARA

Venha fazer também a diferença!

Comunicação + Conteúdo + Conexões

Acessar

Economia | 18/05/2026 | 13:00

Andreia Limas: Setores econômicos apresentam crescimento no primeiro trimestre

Produção industrial teve expansão de 3,1%, o volume de serviços expandiu 2,3%, o varejo restrito registrou crescimento de 2,4% e o ampliado acumulou alta de 1,9%

Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com

Compartilhar:

Em que pesem a instabilidade política e as incertezas sobre os rumos do país, os números do primeiro trimestre foram positivos para os principais setores econômicos, mostrando que a economia brasileira avança mesmo diante de um cenário ainda de juros altos e fatores internos e externos que seguram o consumo.

No acumulado do ano, a produção industrial teve expansão de 3,1%, o volume de serviços expandiu 2,3%, o varejo restrito registrou crescimento de 2,4% e o ampliado acumulou alta de 1,9%, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.

Indústria
A produção industrial registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo, ao mostrar variação positiva de 0,1% na passagem de fevereiro para março. No período, o setor acumula expansão de 3,1%.

Com esses resultados, a produção industrial se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Comparação
Em relação a março do ano anterior, a indústria expandiu 4,3%, após recuar 0,7% em fevereiro e avançar 0,2% em janeiro de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção.

A média móvel trimestral em março mostrou alta de 1,0% frente ao nível da média móvel trimestral do mês anterior.

Avanço
Na passagem de fevereiro para março de 2026, as quatro grandes categorias econômicas e 8 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e produtos químicos.

Recuo
Por outro lado, entre as 16 atividades que mostraram recuo na produção, bebidas e máquinas, aparelhos e materiais elétricos exerceram as principais influências na média da indústria. Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis, confecção de artigos do vestuário e acessórios, entre outros.

Serviços
O volume de serviços do país recuou 1,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior, após estabilidade em fevereiro. A queda foi acompanhada por todas as cinco atividades investigadas. Em relação a igual mês de 2025, o volume de serviços teve expansão de 3,0%, seu 24º resultado positivo consecutivo.

Transporte
O principal destaque negativo foi o segmento de transportes, com recuo de 1,7% em março, influenciado sobretudo pelo transporte rodoviário de cargas e transporte aéreo de passageiros.

As demais quedas vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares; de informação e comunicação; dos outros serviços; e dos serviços prestados às famílias.

Acumulado
Apesar do recuo em março, no acumulado do ano o volume de serviços expandiu 2,3% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos 12 meses aumentou 2,8%, assinalando a taxa menos intensa desde outubro de 2024 (2,7%).

Em comparação com março de 2025, o volume do setor de serviços teve expansão de 3,0% este ano. O avanço foi acompanhado por quatro das cinco atividades pesquisadas e contou com crescimento em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.

Comércio
O volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,5% em março, frente a fevereiro, na série sem influências sazonais. Com o desempenho, o varejo restrito registrou crescimento de 2,4% e o ampliado acumulou alta de 1,9% no primeiro trimestre.

Na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista cresceu 4,0%. Todas as oito atividades pesquisadas acompanharam o crescimento.

Inflação
Em termos de inflação, já conhecemos o índice do primeiro quadrimestre. O acumulado chegou a 2,60%, mesmo que em abril (0,67%) tenha desacelerado em relação ao resultado de março (0,88%). O IPCA dos últimos 12 meses ficou em 4,39%.

Influência
Com taxa de 1,34%, o grupo alimentos e bebidas respondeu por 0,29 ponto percentual na inflação de abril, enquanto no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16 p.p. no índice do mês.

O subitem com maior impacto individual foi a gasolina, que desacelerou de 4,59%, em março, para 1,86%, em abril, e representou 0,10 p.p. do indicador.

Alimentação
No mês passado, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%.

INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC teve alta de 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo do resultado observado em março (0,91%). No ano, o INPC acumula alta de 2,70% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,11%. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,48%. O INPC abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos.

De olho
Nesta semana, vamos ficar de olho na divulgação dos Indicadores Econômicos do Brasil 2025, que apresenta, em um único informativo, os principais dados econômicos conjunturais das pesquisas do IBGE e como eles contribuem para a interpretação da realidade econômica brasileira.