Economia | 01/03/2022 | 10:20
Celesc quer acelerar obras na Via Rápida
Estimativa da empresa é reduzir de dez para seis meses o prazo de conclusão dos serviços para iluminação da rodovia
Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
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Após vencer os trâmites burocráticos, judiciais e até a escassez de materiais, as obras para a iluminação da Via Rápida foram iniciadas em fevereiro, com previsão de término em dez meses, conforme o contrato assinado entre a vencedora da licitação e a Celesc. Mas a intenção da distribuidora de energia elétrica é reduzir o prazo para a conclusão dos serviços no trecho entre Criciúma e a BR-101, em Içara.
“A nossa expectativa é de que a obra seja finalizada em até seis meses, exceto algum problema que possa acontecer, como um material que eventualmente não chegue, visto que a demanda hoje é maior que a oferta pela pandemia. Mas esperamos que até a metade do ano tenhamos a Via Rápida toda iluminada”, estima o presidente da companhia, Cleicio Poleto Martins, que vistoriou as obras na semana passada.
“Toda a extensão da rodovia Aristides Bolan, de mais de 12 quilômetros, será iluminada com lâmpadas de LED e essa iluminação vai dar mais segurança não só à população de Criciúma e Içara, mas a todos que transitam pela região”, acrescenta.
Com a proposta de executar a construção da rede subterrânea de distribuição de energia, a colocação dos postes e luminárias, entre outros serviços, por R$ 6,44 milhões, a Santa Rita Comércio e Instalações Ltda., empresa sediada em Florianópolis, venceu a licitação promovida em agosto do ano passado.
Custeio
O investimento para as obras ocorrerá mediante convênio entre a Celesc e o Governo do Estado, com recursos oriundos do Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), sem contrapartida dos municípios. No entanto, quando o sistema estiver em operação, os custos com a iluminação serão cobertos proporcionalmente pelos municípios de Criciúma e Içara.
“Já assinamos os convênios com as prefeituras e o pagamento dessa energia elétrica vai vir na conta dos consumidores, pela Cosip. Será em torno de R$ 50 mil mensais, a ser divididos por uma população de mais de 230 mil pessoas. Vai ser um valor mínimo”, considera o presidente da Celesc. Posteriormente, a manutenção do sistema também será de competência dos municípios.
Quase cinco anos no escuro
A Via Rápida foi inaugurada no final de 2017, mas a iluminação não estava prevista no projeto original. “Quando assumimos a Celesc, essa demanda veio através de alguns deputados da região. Naquele momento, em 2019, iniciamos o projeto, mas no ano seguinte veio a pandemia, o que causou atrasos em todos os projetos. Ultimamente, as nossas licitações têm sido tão vultuosas que não estamos conseguindo empreiteiras para realizar as obras”, justifica Cleicio.


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