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Panorama Esportivo: Essa violência até quando?
E não dá para aceitar que torcedores inocentes continuem pagando um alto preço por atos de criminosos
11/03/2022 às 13:29 | Miguel Ramos
Peço desculpas aos amigos, porém essa semana vou abordar um tema que está tomando conta não só do futebol brasileiro, mas no mundo todo... a violência de boa parte dos torcedores! Agressões sem precedentes, sejam elas contra jogadores, entre torcedores do mesmo time, e torcidas de clubes adversários que estão extrapolando todos os limites possíveis e aceitáveis. Todos nós sabemos que o futebol é o esporte que mais mexe com os sentimentos da população, em determinadas cidades quando um time ganha, a cidade está tranquila, quando perde um sinal de alerta é ligado. É assim, mas não deveria.

Só nesse ano podemos listar o ataque de torcedores do Bahia contra o ônibus do próprio time, tivemos também o ataque ao ônibus do Grêmio, nas proximidades do estádio do Beira Rio, a invasão dos torcedores do Paraná Clube, chegando as vias de fato contra os jogadores dentro do gramado da Vila Capanema, indo um pouquinho mais longe, os noticiários mostraram a batalha campal sem precedentes no futebol mexicano, em que algumas agências de notícias chegaram a noticiar mais de quinze mortos, o governo mexicano nega o número de mortos. Pela tamanha proporção que o caso ganhou, podemos ter e acredito que realmente teremos um belo exemplo de punições ao clube e aos seus torcedores.

Essa violência é de tamanha burrice que tem certas coisas que chegam a ser difíceis de entender e aceitar, no final de semana passado, o jogo entre Vasco da Gama e Flamengo realizado no Rio de Janeiro, o que mais se ouviu falar, além das polêmicas de arbitragem, foram os confrontos entre as torcidas ocorridos longe do estado do Rio de Janeiro.

Quem é que não se lembra do confronto entre torcedores do Criciúma e Avaí em 2008, após a bomba arremessada na arquibancada do Criciúma que decepou a mão do torcedor Ivo Costa? Mesmo se passando 14 anos, eu continuo afirmando que o Criciúma perdeu a oportunidade de dar exemplo ao mundo, quando a bomba foi arremessada, o portão da saída dos visitantes deveria ser fechado, havia policiais para isso. Portões fechados, liberação somente após a identificação do responsável ou dos responsáveis que deixariam o estádio presos. Quando não se toma uma atitude imediata, uma abertura é dada para que tais atitudes continuam a ser praticadas pelos mesmos autores e propiciam a coragem para que novos bandidos, que se intitulam torcedores surjam e comecem a aterrorizar principalmente inocentes que não tem nada a com situação.

Eu mesmo, junto com alguns amigos estávamos de saída do estádio do Morumbi em 2014, fomos acompanhar o empate entre São Paulo e Criciúma, quando fomos abordados por integrantes de uma torcida organizada são paulina nos obrigando a entregar a bandeira e faixa que levamos para apoiar o nosso Criciúma. O ex gerente de futebol do Criciúma, Preto, estava conosco foi obrigado a comprar uma camisa do clube paulista para evitar problemas na saída do jogo. No estádio havia 46 mil torcedores são paulinos e perto de 100 torcedores do Tigrão, não existe rivalidade alguma entre esses dois clubes, e perguntamos qual era o motivo para que fôssemos abordados, a resposta foi direta: fizeram a mesma coisa conosco lá em Criciúma!

Não existe torcida santa no futebol, o que não dá para aceitar é que torcedores inocentes continuem pagando um alto preço praticados muitas vezes pela covardia desses bandidos, falso torcedores! Continuo me perguntando: Até Quando?
Miguel Ramos é bibliotecário, arquivista e cronista esportivo, apaixonado por esportes, amante do rádio e louco por informações esportivas!
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