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Alunos sem aula no Melchíades
13/03/2010 às 10:36 | João Henrique Brandão (Jornal do Rincão) - jornalrincao@gmail.com
São vários os problemas que colocam a qualidade do ensino na E.E.B Melchíades Bonifácio Espíndola, do Balneário Rincão, em questionamento. Faltam professores, materiais escolares e até diretor. Na tentativa de reverter a situação, profissionais que atuam na instituição estadual convocaram uma reunião com a Gerência Regional de Educação (Gered) na ultima quarta-feira, dia 10. Como resposta, obtiveram que o caso será estudado. “Temos as salas lotadas. Inclusive com alunos especiais que sentem a falta de um professor a mais para dar atenção”, declara a professora Lidiana dos Santos Lino.

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O problema mais grave apontado no encontro foi a falta de professores. Segundo a Diretoria, falta professor na 2° e 4° série, além de um profissional em Português, Artes e Educação Física para algumas turmas. O aluno da 2° ano, Rodrigo Henrique, conta que ainda não teve também aula de Inglês neste ano. “Viemos para estudar e ficamos de bobeira. Com certeza isso nos prejudicará no futuro”, afirma.

Outra reclamação é a falta de um diretor na escola. “O ex-diretor Marcel Marcílio Zilli foi exonerado e agora é assessor de Direção”, explica a professora Lidiana. Mas, as reclamações não param por aí. Segundo a professora Maria Canever, falta estrutura. "As salas estão sem cortinas, sem ventiladores. Isso é uma reivindicação antiga, que sempre que é cobrada, a resposta é a mesma: estamos fazendo orçamento”, reclama. O descaso atinge ainda a área da segurança, em que há somente um funcionário para quase 1 mil alunos.

O professor de Educação Física, José Luiz Vicente, aponta a falta de atenção com o fornecimento de materiais esportivos. Segundo ele, a escola dispõe de apenas duas bolas de vôlei. Ambas estão em situação precária. Ainda há somente uma bola de basquete e os aros necessários para o jogo já quebraram há muito tempo. Além disso, o ginásio está abandonado e necessita de urgentes reparos. "Não tenho condições de dar aula para os alunos do ensino médio. Quem sai prejudicado com isso são os estudantes. Quero ver quem vai pagar por esse prejuízo pedagógico", argumenta o professor.

Em relação à terceirização da merenda, os professores relatam mais um problema. Para os alunos, eles aprovam a qualidade do serviço. Contudo, reclamam que não tem direito a se alimentar da mesma comida. “Tem professores que saem de casa às 6h e retornam só depois das 18h. Não podemos nos alimentar com a merenda. E, o que sobra é jogado fora", reclama Lidiana. Segundo ela, até a água bebida é paga por eles.

"Estaremos em cima da direção atual e da próxima que virá para que a escola funcione do jeito que tem que ser", completa a professora Lidiane. Os professores pedem a colaboração das lideranças e da comunidade, para que interfiram nesta situação. Ao ser informado sobre os problemas na escola, o deputado estadual Décio Góes (PT), preferiu ver de perto a instituição na manhã de sexta-feira, dia 12. E, prometeu levar o caso para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

"Provavelmente o Secretário da Educação não deve saber da situação da escola. Creio que nenhum governante em sã consciência queira que a Educação chegue a essa situação". Décio ainda se comprometeu a levar essas reivindicações ao Secretário da Educação de Santa Catarina. "A comunidade precisa se unir à escola nesses casos. Precisa-se falar com a APP (Associação de pais e professore), com ONGs, lideranças, a comunidade em geral para lutar junto pois todos juntos tem mais força", enfatiza o parlamentar.


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