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Casa da Cultura traz para Içara mostra sobre visionária feminista
15/06/2007 às 09:51 | Lucas Lemos | jornalagoraonline.com.br
Uma mulher que fez história em sua época. Assim era Nísia Floresta, escritora e educadora, nascida em 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte. Até os seus 75 anos de idade havia terminado 15 obras que além de relatar a situação da mulher no século XIX, contam sobre as suas idéias abolicionistas, indianistas e nacionalistas. Os textos, fotos e vídeos de Nísia ficam em exposição até o dia 21, na Casa da Cultura Padre Bernardo Junkes, em Içara. A mostra faz parte do projeto Memória, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Petrobras.

Seu nome tomou proporções nacionais, e até a nível latino-americano, após a publicação de seu primeiro livro, onde Nísia defende idéias feministas para uma época dominada por conceitos machistas. As mulheres eram enclausuradas dentro de casa. Os serviços que necessitavam de contato público eram realizados pelos homens. Cabia a elas somente as atividades domésticas. A maneira como a sociedade se organizava fazia com que até na hora dos estudos, meninos e meninas tivessem tratamentos e conteúdos diferentes. Técnicas de bordado, noções básicas de matemática, de francês e de português eram ensinadas para as garotas, enquanto os futuros administradores de suas próprias residências aprendiam sobre ciência e a sociedade.

Filha de um advogado português, com ideais liberais, Nísia fugiu da regra e em seu tempo de estudo, recebeu uma educação diferente da ensinada para as mulheres de sua época. Assim como ela, Nísia queria que as mulheres tivessem acesso ao mesmo conhecimento dado aos homens. Acreditava que com isso, a sociedade seria mais justa, não haveria mais guerras e a diferença das classes sociais seria diminuída.

Através de 16 painéis, que percorrem o país inteiro, a vida e obra de Nísia são conhecidas pelos brasileiros, desde o nascimento, no Rio Grande do Norte, até a sua morte, em 1885, na França. Na mostra podem ser também visualizadas as suas publicações em jornais de sua época, além de relatos sobre a mudança para o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, e por último, a Europa.


Sobre o Projeto

Outros 800 municípios brasileiros devem também receber os mesmos materiais exibidos na mostra de Nísia Floresta, na Casa da Cultura Pe. Bernardo Junkes, em Içara. Além dos painéis, kits pedagógicos, contendo vídeos e materiais fotobiográficos, devem ser distribuídos para mais de 18 mil escolas. Entre outras personalidades do país já apresentadas no circuito itinerante, estão Castro Alves, Juscelino Kubischek, Monteiro Lobato, Oswaldo Cruz, Josué de Castro, Rui Barbosa e Paulo Freire.
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