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05 de julho de 2022 - 15:59
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Covid: Içara terá 300 doses da vacina pediátrica no primeiro lote
Estimativa é de que 5.284 crianças entre cinco e 11 anos de idade sejam vacinadas no município
14/01/2022 às 13:20 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive-SC) divulgou nota técnica orientando os municípios sobre a aplicação da vacina pediátrica contra a covid-19 e informando o quantitativo que será encaminhado na primeira remessa. Ao todo, foram destinadas 39,8 mil doses para Santa Catarina no primeiro lote, sendo 300 para Içara. No município, a estimativa é de que 5.284 crianças entre cinco e 11 anos de idade sejam vacinadas.

A vacinação desse público deve ser iniciada após treinamento das equipes de saúde que fazem a aplicação da vacina, que vem sendo realizado pelo Ministério da Saúde ao longo desta semana. A aplicação deverá ser operacionalizada em dois grupos, prioritário e geral.

No grupo prioritário estão as crianças com deficiência permanente (física, mental, intelectual ou sensorial, portadores de comorbidades, indígenas, quilombolas, que vivem em abrigos e em lares com pessoas com alto risco para evolução grave da doença.

Para as demais, a aplicação será de forma escalonada por faixa etária, da maior idade para a menor. A partir do total de doses encaminhadas pela Secretaria de Estado da Saúde, caberá a cada município organizar as estratégias de vacinação, de forma a atender o grupo elencado como prioritário e o grupo por faixa etária.

Qual é a vacina?

Até o momento, a única vacina pediátrica autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a Comirnaty, produzida pelo laboratório Pfizer. O imunizante é diferente do utilizado em adultos, sendo o frasco diferenciado pela cor laranja.

Os profissionais de saúde, antes de aplicarem a vacina, devem apresentar aos pais e/ou responsável da criança o frasco do imunizante, com objetivo de confirmar que se trata da vacina pediátrica.

Em caso de ausência de pais ou responsáveis, a vacinação poderá ser realizada mediante apresentação de um termo de assentimento por escrito.

É possível tomar outras vacinas?

Por precaução, a vacina contra covid para o público pediátrico não deve ser administrada de forma concomitante a outras vacinas do calendário infantil. É recomendado um intervalo de 15 dias entre as doses da vacina contra o coronavírus e demais imunizações de rotina.

Haverá segunda dose?

A segunda dose deve ocorrer no período de oito semanas após a primeira aplicação e, se necessário, os municípios devem realizar busca ativa para a conclusão do esquema vacinal, conforme a definição do laboratório. Os pais e responsáveis devem ser orientados sobre o retorno para a administração da segunda dose.

Atrasos em relação ao intervalo recomendado para cada vacina devem ser evitados, uma vez que não se pode assegurar a devida proteção individual até a administração da segunda dose. Porém, caso ocorram atrasos, o esquema vacinal deverá ser completado com a administração da segunda dose o mais rápido possível, sendo improvável que haja prejuízo na resposta imune induzida pela vacina após a finalização do esquema.

Quem integra o grupo prioritário?

São condições para integrar o grupo prioritário:

Deficiências
- Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;
- Grande dificuldade ou incapacidade de ouvir ou de enxergar;
- Deficiência intelectual permanente que limite atividades habituais;
Comorbidades
- Diabetes mellitus e doenças metabólicas hereditárias (doença de Gaucher, mucopolissacaridoses e outras);
- Doenças pulmonares crônicas (asma grave, fibrose cística, fibroses pulmonares, broncodisplasias);
- Cardiopatias congênitas e adquiridas;
- Doença hepática crônica;
- Doença renal crônica;
- Doenças neurológicas crônicas (paralisia cerebral, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave);
- Imunossupressão congênita ou adquirida (incluindo HIV/Aids, câncer, transplantados de órgãos sólidos e medula óssea e pacientes em uso de terapia imunossupressora devido à doença crônica, como doenças reumatológicas e doenças inflamatórias intestinais - Crohn e colite ulcerativa);
- Hemoglobinopatias (anemia falciforme e talassemia maior);
- Obesidade grave;
- Síndrome de Down.
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