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17 de setembro de 2019 - 10:09
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Cresce o número de bebês com deficiência mental
30/11/2006 às 13:59 | Tais Sutero | Agência Papiro
Dúvidas e procura de respostas estão nas salas de aula e nas reuniões dos professores e na direção da Escola Especial Sonho Dourado de Içara. Qual o motivo do aumento de bebês com deficiência mental neste ano? Diferente de outros períodos escolares, oito crianças, maioria de pais jovens, foram matriculados em 2006.

Nos outros anos, o número não chegava a dois. “Este fato é um excelente tema de pesquisa e discussões na sociedade, não sabemos o que houve?”, completa a diretora da Escola Especial, Clair Martinello. Destas crianças, três têm síndrome de down. Estima-se que outras crianças podem ter nascido, mas os pais não procuraram ajuda pedagógica e psicológica.

De acordo com o estudiosos, a deficiência mental é o nome dado à caracterização dos problemas que ocorrem no cérebro, e leva a um baixo rendimento de aprendizagem, mas que não afetam outras regiões ou áreas cerebrais. A deficiência mental pode ter várias causas, entre as principais estão os: fatores genéticos, fatores bioquímicos, fatores neonatais, fatores traumáticos. Os portadores de necessidades especiais necessitam de atendimento pedagógico e psicológico, a fim de minimizar os problemas decorrentes da deficiência.

A criança com deficiência mental tem as funções intelectuais situadas abaixo dos padrões considerados normais para sua idade, e em conseqüência, pode apresentar dificuldades no comportamento adaptativo. A deficiência mental resulta, quase sempre, de uma alteração na esrutura cerebral, provocada por fatores genéticos, na vida intra-uterina, ao nascimento ou na vida pós-natal.

Já a Síndrome de Down consiste em um grupo de alterações genéticas, das quais o cromossomo 21 é a mais representativa, causando graus de dificuldades na aprendizagem e de incapacidade física altamente variáveis. Esta doença genética deve o seu nome a John Langdon Haydon Down, o médico britânico que a descreveu.

O risco de ter uma criança com síndrome aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de uma em mil, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em mil. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a mil recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.
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