Canal Içara

Canal Içara

17 de agosto de 2018 - 02:53
Cotidiano » H1N1
Cuidados que deveriam continuar
10/08/2009 às 12:45 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
A utilização do álcool gel não elimina apenas o foco da Gripe A (H1N1). O material esteriliza objetos e o próprio corpo contra outras doenças causadas, por exemplo, por bactérias. Neste aspecto, a farmacêutica Milena Paz Casagrande Fernandes alerta para a falta de conhecimento das pessoas. Pois não basta apenas molhar as mãos com o produto. "Tem que friccionar para que, no caso da Gripe A, a proteína do vírus seja quebrada", explica.

Acesse:
» Especial do Canal Içara sobre o H1N1

Proprietária de uma farmácia de manipulação, Milena passou a utilizar o álcool muito antes da pandemia de Gripe A. O cuidado foi tomado após virar mamãe. Segundo ela, a mesma atenção foi despertada em outras pessoas somente na última quarta-feira, dia 5. Foi quando a farmacêutica reparou o início de um pânico generalizado em Içara. Até sábado, dia 8, preencheu quase 100 frascos. E na manhã desta segunda-feira, dia 10, já possuía mais de 30 encomendas do gel.

Uma das clientes de Milena é Adriana Lima Zanette, que apenas nesta segunda-feira, levou seis potes para serem ocupados com o álcool. O produto passará a ser empregado no dia-a-dia dos familiares e dos colegas de trabalho. “Vamos nos preparar, pois recebemos muitas pessoas na empresa”, afirma.

O medo de contágio e a queda de quase 30% no movimento fez os restaurantes também adotarem algumas medidas que reforçam a higiene. De acordo com a empresária do ramo, Neide Pereira, algumas destas ações terão seguimento até mesmo após a pandemia. No buffet, os clientes passaram a ter álcool para lavar as mãos. E os copos de vidro foram trocados por descartáveis. “Nossas despesas aumentam com isso, mas ficamos mais tranquilos. O problema é que alguns clientes não aceitam os copos descartáveis”, relata Neide.


Canal Içara



ÁLCOOL LÍQUIDO TAMBÉM PODE SER UTILIZADO

Conforme a farmacêutica Milena, o álcool líquido também pode ser utilizado para a esterilização. Mas, a fórmula precisa conter no mínimo 70% do produto, assim como no gel. “A maior diferença é que o líquido pode ser mais perigoso para as crianças, pois se espalha com maior facilidade quando incendiado”, explica. Outra diferença entre as formas do álcool é o preço. O líquido custa cerca de R$ 3 por litro. Já um frasco com 250ml do gel é comercializado em embalagens mais simples por R$ 12.
Participe também com seus comentários

últimas notícias
notícias mais lidas