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18 de outubro de 2019 - 20:34
Cotidiano » Regras Ortográficas
Entenda as mudanças na ortografia
03/02/2009 às 15:06 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
A língua portuguesa é cheia de regras sendo que, em cada uma delas, há no mínimo uma exceção. Isto torna ainda mais difícil a compreensão das normas ortográficas. Com o acordo feito pelos países que falam e escrevem o mesmo idioma, será preciso reaprender algumas delas. Até 2012, placas, faixas e livros já deverão estar revisados.

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» Especial sobre as regras ortográficas

O maior problema em relação às mudanças no Português está na confusão que poderá ser gerada. É que por enquanto, a trema, por exemplo, é facultativa. A palavra “sequência” pode ser escrita também como “seqüência”. O mesmo acontece com “lingüiça” e “aguentar”. Só não vale para nomes próprios e estrangeiros, como o Estádio Heriberto Hülse.

Ainda fazem parte do acordo algumas alterações com hífens e até o crescimento do alfabeto. Agora, são 26 letras. Entraram o K, W e Y. Isso acontece simultaneamente no Brasil, Portugal, Cabo Verde, e São Tomé e Príncipe. A unificação dos vocabulários deve ser oficializada também no Timor-Leste, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Para os brasileiros, somente 0,8% das palavras foram alteradas. Em Portugal, este número foi maior. Cerca de 1,3% do vocabulário teve mudanças. Um dos principais motivos foi a queda das consoantes não pronunciadas, que também já estiveram no dia-a-dia dos brasucas. É o caso de “óptica”, agora escrita pelos portugueses como “ótica”.


- NEGOCIAÇÕES DURAM 500 ANOS

Apesar de ser iniciada em 2009, a integração na ortografia entre os países de língua portuguesa já é discutida há cinco séculos. Porém, somente em 1975 que surgiu o primeiro documento oficial sobre o assunto. Elaborado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia das Ciências de Lisboa, não foi aceito por motivos políticos. Quase 11 anos depois, Antonio Houaiss propôs a unificação da grafia em 99,5% do vocabulário geral da língua. Mas, as discussões foram arquivadas novamente após muita polêmica.

Pela terceira e última tentativa, o processo foi mais lento. Mas, parece ter dado certo. Em 1990, um novo documento foi elaborado com base nos anteriores (1975 e 1986). Ele deveria entrar em vigor em 1998, data em que voltou a ser prorrogado.
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