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Protetor dos motoristas
24/07/2010 às 12:15 | Larissa Matiola (Jornal Gazeta) - jornalismo@gazetasc.com
Cristóvão significa “aquele que carrega Cristo”. Protetor dos viajantes e motoristas, seu dia será lembrado no próximo domingo, dia 25. Para isto, uma grande festa será organizada no final de semana em torno do padroeiro, na igreja que leva o nome do Santo, em Criciúma. O festejo inicia sábado, 24, e espera receber em torno de três mil pessoas. Conforme o presidente da Comissão para Assuntos Econômicos da Paróquia (Caep), Vênio José de Souza, a procissão dos motoristas terá início às 18 horas, com saída do Sest/Senat, em Içara. “O cortejo irá seguir pela Avenida Centenário até o bairro Pinheirinho e retorna para a Matriz São Cristóvão com chegada prevista para às 19h30, para a benção dos veículos seguido de missa”, informa ele.

Devoto, o caminhoneiro, Ricardo Amorin, 30 anos, seis de profissão, quando ainda criança já mostrava sinais de amor pela carreira. Como não podia deixar de ser, sua diversão predileta envolvia tardes inteiras de brincadeira com caminhões de madeira. No dia do padroeiro dos caminhoneiros, no domingo, 25, Amorin, como bom devoto, deverá integrar a transladação realizada tradicionalmente há 52 anos pelas principais vias de Criciúma. “Sempre que posso participo da procissão. Essa é uma maneira de agradecer a proteção na estrada”, fala o motorista.

Hoje o trajeto realizado pelo caminhoneiro vai apenas até Uruguaiana. São 916 quilômetros de um percurso insignificante, para quem já viajou até Bahia e Minas Gerais, destinos que levam até três dias de trânsito ruim e estradas em péssimas condições. “A falta de respeito também é grande com nós motoristas”, garante o profissional, que além das adversidades das estradas, destaca o horário apertado das viagens. “Isso gera desgaste, os prazos são curtos e as viagem longas”, revela. Contudo, nem só de reclamações é feita a profissão.

A boleia do caminhão também tem reservado boas lembranças, como por exemplo, os lugares que já conheceu e, principalmente, que pôde levar a família. Casado e com dois filhos, ele conta que sempre que quando pode leva todos na viagem. “Assim ameniza um pouco o sofrimento que é ficar longe de casa”, diz.

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