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18 de setembro de 2019 - 21:56
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Trabalho pesado prejudica pressão alta
10/11/2006 às 10:08 | J.Triches / Unesc
Trabalho pesado prejudica pressão alta. O alerta foi feito por um dos 74 projetos de pesquisa apresentados no primeiro dia do IV Seminário da ACAFE. Evento continua nesta sexta-feira com mais 139 projetos e 95 posteres.

Trabalho manual pesado, como carregar e descarregar mercadorias de caminhão, é atividade contra-indicada para pessoas portadoras de pressão alta, doença que atinge de 15 a 20% da população brasileira e foi responsável por 27% dos óbitos ocorridos no ano de 2000 no Brasil. O alerta é do estudante de Fisioterapia da Unesc, Rodrigo Knorst, que pesquisa As Influências do Trabalho Manual Pesado no Agravamento da Hipertensão Arterial Sistêmica. Orientado pelo professor mestre Willians Cassiano Longen, sua pesquisa foi um dos 74 projetos apresentados nesta quinta-feira, 09 de novembro, à tarde, no campus da Unesc, dentro da programação do IV Seminário de Grupos de Pesquisa e II Seminário de Iniciação Científica da Acafe. O evento prossegue à noite, a partir das 19h30, no auditório Ruy Hülse, com a mesa redonda Fomento para Pesquisa e Inovação. Amanhã, 10 novembro, o evento continua com a apresentação de mais 139 projetos de pesquisas e 95 comunicações, na modalidade pôsteres, em diversos locais dentro do campus universitário.

Para realizar seu trabalho, o estudante está pesquisando 66 trabalhadores do setor de transportes de carga fracionada (mercadorias e/ou produtos) de empresas transportadoras de Criciúma, com idades que variam entre 18 e 64 anos, do sexo masculino. A pesquisa de campo começou em setembro e termina emdezembro. Os três meses de duração têm explicação científica: é o tempo que o organismo humano leva para se adaptar ao exercício feito.


Doença e prevenção

Os principais fatores de risco da pressão alta, segundo o acadêmico, é o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade. A menopausa, o estresse emocional e físico, o sal em excesso, a baixa ingestão de potássio e o diabetes, também contribuem para provocar a doença que, segundo Knorst, a maioria dos portadores nem sabe que têm. Não controlada, a hipertensão arterial pode levar a insuficiência renal crônica ou aguda, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva e derrame. Atividades físicas, como corrida e caminhada, segundo o pesquisador, ainda é a melhor prevenção.
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