Marciano Bortolin/Agecom/Unesc
Cotidiano | 13/10/2026 | 08:17
Unesc aproxima relações com países africanos e avalia parcerias em educação, saúde e tecnologia
Visitas de representantes de Gana e Togo abriram possibilidades de intercâmbio acadêmico, pesquisas conjuntas e cooperação com instituições e setores produtivos
Redação | com informações de Marciano Bortolin, da Unesc
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Um cachecol confeccionado com o tradicional tecido Kente, símbolo da identidade cultural de Gana, marcou um encontro que pode aproximar os dois países por meio do conhecimento. Entregue pelo embaixador ganês Nii Amasah Namoale à reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, o presente encerrou uma agenda dedicada à apresentação da Universidade e à discussão de possíveis parcerias acadêmicas, científicas e tecnológicas.
A visita integra uma série de aproximações da Unesc com representantes diplomáticos africanos. O ministro-conselheiro da Embaixada do Togo no Brasil, Ninsao Oubonfo Lantame, também esteve na Universidade para discutir possibilidades de cooperação em educação, intercâmbio de estudantes, pesquisa e negócios.
Embora envolvam países com características diferentes, os encontros, que ocorreram na última semana, apontam caminhos para ampliar a presença internacional da Universidade. As conversas passaram pela formação acadêmica, pela saúde, pela agricultura, pela inovação e pelas oportunidades de conexão com instituições de ensino e setores produtivos africanos.
Na visita da comitiva de Gana, a agenda incluiu passagem pelo Parque Científico e Tecnológico (Iparque), pelas Clínicas Integradas de Saúde e reunião na Reitoria. Gisele apresentou a trajetória da Universidade, criada em 1968, e o modelo comunitário, marcado pela atuação junto à sociedade e pelo reinvestimento dos recursos nas próprias atividades.
A contribuição da Unesc para o desenvolvimento regional também esteve em pauta. Em 2025, as iniciativas de saúde da Universidade registraram mais de 252,9 mil atendimentos à comunidade. Em 2026, o volume já ultrapassa 300 mil.
“A Universidade é um ponto de conexão entre diferentes setores da sociedade. Aproximamos o setor produtivo, o poder público, as instituições e a sociedade civil para desenvolver soluções que contribuam para o desenvolvimento local e macrorregional”, ressaltou Gisele.
Educação e pesquisa no centro das tratativas
A possibilidade de formalizar acordo com uma universidade de Lomé, capital do Togo, esteve entre os principais assuntos da reunião com Lantame. A proposta prevê intercâmbio de estudantes, pesquisas compartilhadas e ações conjuntas na área da educação.
“A Unesc está aberta para construir novas parcerias internacionais. A aproximação com o Togo amplia possibilidades no Ensino, na Pesquisa, na Extensão e também na cooperação para projetos em todas as áreas do conhecimento. Podemos avançar em intercâmbio de estudantes, dupla certificação, pesquisas compartilhadas e iniciativas que aproximem a Universidade das demandas daquele país”, afirmou Gisele.
Na agenda com Gana, as áreas da saúde e da agricultura despertaram o interesse de Namoale. O embaixador destacou a atuação comunitária da Universidade e demonstrou interesse em aprofundar o contato com a instituição.
“Admiro o trabalho desenvolvido pela Universidade Comunitária, especialmente por ser uma Instituição sem fins lucrativos, que reinveste os recursos nas próprias atividades e na comunidade. Fiquei impressionado com as iniciativas apresentadas, especialmente nas áreas da agricultura e da saúde”, declarou.
A comitiva ganesa contou ainda com o ministro-conselheiro Gustav Davlo e a conselheira Janet Amoah Mensah. O presidente da Câmara de Comércio Brasil-África, Jairo Martins, participou da agenda para aproximar instituições e identificar oportunidades de cooperação entre Santa Catarina e países africanos.
Conexões com o mercado africano
Além das possibilidades acadêmicas, os encontros abriram espaço para discutir relações econômicas e tecnológicas. No caso do Togo, a localização estratégica e a estrutura portuária do país foram apresentadas como fatores que podem favorecer conexões comerciais com outros mercados africanos.
Lantame defendeu a ampliação das relações com o Brasil e apontou a educação como uma das frentes para desenvolver projetos conjuntos. A aproximação com a Unesc poderá contribuir para a formação de estudantes e para iniciativas voltadas às necessidades dos dois países.
Na agenda com Gana, Martins destacou o interesse de representantes diplomáticos pelas características econômicas e tecnológicas de Santa Catarina. A Câmara de Comércio Brasil-África mantém relações com 54 países do continente e busca aproximar empresas e instituições para identificar oportunidades.
“A expectativa é aproximar instituições e empresas para identificar oportunidades de cooperação tecnológica e técnica, além de possibilidades comerciais entre Gana e o Brasil. Santa Catarina reúne empresas com capacidade para fornecer tecnologias, insumos e produtos que podem atender às demandas do mercado africano”, explicou.
Para a reitora em exercício, o contato com os representantes dos dois países representa a oportunidade de transformar o interesse inicial em projetos concretos. “Uma parceria internacional começa com um encontro, mas ganha sentido quando existe disposição para compartilhar conhecimentos, experiências e também aprender com realidades diferentes. A aproximação com Gana abre uma possibilidade importante para a Unesc ampliar os laços, criar novas oportunidades para estudantes e pesquisadores e construir projetos que possam gerar benefícios para as duas sociedades”, acrescentou.














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