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27 de janeiro de 2020 - 04:09
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Uso abusivo de medicamentos é contido
11/12/2010 às 10:08 | João Henrique Brandão (Jornal do Rincão) - jornalrincao@gmail.com
As receitas médicas usadas para a compra de antibióticos tem validade de apenas 10 dias, segundo as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para conter o uso abusivo deste tipo de medicamento. As normas já estão em vigor desde o dia 28 de novembro. Prescrições emitidas antes do início da aplicação das regras valerão por 30 dias. As medidas serão válidas para as mais de 90 substâncias antimicrobianas com registro no país, com exceção dos que têm uso exclusivo no ambiente hospitalar.

A reportagem do Jornal do Rincão foi conferir como as farmácias e consumidores estão se adaptando à nova resolução. Segundo o fiscal da Vigilância Sanitária de Içara, Gilmar Ghislandi, todas as farmácias do município foram visitadas, e receberam todas as informações sobre a nova resolução. Segundo o fiscal, até o dia 18 as farmácias terão apenas de reter as receitas. “A partir do dia 25 de abril todas as prescrições deverão, ainda, ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que registra toda transação de remédios controlados no País”, explica Gilmar, acrescentando que inclusive a Anvisa esta se adaptando para poder suprir a demanda de dados.

Para José Calegari, proprietário de farmácia há 34 anos, esta medida trará muitos problemas para pessoas que não tem condição de pagar médicos particulares. “Como só posso vender antibióticos com receita, a procura por atendimento médico nos postos de saúde e hospitais tende a aumentar”, lança.

A farmacêutica Karina Brunel Castanhetti é a favor da conscientização da população sobre o uso correto do medicamento, mas acha que o prazo para adequação, de 180 dias, é suficiente para as farmácias, mas não para os municípios. “É preciso um farmacêutico para fazer a dispensa de remédios controlados. Sendo assim seria preciso um farmacêutico em cada unidade de saúde, ou talvez centralizar a distribuição dos controlados para a unidade central, o que pode acabar dificultando para a população”, alerta.

Manoel Albino Alves, comerciante do bairro Pedreiras, após sentir febre e dores na cabeça ao invés de ir direto à farmácia, procurou um médico. “Fiquei sabendo das novas regras através do rádio e televisão, por isso, para não perder tempo fui direto ao posto”, conta. Segundo Manoel, a obrigatoriedade de apresentar a receita médica irá incentivar a população a procurar o atendimento médico. “Isso é bom, mas precisa de mais médicos para fazer o atendimento, pois ainda há muita demora”, reclama.

Segundo o farmacêutico Alexandre Zanetti Calegari, além dos atendimentos nos postos de saúde aumentar o problema maior será nos finais de semana, quando eles estão fechados. “Se uma criança precisar de atendimento não poderemos fazer nada. A mãe terá que levá-la até o hospital, em Içara ou Criciúma. O problema é se a família não tiver como levá-la”, enfatiza.


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