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27 de outubro de 2020 - 13:17
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Andreia Limas: Indicadores de junho elevam otimismo no estado
19/08/2020 às 09:03 | Andréia Limas
Depois do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) demonstrar que Santa Catarina voltou a ter saldo positivo de empregos em junho, outros indicadores do mês mostram a reação da economia no estado, elevando o otimismo de que o pior da pandemia – e das restrições econômicas adotadas com a intenção de contê-la – possam mesmo ter ficado para trás.

Apesar disso, o momento ainda requer cautela, pois diversos segmentos continuam a ser impactados negativamente, outros sequer puderam voltar às operações e o aumento no número de casos de Covid-19 mantém o risco de uma nova quarentena, o que certamente acabaria com qualquer recuperação já iniciada.

Comércio

Um dos setores que mais sofreu com os fechamentos determinados no Estado, o comércio começa a apresentar números animadores. Em junho, o varejo ampliado em Santa Catarina despontou com o maior volume de vendas (24,6%) do país na comparação com 2019, diante do recuo de 0,9% na média nacional. A alta foi de 22,2% em relação ao mês de maio, quase o dobro do resultado nacional (12,6%), conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já o varejo restrito teve crescimento de 12,7% na comparação anual e 2,8% na mensal. O comportamento é bastante diferente no cenário nacional: variação de 0,5% no ano e 8% em junho.

Semestre

A retomada gradual das atividades a partir de abril ajudou a mitigar os prejuízos do comércio, mas os resultados do semestre ainda são negativos (-0,2%). De janeiro a junho, os segmentos de artigo de uso pessoal e doméstico (15,4%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (12,3%) apresentaram a maior variação no volume de vendas em Santa Catarina. O varejo nacional fechou o primeiro semestre com queda de 3,1% nas vendas frente a 2019, a maior desde o segundo semestre de 2016 (- 5,6%).

Serviços

Um dos principais responsáveis pela geração de empregos em Santa Catarina, o setor de serviços está longe de se recuperar do golpe sofrido em 2020, inclusive com alguns segmentos ainda sem poder operar. No entanto, em junho houve alta de 3,6% no volume de serviços, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS), igualmente divulgada pelo IBGE na semana passada. O crescimento ficou abaixo do registrado no país, que foi de 5%.

No semestre, os resultados negativos (-8,6%) ficaram próximos da média nacional (-8,3%). Nos dois primeiros meses da pandemia, o setor teve queda de 7,1% e 13,9%, mas começou a reverter as perdas em maio (6,4%), enquanto o país ainda apresentava retração de 0,9%.

Indústria

A produção industrial catarinense teve expansão de 9,1% em junho, na comparação com maio, o quinto maior crescimento entre os 15 locais englobados na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, também realizada pelo IBGE. No país, essa taxa foi de 8,9%. O economista da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Paulo Zoldan, observa que a indústria catarinense cresceu pelo segundo mês consecutivo e acima da média nacional. Em maio, a produção da indústria catarinense já havia subido 6,1%.

Energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na terça-feira, dia 18, o valor do reajuste a ser aplicado nas tarifas da Celesc a partir do dia 22 de agosto. O efeito médio para os consumidores será de 8,14%. Para os consumidores residenciais, residenciais baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão (Grupo B), que representam 79% do mercado consumidor na área de concessão da empresa, o efeito médio será de 8,42%. Para indústrias e unidades comerciais de grande porte (como shopping centers), atendidos em alta tensão (Grupo A), o efeito médio será de 7,67%. Vale lembrar que o reajuste impactará diretamente nas tarifas praticadas pela Cooperaliança, da qual a Celesc ainda é a fornecedora de energia. Os índices da cooperativa de Içara serão definidos na próxima reunião da diretoria da Aneel, marcada para terça-feira, dia 25.

Inflação

O preço da energia elétrica, combinado ao dos combustíveis, foi justamente o que puxou a alta da inflação em julho. No mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,36%, a maior taxa para um mês de julho desde 2016, quando registrou 0,52%. Em comparação com o mês anterior, o aumento foi de 0,10 ponto percentual. No acumulado do ano de 2020, o indicador é de 0,46%, enquanto nos últimos 12 meses é de 2,31%. Em julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%.
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