Economia | 23/01/2026 | 11:07
Consórcios crescem mais de 300% em seis anos e batem recordes
Atualmente, os consórcios administram mais de R$ 719 bilhões em ativos no país
Redação
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O brasileiro já entendeu como os consórcios podem contribuir com o planejamento financeiro e formação patrimonial. Em um período de seis anos, o setor acumula crescimento superior a 300%. O crescimento se justifica com um a cada quatro imóveis vendidos por meio de linhas de crédito no país ser adquirido via consórcio. Atualmente, o consórcio administra mais de R$ 719 bilhões em ativos.
Somente em 2025, o crescimento foi de 31,9%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). Entre janeiro e novembro, o segmento movimentou R$ 467 bilhões. Foram comercializadas 4,78 milhões de cotas, com 12,74 milhões de participantes ativos e R$ 112,55 bilhões em créditos concedidos.
"Os números refletem o amadurecimento do consumidor brasileiro em relação ao planejamento financeiro. Com maior acesso à educação financeira, o consórcio passou a ser visto não apenas como uma alternativa de compra, mas como uma estratégia de organização financeira e alavancagem patrimonial", enaltece o CEO da Exclusivo Consórcios, André Eleutério.
Segundo a ABAC, a modalidade tornou-se atrativa para jovens profissionais, empreendedores e investidores, especialmente na combinação do consórcio com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seja para ofertar lances, complementar valores ou quitar bens.
Consórcio além do setor imobiliário
Apesar do crescimento no mercado imobiliário, o setor automotivo ainda é o principal carro-chefe do consórcio. Atualmente, um a cada três veículos leves ou motocicletas vendidos no Brasil é adquirido por meio dessa modalidade. O mesmo cenário se repete no segmento de veículos pesados, com destaque para o agronegócio, em que uma a cada quatro máquinas agrícolas é comprada via consórcio.
“A maioria dos nossos clientes nos procura para investir, muitas vezes sem um objetivo imediato. Ao serem contemplados, em grande parte dos casos, optam por vender o direito de uso do crédito, obtendo ganho com o ágio dessa negociação”, explica o CEO da Exclusivo Consórcios, empresa com mais de 12 anos de atuação no mercado.
Quando essa estratégia deixa de ser vantajosa, o consórcio passa a ser utilizado como ferramenta de alavancagem patrimonial. “O cliente adquire ou constrói um imóvel, coloca um inquilino e utiliza o valor do aluguel para pagar a parcela do consórcio. Em muitos casos, ele repete esse processo como um plano ou reforço de aposentadoria”, completa.
O executivo ressalta ainda que, após a contemplação, não é obrigatório adquirir um bem imediatamente. O crédito pode permanecer aplicado, rendendo juros por tempo indeterminado. “Isso tem atraído especialmente quem entende o poder dos juros compostos, já que o rendimento incide sobre o valor total do crédito, e não apenas sobre o montante investido. Em determinadas estratégias, a rentabilidade pode chegar a patamares extremamente elevados”, destaca.
Apesar dos resultados expressivos, o alerta é claro: o consórcio é uma modalidade de planejamento financeiro de médio e longo prazo. “Existe a possibilidade de contemplação no primeiro mês? Sim. Mas não se pode contar com isso. O ideal é escolher uma parcela confortável dentro do orçamento e contar com a orientação de um profissional de confiança, que trabalhe com estratégias sólidas, sem promessas irreais”, conclui o especialista.







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