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Simone Cândido: alimentação saudável começa na infância
Confira algumas informações da enfermeira, Mônica W. Bif Felisberto, acadêmica de Nutrição.
17/09/2022 às 13:48 | Simone Cândido
Nós mães temos um grande desafio: ensinar nossos filhos desde muito cedo a se alimentarem de maneira saudável. Tentamos fazer o nosso melhor, ouvimos falar que muito açúcar faz mal à saúde e lá vamos nós reduzir a adição de açúcar na alimentação de nossos filhos. Quando são bebês começamos após os seis meses a introdução alimentar, a criança começa experimentar sabores diferentes do que até então conhecia. É um grande desafio tentamos o possível e o impossível. Muitas de nós descobrimos restrições alimentares em nossos filhos.

Tenho duas meninas, ambas com intolerância à lactose. Após a descoberta, foi necessário mudar os hábitos alimentares. O fato de serm intolerantes à lactose mudou a alimentação delas e foi necessário usar produtos sem lactose - que na verdade não são sem lactose, e sim possuem a enzima lactase já inclusa. A lactose até diria que é fácil de adaptar-se e também é fácil para se fazer bolos e pães em casa.

Há três anos descobri que, além de ter Intolerância à lactose, uma de minhas filhas tem doença celíaca. Foram feitos exames de sangue e endoscopia para o diagnóstico. A doença celíaca causa inflamações e deficiência de vitamina b12 deixando a pessoa fragilizada impedindo o crescimento. A restrição alimentar da pessoa com doença celíaca já é bem mais difícil de lidar.

Bolos, pizzas, panquecas até tem o mesmo sabor que as com glúten. Já os pães são bem diferentes e difíceis de fazer. É uma luta diária, um passo de cada vez para procurar uma vida saudável. Aceitar a alimentação saudável não é tarefa fácil. Na coluna de hoje trago informações sobre Nutrição com enfermeira, acadêmica de Nutrição, Mônica W. Bif Felisberto:

Meu nome é Mônica W. Bif Felisberto, tenho 37 anos, sou casada e mãe de um menino de 4 anos, sou formada em Enfermagem, atuei na área durante 10 anos, atualmente sou empreendedora do Agro. Faço graduação na modalidade Semipresencial em Nutrição pela UNESC e Pós-Graduação em Nutrição Materno Infantil pelo INADES. Bom, a convite da minha amiga Simone, farei uma breve abordagem sobre Nutrição e Alimentação Infantil.

Durante a Pandemia do Covid-19, descobri que sou portadora de uma taquiarritmia cardíaca, além disso já vinha tratando uma série de alergias sem muito sucesso pelos métodos tradicionais, somado a isso meu filho teve diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta o comportamento, podendo trazer vários prejuízos ao processo de aprendizagem da criança, caso não seja devidamente compreendido e tratado pelos pais. Sendo assim, procurando ter mais saúde, de forma mais natural, comecei a me interessar pela área da Nutrição, pesquisei e comecei a ver que era o caminho que mais poderia trazer respostas eficazes aos problemas que me haviam sucedido.

A referência do nutricionista sempre será o alimento, como Hipócrates mesmo dizia: “Que o seu remédio seja o seu alimento, e que seu alimento seja o seu remédio.” Dentro da Nutrição existem várias áreas de especialização, a Nutrição Materno Infantil que se enquadra dentro da Nutrição clínica, atua desde a pré-concepção, passando pela gestação, primeira e segunda infância e adolescência. Sabe-se, por meios de inúmeros estudos atuais cada vez mais relevantes e reconhecidos, que o resultado da nossa saúde não depende apenas de fatores genéticos, mais que a epigenética (que associa o papel dos estímulos ambientais e hábitos de vida na ativação ou não de determinados genes), tem maior peso nessa conta. Hoje em dia existem muitas crianças com problemas de alergias e intolerâncias alimentares, esse é um assunto bem complexo e um resultado também do mundo moderno, por que envolve não somente a questão da saúde física, mas também emocional da criança e da família, e o estilo de vida que levam.
Muitas mães chegam nos consultórios de nutricionistas já completamente desgastadas e desacreditadas, é nesse momento que o profissional acolhe essa família e juntos buscam um caminho melhor para proporcionar melhor qualidade de vida. Os hábitos alimentares das crianças são formados desde o ventre materno, já se sabe que o líquido amniótico, onde o bebê fica mergulhado durante toda a gestação, não é totalmente estéril e é dotado de sabor da comida que a mãe come.

O leite materno é o alimento mais completo pro bebê, ele é um alimento vivo, ele se adequa às necessidades do bebê, além de possuir nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê, possui hormônios, anticorpos e fatores de crescimento. Ele também tem sabor, do que a mãe come. O paladar da criança vem sendo formado durante esse tempo todo. Os sintomas das intolerâncias alimentares começam já desde o nascimento do bebê. Crianças alérgicas à proteína do leite, por exemplo, os APLV, se não diagnosticadas e intervindas precocemente correm sério risco de vida e desnutrição severa. Por isso muita atenção se o bebê recém-nascido tem choro estridente, diarreia líquida persistente e com presença de sangue nas fezes, é um sinal de alerta importante. A mãe, nesse caso, deverá seguir uma dieta específica, sem nenhuma contaminação com a proteína do leite se quiser continuar amamentando.

O leite materno é compatível com o bebê, o problema aqui são as ingestões da dieta da mãe. Fórmulas infantis devem ser específicas para esse bebê, as mamadeiras e utensílios utilizados para criança devem ser livres de contaminação com a proteína do leite de vaca. Lavados e guardados separadamente dos do restante da família, se não a criança vai continuar reagindo. Dependendo da alergia pode melhorar com o crescimento da criança, geralmente com uma boa conduta nutricional e acompanhamento.
Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.
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