Economia | 27/03/2026 | 14:36
Içara amplia diversificação agrícola como força econômica
Conforme secretário municipal de Agricultura, Jairo Manoel da Silveira, mais de 1,5 mil propriedades utilizam os serviços municipais
Redação
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O cenário é de baixa nos preços de commodities agrícolas, mas Içara mantém uma estrutura produtiva diversificada, o que contribui para reduzir os impactos econômicos no campo. Conforme o secretário municipal de Agricultura, Jairo Manoel da Silveira, além das culturas tradicionais como arroz, milho, soja e feijão, o município tem ampliado a produção de novas culturas, como o morango, que já soma cerca de 2 milhões de pés plantados e segue em expansão, e a pitaya. A pecuária também tem presença relevante, com produtores de leite atuando tanto em maior escala quanto em pequenas propriedades.
Hora-Máquina garante redução de custos
Mais da metade das propriedades rurais de Içara mantém vínculo ativo com os serviços da Secretaria Municipal de Agricultura. Conforme apresentado pelo secretário Jairo Manoel da Silveira durante participação no Podcast Resenha, são cerca de 1,5 mil produtores que utilizam os programas e atendimentos oferecidos pela pasta, número que reflete diretamente o alcance das políticas públicas no campo. De acordo com Jairo, esse volume representa não apenas a adesão aos serviços, mas também o impacto das ações desenvolvidas, que incluem desde o uso de máquinas até iniciativas como o programa porteira adentro, com foco em melhorar as condições produtivas das propriedades atendidas.
Como forma de apoio, o Programa Hora-Máquina, disponibilizado pela Secretaria de Agricultura de Içara, oferece subsídio de aproximadamente 50% nos serviços prestados aos produtores rurais, reduzindo custos operacionais nas propriedades. Na prática, o agricultor paga apenas parte do valor de mercado pelas horas de uso dos equipamentos. Um exemplo é a escavadeira hidráulica, que a hora pode chegar a cerca de R$ 350 no setor privado, enquanto pelo programa é ofertada por R$ 172.
O mesmo ocorre com tratores, que no mercado variam entre R$ 200 e R$ 250 por hora, mas são disponibilizados por aproximadamente R$ 100, incluindo implementos como gradeadores e equipamentos para silagem. Já a retroescavadeira, com custo médio de R$ 200 por hora fora do programa, é ofertada por cerca de R$ 75. A iniciativa busca ampliar o acesso à mecanização e dar suporte direto à produção agrícola no município.
Supersafra e importação do arroz atingem produtores
O cenário atual é de preocupação quanto a rizicultura. Em 2023, o produto chegou a ser comercializado por cerca de R$ 120, valor considerado necessário para equilibrar os custos da atividade. Atualmente, a saca gira em torno de R$ 54, após ter atingido mínima próxima de R$ 48, enquanto o custo de produção está estimado em aproximadamente R$ 70 por saca. A projeção do setor indica que o preço não deve ultrapassar R$ 60 até o fim do ano.
A redução é atribuída a sucessivas supersafras, especialmente no Rio Grande do Sul, principal produtor do país, combinadas à migração de áreas da soja para o arroz após a queda no valor da oleaginosa, além do aumento da oferta com importações. O resultado foi um excesso de produto no mercado, com estoques elevados e pressão contínua sobre os preços. A expectativa de recuperação é gradual, podendo levar cerca de três anos para que os valores retornem a patamares próximos aos registrados anteriormente, em torno de R$ 100 por saca, impactando diretamente produtores também em Içara, onde a cultura tem presença relevante na economia agrícola local.
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