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31 de outubro de 2020 - 15:14
Esportes » Brasileirão 2016
Você acredita no dia do “não entra”?
27/08/2016 às 02:13 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Caio Marcelo [Criciúma EC]
Quem nunca ouviu alguém dizer: “Essa bola não entra, podem insistir até amanhã, hoje não é o nosso dia”. Todo torcedor já ouviu e até já proferiu essas palavras, acreditando ou não. O fato é que há quem acredite nisso, e faço parte desse seleto grupo (ou nem tão seleto assim) de pessoas "intuitivas" ou com essa crendice.

Claro que isso não passa de uma espécie de superstição ou algo parecido, mas que existem jogos em que a bola (caprichosamente) insiste em não entrar, isso é fato. A derrota do Criciúma por 1x0 diante do Joinville é exemplo disso. Nesta sexta-feira, dia 26, o Criciúma teve um gol (corretamente) anulado, além de uma bola na trave e outra no travessão.

Em dias que a bola diz sim para o gol, certamente o Criciúma teria virado a partida. O gol do JEC também entra na conta do dia desfavorável ao Criciúma. Jael tocou na bola, ela encostou na canela do volante Barreto e automaticamente encobriu o zagueiro Raphael Silva. Se isso não é azar...

Porém, futebol não se analisa por suposições e sim por fatos. Até porque o Joinville teve duas oportunidades claríssimas em que goleiro Edson, do Criciúma, realizou belas e providenciais defesas.

Portanto, o Criciúma demonstrou extrema dificuldade em organizar-se ofensivamente. Ricardinho pode ser eleito o jogador que mais errou passes infantis na partida. Já os atacantes precisam potencializar seus respectivos chutes a gol, porque com essa fraqueza nos arremates, resta ao goleiro defender, sorrir e agradecer a cordialidade.

Movimentação desordenada no setor de meio campo forçou a equipe do Criciúma a apostar em cruzamentos pelo alto. Escolha que dificilmente surte bons resultados. Alçar bolas na área do adversário é pedir para consagrar zagueiro. Isso todos sabem, mas parecem ignorar em razão da pressa, do desespero, da ânsia de marcar o gol de qualquer maneira. Isso ainda ocorre no futebol profissional, infelizmente.
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