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04 de abril de 2020 - 01:34
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Crônica: O desafio de ser mãe
18/01/2020 às 07:16 | Simone Luiz Cândido
Há alguns dias muitas mulheres publicaram em suas redes sociais fotos de seus filhos junto com suas fotos com a legenda “Meu filho(a) eu sendo mãe toda acabada”. No intuito de dizer que mesmo sendo mães podemos ser bonitas e estarmos dentro dos padrões de beleza que a sociedade nos impõe.

E se esses padrões de beleza não estiverem em todas as mulheres que já são mães? Terão elas seus méritos perdidos? Ou mesmo assim continuam sendo mães que merecem ser valorizadas além de sua aparência física?

São necessárias algumas reflexões, várias mulheres passam suas vidas na tentativa de serem mães, tratamentos, injeções, tabelas de fertilidade, stress emocional e muitas vezes não realizam seus sonhos de serem mães. Juntando-se a todos esses fatores elas trabalham, estudam tem muitas outras atividades nem sempre possibilitam ter uma vida regrada de exercícios e dietas. Quando conseguem ter seus filhos é motivo de muita alegria seus corpos já estão sob frequente stress emocional, além dos efeitos colaterais.

Mulheres acima do peso “ideal” assim dito pela sociedade preconceituosa podem e devem ser mães se assim o desejarem e a ninguém cabe julgamento pelo seu peso ou aparência física.

Não importa como estamos depois da maternidade, existe algo muito maior que as aparências o fato de ser mãe muda muito principalmente nosso interior. Conhecemos um amor diferente do que até então havíamos experimentado.

Muitas se tornam mães através da adoção, muitos dirão; “Ah! Mas essas mulheres não têm a gestação nem desgaste físico”. Pois eu direi que temos muito desgaste emocional, muitas dores e sofrimentos durante a longa jornada da espera de seus filhos.

Quando chegam nossos filhos a única diferença é o modo que chegaram até nós no mais tornamo-nos mães assim que recebemos o telefonema da assistente social nos comunicando da chegada de nossos filhos. Temos angústias medos iguais a qualquer mãe.

Muitas de nós mães precisamos de apoio quando chegam nossos filhos, nem sempre encontramos. Algumas pessoas costumam assustar as novas mães, certa vez ouvi alguém me falar depois de ter filhos nunca mais vai dormir uma noite inteira. Por sorte não me assustei com isso segui meu instinto materno o persegui e aos 35 anos me tornei mãe.

Gestações diferentes umas das outras, algumas com injeções diárias lutando pela vida da mãe e do bebê, outras em repouso absoluto, outras com pressão alta repouso cuidados remédios. Muitas com gestação normal somente idas ao médico e cuidados com a alimentação.

Algumas aumentam o peso, ficam com as tais estrias, que marcarão o corpo depois da gestação. Somos mulheres nossa pele é diferente uma das outras, nosso DNA também é diferente enquanto algumas têm seus filhos e logo voltam ao peso de antes de engravidar outras nem tanto. Mesmo assim não deixamos de sermos mulheres e podemos sim nos sentir bonita depois de nos tornarmos mães.

Temos muitos desafios diários com a maternidade nem sempre estaremos lindas perfumadas, no início cheiramos a leite materno, ou leite artificial, não importa de que forma alimentamos nossos filhos.

Temos muitas preocupações doamos todo nosso amor maternal, o mais importante de ser mãe é o amor esse jamais pode faltar, quanto a nossa aparência podemos cuidar dela, mas da forma que nos for possível.

Nós mães não devemos julgar outras mães pela aparência, devemos ser solidárias termos empatia umas com as outras. A minha maternidade não é igual à de ninguém. Os meus desafios são diferentes das outras mães. Somos mulheres e mães e ponto final.
Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.
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