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21 de junho de 2018 - 05:19
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Geração de aparências está mais exposta a transtornos alimentares
14/03/2018 às 13:00 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
O corpo perfeito é objeto de culto há muito tempo. No passado, estampava a capa de revistas. Agora, faz parte então das postagens populares das redes sociais, portanto, mais acessíveis e, por isso, com potencial de influência maior. “É muito fácil manipular uma foto para apresentar este ideal de corpo. Indo mais além, é possível até apresentar um ideal de vida que não existe”, indica a psicóloga Morgana Sartor.

“Fotos que parecem inofensivas podem levar pessoas com o psicológico afetado a transtornos mentais graves, principalmente adolescentes e jovens, que são o principal público das redes sociais. Não bastasse isto, esta é a fase em que a personalidade está sendo consolidada e muitas dúvidas quanto a autoimagem acabam surgindo. Esta busca constante pela imagem perfeita” acaba levando pessoas a desenvolverem transtornos alimentares”, completa.

Na Anorexia Nervosa, os sinais corporais são evidentes. A pessoa tem a percepção de estar muito gorda e passa a ter medo intenso de elevar o peso. Por isso, evita a ingestão de alimentos. Já a Bulimia Nervosa ocorre com episódios recorrentes de compulsão alimentar e comportamentos compensatórios, por exemplo, uso de laxantes. Além disso, também ocorre o medo intenso de engordar.

“É importante que os pais acompanhem e orientem o que os filhos seguem nas redes sociais. Também é necessário repensar o que vemos e o que compartilhamos. Apresentar uma vida e uma forma ideal (e que não são as suas) nestes meios não é saudável. Entrar em uma paranoia e se martirizar por não alcançar esta vida perfeita (leia-se mentira) também não. O equilíbrio e o bom senso são fatores importantes para a utilização das redes sociais”, pontua.
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