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14 de dezembro de 2019 - 09:35
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HSD: Direção dá ultimato e pode renunciar
01/04/2013 às 10:49 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Em 30 de março de 2013 o empresário Higino Giassi assumia a presidência do Hospital São Donato. E para esta empreitada eram empossados também o tesoureiro Edmilson Zanatta e o secretário Aldo Souza. Após um ano, a diretoria agora dá um ultimato. Se uma solução não for possível até o dia 5 de abril, poderá ocorrer a renúncia coletiva. Uma reunião acontecerá com a Prefeitura de Içara, do Rincão, deputados e representantes do Governo do Estado. O pedido é de um aporte de R$ 1,8 milhão por ano.

A divulgação do balanço ocorreu numa coletiva de imprensa na própria instituição nesta segunda-feira, dia 1. O evento começou com a apresentação do que melhorou no primeiro ano da diretoria. Neste ponto, as contribuições chegaram, por exemplo, através de enxovais, obras, equipamentos e também recursos. “Buscamos o resgate da credibilidade”, enaltece o diretor administrativo, Paulo Conti. Mas a súplica de ajuda devido a insistente dificuldade financeira da instituição ainda continua.

“Não existe nada preocupante sobre o fechamento do Hospital São Donato. Esperamos que isto seja a ultima instância a se pensar. Estamos fazendo o possível e o impossível para manter o atendimento”, coloca o presidente Higino Giassi. “A população ainda não assimilou que o modelo de gestão mudou. Temos um estatuto que contempla todos os seguimentos da sociedade. Esperamos que o dia 1 de abril seja de retomada para que os empresários contribuam”, completa Aldo.

Através da campanha Unidos pela Saúde, a arrecadação atualmente é de R$ 7,5 mil através das faturas de energia e mais R$ 11,4 mil por mês de empresários. “Foi uma decepção. Está faltando a participação do empresariado. Poucos contribuíram. A meta era arrecadar R$ 100 mil por mês”, acrescenta Higino. Ainda quanto as finanças, a revigoração é buscada paralelamente a busca de um convênio para o pronto-atendimento dos rinconenses e a revisão das tabelas de convênios. Alguns valores não são reajustadas desde 2009. “Todos sabemos que a tabela do SUS não é reajustada desde 1992. É o maior buraco que existe na saúde do país”, indica Paulo.

As dificuldades são justificadas ainda pela dificuldade de audiência com o governador, falta de repasses da Câmara Municipal, além de impossibilidade de contratualização com o SC Saúde. “Tem que haver por parte dos governantes a necessidade de um aporte financeiro para o HSD. Milagre a gente acredita e existe. Mas as chances disso acontecer são pequenas”, avalia o presidente.


  • CONTRATOS – O uso de salas dentro do Hospital São Donato foi reincidido. Conforme o presidente Higino Giassi, serviços particulares eram prestados, contudo, sem o pagamento de aluguéis. Até a energia era paga pela fundação hospitalar.

  • SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - O contrato do Hospital São Donato tem um contrato de R$ 330 mil por mês com o SUS. Porém, R$ 74,6 mil são para mutirão de cirurgias. “Desse total, dois terços não vem para o hospital. Fica com os médicos. Com o restante temos que pagar médicos e outras despesas. Então para nós não sobra nada”, coloca o tesoureiro Edmilson.

  • FILANTROPIA – O Hospital São Donato teve reconhecida novamente a filantropia a partir de 2012. Faltou então o reconhecido entre 2003 e o último ano. A inexistência deste documento significa uma dívida de quase R$ 5 milhões.

  • UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA – Não há previsão para a inauguração da UTI do Hospital São Donato. Para o presidente Higino Giassi, representa “uma cirurgia indisposta”. “O relato de técnicos é que não há possibilidade de abrir num curto prazo. A estrutura atual não comporta. Precisamos, por exemplo, de um centro de radiognose”, relata o secretário Aldo de Souza. “O custo mensal da UTI seria de R$ 300 a R$ 400 mil por mês”, identifica o tesoureiro Edmilson Zanatta.

  • FOLHA DE PAGAMENTO – Em 2012 a estimativa era que o Hospital São Donato tivesse 98 funcionários. Mas conforme o presidente Higino Giassi, este número ultrapassava 100 pessoas. Atualmente, são então 105. “A redução gerou a necessidade de indenizações. A folha também aumentou devido a qualificação. Hoje são R$ 180 mil por mês que chegam a R$ 250 mil com os encargos".
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