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Divulgação dos artistas

Cotidiano | 10/09/2026 | 17:05

IV Jovens Artistas Catarinenses reúne talentos de todo o estado em “Memórias do Futuro”

Exposição chega à quarta edição com diferentes linguagens das artes visuais e será realizada em três atos; primeira abertura ocorre em Siderópolis

Redação | com informações de Otavio Dagostim de Jovens Artistas Catarinenses.

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A exposição IV Jovens Artistas Catarinenses: Memórias do Futuro reunirá artistas emergentes de diferentes regiões de Santa Catarina em uma programação dedicada à produção contemporânea e à circulação das artes visuais. Nesta edição, a mostra terá como narrativa as relações entre memória, presente e futuro.

Os trabalhos selecionados transitam por diferentes linguagens e técnicas, como desenho, performance, cerâmica, escultura, objeto, livro de artista, serigrafia, xilogravura, aquarela, tapeçaria, bordado, fotografia, pintura e instalação, entre outras manifestações.

A curadoria é formada por cinco jovens de diferentes municípios catarinenses: Inácio Sperber, de Blumenau; Otávio Dagostim, de Cocal do Sul; Erica Danf, de Tubarão; Jackson Goulart, de Balneário Rincão; e Helton Novelletto, de Criciúma.

A proposta é ampliar os espaços de circulação das obras, estimular a produção de novos artistas e aproximar o público das artes visuais, além de promover debates sobre temas contemporâneos.

Nesta edição, a exposição será dividida em três atos inéditos, realizados em espaços culturais distintos e com aberturas em diferentes datas. O primeiro ato será aberto em 9 de setembro de 2026, no Museu do Carvão, em Siderópolis.

Espaço para novos artistas

Para a curadora Erica Danf, o projeto também possibilita a aproximação entre os participantes e o circuito artístico estadual.

“Sinto-me honrada e agradecida pela oportunidade de trabalhar em um projeto tão inovador e expansivo como a Jovens Artistas Catarinenses, pois acredito que é necessária essa colaboração entre os artistas, que não apenas tenham a oportunidade de expor o seu trabalho, mas também de conhecerem seus pares e um pouco de como funciona o circuito artístico catarinense”, afirma.

Helton Novelletto destaca a importância da circulação artística para a região. “É de extrema importância para a região fomentar a arte em suas cidades. Fazer parte da exposição é um meio possível para o desdobramento de novas conexões entre artistas, espaços expositivos e públicos, buscando mover a arte entre os locais e as pessoas”, pontua.

O projeto teve sua primeira edição em 2023, na Galeria Willy Zumblick, da Fundação Cultural de Criciúma. Conforme Otávio Dagostim, a iniciativa vem ampliando seu alcance desde então.

“Tivemos crescimento desde a primeira edição. Vejo uma construção significativa e positiva em cada ano, jovens artistas interessados em participar, e aqueles que passaram anteriormente continuarem a produzir. Santa Catarina tem hoje uma nova geração potente e firme no fazer cultura”, ressalta.

Para Inácio Sperber, a abertura de espaços para exposição é um dos principais desafios enfrentados por quem inicia uma trajetória nas artes visuais.

“O maior desafio dos artistas em início de trajetória é acessar os espaços de exposição e circulação das artes visuais. Para mim, é extremamente gratificante poder atuar em um projeto que contribui para que esses jovens possam apresentar seus trabalhos e, por consequência, ocupar esses espaços que o projeto proporciona com suas identidades, visões de mundo, com sua arte”, afirma.