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28 de março de 2020 - 21:43
Cotidiano » Caça aos agroglifos
Perito indica que agroglifo em Içara é falso
20/03/2015 às 10:46 - atualizada às 11h49 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Lucas Lemos [Canal Içara]
As marcações circulares nas plantações de milho em Içara estão longe das características estudadas em agroglifos. Um dos indicativos é a quebra das plantas na comunidade de Espigão Primeiro. “Nenhuma aparenta o curvamento típico”, indica o coordenador do Grupo de Análises de Imagens da Revista UFO, Inajar Antônio Kurowski. “Nos autênticos se dá de forma tão harmoniosa e regular que assumem um aspecto de penteado”, completa.

Agroglifos são figuras geométricas sem explicações plausíveis que aparecem na agricultura, também chamados de Crop Circles e analisados como eventos extraterrestres na ufologia.
Ainda segundo o perito, os agroglifos aparecem sempre na mesma data dentro de uma variação de aproximadamente 15 dias. E tanto a marca descoberta neste mês quanto a de junho de 2013 estão fora do período esperado no Brasil. Além disso, os desenhos são mais comuns em plantas de médio porte como trigo, aveia e cevada ou até na fase inicial do milho. “Agroglifo em milharal já formado somente no filme Sinais”, indica.



“Muitas plantas estão apresentando geotropismo negativo (voltando seu direcionamento e crescimento para cima) o que não ocorrem em agroglifos autênticos. Nos autênticos as plantas seguem seu desenvolvimento normal, porém na horizontal, não se verticalizando mais. A conclusão então é que os agroglifos de Içara são falsos”, conclui. No estado, a autenticidade foi atestada até o momento somente em Ipuaçu, onde Inajar já esteve.

“O melhor modo de verificar a autenticidade de um agroglifo, pois existem falsificações muito bem feitas, é medir as diferenças de radiação eletromagnética no seu interior e fora destes. A radiação do campo é praticamente zero ou próximo disto e, no interior ocorrem picos que vão de 900 miliGaus à até 5000 miliGaus”, explica. O fenômeno é perceptível com a desorientação de bussolas como ficou constatado no Oeste de Santa Catarina.
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