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06 de julho de 2020 - 05:43
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Poeira gera desconforto no Centro
23/11/2013 às 08:52 | Especial do Jornal Gazeta
Estrada movimentada e comércio cheio de poeira. Esta é a situação dos comerciantes, moradores e de quem transita próximo ao Terminal Rodoviário de Içara, no Centro da cidade, entre as ruas Donato Valvassori com a Procópio Lima. A reclamação é geral e o problema vem da rodoviária, onde embora as ruas em volta sejam asfaltadas e o pátio lajotado, a área de estacionamento ainda é de areão. Além disso, outra situação são os bueiros que estão repletos de terra e não suportam a água da chuva.

Uma das pessoas que convive com a situação é a cabeleireira Rubia Fernandes. “Não damos conta de limpar o salão que vive empoeirado. Diariamente já é complicado, mas quando dá vento se torna horrível. Acredito que calçamento ou asfalto seria a única solução. É insuportável toda esta situação”, acredita a profissional.

Um comerciante que preferiu não se identificar, disse que com o vento, a areia invade seu estabelecimento comercial. “Sou obrigada a limpar todo dia, se não, não tem como aguentar”, reclama. “E, além disso, tenho o hábito de colocar a roupa na rua, se não eu não consigo vender é por causa desse pó que acaba danificando algumas peças. Já teve época que cheguei a ficar com as portas fechadas, sem atender, só por causa desse problema”, fala em tom irritado.

A compra de um ar condicionado foi uma alternativa encontrada pela comerciante Geiza Teza. “Para não estragar as roupas, principalmente as peças de cor branca foi esta a solução que achamos melhor, pois assim ficamos com as portas fechadas. Mas isso também prejudica as vendas, já que muitas pessoas quando olham de longe acham que a porta fechada porque não estamos atendendo”, conta Geiza sobre o investimento.

Já Rafael Gonçalves Rodrigues, relatou a quantidade de limpeza que realiza em no comércio diariamente. “Isso tudo é uma vergonha. Para a loja ficar limpa, ou ficamos com a casa fechada ou então limpamos quatro vezes por dia. E mesmo assim, sempre que pega um produto, dá para perceber que tem pó”, relatou. “Além do pó, também aos poucos o areão vai sendo levado para a rua e quando chove acaba indo para o bueiro, entupindo-o. E com isso quando chove acaba alagando. Um problema traz o outro”, explanou.

“Só colocam caminhão de areão. Ou seja, fazem o mesmo serviço várias vezes. Seria muito fácil calçar ou então asfaltar, fazendo o serviço apenas uma vez, e um serviço que beneficie a todos. Além disso, esta região é centro, fica feio para o município ter um centro em que a população conviva com a poeira”, colocou por vez o morador Odilon Goulart. “É difícil ser proprietário de um negócio. Quando chove aquele areão vai para as bocas de lobo e os que não vão acabam ficando na estrada, daí ficamos comendo pó, já que este é um local bem movimentado. Se eu quero uma cidade limpa, temos que mantê-la limpa. Mas para isso, precisamos também que o poder público faça sua parte”, emendou.

Além disso, Goulart afirmou que “nunca foi realizada uma mobilização porque não somos de reclamar, mas esta situação está insuportável”. Conforme o secretário de Planejamento e Controle de Içara, Israel Rabelo, existe um projeto para a melhoria da Rodoviária de Içara, incluindo o estacionamento. Segundo ele, está sendo feito um projeto de Mobilidade Urbana por meio do Governo Federal, onde está incluída a parte de requalificação de rodoviária. “Mas dependemos de uma resposta positiva do Governo Federal para que esse projeto possa ser feito. Caso contrário, teremos que ver outra solução”, informou.

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