Cotidiano | 03/03/2026 | 11:11
Secretaria de Saúde alerta sobre riscos das canetas emagrecedoras irregulares
Encontro destinado a prevenção acontecerá no bairro Presidente Vargas nesta quarta-feira, dia 4
Redação
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Em busca do corpo ideal, muitas pessoas têm recorrido ao uso de canetas emagrecedoras que prometem controlar o apetite e reduzir medidas. Com a popularização desses medicamentos, cresce também o risco associado à aquisição de produtos sem registro ou de origem irregular. Por isso, alertar os moradores de Içara sobre as consequências do uso de canetas emagrecedoras sem prescrição médica é um dos objetivos da Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária. Com esse foco, será realizada uma palestra nesta quarta-feira, dia 4, a partir das 19h. O evento ocorrerá no salão paroquial do Presidente Vargas.
O encontro será ministrado pela médica endocrinologista Érika Ferreira Rodrigues Tesa, que irá abordar os riscos do uso irregular de medicamentos à base de tirzepatida, substância presente no Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly. Durante a palestra, serão esclarecidas dúvidas sobre diabetes, indicação correta do Moujaro, necessidade de acompanhamento médico e os perigos da aquisição de produtos sem registro sanitário.
Segundo a médica endocrinologista Erika Ferreira Rodrigues Tesa, a tirzepatida é uma molécula complexa, de alto custo de produção e que exige rigoroso controle de pureza, estabilidade e esterilidade. Atualmente, não há versões genéricas ou similares aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além do medicamento original.
Entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alertam que o uso de medicamentos falsificados pode resultar em danos graves à saúde, incluindo reações adversas inesperadas, exposição a substâncias sem controle de qualidade e ineficácia terapêutica, comprometendo o tratamento de doenças crônicas como o diabetes.
Venda controlada e proibições
A venda de medicamentos emagrecedores é restrita a farmácias e drogarias. No caso do Mounjaro e de outros produtos com a mesma finalidade, é obrigatória a apresentação de prescrição médica, com retenção da receita no estabelecimento.
Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária de Içara, Lisandra Zilli, a comercialização fora desses critérios configura irregularidade sanitária. “Medicamentos como a tirzepatida exigem controle rigoroso desde a prescrição até a dispensação. A venda fora de farmácias ou sem retenção de receita coloca a saúde da população em risco e descumpre a legislação sanitária”, afirma.
O uso sem prescrição é ilegal e pode trazer riscos clínicos e jurídicos ao paciente. Conforme o Alerta DIVS nº 03/2026, profissionais habilitados podem prescrever, mas não podem comercializar medicamentos em clínicas ou consultórios.
O órgão destaca que o uso da tirzepatida exige acompanhamento médico, com avaliação da indicação, ajuste de dose e monitoramento de possíveis efeitos adversos, especialmente por se tratar de medicamento injetável que requer controle rigoroso de conservação e transporte.
A Anvisa publicou a Resolução-RE nº 214 de 20 de janeiro de 2026, proibindo a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de produtos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, lotes a partir de 01/01/2020, além da retatrutida, todas as marcas com lotes a partir de 01/01/2020, por ausência de registro no país.
Segundo o secretário de Saúde de Içara, Acélio Casagrande, a informação correta é essencial para decisões seguras. “É importante que a população conheça os novos tratamentos disponíveis na área da saúde para que sejam utilizados em benefício da qualidade de vida. No entanto, é fundamental evitar o uso de produtos sem certificação da Anvisa, garantindo mais segurança nos cuidados com a saúde”, afirma.
De acordo com o alerta, a atenção deve ser redobrada em relação a medicamentos sem informações em língua portuguesa no rótulo. Nesses casos, o produto não possui autorização da Anvisa e a venda é proibida no Brasil.
DENÚNCIAS - Casos de venda irregular, inclusive por redes sociais ou aplicativos de mensagens, podem ser denunciados pelo canal oficial do município https://icara.celk.com.br/denuncia




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