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Cotidiano » Memórias
Silvestre: Uma vida dedicada à religião
03/12/2014 às 09:22 | Especial do Jornal Gazeta
Jornal Gazeta
Esta é uma semana especial para a Paróquia São Miguel, em Içara. Principalmente para o primeiro pároco, Silvestre Junkes. Ele completou 57 anos de ordenação religiosa na segunda-feira, dia 1. E no próximo dia 8, comemora a mesma idade da celebração de sua primeira missa e também da realização do primeiro casamento.

Nascido em 1926, padre Silvestre é natural da cidade de Forquilhinha. Filho de Davi Junkes e Edvirges Borgert, foi o quinto entre dez irmãos. “Eu já tinha dois irmãos que também estavam estudando para serem padres, na época meu pai até queria que eu fosse médico, mas não tinha essa vontade. A minha vocação era para ser padre e assim foi. A gente se inspira bastante nos irmãos mais velhos e então acabei optando por ser padre”, conta.

Os dois irmãos do religioso que também seguiram a vocação eram Alfredo e Bernardo Junkes. O último, inclusive, foi pároco por muitos anos em Içara, na Paróquia São Donato. Sua participação na sociedade foi fundamental, inclusive, para estabelecer na antiga igreja a Casa da Cultura. Padre Silvestre entrou no Seminário Menor de São Ludgero aos 16 anos. Dois anos mais tarde, foi para Azambuja. Já a formação em Filosofia e Teologia concluiu nas cidades gaúchas de São Leopoldo e Viamão.

“Naquele tempo era tudo em latim, muito difícil, porque não dominava a língua de jeito algum”, relembra. “Eram professores muito bem preparados”, acrescenta. “A minha turma era de 36 alunos com pessoas de todo o Brasil. Tinha nordestinos, paulistas, alemães que estavam no Paraná, mas a grande maioria era do Rio Grande do Sul”, recorda. No mesmo dia em que celebrou sua primeira missa, realizou o casamento da irmã mais nova, Tereza. “Fiquei bastante emocionado”, relata.

Em 1958 assumiu como vigário paroquial em Laguna. No ano seguinte foi transferido para Armazém, já como pároco, e pouco tempo depois passou a exercer a função em Braço do Norte. Em 1961 foi para Rio Fortuna e em 1962 retornou para Armazém. Entre 1963 e 1965, foi orientador espiritual do seminário de Tubarão. Em 1966 veio a Içara ser vigário auxiliar. Sete anos mais tarde, assumiu como pároco da recém-criada Paróquia de São Miguel.

“Passei a maior parte de minha vida em Vila Nova. Antes de me tornar pároco, já realizava atividades na comunidade quando pertencia a Paróquia São Donato e que meu irmão, Bernardo era o pároco”, relata. “Na época eram 15 famílias e a paróquia era a sede de uma cinco capelas e já hoje está em 19 comunidades. Cresceu muito”, ressalta.

“A doutrina não muda. O que se muda é a pastoral, que vai acontecendo conforme as necessidades da sociedade, adaptar-se ao mundo da forma como ele está se encaminhando, de forma que as famílias caminhem melhor com a igreja. Hoje temos por exemplo a questão do segundo casamento, é tudo situação que tem que se adaptar”, coloca. Nestes 57 anos foram sete papas. “Para ninguém ser excluído temos que discutir essas mudanças”, finaliza.

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