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Simone Cândido: Setembro amarelo em valorização da vida!
Bem perto você pode ter alguém que precisa de ajuda
03/09/2022 às 10:48 | Simone Cândido
A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo.

Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país.

Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.”(Google)

Bem perto de nós temos pessoas que precisam de ajuda, muitas delas disfarçam muito bem seus sentimentos. Precisamos ficar atentos àqueles que convivem conosco. O cansaço, a sensação de a dar conta do que se tem a fazer os deixa cansados. Cabe a cada um de nós observar. Tornar uma equipe não deixando o peso só para uma pessoa específica.

Muitos ainda rejeitam tratamento psicológico ou até mesmo psiquiátrico. A ideia de que temos que ser fortes o tempo todo cria essa rejeição. Se precisarmos tomar remédios para depressão ou qualquer outra doença que seja precisamos ter a aceitação de que nos fará bem. Os tratamentos psicológicos também são necessários ajudam muito no tratamento.

Quando se descobre uma doença mais difícil de obter a cura podemos ter momentos difíceis e aí entra a ajuda psicológica que aliada aos medicamentos e a aceitação do tratamento podem trazer a cura mais rápida e eficaz.

Se cada um de nós mudar esse tipo de pensamento equivocado de não usar remédios, de não procurar doenças, utilizando outros termos como, por exemplo, prevenção, pois prevenir ainda é o melhor remédio. Poderemos evitar que muitas doenças sorrateiras nos façam perder a vida tão cedo.

Precisamos nos unir quando alguém estiver precisando de um apoio, seja ele uma conversa ou companhia. Não conseguiremos estar com muitas pessoas, nem darmos atenção, para muitas pessoas, mas se aquela mais próxima pode olhar com carinho e amor, tornando suas vidas um pouco melhor. Podemos mudar os pensamentos quando em vez de criticamos as dores alheias lhes oferecermos afeto, e até nossas preces. E se hoje não pudermos estar com alguém ou fazermos algo de concreto podemos lhes dizer hoje eu farei preces por você.

Somos humanos e sentimos dores físicas, mentais as ditas dores da alma, remédios ajudam no tratamento, as feridas da alma necessitam de apoio, se alguém próximo de nós precisarmos de apoio pode indicar o CVV- Centro de Valorização Da vida. No número 188 onde voluntários se dispõem a ouvir a quem precisa com uma palavra amiga com total sigilo. E se esse alguém somos nós podemos mudar nosso conceito de que precisamos sim de apoio.

Em tempos em que a depressão assola crianças, jovens, adultos, idosos vamos nos unir àqueles que amamos. Mudando conceitos sem julgamentos sem críticas, quem tem depressão sabe o significado de suas dores e seus dias sombrios. Nunca devemos dizer não é nada, tem muito sorriso disfarçado dores interiores que não conhecemos.

Comecemos nosso fim de semana olhando ao nosso redor e quem sabe poderemos ajudar alguém, até mesmo a aceitar o tratamento necessário. Assim faremos uma grande corrente de amor ao próximo transformando o mundo em que vivemos. Pessoas precisam de alento o ano inteiro, o mês de setembro é um mês em que se fazem mais campanhas de valorização da vida.
Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.
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