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01 de março de 2021 - 08:34
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Simone Cândido: uma retrospectiva das crônicas de 2020
26/12/2020 às 09:27 | Simone Luiz Cândido
O Janeiro Branco surge como um alerta para todos nós: é preciso desacelerar nossas vidas, nosso trabalho e nossas atividades tão corridas no dia a dia. Mês de cuidar da saúde mental.

Refletimos também o desafio de ser mãe. Nós mães não devemos julgar outras mães pela aparência, devemos ser solidárias, termos empatia umas com as outras. A minha maternidade não é igual à de ninguém. Os meus desafios são diferentes das outras mães.

Com a história de Rosilene Lacerda, aprendemos a importância da vacinação. Pois por não tomar a vacina teve paralisia infantil e hoje precisa de uma cadeira de rodas para se locomover. Aprendemos que precisamos valorizar talentos da terra de pessoas que se esforçam tanto e não tem seu trabalho reconhecido. Gostou? Curta, compartilhe, comente na página onde foi postado. Siga nas redes sociais. Contamos com vocês que gostam de nossos trabalhos.

Em fevereiro surgem notícias sobre o novo coronavírus, algo preocupante, o mundo inteiro em busca de informações e formas de combater o vírus. Todos nós em alerta buscando evitar uma epidemia. Podemos começar em nossas casas com cuidados básicos, higienizar sempre que pudermos nossas mãos.

Em março nós mulheres vivenciamos hoje o fruto de muitas lutas de outras mulheres que fazem parte de nossos antepassados. Queremos um mundo melhor para nós e nossas meninas. Por isso seguimos lutando para que possamos ser vistas pelo que somos. Lutando por um mundo igualitário.

Estamos vivendo um tempo muito diferente do que imaginamos para 2020. Em março, várias cidades iniciaram trabalhos de sanitização de ambientes públicos de grande circulação. Cenas que jamais imaginávamos ver no país, muito menos aqui no Sul de Santa Catarina. E quem são as pessoas que fizeram esse belo trabalho para que a população pudesse ficar mais tranquila quanto à contaminação do Coronavírus? Não sabemos, mas sabemos que esses trabalhadores estão trabalhando para que nossas famílias fiquem em suas casas em segurança.

Percebemos que não importa os bens materiais que possuímos nenhum de nós está livre desse vírus invisível. Faz-se necessário que cada um de nós possa refletir o que é preciso mudar em nossas vidas. Valorizarmos mais nossas famílias, em um tempo que foi necessário ficarmos em casa juntos por muito mais tempo que estamos acostumados.

Eis que algum tempo depois do surgimento da pandemia pelo coronavírus, as secretarias de educação tiveram que readaptar-se. Aulas que antes eram presenciais passaram a ser virtuais. Professores mudaram suas aulas tivemos que nos adaptarmos.

Nossa gratidão aos coletores de nossos resíduos que tanto bem nos fazem . O que seria de nós sem eles. A todos esses profissionais nossos aplausos. Vamos cuidar quando embalarmos nosso lixo, assim cuidaremos da saúde desses profissionais. São anônimos, mas realizam um trabalho grandioso.

Esse tempo juntos nos fará muito bem, no futuro nos lembraremos de muitas coisas. Jamais esqueceremos o afeto que cada um de nós dispendeu para os outros, cada bom exemplo de solidariedade que tivemos com o próximo entre tantas coisas que pudemos aprender.

Sermos gratos por tudo que nossos amigos nos proporcionam, pelas vezes que mesmo distante enxugam nossas lágrimas com palavras de conforto. Vai passar, você vai ficar bem, vai dar tudo certo. Entre tantas outras coisas que nos fazem seguir nosso caminho com determinação, sabendo que não estivemos sozinhos.

É preciso ter empatia quando não sabemos como é a dor do outro podemos ter respeito, amor ao próximo quem sente sabe como é viver com suas dores invisíveis, não custa nada deixar de si e olhar com amor para nosso próximo. Empatia é ter outro olhar para as dores alheias. Sabendo ou não como são suas dores termos compaixão para com os outros.

Surge o movimento lute como uma mãe foi criado com o intuito principal de exigir a total liberdade das mães e pais a escolherem se seus filhos devem ou não ir para a escola nesse momento ímpar, nunca vivido por essa geração.

A nova paisagem vai tomando forma na Rua marcos Rováris as novas árvores começando a embelezarem a rua central da cidade do mel. Pessoas passam com suas máscaras algumas mantém distância outros nem tanto. Chegamos ao meio do nono mês desse ano vendo as árvores crescendo e florescendo nos traz a esperança de que tudo tome seu lugar novamente.

Ser trabalhador de linha de frente no combate ao Covid 19 não é nada fácil. Muitos de nossas famílias já precisaram ser atendidos nos hospitais de nossa região. Os trabalhadores do Hospital São Donato realizam seu trabalho com maestria e muito amor. Nossa gratidão à todos.

Infelizmente dois funcionários do hospital perderam a luta contra o Coronavírus ficarão em nossa memória, a dor foi imensa e indescritível seus colegas continuam lutando para que mais nenhuma vida seja perdida.

Nesse ano de 2020 em que a pandemia do Covid 19 levou tantas pessoas muitas delas muito próximas de nós, foi um ano de muitas perdas o sofrimento foi ainda pior, pois as despedidas foram restritas para pessoas da família.

Palavras não descrevem o significado dessas saudades, mas temos certeza de que todos que por nós passaram deixaram um pouco de si levaram um pouco de nós

Aprendemos que o poder dos anjos existe. Anjos estão por toda parte alguns são humanos que lutam pelas vidas de outras pessoas, outros são seres de luz que nos inspiram a sermos melhores.

Para Nadir da Rosa dos Santos coordenadora do MOVIMENTO DE CONSCIÊNCIA NEGRA CHICO ROSA “É de suma importância à luta pelos direitos dos negros. Não só no dia vinte de novembro, a gente tem que lutar sempre. É importante ressaltar que a luta é a continuação, sendo que o estandarte da reafirmação de nossos direitos não somente como integrantes da etnia negra, mas, como cidadãos brasileiros.”

Dezembro chegou para nós com muitas provas, a cidade de Criciúma sitiada numa noite aterrorizante que jamais será esquecida. A dor das famílias pelas mortes de muitas pessoas queridas. Muito sofrimento e medo.

Uma ótima notícia nesse dia 22 de dezembro: foi inaugurada a Casa Rosa. A presidente Andréa Cristina Pavei Soares pontua. “Na Casa Rosa estaremos acolhendo na Casa Rosa a AMPI: Associação amigas do Peito de Içara e também o Berço dos Anjos que doa enxoval para gestantes em situação de vulnerabilidade social. A Casa Rosa tem um espaço de 847 metros quadrados que é exclusivamente para o atendimento do diagnóstico precoce do câncer de mama da prevenção de colo do útero, do diagnóstico do câncer de ovário e também vamos trabalhar pontualmente com o diagnóstico e prevenção do câncer de próstata. ”

Todos nós sonhamos em voltarmos a viver com tranquilidade sem medo de que alguém da família ou próximo a nós possa contrair o covid. Seguimos com fé e esperança de que no próximo ano tenhamos boas notícias também aqui no Brasil. Que a vacinação chegue até nós com segurança. Nosso ano tem sido muito difícil aguardamos boas notícias e um tempo melhor para vivermos.
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