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22 de agosto de 2019 - 10:32
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Solução pode estar em bioinseticida
08/04/2014 às 09:41 | Especial do Jornal Gazeta
A solução contra o ataque das lagartas na safrinha do feijão pode estar em um bioinseticida. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Içara, Hercílio Jair De Stefani, a descoberta são produtos a base de Bacillus Thuringiensis e Bacillus Vírus. Ambos produzem uma toxina que mata os insetos. O engenheiro agrônomo Junior Brunel Tezza explica que é natural, não mata outros insetos e não traz nenhum tipo de agressão à plantação.

“É como quando uma pessoa fica doente. Ela conversa com outra, relata os sintomas e recebe como resposta a indicação de algum remédio. Se o problema persiste, pega a receitinha de outra até que, por fim, vai ao médico. No caso dos agricultores, diversos venenos foram colocados por indicação de pessoas e agropecuárias. Muitos gastaram mais do que podiam para tentar sanar o problema e nada acontecia. Até que agora estão usando esse novo que é natural e promete exterminar de vez as lagartas. Estamos em fase de análise para ver como vai funcionar”, relata Jair.

“Não podemos dizer que é um produto 100% garantido porque nenhum é. Até porque, estamos em fase de experimento e, por ora, tem dado muito certo. Funciona da seguinte maneira, os bacillus produzem uma bactéria que contém toxinas e quando as lagartas vão se alimentar, acabam sendo intoxicadas e morrem. Ele é específico para todos os tipos de lagartas e não mata nenhum outro tipo de inseto. Tampouco prejudica o produto do agricultor”, ressalta Júnior.

A primeira tentativa de experimento foi realizada na quinta-feira. Tezza pulverizou toda a lavoura com o produto, que levou entre quatro a oito horas para penetrar por completo na plantação. As lagartas se alimentaram e, 24h depois, já foi possível ver a redução das mesmas. “O que vale deixar claro é que não vai ser só colocar o produto e no outro dia todas as lagartas estarão mortas. Faz parte de um processo. Elas se alimentam, se intoxicam e depois não comem mais. Consequentemente acabam morrendo e são exterminadas. Aqui já é possível perceber a grande diferença. Na semana passada tinha lagartas para todos os lados, hoje temos que balançar até que caiam algumas e, mesmo assim, elas já estão infectadas”, explica.

O produto de R$ 65 serve para pulverizar um hectare. Jair De Stefani comenta que ele está vindo do Rio Grande do Sul e muitos agricultores já encomendaram. “Fomos em Linha Zilli e acompanhamos a situação. Muitos não quiseram porque acham que já está perdido. Até porque, já gastaram cerca de R$ 350 no litro de um outro veneno que dá para cinco hectares e que não resolveu nada”, calcula.

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