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20 de setembro de 2019 - 19:32
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Direção dos Correios diz que greve não afeta serviços postais
11/09/2019 às 20:03 | Especial de Alex Rodrigues, da Agência Brasil
Lucas Lemos [Canal Içara]
Conforme divulgado pela direção dos Correios, a greve aprovada pelos trabalhadores da empresa na noite de terça-feira ainda não afetou os serviços postais, financeiros e de conveniência prestados nos mais de 12 mil pontos de atendimento espalhados pelo país. Segundo a diretoria, 82% do efetivo total das agências estão trabalharam normalmente nesta quarta-feira. Para minimizar eventuais impactos futuros à população, os Correios colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios, que prevê medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) afirmou que o movimento é nacional, por tempo indeterminado. Além de ser contrária à proposta de privatização dos Correios, a categoria reivindica a prorrogação do Acordo Coletivo de trabalho (ACT), que venceu em 31 de julho, a reposição das perdas inflacionárias dos últimos anos e a manutenção do vale-alimentação e do plano de saúde.

No mês passado, o governo federal incluiu os Correios no Plano Nacional de Desestatização (PND) e inaugurou a fase de estudos para privatizar, total ou parcialmente, a empresa e outras estatais. A abertura de estudos não indica necessariamente que uma empresa será privatizada, restando, como alternativa para as companhias federais incluídas no plano, a assinatura de parcerias com o setor privado.

A negociação das cláusulas do acordo foi parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que, na semana passada, após várias tentativas de compatibilizar os interesses de trabalhadores e da empresa, decretou a extinção do procedimento de mediação e conciliação pré-processual. Segundo a assessoria do tribunal, a direção dos Correios não aceitou a proposta de prorrogar o acordo coletivo para permitir o prosseguimento das negociações, que, segundo a assessoria do tribunal, “evitaria a greve da categoria”.
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