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Economia | 16/04/2026 | 08:00

Espetáculo A Caixa, da Companhia Mútua, abrirá o Festival AnimaMão

Espetáculos gratuitos acontecerão de 6 a 10 de maio em Nova Veneza

Especial de Lucas Lemos | Link.e

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Reconhecida no Brasil e no exterior, a Companhia Mútua será uma das atrações do primeiro Festival de Teatro de Bonecos de Nova Veneza, o AnimaMão, de 6 a 10 de maio. Com dois espetáculos na programação, o grupo levará ao público obras que atravessam diferentes linguagens e narrativas. A abertura do Festival de Teatro com Bonecos acontecerá no dia 6 de maio, às 19h30, no Teatro Municipal, com o espetáculo “A Caixa”. Já no dia 7, também às 19h30, o público poderá conferir, no mesmo espaço, o espetáculo “Contestados”.

Fundada em março de 1993, em Joaçaba, no meio-oeste catarinense, e sediada desde 2007 em Itajaí, a Cia Mútua já estreou 31 montagens teatrais. Ao todo, os espetáculos já circularam por 19 estados brasileiros, e na Argentina, Chile e França, conquistando 19 prêmios, entre eles o Prêmio CBTIJ de Melhor Espetáculo de Teatro de Formas Animadas, em 2016.

"Será uma grande alegria poder contar com a Mútua para abrir o nosso Festival. É um grupo catarinense reconhecido internacionalmente e que abrilhanta muito a nossa primeira edição do evento. Estamos muito felizes e esperamos receber o público de Nova Veneza e região, familiares e amigos, num evento que vem sendo pensado com muito carinho", ressalta o produtor e jornalista Antonio Rozeng, um dos organizadores do Festival.

Realizado pela Enluaratus, o Festival AnimaMão foi aprovado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2024, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura, com o apoio da Prefeitura de Nova Veneza, e da Cyathus Teatro de Animação. Entidades da região que desejam assistir aos espetáculos gratuitos com grupos já podem fazer a reserva de vagas pelo WhatsApp (48) 99662-8919. Ao todo, o Teatro Municipal de Nova Veneza tem capacidade para 300 espectadores.

Espetáculo A Caixa

Com trajetória consolidada desde 2004, o espetáculo A Caixa atravessa fronteiras geográficas. A história se desenrola a partir de um gesto comum e, ao mesmo tempo, simbólico: aqueles brinquedos que ficam em uma caixa, como se ali terminassem sua existência. No entanto, a cena ganha outra dimensão quando os próprios atores se recusam a aceitar esse destino e decidem intervir. Ao darem vida para um palhaço, iniciam o resgate também de seus companheiros do abandono, enfrentando a indiferença e a dureza da vida urbana. Sem o uso de palavras, o espetáculo constrói uma narrativa poética e universal, que dialoga com diferentes públicos por meio da delicadeza e da expressão.

Com concepção, roteiro e manipulação assinados por Mônica Longo e Guilherme Peixoto, que também assume a direção geral, a obra reúne uma equipe artística comprometida com a potência da linguagem visual e da manipulação direta. A direção de cena de Willian Sieverdt, a operação técnica de Laura Correa, os mecanismos desenvolvidos por Paulo Nazareno, a trilha sonora de Fernando Spessatto e a identidade visual de Leandro Maman contribuem para a construção de uma experiência imersiva e sensível. Com duração de 40 minutos, classificação livre e capacidade para até 300 pessoas, A Caixa reafirma a força do teatro de animação como ferramenta de reflexão, encantamento e conexão por meio da manipulação direta sobre balcão.

Espetáculo Contestados

Estreado em 2019, o espetáculo Contestados propõe um mergulho em uma das páginas mais marcantes da história de Santa Catarina. Por meio do teatro de animação com figuras planas, a montagem revisita a Guerra do Contestado, conflito territorial ocorrido no início do século XX com o envolvimento dos estados de Santa Catarina e Paraná, o Exército Brasileiro, interesses econômicos internacionais e, sobretudo, a população local, diretamente impactada por disputas de poder e território.

Com direção de Willian Sieverdt e atuação de Laura Correa e Mônica Longo, a dramaturgia coletiva é assinada por Guilherme Peixoto, Laura Correa, Mônica Longo e o próprio diretor, com texto de Gregory Haertel. Elementos como a cenografia de Jaime Pinheiro, a trilha sonora de Guilhermo Santiago, a iluminação de Flávio Andrade e os mecanismos desenvolvidos por Guilherme Peixoto contribuem para uma experiência cênica envolvente e provocadora com duração de 55 minutos e classificação indicativa de 12 anos.